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©2015 por Armário Erótico Todos Direitos Reservados. Criado orgulhosamente com Richardson Garcia

  • Richardson Garcia

Ele usa Dólmã - Capitulo 16

#Adrian Raul


Após o natal passei alguns dias fora com amigos, e conhecidos, e também para poder aparecer mais com a Natalia.

Mas decidi passar o Ano Novo em São Paulo, e foi chegar em casa, e minha mãe, vem me intimar no meu quarto;

- Adrian! Meu filho.... Chegou? – Ela vem gritando nos corredores.

- Sim, mãe.

Ela entra no quarto, me abraçando e beijando;

- Feliz ano novo querido.

- Feliz ano novo. – Retribuo seu abraço.

Ela senta na cama, e cruza as pernas, usando uma máscara de alguma coisa verde, não pude retribuir o beijo;

- Vamos passar onde a virada?

- Mãe nem sei. – Falo sentando a sua frente.

- Pensei em passar na Praia Grande, mas é muito pobre... Ai tem a Royal Palace! – Ela grita.

- Mãe, nada que eu tenha que usar terno.

- Ai menino, usa qualquer roupa, vou chamar a Margarida... – Ela se levanta. – Avisa sua Namorada fake.

Gente, rsrs, eu solto uma risada e falo;

- Isso é segredo viu.

- Tudo bem.

Então vamos lá, avisar minha namorada Fake. Liguei para a Natalia;

- Oi.

- Planos para hoje?

- Não, iria até te mandar mensagem.

- Minha mãe tem uma festa para ir, vamos fazer companhia a ela.

- Muitos fotógrafos?

- Natalia, vamos só aproveitar a noite, beber e comer, estou precisando só relaxar...

- Tudo bem, não está mais aqui quem faloui, onde será?

- Royal Palace.

- Puta merda, não tenho roupa para isso. Bem vou dar um jeito aqui, vai mandar o motorista?

- Sim. Ei sabe do Cristian?

Ela demora a responder, sabem quando a pessoa pensa para responder, tipo, alguns segundos;

- Adrian, ele vai passar a virada com a família de sua noiva.

NOIVA?

- Noiva? – Questiono, extremamente sem graça, por não saber.

- Ai aquele viado não te falou né?

- Não.

- Desculpe.

- Tudo bem.

- Vou me arrumar, até mais tarde.

- Até.

Foi desligar o telefone, e Alex liga, de imediato veio o que fiz para o Bruno.

- Oi. – Falo todo calmo.

Descendo as escadas escuto as teclas do computador de Alex no telefone;

- Olá Adrian, Feliz ano novo mano.

- Feliz ano novo. Escuta no balanço do mês que estou fazendo aqui, tem uma retirada alta, pode me ajudar?

- Ah, sim. – Me sento no sofá.

- São cinquenta mil, foi um saque direto no banco, estou tentando fechar as contas do mês, mas não consigo. Foi você?

- Sim, Alex, foi eu sim.

- Tranquilo, diz ai, para eu poder colocar aqui na declaração de imposto de renda.

- Gastos pessoais.

Ele espera um pouco, e diz;

- Adrian seus gastos pessoais já estouraram o limite, do limite.

- Me ajuda ai vai?

- Beleza, mas entra em 2020 no vermelho, terá que segurar para alcançar a meta que me propôs.

- Foi mal.

- Relaxa.

Prestar contas ao seu contador é pior que se confessar. Fui na cozinha onde minha mãe estava tentando convencer a Margarida para ir conosco, e peguei um café assistindo a cena.

Ela insistindo e ela negando rsrs.

E eu com celular na mão, aguardando o Cristian estar Online, para pelo menos responder à mensagem que havia enviado.

- Filho vou subir e lavar meu cabelo, minha amiga está vindo para escovar ele, e você vai fazer o mesmo Margarida, não me faça te levar a força.

Ela sai, e Margarida fica toda sem graça lá.

- Quer que eu passe seu terno Adrian?

- Não vou usar aquilo não, odeio festa de gala.

- Vai de moletom?

- Sim, rsrs.

- Você gosta de escutar Mariano na sua cabeça né?

- Rsrsrs, não vou te responder.

Desci até a garagem, conferindo se o carro estava limpo para irmos, pois iria pilotando mesmo.

A festa, é mais esperada por famosos de São Paulo. A Royal Palace já se tornou a festa das festas, por ter a nata da televisão entre outros, com vexames e barracos. No começo os ingressos eram vendidos, mas com o crescimento ela começou a escolher seus convidados.

Claro que não é todo mundo que vai passar o ano novo em uma festa chata, por isso a gama de entradas é pouco limitada, a algumas pessoas.

Com uma calça jeans, e camiseta branca, coloquei somente uma das jaquetas que eu havia guardado para utilizar em um momento oportuno.

Minha mãe estava expendida, de vestido vermelho e Margarida com um terninho mais discreto, ambas com cabelão, rsrs.

De vestido decotado e com caimento a Natalia estava muito linda, de cor salmão, e um cinto dourado da cor da sandália, cabelo cacheado.

Ela chegou na minha casa, e eu fiquei tipo, vidrado nela;

- Que foi?

- Você está muito gostosa.

- Ai, obrigada...

Apresento ela a minha mãe e então podemos seguir, finalmente para a tal festa.

Como de costume eu parei o carro com os seguranças abrindo a porta, e o manobrista pegou a chave, e já era possível ouvir os gritos dos fotógrafos ao fundo.

Eles abriram as portas para minha mãe e Margarida, eu abro a porta para a Natalia que estava à frente, pego em sua mão e ela me acompanha.

Era a primeira vez que aparecíamos juntos publicamente, ficamos parados no tapete vermelho por quase onze minutos, dentre fotos e entrevistas.

Os fotógrafos ficavam mais perto dos carros, da entrada, você descia e era fotografado, depois ainda no tapete tinha os jornalistas.

Há algumas pessoas no tapete para te ajudar, ela se aproximam dizendo, de onde era o jornalista, e o seu nome.

A Natalia mesmo se aproxima de uma garota, baixa com a credencial do multishow;

- Gente é muito glamour, você está muito linda Natalia, e ao lado desse homem também... Adrian então quando se conheceram? – Ela pergunta atrás da barricada.

A câmera que estava mostrando ela, se vira para mim, com aquela luz bem forte;

- Primeira vez que a vi, foi no Instagram, mas depois tive a oportunidade de encontrá-la em uma festa, e a chamei para dançar né Natalia? – Falo olhando para ela.

- Sim, foi muito fofo da parte dele.

- Adorei o seu vestido Natalia, que empoderamento.

- Menina foi escolhido de última hora.

- Adrian e essa Luis Vuitton, custou o que, vinte mil reais?

- Eu não perguntei o preço. – Respondo rindo.

- Vão lá gente, aproveitem a festa, Feliz Ano Novo. E ótima temporada no Flamengo Adrian.

- Obrigado. – Respondemos juntos entrando.

Minha noite começou bem, até entrar dentro daquele salão, uma recepcionista nos levou até a mesa, e eu me sentei, foi acomodar e escuto a voz irritante do Bruno.

Ele chega cumprimentando todo mundo e pede para mudar de mesa, senta ao lado da Natalia, esses dois tinha uma amizade que eu já desconfiava.

Ele se sentou, e eu invento uma desculpa para sair;

- Vou falar com um amigo e já volto. – Digo saindo.

Ele na hora me olha, sabendo que sai por causa dele.

Passando pelas mesas, esbarro sem querer na mesa de Stefano, mais precisamente em uma pessoa da mesa, peço desculpas e ele me encara com olhos de ódio, eu para provocar pisco sorrindo.

No caminho até o banheiro vejo a Lívia, ela sim, parei para conversar e trocar uma rápida ideia.

Bem entrei no banheiro somente para mijar, e saio ficando em um espaço tipo sala de espera.

Fico sentado em um dos sofás e fico por la quieto até escutar passos e adivinhem?

Stefano Le’Bianco aparece.

- Prada? – Questiono olhando de cima a baixo.

- O que disse?

- Está vestindo Prada!

- Ah, sim.

Ele estava muito foda, todo de preto, com um paletó que imita couro, e um cachecol imenso, dando mais movimento ao seu corpo, cabelo arrumadinho, como ele sempre usou.

- Mas não vim falar sobre isso, escuta... – Ele se aproxima olhando conferindo não ter ninguém.

- Está me seguindo? – Interrompo ele.

Stefano sempre foi alguém que se “pilhava facil”, e eu nem gosto de provocar;

- Não. Quero falar sobre o que aconteceu aquele dia.

- Ah então você gostou?

- Para com esses seus joguinhos Adrian. E não me olha assim Adrian, não sou essas garotas que você fica, na verdade nem sei o que você é!

- Eu sou um cara que gosta de diversão, e te provocar está se tornando uma das minhas prediletas.

Ele revira os olhos, e eu me levanto, o Stefano consegue me deixar sem graça, mas eu também, tenho minhas artimanhas;

- Não quero que fale daquilo com ninguém.

- Seu funcionário quem viu, eu me garanto.

- Confio em Robson, já falei com ele.

- Então esse assunto acaba aqui. – Respondo.

- Ótimo. – Ele se vira para sair.

- A não ser que queira começar outro? – Digo olhando para sua bunda quando se virou.

- Não quero começar nada, me respeita garoto. – Stefano fica muito pilhado, vindo para cima mesmo. – Escuta não me faça acabar com a confiança que tenho com você. Trabalhamos juntos.

- Stefano, sei que é casado, mas não sei como, você mexe comigo. – Me aproximo dele.

Ele se vira mas eu seguro em seu cachecol, o puxando. Não coloquei força, mas ele segura do outro lado, fazendo uma pequena guerra de força.

Stefano puxa, e eu faço o mesmo colocando um pouco mais de força, o que faz ele se aproximar demais, ele segura minha mão para eu soltar.

Seu rosto perto do meu, a sua boca perto da minha, para o beijo, faltou a atitude da minha parte. Eu abro a mão soltando o pano, e somos surpreendidos novamente;

- Mas que merda é essa?

O marido dele grita. Stefano olha apavorado, eu afasto arrumando minha jaqueta;

- Só estamos conversando. – Stefano responde.

- Eu não sou cego. Qual é a sua em cara? – Ele me empurra.

Fiquei armado, caso ele se aproximasse novamente.

- Não encosta em mim, se liga. Estávamos só conversando, nada demais. – Falo me impondo.

- Estavam se pegando, eu não sou cego. – Ele vem para cima de mim novamente.

O reflexo junto a força, me fez acertar um murro em Dante, que o faz cair desmaiado no chão, próximo ao sofá;

- O QUE VOCÊ FEZ? – Stefano grita.

- Ele quem começou.

Pensei pronto, matei o cara. Um garçom que estava saindo do banheiro vê e vem ajudar.

Mas Dante se desperta rápido, a pancada o derrubou;

- Que aconteceu aqui? – Lívia entra no banheiro.

- Adrian socou o Dante. – Stefano fala tentando levantar ele.

Ele passa a mão no rosto, procurando sangue, mas foi somente a pancada mesmo;

- Tudo bem, consegue ficar de pé sozinho? – Pergunta o garçom a ele.

- Estou meio tonto. – Dante responde ainda passando a mão procurando corte.

- Temos uma equipe de paramédicos aqui, vou te levar até eles.

- Eu vou acabar com a sua vida. – Ele fala olhando para mim.

- Eu ajudo. – Stefano pega em um dos braços dele.

- Me solta, não toca em mim, estou com nojo de você. – Dante o empurra.

- Ei, deixa ele, agora não é a hora. – Lívia segura o irmão.

- Satisfeito? – Stefano fala puto comigo.

- Isso é culpa sua também.

- Senhores, aqui não pelo amor de Deus. – Lívia diz, saindo com Stefano.


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