• @rgpatrickoficial

Ele usa, Dólmã - Capitulo 11

Já passei por momentos constrangedores, mas esse supriu todos. Eu fiquei imóvel com Robson.

Ele se vira saindo, e Stefano faz o mesmo. Eu volto ao salão, fechando o paletó e sinto o recibo no bolso.

Fui a mesa do meu treinador e cumprimento ambos;

- Bem queria que fosse surpresa, mas creio que já saiba! - Entrego o recibo.

- Sabíamos que alguém havia feito, mas não quem? Como agradeço?

- Uma folga na próxima temporada haha.

Ele sorri e me abraça agradecendo e sua esposa faz o mesmo, volto a mesa dos meninos pego minha taça, eles vão se preparando para abrir a pista de dança.

E percebo que Stefano estava se despedindo dos noivos, ele me encara antes de sair, eu ainda atônito pela situação.

O pai da noiva faz um discurso e então vejo a Natália na festa, ela pisca para mim, mas fico quieto, pois ela estava do outro lado do salão.

Quando os convidados começaram a tomar a pista de dança, vou atrás dela, usando a desculpa de convidá-la para dançar.

Natália estava junto a algumas meninas na mesa quando me aproximo;

- Olá boa noite meninas, tudo bem? - Cumprimento todas. - Gostaria de dançar comigo? - Pego na mão de Natália.

- Puf! - Solta um barulho com a boca. - Não, nem te conheço garoto.

Mano fiquei tipo, QUE? Estou pagando para a mina sair comigo, a louca assinou um contrato de letras miúdas e me trata assim;

- Desculpe, o garoto aqui se chama Adrian Raul, se não me conhece pergunta para qualquer uma das garotas da mesa. Mas isso depois que dançar comigo.

Ela olha de cima a baixo, com uma cara de deboche, que muda rapidamente, e diz;

- Natália, agora melhorou. - Ela se levanta.

Aproximamos da pista, posicionei ela, segurando em sua cintura e ela em meu ombro, questiono;

- Não entendi aquilo.

- Charme, você ainda tem muito a apreender comigo.

- Creio que seja o contrário. - Falo sendo irônico.

- Não sou eu quem está pagando uma acompanhante de luxo.

- E não sou eu quem está recebendo para sair com um estranho.

- Você não é estranho. Só aceitei o serviço por causa do Cristian (...).

Sem querer expresso uma feição confusa, de ela citar o Cristian, e Natália completa;

- (...) Você pode comer ele entre quatro paredes, mas sou eu quem você irá beijar na frente das pessoas. Então temos que nos respeitar.

- Ele contou a você?

- Não, não precisou... – Fico muito assustado com as palavras dela.

- O que acontece entre a gente...

- Não precisa e explicar, relaxa Adrian! Talvez ele não disse, mas irá se casar.

- Casar?

- Sim.

- Ele não me disse!

- Ele precisa da grana Adrian.

- Entendo, mas contamos tudo um para o outro. – Questiono duvidando.

- “Amigos, amigos. Negócios a parte”.

- Vou pegar algo para beber. – Digo deixando ela na pista de dança.

Sim, eu fiquei meio puto, sim! Confiava muito em Cristian, e praticamente não escondia nada dele. Pode ser infantilidade da minha parte? Talvez, mas sou assim.

Não encontrei um garçom, então segui até o bar, o rapaz me viu aproximando, e já foi colocando o copo no balcão;

- Wisky por favor. – Falo olhando o salão.

Ao me virar a Natalia estava vindo em minha direção;

- Tudo bem?

- Precisava de uma bebida.

- Seu Drink senhor. – Escuto o copo no balcão de vidro.

Eu pego o copo, e quando vejo quem se aproxima, viro um gole muito grande;

- Eu sabia que mais linda não existe. – Fala Bruno a Natalia.

- Haha, você por aqui, que surpresa. – Ela fala abraçando ele.

- Surpresa você, por aqui, conhece o noivo, ou a noiva?

Quando ele questiona, percebo que podemos nos encrencar, então entro na conversa;

- Veio comigo.

Ele me encara, olha nos meus olhos e coloca a mão no meu ombro;

- Sortuda amiga, aproveitando?

- Sim, e você?

- Estou em todas né, rsrs. – Ele ri bebendo uma batida de algo que havia em seu como.

Bruno desce a mão segurando em meu bíceps e aperta;

- Queria falar contigo, posso? – Ele diz a mim.

Eu fico sem entender, mas concordo;

- Sim, podemos.

- Vou ao banheiro então. – Natalia sai.

Bruno dá uns passos para a esquerda, em direção ao jardim, eu acompanho ele, ainda sem entender;

- Boa jogada de marketing da sua equipe em. – Ele fala.

- Sobre?

- Sua overdose. – Bruno me encara.

- Foi preciso, eu pisei na bola.

- Do que se lembra daquela noite? – Ele pergunta com uma feição bem diferente.

Olhar mais lerdo, como se estivesse dando mole;

- De cheirarmos na festa. De irmos para minha casa, e eu caindo da escada.

- Só isso? – Ele ajeita meu paletó.

- Você se lembra de algo mais?

- Sim, eu me lembro. – Bruno falava, passando o dedo no topo do copo, tentando ser sensual. – De tudo isso e de ir no seu quarto, usar o banheiro, e você dar em cima de mim.

Quando ele diz, eu solto uma risada;

- Ta zoando?

- Sim, disse que eu tinha uma boca muito gostosa, e respondi que ela fazia magica, pena que não se lembra, pois, pelo menos gemer naquela cama você gemeu...

Eu estava caindo na conversa dele, indo nas suas ideias, até Bruno mesmo se queimar, ou pior, se revelar;

- Quer ver? – Ele pega o celular.

- Você gravou? – Falo pálido.

- Não está doido? Só umas fotos.

Bruno abre a galeria e me mostra fotos minhas nú, e excitado.

Mano queria bater nele naquela hora;

- Ficou maluco cara? – Empurro ele.

Ele me olha ainda encarando, e como eu falo pouco alto, percebo algumas pessoas olhar, era tudo que eu não precisava agora, atenção.

Fecho os olhos, e respiro fundo, mano isso não estava acontecendo;

- Quem mais tem isso? - Questiono desesperado.

- Só eu bebê.

- Não me chama assim.

- Relaxa, que vamos nos dar muito bem... – Ele volta a acariciar meu braço.

- O que você quer?

- Eu estava pensando o que poderia pedir em troca.... Tenho que dizer que sou muito criativo, mas vou ser humilde com você. Cinquenta mil pelas fotos.

- Está me achando com cara de idiota? Cinquenta mil na sua mão, e quem garante que essas fotos irão sumir?

- Elas podem até sumir Adrian, mesmo assim teria uma bela história de cocaína para imprensa, sacou?

Passo a mão no rosto, e torço meu pescoço de tanta tensão;

- Tem muitos jornalistas ao lado de fora, vai ir embora comigo.

- Há! Nem se eu quisesse ficaria com você irmão, pode ir e mostrar isso para quem quiser, to fora. – Me viro para sair.

- Não vamos ficar, se bem que você gostou da última vez.

Assim que ele insinua, eu respondo, colocando o copo na bandeja de um garçom que passava;

- Eu estava drogado.

- Mas gostou... iremos sair junto, preciso voltar a estar na boca das pessoas, e você é meu ingresso para isso.

- Eu trouxe a Natalia, tenho que ir embora com ela, não posso deixar a mina aí. – Gesticulo com as mãos para o banheiro.

- Ela pode esperar no carro, mas você vai comigo!

- BRUNO. – Alguém o chama.

- Até mais gato.

Fiquei parado sem acreditar no que acabara de acontecer.


#Stefano


Cheguei até mais cedo no restaurante no dia seguinte, serio, por não ver o Robson no dia anterior, nem dormi durante a noite. Queria na verdade pegar aquele Adrian e matá-lo.

Eu entro, com os meninos da limpeza finalizando a cozinha, entro na minha sala, olho as correspondências e vou ao salão.

Quando retorno os meninos estavam se trocando e entrando na cozinha;

- Bom dia chef. – Jaime e Robson fala.

- Bom dia. Robson, posso falar contigo? – Digo apontando para minha sala.

Ele abaixa a cabeça e entra. Eu fecho a porta e ele retira o avental;

- Eu já sei, vai me colocar para fora? – Ele estende a mão com a uniforme.

- Não, não sou esse tipo de pessoa, está aqui porque gostei da forma que cozinha. Agora o que aconteceu ontem...

- Chef, não me importa o que você faz fora da cozinha, a vida é sua, assim como eu tenho a minha vida fora do Le’Bianco. Não quero confusão, e eu preciso desse trabalho. É o seguinte. – Ele gesticula com as mãos. – Não vi nada, e aquilo não aconteceu, ok?

- Ok!

Ele sai da sala, e eu pensando que seria uma puta dor de cabeça, o que aconteceu. Um já foi, agora falta o outro.

Bem os trabalhos na cozinha se iniciaram. Depois de Lorena arrumar o salão com os garçons, eles entravam e ficavam conosco na cozinha, na verdade ficavam conversando;

- (...) Sandro todo mundo viu o quanto você bebeu no casamento. – Grita o Giovanni.

- Eu estava experimentando antes de dar aos clientes, para se sentirem mais seguros Haha.

- Ai, não acredito! Meu Deus. Já não gosto mais daquele Adrian. – Lorena fala se levantando com o celular na mão.

- Que foi garota? – Questiono apreensivo.

- Ele é amigo daquela víbora do Bruno.... Estavam juntos na festa ontem, até foram embora... – Ela me mostra o celular. – Será que ele está pegando? Ai que viado filho da puta, esse é outro, homem demais para ele.

Mano, fiquei imóvel ali. Robson estava na praça a minha frente e olha quando ela fala.

Lorena falando e eu pensando. Peguei o namorado do meu melhor amigo.

- Ai caramba... – Eu corto meu dedo.

Com a cabeça na lua não concentro nem no que eu falo de melhor;

- Alguém pega o kit, está no escritório. – Lorena grita. – Foi feio Stefano, está dormindo é? Quanto tempo você não se corta. – Ela fala segurando meu braço.

E pressionando meu dedo com um pano, que logo se enche de sangue, Sandro vem e me ajuda a fazer um curativo.

Eu passo de ajudante para somente chef, e começo a comandar a cozinha.

O restaurante abre o salão, os pedidos chegando, e então Lorena aparece apática, imóvel de frente as portas.

Todo mundo olha de relance e eu que estava de pé próximo questiono;

- Que foi?

Seus olhos sobem até mim e ela diz;

- Temos um crítico no salão, ele pediu a especialidade do Chef.

Eu encaro minha mão que estava cortada, e não teria toda minha agilidade na cozinha.

- Se quiser eu faço Chef. – Giovanni deixa seu lugar.

- Pode continuar cuidando das suas panelas... Lorena ofereça um vinho branco. – Falo entrando na minha sala.

Nas gavetas da minha mesa eu fiquei procurando meu livro de receitas, na verdade meu caderno, onde eu fazia experimentos na faculdade. E então encontro lá em baixo, cheio de poeira.

Abro procurando uma dentro, e saio da sala com o papel na mão;

- Que faz aqui ainda Lorena. Vai leva o vinho. – Grito com ela.

- Ai Stefano, tu entrou na sala calado.

- VAI! Robson pega aqueles camarões e limpa. – Aponto para seu lado.

- Sim, chef.

Lorena volta na cozinha de cabelo em pé;

- Stefano preciso falar o prato.

- Risoto de Camarão com Queijo Brie, Receita do Chef. – Falo pegando os utensílios.

Ela sai e eu apresso Robson. Os meninos trabalhando e ele me ajudou.

Coloquei os temperos e entrego a frigideira;

- Flamba eles, aqui o conhaque.

Vou para outros preparos, e ele reserva os camarões vindo me ajudar;

- (...) não vai deixar as cebolas ficarem caramelizadas chef?

- Não, segura isso. Pega o vinho para mim.

Já direcionando para a finalização do prato e olho para a praça das sobremesas que estavam bem ocupados;

- Robson, prepare um Zabaione...

- Sobremesa?

- Claro ué! Conhece a receita?

- Sim.

- Olhe que temos! – Mando ele a dispensa.

- Frutas vermelhas. – Grita o Giovanni.

Robson dá meia volta para ouvir;

- Morangos. – Fala o Jaime do outro lado.

- Zabaione gratinado com Morangos, Vai Robson. – Grito com ele.

- Sim, Chef.

- Não use Chá de Marsala, use Vinho, tem na mesa adega. Alguém chama a Lorena por favor. – Olho para trás.

Ela aparece correndo na cozinha;

- Vai me deixar louca Stefano.

- Lorena, preciso que você apresente o prato, não irei no salão com curativo na mão.

- Não, Stefano, vai lá por favor.

- Lorena vai logo, os pratos estão feitos. – Empurro-os na mesa.

- Ahhhhhh - Ela sai gemendo.

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