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Ele usa, Dólmã - Capitulo 10

#Stefano Le’Bianco



Dias de evento eu acordo cedo, vou para a academia e descarrego toda energia acumulada do corpo, para trabalhar relax.

Pois Giovanni tem razão, odeio tudo que me tira de minha zona de conforto, e hoje terei uma equipe imensa para comandar.

A academia fica no meu condomínio, depois do treino eu sigo para casa, o clima estava ótimo, nevoeiro com cara de frio durante o dia todo.

Entro em casa indo pegar agua na cozinha, e Silvia preparando o café;

- Café completo hoje Stefano?

- Sim, mulher, por favor, preciso repor a energia que gastei.

- Estou terminando.

- Vou tomar um banho, e já desço. Dante saiu?

- Não, ainda lá em cima.

- Obrigado.

Subo as escadas secando o suor do rosto, e vou para meu quarto, entrei no closset e olhando uma roupa, enquanto Dante estava no banheiro;

- Dante vai demorar? – Bato na porta.

Ele abre a porta escovando os dentes;

- O banheiro tem divisórias para nós dois e você ainda insiste em fechar essa porta? – Falo entrando.

- Você dá intimidade a Silvia fazer tudo, já perdi as contas que ela me viu pelado. – Ele diz se limpando. – Estava treinando?

- Sim. – Falo tirando a roupa.

- Está ficando fortinho assim para quem em Stefano? Olha essa barriga, essa bunda durinha.

- Estou ficando assim, para mim mesmo.

Ligo o chuveiro entrando, e Dante continua;

- Saio mais cedo hoje, vamos jantar fora?

- Tenho evento hoje Dante.

- Meu Deus, vou dormir fora de casa.

- Para de drama.

- O último evento você ficou sem falar comigo por um mês.

- Por isso não faço mais eventos para sua empresa, você quase me deixou louco.

- Vou trabalhar... – Ele abre o box do banheiro.

Segurando meu braço ele me puxa para me beijar.

Bem vamos lá sem perder tempo, eu cheguei no restaurante relativamente cedo esse dia.

Já tinha o caminhão que iriamos usar e um micro-ônibus de transporte nosso.

Toda a Mise em Place, é preparada no Le’Bianco. O que me deixa mais tenso.

Eu entrei, já sentindo a loucura daquela cozinha. Me vesti e saio da sala, fico parado olhando todos, respirei fundo e falei alto;

- Todo mundo para o que estão fazendo, me escute... se aproximam por favor... O trabalho de hoje é bem importante, não quero deslize da equipe. A todos as pessoas que estão fazendo extras hoje, minha equipe de cozinheiros e auxiliares irão comandar as praças, pois eles sabem como gosto de trabalhar. Vamos ter, horas, para preparar tudo, e testar, o menu dos noivos espero que esteja gravado na cabeça de vocês. Vamos trabalhar.

O Giovanni aproxima;

- Chef estamos até adiantados, toda a Mise en Place está encaminhada, e terminamos a tempo, eu e Ângelo começaremos a testar aquele molho, mas preciso da receita.

- Desculpe, que me deu na cabeça de criar molho para casamento, ainda mais para um desse tamanho. Vou fazer e vocês me acompanham. – Falo indo à praça.

Minha cozinha realmente estava com cara que serviríamos umas trezentas pessoas, rapidez, facas picando, conversas e sorrisos.

Eu ensinando a receita aos meninos para replicarem, e Jaime vem com o telefone em mãos;

- Chef, a Lorena está no local do evento acompanhando a montagem de mesas, e preparação do salão, perguntando se precisamos de ajuda aqui?

- Não, Jaime fala para ela, deixar aqueles garçons treinadíssimos, e diz que chegamos lá logo mais.

- Sim, Chef.

- (...) É isso Ângelo, você sabe como aumenta a proporção, mas primeiro replica e vê se consegue o sabor idêntico... essa é a textura correta. Precisamos de alguns litros desse molho.

- Sim, chef.

Vou passando nas praças, ajudando o pessoal, dando rumos a seguir, conversando e graças a Deus, tudo ocorrendo bem.

No meio das pessoas vejo o Robson, picando algumas coisas, ele já de uniforme do restaurante;

- Bom dia chef.

- Bom dia.... Ei está com a faca errada, tenta com essa. – Falo entregando a ele.

Ele abre um sorriso e comenta;

- Bem melhor.

- Sim, se fazer correto. Se liga.

Pego a faca e o alho-poro que ele estava picando, e o mostro;

- Ponta dos dedos atrás, você não corre o risco de se cortar, esse movimento lhe dá rapidez e agilidade. Viu?

- Caralho, perfeito.

- Se controle nos palavrões ok.

- Sim Chef.

Assim como Robson, ajudei todos, na cozinha. No início dos preparos fico mais tenso, afinal são inúmeras pessoas cozinhando, e eu tendo que acompanhar tudo, cocções e escala de sabores;

- Giovanni organiza o que está pronto e pode carregar.

Eles começam a colocar as coisas no caminhão para o transporte, e eu ajudando os meninos a guardarem tudo, para levarmos.

O evento seria a tardezinha até o anoitecer, depois com todos já no local, preparando tudo, era aguardar a liberação do buffet.

Eu deixei pronto os Finger foods, para que Lorena pudesse comandar aos convidados, logo após a cerimônia, enquanto comiam isso, e achavam suas mesas era o tempo de eu poder preparar as entradas para saírem.

A cozinha preparada era imensa, com duas bancadas imensas de uns cinco metros cada, uma na frente da outra, uma com os preparativos e outras com pratos montados, caramba que loucura as finalizações;

- Chef, as entradas, posso liberar? – Lorena pergunta.

- Sim, quero todo mundo focado, trezentas e quarenta entradas, já. VAMOS.

A cozinha em clima de correria, e o salão, músicas ao violinos, cerimonia, tudo indo como os noivos queriam.




#Adrian Raul

- (...) teremos a nata, da nata do futebol e das celebridades de São Paulo nesse casamento, por causa da noiva ser famosa e tals.... Você está perfeito. – Gabriela ia comigo falando no carro. – Irá encontrar a Natalia após jogarem o buque, ela vai chegar pouco atrasada, por enquanto tenta não pegar ninguém.

- Rsrs, Só tem pau no cu em casamentos assim, a galera do time será a mais de boa.

- Então não beija nenhuma pau no cu. Eu tenho um contato dentro da festa, que irá filmar vocês dois, e postar no twitter fotos de vocês juntos.

- Hum, teremos que ficar juntos na festa?

- Sim, joga conversa fora, e beija ela se possível... hum talvez não seja necessário. Não, não beija.

- Decide Gabriela.

- Deixa essa saída de vocês juntos para a imprensa falar, ganhamos tempo.

- Chegamos senhores. – O motorista diz.

- Pode entrar, lá você desce e abre a porta. – Gabriela diz.

Pego meu celular coloco no bolso, e confiro minha roupa. Ele para logo na entrada, e desce para abrir a porta.

Por causa da organização havia um lugar para os fotógrafos, mas claro eles sempre brigam pela primeira foto.

Com espaço entre o carro se vem sobre mim aquela enxurrada de flash. Eu desco e sigo até o tapete vermelho para as fotos, mas vejo uns conhecidos e vou direto conversar com eles.

Tiramos algumas fotos juntas e entramos, na recepção identifiquei minha mesa, seguindo para a cerimônia.

Que ocorreu tudo bem. Depois nos posicionamos nas mesas, eu já enturmado com a galera do time ao lado da mesa dos noivos. Ficamos zoando e bebendo.

Mas o que chamou atenção além da cerimonia, aquela mesa de doces, e a decoração com luzes por todo o lugar foi o serviço do buffet oferecido. Foi de primeira.

As sete horas da noite em ponto, os garçons saíram em fila indiana da cozinha com as entradas, mesmo após servirem as bebidas mais brandas para não atrapalhar na degustação, eles começam a nos servir.

Seguido de prato principal e sobremesa. Tudo em minha opinião feito com excelência.

Eu terminei de jantar, e estava conversando com um dos meninos na mesa quando vejo o Bruno.

Puta que pariu, aquele Bruno da festa da minha casa. Ele estava muito bem vestido, o cara era presença, boa pinta posso dizer, semelhante ao Cristian. Cabelo raspado, sobrancelhas e rosto marcantes, leve bigode, e com um corpo mais atlético.

Ele estava sentado de lado rindo na mesa com umas garotas, e eu questiono ao meu amigo, se o conhecia;

- (...) Não muito, mas minha mulher e filhas seguem ele, é aqueles caras que ficam no Instagram, sabe, ganha dinheiro divulgando coisas.

- Saquei.

Eu volto a mesa, pego uma taça de vinho e ao virar ele me olha, porem me olha piscando com uma cara diferente.

Mano veio na hora o ocorrido naquela noite. Fiquei tão desconfortável que deixei pingar vinho em minha camisa, a manchou porque eu estava com o paletó aberto;

- Ai merda a Margarida vai me matar. – Falo olhando o estrago.

Fui ao banheiro para ver se conseguia limpar isso. La dentro, eu pego uns papéis e molho tentando algo, e vejo um rapaz, mais jovem, todo tatuado com uniforme do Le’Bianco;

- E aí cara... Trabalha com Stefano? – Pergunto, de frente ao espelho me limpando.

- Olá, sim, comecei hoje!

- Ah legal, sempre que posso estou por lá, adoro a comida daquele restaurante. E o jantar de hoje estava foda, diga ao seu Chef.

- Para mim não há melhor em São Paulo. - Diz baixo.

- Concordo.

- Ei esquece, não sai mais. – Ele aponta para a mancha.

- É está ficando pior. – Falo olhando.

- Prazer, Robson. – Ele estende a mão.

- Adrian. – Troco os papais de mão.

- Conheço você, sou seu fã, mas não do time que joga.

- Haha, valeu, é o que Corintiano?

- Me respeita moço, sou Flamengo.

- Eu também porra.

- Não sei se jogaria contra meu time do coração como você faz. Coragem da sua parte. – Ele fala secando as mãos.

- O cheque no fim do mês compensa.

- Ah com certeza. – Ele solta uma risada.

- A conversa está boa aí Robson. – Stefano fala entrando no banheiro.

- Desculpe chef, prazer Adrian. – Ele pega na minha mão novamente, saindo.

- Não conhecia esse seu lado “The Boss”. - encaro ele.

- É novato tenho que assustar um pouco. – Ele sorri lavando as mãos. – Vinagre, não sai o cheiro de forma alguma. – Stefano diz.

Ele olha para a mancha na camisa e diz;

- Acidente?

- Sim, sabe como resolver?

- Sei, sim, vamos na cozinha... E também tenho que lhe entregar o recibo do buffet.

- Ah pensei que o convite era para me ver sem camisa.

Eu tento ser engraçado, quebrar o gelo, pois Stefano sempre foi muito educado, e profissional comigo, ele faz uma cara diferente, me deixando mais desconfortável ainda;

- Desculpe, é que a nossa relação sempre foi tão profissional, eu admiro você. - Falo cordialmente, gesticulando com a mão.

- Obrigado, mas nao precisa ser assim né?

- Sim, mas não precisa ser assim né?

- Por mim tudo bem.... Vem vou te ajudar com essa mancha.

- Valeu.

Sigo ele até a cozinha improvisada. E galera era massa demais a visão, todo mundo organizando as coisas colocando em caixas de plástico e levando, uma organização perfeita

Stefano me leva para um dos cantos, onde tinha uma bancada improvisada;

- É agora sim, tira a camisa. – Ele fala com um sorriso.

Ele segura meu paletó colocando de lado e tiro a camisa, Stefano coloca ela de lado sob uma das caixas e passa um algodão molhado em alguma coisa. Eu fico de braços cruzados ao seu lado olhando, ele até fazendo isso, tinha atenção e concentração.

Ele abaixa esquentando a mancha com o próprio hálito.

E eu encantado com aquela delicadeza e comprometimento de sua parte, tudo isso na quantidade perfeita.

Me apego nas pessoas por detalhes, peculiaridades, a educação de Stefano já havia me cativado, mas a sua humildade o exaltou aos meus olhos.

- Melhorou bastante.

Ele levanta o tecido olhando.

- Sim, demais.

Eu pego a camisa, a coloco olhando para ele, que se propõe a abotoar. Mas ele encosta em minha barriga, e sua mão estava bem gelada;

- Huum. - Esboço ao seu toque.

- Nossa foi mal.

Eu nunca entendi algumas atitudes de Stefano, ele sempre foi muito confuso para mim.

Ele se desculpa, abotoa a camisa e passa a mão sob a mancha que já estava quase transparente.

- Viu! Ficará gelada por mais algum tempo, em casa só lavar normalmente.

- Tudo bem, como agradeço?

- Não precisa.

Eu ainda encarando ele. Stefano me olha, eu seguro seus cotovelos o beijando.

Ele não afasta, não empurra, só corresponde ao toque da minha boca. Na verdade não somente o beijo.

Nem sei o que me deu, mas dei uma boa pegada no cara, passo as mãos em sua cintura o forçando contra meu corpo e sentindo sua língua. A vontade foi tamanha no momento que ele dá um passo atrás.

Como disse que não o conhecia, ao tirar minha mão do seu cabelo e afastar meu rosto do dele, percebo ele buscar o ar que lhe faltava e então levo um belo tapa na cara, que chego a me assustar;

- Porque me bateu? - Coloco a mão no rosto.

- Porque me beijou?

- Você queria.

- De onde tirou isso, tá maluco?

- Ah, Chef. - Diz Robson parado nos olhando. - Estamos lhe aguardando, já guardamos tudo.

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