• @rgpatrickoficial

crescendo - Capitulo 8

#Hugo


De todas as atividades, e matérias, eu estava muito ansioso para o futebol, olha eu sou muito fã e curto bastante. O Colégio JK tinha uma política interessante, pois essas atividades contavam e muito no final das contas, e era tudo que eu precisava.

Eu coloquei o uniforme e as chuteiras dentro da mochila, depois do almoço tive uma aula de reforço e corri para o campo, era a semana de seleção do time, e testes.

Como havia falado o campo acabava de ser reformado, e ainda estavam terminando os vestiários, eu me troquei atrás do campo mesmo, e entrei em campo, com um uniforme de “reserva” por enquanto.

Vejo o Vitor, o Simonato, de uniforme e braçadeira de capitão, pensei “Quando o Lucas chegar só vai dar treta”. O desgraçado me viu e não perdeu um segundo;

- Ei, novato.... É você mesmo caipira, recolhe as bolas para a gente. – Vitor fala apontando para umas mil bolas espalhadas no campo.

Detalhe, estavam chutando ao gol e espalhando novamente, era um serviço de formiguinha. Mas fiz, calado mas fiz, aquele time era o que eu queria.

Quando eu já soado vejo no canto do campo o Lucas entrando de bermuda curta preta, e camiseta preta, e não eram do time, ele entra e se aquece, rapidamente.

Quando me vê se aproxima;

- E ai mano, o professor apareceu? – Ele pergunta, protegendo o rosto do sol.

- Nada ainda. – Falo limpando o suor. – Como foi em São Paulo?

- Uma merda, estou querendo matar um Hugo, o Thales chegou?

- Thales não vai fazer Futsal não mano.

- Vixxe, to dizendo, estou louco da cabeça, esse sol ainda.

- Ei Colírio, cadê o uniforme do time? – Pergunta o Vitor.

- Está aqui. – Lucas pegando em seu pau.

Vitor sorri e se aproxima, com alguns caras do time, pensei olha a merda;

- Você é folgado né playboy, eu sou o capitão desse time, é melhor ir abaixando as orelhas...

Lucas coloca as mãos na cintura e respira dizendo e interrompendo Vitor;

- Capitão de cú é rola.

- Está me tirando maluco?

- Mano, estou em um péssimo dia, se quiser cair na porrada pode vir, fica fazendo cena para esse bando de babacas não. – Lucas fala indo para cima deles.

O Vitor se arma e o Alexandre chega, apartando eles;

- Ninguém vai cair na porrada com ninguém.... Todo mundo aqui galera. – Ele fala jogando uma bola em Vitor.

- Não sabia que era treinador do time Alexandre. – Falo se aproximando.

- Não que eu queria Hugo... Lucas onde está seu uniforme? – Ele pergunta.

- Alexandre, eu não achei, vesti o que tinha disponível, e estava sem tempo, acabei de chegar de SP.

- Relaxa, diz ai, joga como?

Lucas olha para o Vitor e fala;

- Atacante.

- Vou separar vocês, os goleiros se posicionam para mim. – Alexandre fala indo para perto das traves.

Galera nesse primeiro treino, o Alexandre separou dois times, para ver como jogávamos, e analisar todos. Então nosso time foi o dos novatos, e o único que se destacou mais e mais foi Lucas, o cara deu um show, mas não se consegue levar o time nas costas.

O goleiro oficial do JK é Foda, o cara pegou tudo que o Lucas chutava, e Vitor não o deixou em paz, até eu, levei uma falta dele, e Lucas foi duas vezes. Ele se levantou e cobrou rapidamente, porem em um dos últimos lances o Lucas chutou a bola bem na cara de Vitor, o que deixou ele todo puto.

Mas obvio que não ficaria somente nisso, Alexandre piscou e Vitor deu um carrinho em Lucas, o acertou com os calos da chuteira. Galera o Lucas chorou de dor, Alexandre expulsou o Vitor do jogo, e eu ajudei a levar o Lucas para a enfermaria.


#Lucas


- Calma, calma, calma.... Está doendo muito. – Falo enquanto a enfermeira limpava a ferida.

A chuteira daquele desgraçado fez dois hematomas em minha panturrilha;

- Consegue movimentar assim?

- Consigo.

- E assim?

- Também.

- Levante e pise.

- Dói aqui. – Falo mostrando.

- É somente uma luxação, terá que ficar essa semana sem jogar, e com atenção aqui, vou aplicar um relaxante muscular e vai ficar difícil de movimentar hoje e amanhã, mas qualquer coisa me procure.

- Tudo bem.

Ela aplicou um gel não sei de onde que eu quase gozei com aquela massagem, o Hugo me acompanhou até o quarto, ajudando a subir as escadas;

- Vai para o seu quarto? – Ele pergunta no corredor.

- Não, vou falar com a Alana.

- Mano, ela saiu na hora do almoço, disse que te avisou.

- Sim, porra, ela saiu com a Samantha.... Me ajuda vou tomar um banho sozinho então.

- Vai querer ajuda?

- Não, coloco uma cadeira, relaxa, já ajudou demais.

O Hugo me deixou no quarto, e o Thales entra em seguida, todo assustado por eu estar sendo praticamente carregado;

- Mano que foi?

- O Vitor me acertou..., mas eu ainda pego ele.

Eu entrei para tomar um banho e o Hugo contou o que houve para Thales. Eu tomei meu banho, e ao terminar fico olhando, havia esquecido a toalha, até porque fico mais no quarto de Hugo né;

- Hugo? – Chamo lá dentro.

- Ele já foi cara, tudo bem ai?

- Thales, tem como pegar minha toalha?

Ele abre a porta me entregando, e fica esperando, então questiona;

- Quer ajuda?

- Por favor.

Thales me ajuda a sair do banheiro, até o quarto. Foi impossível de vestir a roupa sem estar pelado ali no quarto, e ele me olhando, e tenho que deixar aqui, Thales ficou todo sem graça, ele sentado na cama dele, e eu pelado, me vestindo devagar, ele olhava, tentava disfarçar;

- Tudo bem? – Pergunto.

- Sim. Vou tomar um banho, já que está de boa aí. – Ele fala se levantando.

Eu deitei na cama, liguei e falei um pouco com a Alana, e peguei no sono, pois meu dia foi bem corrido e ajudaria.

Eu acordei já a noite, com o Thales se arrumando para sair;

- Vai onde mano? – Pergunto me espreguiçando.

- Aula de Startups.

Eu pego o celular e vejo se Hugo estava no quarto;

- Me ajuda a ir no quarto do Hugo? – Pergunto pegando o tênis.

- Sim, mas acho melhor ir de chinelas.

- Pois é.

Thales me acompanha até o quarto no andar de baixo, eu entro e Hugo no banho, abro a sacada, e fico lá sentado em um pequeno banco que havia.

O quarto de Hugo e Alana não possui vista, e sim uma gigantesca arvore de frente a janela, o que era bom e ruim, as pessoas não tinham visão do quarto deles, mas eles não tinham visão clara.

Hugo sai do banheiro todo intrigado;

- Sabia que era você, esse cheiro. – Ele de bermuda.

- Acendi um, hoje meu dia pede e muito.

Ele se aproxima e comento;

- Está com uma barriga lega em Hugo.

- Valeu, mas coloca abdominal aqui viu mano.... Posso? – Ele diz pedindo o cigarro de maconha.

- Vai com calma.

- Cala a boca, sou profissional nisso.

- Sei.

- Alana vai matar você estar fumando sem ela.

- Foi ideia dela. – Falo com ele se sentando ao meu lado.

- Chega para lá.

- Hugo estou aleijado, tenho prioridade.

- Idiota, me dá um canto aqui... Cadê Thales?

- Tem aula agora.

Peguei o cigarro e puxei novamente, tragando e soltando lentamente a fumaça, sinto pouco a pressão baixar, fico olhando o vento naquelas folhas e Hugo comenta;

- Eu não conheço muito você e nem a Alana, mas posso te falar, sei que não vai ficar grilado.

- Que foi?

- Ela é muito top né Lucas? Que mina presença e de boa, queria ter sua sorte.

- Valeu, eu concordo com você Hugo, e mano, falar aqui para você, eu amo ela, caralho, devo coisas demais para aquela menina, esteve comigo em cada uma.

- Sim, mas você é bonito e famoso né cara, ainda curte fumar, e ela também, são casal perfeito.

- Haha, valeu mano, então me acha bonito? – Pergunto rindo.

- Sai fora. – Ele diz pegando o cigarro.

Hugo puxa e traga, solta pouco mais rápido que eu a fumaça, e fica naquela “brisa”, então eu falo;

- Mano acha que o Thales é gay?

Ele me olha e responde;

- Acho que não. Porque?

- Sei lá, ele não fica com a gente, não brinca muito, ele é estranho.

- Lá na minha cidade, em Minas, tinha um gay na nossa rua, e Lucas eu só fiquei sabendo porque ele me disse, não era estranho.

- Falei errado, não é estranho, mas você me entende.

- Sim, ele deve ter seus motivos.

- Sim, sim.

No fim do cigarro o Hugo bem mais chapado que eu, se levanta para me ajudar com o pé, entramos e ele acaba me derrubando na cama da Alana. Mas ele estava pouco ruim, Hugo tenta me ajudar e cai meio que na cama, quase em cima de mim;

- Calma aí, tenho que usar isso. – Falo protegendo meu saco, por seu joelho estar próximo.

- Foi mal. – Hugo fala olhando para baixo.

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