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crescendo - Capitulo 7

#Lucas


Os pais de Hugo não tinham como comparecer de última hora, então só veio os nossos;

- Vocês roubaram as drogas na sala dos professores não foi? – Vitor pergunta.

- Cala a boca, nada disso tinha acontecido se você não tivesse dado com a língua nos dentes. – Falo com a cabeça encostada na parede.

- Não vai dar em nada, vão ver.

- Meu pai vai me matar. – Thales comenta.

- Nossa ele me pareceu o mais calmo lá dentro. – Alana comenta.

A porta se abre e eles saem, calmamente, fui para um canto com meu pai e ele todo de cara fechada;

- Vão expulsar a gente? – Pergunto.

- Não, só vão ser punidos.... Diz ai, você ou a Alana? – Ele pergunta de braços cruzados.

- Eu.

Ele passa a mão na barba, respira e diz;

- Que eu falo para sua mãe?

- Que eu briguei, depois eu converso com ela.

- E a história de parar com isso? Confiei em você.

- Me desculpe, não resiste.

- Devo me preocupar?

- Não.

- Vamos conversar melhor em casa. Você não me escapa.

- Beleza.

Eu escutei o pai do Vitor, que falou rápido com ele;

- A gente conversa em casa, está tudo bem? – Ele fala bem tranquilo, em estava bravo, não tanto quanto o do Thales.

- Vou torcer seu pescoço, e depois entregar para o seu pai te matar para mim... Alana nunca mais me faça passar isso na vida, drogas? O que está achando minha filha... Tem dedo da Anabela nisso não é filha, me fala.

- Mãe olha o vexame.

- Não manda eu falar baixo que eu grito aqui dentro, para todo mundo ouvir.

Alana é tipo, xerox de sua mãe, toda brava.

- Se foi para chamar a atenção, você conseguiu, isso é por causa da viagem? – Diz o Bento, pai do Thales, todo puto.

- Não, senhor.

- Por causa do Bruno?

- Já superei isso... O senhor bebeu?

- Não. Tive que remarcar toda a agenda de hoje, reuniões, sua mãe viajou sozinha para eu vir aqui ser humilhado?

- Talvez assim se lembra que tem um filho. – Thales responde encarando ele.

Mano nessa hora todo mundo olhando, foi estranho viu;

- Já terminou com sua cena? Tenho que trabalhar para pagar sua mordomia. – O Bento fala saindo.

O Hugo chega e entra direto para a sala da Marcia;

- Filho entra por favor. – Marcia Edna fala para Thales... – Vocês também.

Despedi de meu pai e entramos, sentando na mesa de reuniões;

- Vocês serão punidos, e quero dizer que sei que vocês pegaram aquelas drogas, por isso, estão revistando os dormitórios de vocês agora, e ainda serão analisadas as imagens das câmeras. – Levamos um belo de um sermão daqueles. – Estão liberados agora, e quero dizer que vamos ficar de olho, serão acompanhados de mais perto de agora em diante. Toda semana terão consultas com a psicóloga. Podem ir... Thales pode ficar filho?

Todo mundo saiu da sala, e seguimos para as aulas que tínhamos logo em seguida.

Pessoal nesse dia não fizemos nada demais, até porque, era melhor ficar quieto na nossa, pois estavam de olho, e digo literalmente, tinha professores, e funcionários olhando tudo que fazíamos.

Bem na semana seguinte, eu e Hugo estávamos bem animados por causa do campo de futebol foi entregue, depois de umas reformas nas férias. E poderíamos dar início nas atividades que restavam.

Acordei na segunda de pau duro igual a pedra, e como dormi com Alana, quando me movi ela acorda;

- Oi... Quantas horas? – Ela pergunta, tirando o cabelo do rosto.

- Seis e meia. – Falo olhando no relógio.

Ela se levanta meio sonolenta, eu olho as mensagens do whatsapp e viro vendo Hugo dormindo. Ele estava de bermuda, aquelas de futebol, sem camisa, deitado de bruços, uma das pernas para fora da coberta e a bermuda na altura da bunda. Confesso que pensei em bater uma para ele ali, com aquela visão.

Mas estava com o tempo apertado e Alana no banheiro. Peguei a toalha dela e entrei ligando o chuveiro, e ela sentada na privada, teclando no celular.

A agua bem gostosa, e eu de cassete armado;

- Que isso Lucas. – Ela pergunta olhando do outro lado do box.

- Pergunta para ele rsrs.

Ela tira a blusinha que estava, e o short e entra no banheiro, serio não preciso dizer nada não é mesmo, na minha situação e aquela gata lá dentro.

Então, quando cheguei no café da manhã, o Thales estava com cara de quem não havia dormido na noite passada, me sentei, a Alana se serviu e sentou com a Samantha, o Hugo veio por último, ele estava atrasado;

- Vai para a aula vestido assim? – Ele pergunta se sentando ao meu lado.

- Não, tenho um ensaio hoje pela manhã, mas volto para o treino desta tarde.

- Aconteceu algo Thales, está com uma cara. – Hugo pergunta.

- Só dormi mal.

- Acho que sei porque. – Falo sorrindo.

- Porque? – Hugo pergunta.

- Sonhei com o Thales noite passada.

Ele me olha, deixando o talher;

- Sonhou o que? – Hugo todo curioso.

- É besteira claro, vindo de Lucas.

- E coloca besteira nisso, se for como no meu sonho, a gente tem que experimentar. – Falo colocando a mão sobre a dele.

Ele ficou sem graça para caralho;

- Cala a boca Lucas.

- Culpa sua, ficou se mostrando aquele dia da natação para mim, não tirei sua bunda da cabeça, a de cima e a de baixo.

- Bunda de quem? – Alana chega se sentando.

- Do Thales.

- Lucas, viu a bunda de Thales, onde? Também quero. – Ela fala rindo.

O Hugo já estava todo alegre de deixar seu amigo sem graça.

- Na natação, contando que sonhei com ele essa noite, que estávamos transando. – Falo para ela.

- Por isso acordou armado daquele jeito? – Ela pergunta.

- Cala a boca Alana, ninguém te perguntou.

Falo empurrando ela, gente eu fiquei vermelho agora, e olhei sem graça para ele que estava quase se escondendo;

- Mano vocês não prestam, serio mesmo, melhor turma da vida. – Hugo diz rindo. – Só passam vergonha.

- Está falando do que em palhacinho, Samantha está esperando até hoje você falar com ela, a fila anda em Hugo. – Alana fala fazendo ele se calar, rsrs.

- Eita está com medo dela é mano? – Pergunto.

- Cala a boca Lucas... E você fica ligado ele dorme no seu quarto. – Hugo diz se levantando para o Thales.

- Eu tenho que ir, beijo amor. – Falo beijando Alana. – Ei, psiu, a gente se vê mais tarde. – Falo piscando para o Thales.

Ele só aponta o dedo do meio, com um sorriso sarcástico.


#Lucas


Meu assessor enviou um carro que me aguardava na portaria do colégio, direto para aeroporto e SP. Como durante o voo eu fiz alguns Stories dizendo onde estava indo, houve um aglomeramento de fãs no aeroporto em SP, nada demais, e depois fui para agência.

As fotos eram para uma campanha de um patrocinador, eu fiquei até o horário de almoço por lá, ao sair tentei ligar, para meu pai e nada, ele tinha visualizado as mensagens pela manhã. Então chamei minha mãe para almoçar perto do trabalho dele.

Eu peguei um Uber, e segui para o prédio onde ele trabalhava. No caminho ainda liguei e nada, mas subi.

O elevador se abre e na mesa, sua secretária não estava, eu sigo entrando, ao abrir a porta ele estava sentado em sua cadeira com ela, a Renata em seu colo, quando me viram ela cai no chão pelo susto;

- Lucas! Como... O que? O que faz aqui?

- Estou ligando e você não atende, mas já entendi o porquê. - Falo enquanto ela ajeitava seu cabelo.

- Meu filho. Não é o que você está pensando.

- Estou pensando em nada, estou vendo pai!

- Lucas por favor, eu preciso desse trabalho... - Brenda fala se aproximando.

- Não fale comigo. - Falo estendendo a mão em sua direção.

Ela segue saindo e ao colocar a mão na maca era eu pergunto;

- Brenda sabe que minha mãe está grávida? - Pergunto olhando.

Ela arregala os olhos e coloca a mão na boca saindo, assustada;

- Mamãe está vindo para cá.

- Não fale com a sua mãe não se atreva! - Ele fala tentando se impor.

Eu me viro, com muita raiva;

- Ela está grávida! Sabe o quanto ela queria isso? Está trabalhando sem poder para carregar um filho seu! E você aqui traindo ela. Ela está gravida, gravida está me entendendo?

- Lucas Valvassori olhe como fala eu sou seu pai. Eu exijo respeito.

- Respeito? Como tem a cara de pau de falar de respeito?

- Foi só algumas vezes e já acabou! Que isso fique entre a gente Lucas.

- Não.

- Não me faça a contar sobre as drogas que está usando.

- O que? Está me ameaçando?

- Não, protegendo essa família. Sabe o quanto sua mãe sofreu pela sua carreira.

A porta se abre novamente, minha mãe, entra toda cansada;

- Onde está o telefone de vocês dois em? – Ela diz fechando a porta.

- Eu não vejo família alguma aqui. – Falo saindo.

- Lucas... Lucas. – Ela me chama. – Vitor faça alguma coisa.

Entrei no elevador, com a cabeça quente, só de pensar no que acabou de acontecer.

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