• @richardsongaarcia

crescendo - Capitulo 36

#Hugo


Voltando logo para o JK, onde tínhamos uma rotina a seguir.

Na segunda-feira de manhã, estávamos apreensivos por causa da audiência do Thales, mesmo sabendo que os pais dele faziam parte do concelho, não sabíamos o que esperar.

Depois da primeira aula, eu fui até a sala do Thales e nada dele, então segui para minha próxima aula;

- Noticias? – Lucas enviava mensagem a cada minuto questionando.

- Nada ainda. – Responde.

Poderia estar ignorando o Thales, mas estava e muito interessado no que estava acontecendo.

Chegou a hora do almoço, nossa turma no refeitório e nada de Thales, estávamos começando a ficar preocupados.

Sentados, eu, Alana, e Lucas, minha namorada comenta preocupada;

- Será que ele foi expulso?

- Os pais dele são do conselho, acho muito difícil. – Lucas responde.

- Hugo posso trocar ideia contigo mano? – Elias fala chegando na mesa.

Ele se aproximou o Lucas encarou daquele jeito marrento;

- Relaxa Lucas, pode ficar, não vou me sentar. – Elias diz.

- Fala mano. – Digo levantando e afastando da mesa.

- Mano seguinte, vou fazer o teste hoje para o time, e queria uma força sua irmão.

- Ué Elias, o que depender de mim, já está dentro, mas se liga, quem decide isso é o Alexandre, e ele é meio doido, sabe disso ne.

- Sei, bem.

- Pois é.

- Valeu mesmo assim.

- De boa.

Me sentei novamente e Alana diz;

- Foi o que eu escutei mesmo?

- Vai colocar ele no time Hugo? – Lucas questiona me olhando.

- Não depende de mim galera, e sim do Alexandre.

- Que Alexandre o que.... Fala logo.

- Não sei Lucas, eu não. – Antes de terminar de falar o Thales aparece entrando no refeitório.

Como eu fiquei calado os meninos da mesa olharam, e infelizmente ele não estava com uma cara muito boa.

Thales se aproxima, Alana estica a mão em sua direção dizendo;

- Amigo como foi? O que decidiram?

Ele pega na mão dela e diz me olhando;

- Depois das provas eu não estudo mais no JK. – Ele disse bem triste.

- Ai Thales. – Alana sentada abraça ele.

Que passa os braços nela, eu não sabia o que dizer, me levantei e abracei ele junto com ela.

- Eu tentei, mas não foi o suficiente. – Thales diz meio que quase chorando.

Senti somente as mãos e depois o corpo de Lucas abraçando a gente do outro lado, levantei o olhar e Thales passa os braços envolta de mim e de Lucas.

Independentemente de qualquer coisa, nossa turma, nossa amizade, sempre esteve acima de nós. A expulsão de Thales era uma rasteira e tanto!


#Lucas



O colégio inteiro viu como estávamos, todo olhando, desculpem mas inevitavelmente eu sabia que era culpa minha, acho que foi uma das piores consequências de minhas atitudes, que foi atingiu tão forte alguém que eu gostava.

Não trocamos palavras, nem olhares, eu abracei ele, para dar uma força, por saber que ele precisava naquele momento.

Depois que sai do refeitório, eu procurei o Patrick por todo o colégio e nada, eu tive uma aula depois do almoço.

Foi sair e direto para o campo, o time tinha treino, e Hugo faria a seleção de jogadores que saíram no fim do semestre.

Eu entrei no campo sem uniforme, de tênis e não chuteira, passando pelos meninos que estavam no banco, Hugo questiona;

- Mano não vai trocar de roupa.

- PATRICK, chega aí. – Falo para ele eu estava em campo.

Como jogador e parte do time, eu tinha que seguir as regras, uma delas era de não poder entrar em campo sem uniforme, pode parecer idiotice para vocês, mas era uma forma de organizar e nós respeitar o campo, como mais seriedade.

- Que foi Lucas? – Hugo pergunta.

- Vou resolver essa parada do Thales.

- Mano não entra no meio, vai que piora.

- Piora como Hugo? Ele foi expulso, tem ideia disso. – Respondo gritando com ele.

Todo mundo olha para a gente;

- Mano desculpa, eu estou desesperado.

- Relaxa.

- Oi Lucas.

- Vem comigo. – Falo pegando em seu braço.

- Não, que isso. – Patrick diz se esquivando.

- Vai comigo na direção, por causa de nós o Thales foi expulso.

- Eu não tive culpa, ele quem me bateu.

Mano eu olhei para ele sem acreditar no que estava ouvindo.

- Você me beijou... A culpa foi sua, se não fosse o que fez, nada disso estava acontecendo. – Falo baixo perto dele.

- Lucas. – Hugo diz por eu entrar em campo.

- Só fiz o que meu coração mandou, não vou falar com ninguém.

- Está maluco cara? Onde está sua cabeça, olha o que está dizendo Patrick.... Nunca lhe dei sinal de estar afim de você, eu sempre gostei do Thales. E ele não vai se foder, não por sua causa. – Falo segurando em seu braço novamente.

Patrick se afasta e eu tentando segurar ele o Hugo já repreendendo;

- Lucas, não pode... Lucas.

- Me solta Lucas. – Patrick fala me empurrando.

- Solta ele Lucas. – Fala Elias.

Ele estava no campo por causa da seleção, e como eu queria ouvir aquela voz nesse momento.

Hugo já me conhecia, de brigas antigas;

- Elias sai fora.... Nem vem. – Ele fala batendo no peito de Elias.

- Você vai se arrepender e muito do que está fazendo. – Falo para o Patrick.

- Você ainda vai ver que o que eu fiz foi melhor para você Lucas.

- Você é doente Patrick, e eu tenho pena de você. – Falo saindo de perto dele.

Sai do campo, e passando pelos meninos o Hugo se aproxima, para meio que me consolar;

- Mano não adianta (...).

- Cara folgado. – Elias resmunga.

Ele falou com um garoto que riu, eu só virei empurrando ele;

- Quer ver o folgado?

Ele meio que cai de lado e todo mundo já segura a gente;

- Lucas na boa mano, vamos embora daqui. – Hugo fala me segurando.

O Elias era esquentadinho, assim como eu, ele ficou vermelho de raiva naquele momento.

Eu abro um sorriso e digo;

- Eu sei o que você quer, conheço bem o seu tipo Elias. Pode fazer o que quiser, mas nunca vai ficar entre meus amigos e o Thales, muito menos entre eu e Ele.

- Veremos Lucas.

- Você se acha demais irmão, vai cair desse telhado ai, logo, logo.

Ah mas esse Elias vai pagar o que está fazendo, cara mais filho da mãe.

Patrick recusou ajudar, e já era esperado, eu então fui até a única pessoa que poderia reverter isso.

Cheguei no prédio da administração, e a Nubia me olha no fim do corredor já passando a mão na cabeça.

- Sem piadinha tá... Marcia Edna está?

- Sim, espera ai.

Eu mal sento nas cadeiras, e ela manda entrar;

- Já sei bem o que quer Lucas, mas vou avisando, Hugo será o capitão do time.... Quase não temos bolsistas em cargos de líderes.

- Quem está falando do Hugo Marcia... Vim falar do Thales.

Ela tira os óculos e cruza os dedos;

- O Conselho decidiu Lucas, não tem como voltar atrás.

- Sempre tem Marcia! É só questão de querer. Você, Alexandre e todos desse colégio sabem que eu fui o culpado pela a briga, foi por minha causa que o Thales se encrencou.

- Lucas eu não posso fazer nada.

- Marcia a culpa é minha, eu deveria ser expulso não o Thales.

- Lucas, ele agrediu você e o Patrick, briga é cabível de expulsão, quando vocês entraram aqui sabiam disso.

- Estávamos com drogas aqui dentro e ninguém fez nada.

- É diferente Lucas.

- Como diferente? Porque ninguém viu? Porque estava tudo encoberto debaixo dos panos, ou porque o colégio iria se encrencar com alunos menores de idade usando drogas em um colégio interno?

- Não somos um colégio interno Lucas.

- Aí você entendeu Marcia. – Falo levantando.

- Você tem que entender Lucas, que as vezes as coisas não acontecem do jeito que você quer.

- Você que não entendeu que na maioria das vezes consigo o que eu quero.

Viro as costas e saio da sala.



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