• Richardson Garcia

crescendo - Capitulo 35

#Lucas


Ao lado de fora, coloco minha mochila no banco de trás e Thales se aproxima, com aquele sorriso sarcástico;

- Está mesmo grilado?

Mano que vontade de bater nele;

- Eu já te pedi desculpas, mudei por sua causa. – Falo aproximando de Thales. – Eu me humilhei para você pedindo perdão, mesmo assim você quis terminar, agora vou deixar seu caminho livre Thales, livre para você seguir sua vida, mesmo que seja com aquela mosca morta.

- Lucas do que está falando. – Ele questiona comigo entrando no carro.

- LUCAS.

Ligo a chave e de vidros fechados vou embora.

Olha dessa vez eu sai de mim, e para completar tinha ingresso comprado para a boate onde ele iria comemorar o seu aniversário, era só uma merda sob a outra.

Thales enviou duas mensagens de texto até eu chegar na casa da minha mãe, bloquei seu número, e exclui ele das minhas redes sociais.

Confesso me arrepender por alguns minutos, mas era hora de eu me amar um pouco, CHEGA né!

Entro no apartamento, caindo no sofá, e o celular começa a chamar, serio, nem olhei, chamou uma vez, eu olho ao redor e grito;

- MÃE, está em casa?

Como ela não responde e o celular chama novamente eu atendo;

- Alo.

- Oi, Lucas porque não me atende.

- Que telefone é esse mãe?

- Da emissora.... Onde você está?

- Em casa.

- Consegui uma participação no TVZ mas tem que ser agora, vem urgente para emissora.

- Certo estou indo.

Era melhor sair, e fazer algo para esfriar a cabeça e ocupar a mente um pouco, com outras coisas.

Pessoal na emissora eu fiz somente uma ponta, e uma chamada para música com eles e pronto. Era excelente, pois atraia mais seguidores e me dava um pouco de visibilidade.

Ainda no trabalho dela, o Hugo envia mensagens, perguntando se eu estava bem e se iria na festa hoje a noite:

- “Mano não to afim de ver a cara desse Elias, lá não”.

- “Lucas me salva mano, pelo menos aparece lá e fica um pouco, sabe que não curto. ”

- “Beleza, vou ver se apareço por lá, mas por você Hugo. ”

- “Você é foda mano”.

Quando sai fui ao shopping, precisava de uma jaqueta para mais tarde.


#Hugo


Lucas meio que conseguiu deixar Thales de cabelo em pé. Vários momentos durante o restante do dia ele comentou com a Alana, e eu percebi eles conversando.

Então, a noite nos arrumamos e ainda jantamos na casa do Thales, seus pais prepararam um bolo o que foi ótimo, comer antes de sair é a melhor coisa que tem, rsrsrs.

Então vamos lá, ao que vocês mais estão aguardando, Thales recebeu de presente um camarote inteiro dentro de uma das boates mais movimentas do Rio de Janeiro.

Eu até gosto do role com os meninos, mas nunca era a mesma coisa sem o Lucas.

Pessoal depois de nos entrarmos, e escolher as bebidas, a Alana estava dançando, e já tinha uma galera na boate, o Thales debruçado no parapeito, bebendo e olhando ao redor, o Elias sumiu na boate.

Eu me aproximo e fico ao seu lado, com o som alto, ele questiona;

- Viu Ele?

- Lucas?

- Não.

- Pensei que ele viria.

Fico calado, não queria colocar fogo na fogueira, mas nem precisei ficar sem jeito, pois;

- Acho que aquele é ele. – Digo apontando.

- Onde?

- No palco... com o DJ.

- Sim, típico.

Lucas nem gostava de aparecer né.


#Lucas


Se tem uma coisa que eu sei fazer é marcar presença e aparecer, sou quase especialista nisso!

De bota escura, cala preta com rasgos nos joelhos, camiseta cavada de jaqueta de couro, um corte novo de cabelo. Eu cheguei aqui, mas depois da segunda garrafa eu estava com o blusão rosa do meu amigo o DJ, e de boné, porque lá de baixo jogaram bebidas em nós.

- Lucas vai no Wagner do bar, e fala que o Whisky do Cabeça acabou.

- Beleza mano.

Bebendo de graça, eu iria fazer a bebida para ele, rsrs. Desci até o bar, e falei com o tal cara, quando ainda estava aguardando ele terminar de prepara a bebida de uns caras sinto uma mão na cintura;

- Oi gatinho. – Era a Isabela.

- Nossa que isso em. – Digo abraçando ela e beijando seu pescoço. – Oi Patrick. – Falo pegando em sua mão.

- Nossa adorei seu cabelo Lucas.

- Valeu, curte sua jaqueta.

- Ei, essa é a pulseira dos camarotes? – Isabela pergunta.

- Nem é gata, estou no BackStage.

- Ah outro nível.

- Amizade né.... Ei vou levar isso, a gente se encontra por ai, tranquilo?

- Sim, claro.

Voltei para o palco, fiquei lá até esse meu colega terminar seu show, somente depois ele subiu para os camarotes do dono da boate, era isso que eu queria, para mim a noite zerou nesse momento.

Segurança, bebida a vontade e mulheres, pronto. Eu dancei para caralho ali, fiz Stories, tirei fotos, e bebi exageradamente. E claro beijei umas bocas. É muito estranho, parece que meu ego estava precisando disso sabem, sair, e fazer besteira.

Duas da madrugada, estava com o Hugo na pista de dança, ele estava lá embaixo e resolvi descer e ficar com meu amigo;

- Qual é a dele? Acha que sou idiota, acabou mano, aquele Lucas morreu! – Falo em seu ouvido.

- Eu não sei o que dizer, é complicado opinar, mas se quer deixar ele de orelha em pé, está conseguindo.

- Vou pegar a Isabela. – Digo virando o copo.

- Mano, não faz essa merda, depois vai se arrepender.

- Tu acha? Ou está com inveja.

- Inveja sim! Mas cara, ela não, vai é trazer treta para sua cabeça.

- Relaxa, se você curtisse eu pegaria você Hugo está mô gostoso hoje em mano.

- Que está bebendo Lucas?

- Whisky, estou muito louco.

- É dá para perceber.

- Oi gatinhos, será que posso dançar com vocês? – Fala uma garota chegando na gente.

Ela era bem gostosa, e o Hugo fica todo sem graça, pois ela chegou chegando na gente;

- Que foi gatinho?

- Ele tem namorada. – Respondo.

Foi dizer e o furacão Alana chegou;

- Ele tem namorada e uma namorada muito brava. – Ela chega colocando o braço envolta do pescoço de Hugo.

- Relaxa amor.

- Eu só perguntei, tudo bem. – Ela fala saindo.

- Você só serve para espantar as mais gostosas Alana. – Digo enchendo o saco dela.

- Fica na sua Lucas.

A minha noite iria começar agora!

De uma só vez, o Patrick chega com a Isabela, os dois estavam bem chapados;

- LUCAS VEM DANÇAR. Eles chamam gritando.

A Alana já chama o Hugo para sair de perto, e sinto alguém segurar meu braço direito, eu troco a bebida de mão com medo de cair e olho, era o Thales;

- Lucas a gente pode conversar? – Ele fala no meu ouvido.

- Só se for agora.

Falo saindo e deixando os meninos e Thales que ficou com cara de paisagem. Eu literalmente ignorei ele.

Sai de perto deles com o Patrick e Isabela, mas ao afastar o suficiente, eu meio que dou um “perdido” neles e vou embora

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