• Richardson Garcia

crescendo - Capitulo 26

#Hugo



Todos alunos receberam uma intimação sobre o roubo do carro de Vitor, se souber ou ter visto algo, informar a direção.

Depois do jogo eu comemorei com todos e segui com Lucas para os quartos, e tomei um banho rápido, pois Samantha queria me ver, e eu todo alegre pensando que iria comemorar em grande estilo.

Mas fiquei no vácuo, literalmente, pois acreditem ela “terminou” por mensagem no Whatsapp.

Disse que não poderíamos mais ficar, que ela estava gostando de outro, e tals, que sentia muito, um monte de merda, eu só disse que não poderíamos terminar algo que nunca tivemos, e deixei de lado o celular.

Alana entrou em seguida no quarto, ela estava muito brava;

- Acredita que Marcelo e Thales roubaram o carro do Vitor? O Thales, gente meu irmão não toma jeito...

- E o que fizeram com ele?

- Deixaram no Objetivo, para Vitor pensar ser uma peça do colégio.

Ela estava falando e tirando a blusa de frio;

- Que foi? Que cara é essa Hugo?

- Samantha terminou comigo.

- Aí amigo, vem aqui. – Alana diz sentando em minha cama.

- Relaxa.

- Como, foi, ela veio aqui?

Eu pego celular desbloqueando e entrego para ela. Alana ficou de olhos arregalados e era visível a raiva dela.

- Cara que baixa ela, nunca pensei que Samantha fosse assim.

- Tudo bem, é melhor assim.

- Vem aqui. – Alana diz abrindo os braços.

Me sento na cama, abraçando ela, que fica fazendo um cafuné de leve em meu cabelo, e eu sentindo seu cheiro em seu pescoço.

- Ei, me escuta.... Qualquer garota teria muita sorte em ter você como namorado sabia. – Ela diz afastando e olhando nos meus olhos.

- A garota que eu quero ama outro.

Alana desce o olhar, e fica pouco sem jeito. Eu passo a mão colocando seu cabelo atrás da orelha e ela me olha, daquele jeito que somente ela consegue. Mano é mais forte que eu.

Me aproximei pouco de Alana e ela dá continuidade me beijando, meio que subindo em cima de mim. Mano deitei com aquela mulher da porra sobre mim, cara coloquei as mão por dentro de sua blusa sentindo o calor de seu corpo, e ela contraindo o corpo. Seguro seu cabelo beijando seu pescoço, tirando uns gemidos baixos dela. Essa hora eu já estava excitado.

Ela desce a mão e aperta o volume da minha bermuda e a porta do quarto se abre;

- MAS QUE PORRA É ESSA. – Marcelo grita fechando a porta.

Mano pulamos da cama, eu tive um mini infarto na hora;

- Eu te mato cara. – Ele fala vindo para cima de mim.

Cara o Marcelo é imenso, eu corri, pulei na cama da Alana e fui direto para a porta;

- Marcelo, para... Marcelo.

- Eu vou matar esse cara.

- Foi eu, eu quem beijei ele. – Ela grita, antes de eu abrir a porta.

- Mana e o Lucas?

- Hugo sai daqui... – Ela diz olhando para mim.

Eu nem consegui falar nada, só sai do quarto, eu fui para as escadas e fiquei pensando no tamanho da merda. Cara o Lucas...

A cabeça chegava a doer só de imaginar. Eu estava meio que escondido e vi quando ele foi embora. Voltei para o quarto, mega sem graça;

- Ele vai te deixar em paz. – Ela fala arrumando a cama.

- Me desculpa, Alana me perdoa. – Falo segurando sua mão.

- Você não tem culpa Hugo... – Ela diz desviando o olhar.

- Que foi?

- Tenho que conversar com o Lucas... Não está certo.

- Quer que eu fale com ele?

- Não, eu tenho que fazer isso.

Nós ficamos conversado até tarde, mesmo abalados por causa do Marcelo, ela dormiu comigo, foi a primeira vez que tive Alana nos braços durante a noite inteira.

No dia seguinte, ela como sempre acordou mais cedo para se arrumar, e eu me troquei de roupas, e quando fui escovar os dentes para sair, ela fala se maquiando;

- Vou falar com ele hoje.

- Beleza... Qualquer coisa me fala tá.

- Certo.

Antes do refeitório eu deixei minha mochila no armário, pois tinha treino de natação essa manhã.

Me servi e iria sentar com o Thales, que estava sozinho. E todo mundo olhando para fora.

O refeitório tinha toda a lateral de vidros, que dava visão para o estacionamento, e um guincho estava descendo o carro de Vitor.

- O dia começou cheio. – Thales comenta quando me sento.

- Você tem passagem pela polícia? – Pergunto tirando uma com a cara dele.

- Cala a boca Hugo. – Thales diz meio sério... – Mano que cara é essa? Parece que não dormiu essa noite?

- Mano estou me sentindo em uma novela mexicana, serio, ta foda mano.

- Quer falar sobre? Precisa de ajuda?

- Não, ele está super bem, né Hugo Barcellos? – Marcelo diz segurando meu ombro.

- Sim, ótimo! - Falo quase sem voz.

“No cú, não passava uma agulha”.

- Thales sua casa vai estar disponível no fim de semana? Depois da festa poderíamos ficar lá que acha?

- Está sim Marcelo.

- Meus pais vão viajar.

- Beleza.

- Bom dia galera... – Lucas diz sentando com um suco e seu sanduiche natural.

Todos nós respondemos, e Marcelo questiona;

- E sua mãe, como está?

- Falei com ela essa manhã, está indo para casa da minha avó, vai ficar uns dias por lá.

- Se precisar de alguma coisa mano, estamos ai. – Thales diz para ele.

- Valeu cara.

- Depois quero trocar ideia com você Thales, beleza. – Lucas diz.

- Certo, tenho aula de natação agora com o Marcelo e Hugo, depois do almoço, pode ser?

- Beleza.

- Você vai fazer natação? – Pergunto a Marcelo.

- Sim, preciso AFOGAR... – Ele enfatiza a palavra e completa. – As magoas.

- Bom dia meninos, viram a Alana? – Samantha pergunta se aproximando da mesa.

Eu simplesmente me levanto e saio, seguindo para minha aula.


#Lucas


Eu tive e segui minhas aulas normais na parte da manhã e ao invés de prestar atenção nas matérias da prova, eu só pensava em Thales, no que dizer, e como dizer.

O Hugo estava me contando sobre as aulas e quando terminariam, mas demorou mais que eu pensei.

Logo após minha aula de Física no laboratório segui para o ginásio onde eles estavam.

Me aproximando vejo alguns dos alunos saírem, então entro seguindo para o vestiário, pois a piscina estava vazia.

Não queria, mas me aproximando escuto Thales e Marcelo conversando, fico parado próximo a porta e aparentemente estavam sozinhos;

- (...) Praticamente criado pela minha baba, só quando ela morreu por causa da idade avançada, que comecei a me cortar, eu fazia para amenizar outra dores. – Thales dizia.

- Eu fui mais fútil que você, gostava de uma pessoa e por causa dos obstáculos, não ficávamos juntos... E ela também não fazia muita questão, nunca gostou de mim.

- E esqueceu ela?

- Não.... É o que eu mais queria, mas não...

- Como se controla hoje Marcelo?

- Você sempre sabe quando não é prioridade para uma pessoa Thales, pode até tentar se sabotar, mas você sabe.... Eu tentei fugir e não deu certo, agora eu resolvi encarar, todos os meus medos.

Os dois ficaram calados por um momento e então Thales diz;

- Muito bonito isso que você disse.

- E você quando vai me dizer que é gay, e que está afim de mim?

O Thales sorri, sem graça, e eu fico puto do lado de fora, pensei em entrar nesse momento;

- Posso ser gay, mas não estou afim de você Marcelo.

- Ah qual é Thales, só uma ficada de leve?

- Vai se foder.... Não rola cara.

- Atrapalho algo? – Digo entrando.

- Não, se estiver afim de uma suruba chegou na hora certa. – Marcelo fala.

Eu abro um sorriso bem sem graça, e sendo irônico, me aproximo, com o Thales passando a toalha no rosto;

- Ei, podemos conversar? – Pergunto olhando para ele.

Ele somente faz que sim com a cabeça. O Marcelo pega a toalha, coloca no ombro e sua mochila;

- Vou indo nessa... Thales quer que eu coloque para carregar? – Ele pergunta, mostrando o celular.

- Sim, por favor.

Thales senta no banco, e deixa a toalha de lado, pegando seu uniforme;

- Vim me desculpar com você. – Falo sentando ao seu lado.

- Não tem nada que se desculpar Lucas, já falamos sobre isso.

- Eu sei que já falamos, mas você ficar em silencio, me ignorando e fingindo que está tudo bem, não está ajudando Thales. – Falo meio puto com ele.

- Eu não tenho culpa de nada Lucas.... Você quem faz as coisas sem pensar. – Ele diz se levantando colocando a mochila nas costas.

- Mas que caralho Thales, fala logo cara! Que me odeia, que o que eu fiz foi errado, que não quer ficar comigo, fala o que quiser. Coloca essa raiva para fora mano. Seja homem.

É, e foi o que ele fez. Thales acertou um murro na minha cara, que pensei que tinha quebrado o nariz na hora, cheguei a virar com a pancada e cair de joelhos, fiquei zonzo por uns segundos, então deitei no chão para ver se o teto parava de rodar.

- Lucas?

- Calma aí.

Ele se aproxima, estende a mão e diz;

- Você quem pediu!

- É eu sei! – Digo me levantando.

Thales me ajuda a me sentar no banco, e ele fica de pé na minha frente, de mochila nos ombros, e braços cruzados.

- Se eu soubesse que você ainda gostava da Alana desse jeito, não teríamos ficado aquele dia em Angra...

Eu olho, passando a mão na boca, verificando se estava sangrando;

- Não tive em momento algum a intenção de fazer você sofrer.

- Não sou como você... Alana... ou as pessoas com quem você fica.

- Me desculpe! Mas quando me cobriu e dormimos naquela noite, foi a melhor da minha vida, e eu pensando que não poderia melhorar, no dia seguinte transamos, eu te falei e repito, não é lhe iludindo Thales, foi o melhor até hoje.

- Sabe que eu não me importo com isso Lucas.

- Mas eu sim, muito! Não quero que ficamos mais discutindo ou sem se falar.

- Eu agi como uma criança, foi mal.

- Então? – Digo me levantando e lhe abraçando.

- Amigos?

- Amigos!



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