• @richardsongaarcia

crescendo - Capitulo 25

E assim começou a primeira guerra de comida do Colégio JK. Não dá para vocês imaginarem o que fizemos, era resto de comida para todo lado, o chão era impossível andar sem levar um tombo.

Os meninos da nossa mesa que ficaram os mais limpos, pois todo mundo estava sujo dos pés à cabeça.

Só paramos quando ouvimos a sirene tocar, o que não acontece a noite, olhando ao redor a Marcia Edna com instrutores de pé e olhos arregalados.

Tinha macarrão na roupa dela. Pessoal levamos um sermão “daqueles”. E claro proibidos de sair e enquanto tivesse comida no chão do refeitório, metade da escola limpando arroz, macarrão e purê do chão.

- Me dizem, porque sempre que tem uma treta, bagunça vocês estão no meio? – Alexandre fala se aproximando de nós.

- Dessa vez não foi culpa nossa Alexandre.

- É eu sei Thales, nunca é culpa de vocês.

- Eu comecei Alexandre, tenho culpa também. – Marcelo diz se entregando.

Eu fiquei tipo, “cara idiota”, mas a atitude dele foi massa;

- Que belo exemplo Marcelo, mas sei que não fez isso tudo sozinho.

Alexandre se afasta, e o Marcelo estava mais perto de mim, questionando;

- Qual é a desse Vitor?

- Mano é um pau no cu, odeia a gente desde que chegamos..., mas ele pega no pé do Thales, nós porque somos amigos.

- Alguém precisa dar uma lição nesse não é mesmo.

- Concordo, rsrs.



#Lucas




Na terça-feira, eu estava no fim da primeira aula de Química no laboratório quando meu celular começou a chamar sem parar, eu sai da sala para ir ao banheiro e era meu pai;

- Oi? – Falo baixo, por estar escondido no corredor.

- Lucas, filho sua mãe está internada na Santa Casa, é o bebê, preciso que vai ficar com ela, estou em Belo Horizonte.

- Tudo bem, vou sim pai.

Fiquei meio perdido, e deixei os materiais na sala de aula, indo falar com o Alexandre, enquanto arrumava minhas coisas.

O hospital onde ela estava, era perto do colégio, digo, por certa de trinta minutos, o Uber me deixou lá, nessa média de tempo.

Bem quando cheguei pude ficar com ela no quarto, e as notícias não eram boas, minha mãe não conseguiu segurar a gravidez e perdeu o bebê, ela estava aos prantos no quarto, ainda muito mal, pela notícia.

Somente recebeu alta na sexta-feira, fiquei estes dias com ela, pois acho que eu estava passando por um período de adaptação, em casa estava um inferno;

- (...) Eu não quero seu dinheiro Vitor, ganho muito bem para mim e Lucas...

- Julie, espera, a gente nem teve tempo para conversar direito. – Ele seguia ela por todos os lados.

- Não temos o que conversar... Eu vi vocês dois Vitor! Lucas coloca isso no carro. – Ela diz entregando uma mala.

Caramba, ela colocou ele para fora de casa, debaixo de tapas e gritos.

Eu fiquei nestes dias conversando com Alana pelo Facetime, e procurando notícias do JK. E para todos os lados que eu olhava, tinha vestígios de Marcelo... Ele voltou determinado, a foder comigo de vez.


#Thales


Só acho que deveríamos ter um Marcelo desde o começo do ano, ele era muito divertido, o palhaço renomado da turma.

No dia do jogo do time, estávamos se arrumando no quarto, eu saindo do banheiro e ele já no quarto;

- (...) Porque não ganharam o último jogo?

- Marcelo o time estava incompleto, sem Vitor, e sem o Hugo, ouvi dizer que foi bem difícil. – Falo saindo do banheiro.

- Acho que hoje vamos ter algo mais para comemorar. – Ele fala rindo.

Pego uma camiseta no guarda roupas e ele estava calçando um tênis;

- Ta falando do que?

- Relaxa, você vai ver.

A Carteira de Marcelo cai no chão, mais perto de mim, eu pego entregando a ele e Marcelo segura meu braço;

- Thales. – Ele fala assustado.

Eu puxo o braço com força, e ele fica um pouco em silencio;

- Faz quanto tempo? – Ele pergunta.

- Uns três anos. – Responde envergonhado.

Marcelo abre o botão e o zíper da bermuda, por um momento pensei, puta merda, que ele vai fazer.

Ele abaixa a bermuda, mostrando na coxa sinais de Automutilação, assim como eu tinha no pulso;

- Elas vão desaparecendo com o tempo.... Aqui também ninguém vê, só quem você quer. – Ele diz sorrindo.

Isso para mim foi algo muito importante, muito mesmo, nunca tinha conhecido uma pessoa “igual” a mim, neste sentido.

- Vamos logo, o jogo vai começar. – Marcelo diz fechando a bermuda.

- Vou secar meu cabelo.

- Vou te esperar no quarto da Alana.

- Fechado.

O Lucas chegou essa manhã no JK, estava passando uma barra em casa, e o Alexandre auxiliando ele nos trabalhos acadêmicos, mas pediu a que não ficasse ausente no jogo.

O colégio meio que inteiro estava no ginásio, até porque, era o primeiro jogo do time completo.

Eu estava com o Marcelo, na arquibancada, pois Hugo e Lucas estavam jogando, a Alana e Samantha se apresentando e animando a torcida com o time.

Depois do Hino Nacional o Marcelo me cutuca dizendo;

- Vem comigo.

- O jogo vai começar agora, quer ir onde? – Digo seguindo ele.

Entramos no vestiário do time, galera eu já estava com medo do que ele iria fazer;

- Mano se pegarem a gente aqui, estamos fritos. – Falo baixo puxando a camisa dele.

- Qual é o dele... Qual é... – Marcelo diz olhando os armários.

Ele para em um deles e pega a chave de um carro;

- Vem comigo.

- De quem é?

- Do Vitor... Vamos quitar algumas dividas.

Eu parei na hora, ele me olha rindo;

- Não vou zoar o carro do cara.... Vem logo Thales.

Até o estacionamento fui dizendo para ele que não poderíamos, fazer aquilo, seriamos presos e tals.

Vitor tinha um Veloster, um carro muito massa, aquele de três portas.

O Marcelo aperta o alarme entrando no veículo, ele abre a porta e fala;

- Entra aí cara.

Não sei porque eu ainda caio na onda destes caras;

- Vamos onde?

- Deixar o carro do Vitor, no colégio Objetivo.

- Porque?

- Ele vai achar que o time do Objetivo fez isso, e não a gente.

- Mano você é doido. – Digo enquanto ele liga o carro.

- Nós somos... O cinto Thales. – Marcelo fala pegando e colocando-o em mim.

Nesse momento, sinto a respiração dele bem próxima.



#Lucas



Com minha vida na cadeira de uma montanha russa, subindo, e descendo, ganhamos o jogo, três a zero para o Colégio JK.

Comemoramos no vestiário, depois todo mundo para o refeitório, Marcia Edna pediu um cardápio diferente.

E algo para eu poder pontuar, não vi Thales e Marcelo, nem no jogo, e ninguém viu eles na comemoração.

Eu estava morto, e tive uma semana muito difícil, iria tomar um banho e depois dormir, pois no sábado voltaria para casa.

No caminho com o Hugo ao dormitório, vimos a carros da polícia no estacionamento, e Vitor e a diretora conversando.

- Ei, Patrick, sabe que houve ali? – Hugo pergunta.

- Roubaram o carro do Vitor, durante o jogo de hoje.

- Porra, dentro do colégio. – Ele responde.

Subimos então, cada um para o seu quarto, eu entro deixando a porta bater e tiro minha camisa, olhando pela janela, ver se consigo olhar para o estacionamento, tiro a bermuda, e batem na porta;

- Lucas, está aí?

- Oi. – Abro sem identificar a voz. – Ah é você. – Digo deixando Marcelo entrar.

- Jogou muito hoje, vim te parabenizar. – Ele fala seguindo até a janela.

- Você não assistiu o jogo.

- Como sabe?

- Você e Thales, sumiram o dia todo Marcelo.... Fala o que aprontaram?

Ele estava encostado na janela, de braços cruzados, confessa;

- Poderia pelo menos agradecer o favor. – Ele gesticula com a cabeça, para fora.

- Não me diga que foi você quem roubou o carro? – Falo passando a chave na porta.

- Eu e o Thales, ele foi pilotando acredita.

Mano, cheguei a colocar a mão no rosto só de imaginar;

- Seu irresponsável, faz merda e ainda coloca o cara na reta, você vai ir lá falar com a Marcia, e contar tudo que fez... – Vou falando e ele começa a se aproximar. – Se não contar eu conto.

- Mano dá um tesão, em te ver grilado. – Marcelo fala tentando me abraçar.

- Sai fora. – Digo empurrando ele.

- O carro está no estacionamento do Colégio Objetivo, quando a polícia entrou naquele estacionamento, eu liguei e fiz uma denúncia anônima, dizendo onde o carro estava, é questão de tempo eles trazerem o veículo.

Fico calado, olhando com muita raiva para Marcelo que novamente se aproxima;

- Viu, não tem o que se preocupar.

Eu juro, queria ser mais forte, e não ceder a algumas coisas.

Marcelo me segura beijando meu pescoço, lentamente, com simples selinhos;

- Não tomou banho ainda é?

- Não... Sai fora cara.

- Que foi? Relaxa Lucas... Ele diz tirando a camiseta.

Mano Marcelo coloca as mãos em minha bunda e segura afastando o olhar, eu olho para seu corpo, aquele peitoral desenhando, passando pela barriga até o volume em sua bermuda.

- Eu quero você. – Ele diz beijando meu pescoço.

Marcelo nos vira, caindo sobre mim na cama, subindo a mão até meu cabelo e segurando forte, vira meu rosto beijando minha orelha e mordiscando o pescoço, sua outra mão dentro da minha cueca já.

- Lucas! – Alana grita da porta.

Mano ele olhou para trás assustado, eu só corri para dentro do banheiro, cara fiquei com muito medo, liguei o chuveiro e entrei rápido na agua;

- (...) Está no tomando banho, estou esperando ele.

- Ele não responde minhas mensagens... Lucas... – Alana diz entrando no banheiro.

- Oi?



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