• Richardson Garcia

crescendo - Capitulo 19

- Achei você. – Diz minha mãe se aproximando.

- Muito tempo que não vinha aqui.

- Sim, pensamos por várias vezes vender essa casa acredita.

- É bom ter vocês aqui de novo.

- É sobre isso que queria conversar com você filho. – Ela diz se abaixando ao meu lado.

- Que foi?

- Não vamos conseguir vir no seu aniversário Thales.

- Mãe, é só um dia no ano.

- Eu sei filho, mas... mas... marcaram a apresentação do novo aplicativo nessa data, e só avisaram agora para mim e seu pai.

- Mãe é meu aniversário.

- Thales será transmitido para o mundo todo, não podemos agora adiar.

- Tudo bem, eu adio o meu aniversário, para vocês trabalharem... mais.

Eu segui para o quarto, eu tentei não chorar, serio, mas as lagrimas desceram... segurei ao máximo quando entrei no quarto.

- Sabia que não iria resistir.

- Lucas cala a porra da boca, me deixa. - . Falo deitando.

Como foi bem ao seu lado, ele se senta na cama, todo apreensivo.

- Thales tudo bem?

- Sim.

Eu puxei o cobertor e cobri minha cabeça com o travesseiro, ficando isolado do “mundo”.

Eu acabei pegando no sono assim. Como mais cedo tinha mexido nas luzes acordei na madrugada com um incomodo, era a lâmpada acesa, a energia voltou e algumas luzes estavam funcionando normalmente.

Eu levantei, fui até o corredor e desliguei as luzes, retornando para o quarto vejo que Lucas está só de cueca, não sei como naquele frio.

Desliguei a luz e cobri ele com meu cobertor, deitei novamente, para voltar a dormir.

Acho que pelo frio, sinto ele mexer na cama e se virar para o meu lado.

Quando eu estava pegando no sono o Lucas meio que acorda assustado, sabe quando se sonha que está caindo, então, ele deu um pulo destes na cama. Eu mesmo que quase morri do coração.

Ele se levanta, calado e sai, e então eu fiquei mega surpreso com ele. Lucas volta minutos depois, ele se ajeita, acho que veste alguma peça de roupa e deita.

Lucas arruma a coberta do meu lado e o travesseiro, e então deita me abraçando, porém sem maldade, ele passa o braço deixando de forma confortável. Para se esquentar e me esquentar.

Eu cogitei me mover, para ele se afastar, mas confesso ser uma atitude que não se vê diariamente, ainda mais vinda de quem.

Manhã do dia seguinte, parece que estávamos com outras pessoas, serio mesmo, foi uma mudança e tanto. Eu acordei sozinho no quarto, fiz minha higiene e me troquei descendo.

A Marcia, diretora estava lavando as louças do café e minha mãe e Julie estava retirando a mesa;

- Já estava subindo para te chamar.

- Havia me esquecido o quanto essa cama é boa pra dormir mãe.

- Thales toma seu café, que Vitor e Lucas estão arrumando a lancha para darem uma volta. – Diz Julie se aproximando.

- Tudo bem. – Falo me sentando.

Olho para a agua e os dois estavam arrumando as coisas;

- Mãe e meu pai?

- Ele teve um imprevisto e teve que voltar essa manhã querido. – Ela fala aguardando uma resposta.

Mas, normal ele não participar de nada com a gente, não fico surpreso.

O marido da Marcia havia ido ao centro da cidade, comprar umas coisas que estavam faltando.

Eu tomei somente um copo de leite mesmo, elas estavam ajeitando coisas na casa e o Lucas entra, todo animado e com respingos de agua na roupa;

- Estamos quase prontos será que o Jonathan demora Marcia?

- Não filho, ele deve estar chegando já.

- Ótimo... Thales me ajuda com os Jetsky?

- Sim.

A manhã estava com um sol forte, o frio ainda tomava conta do ambiente, mas o calor estava sobressaindo.

Por fim minha mãe e Julie ficou em casa, a desculpa era medo de agua. E Marcia ficou de “cuidar” de nós.

Vitor levou a gente em uma ilha próxima, nós entramos na agua, coisa rápida, pois ele disse que tinha um lugar, melhor para os jetsky.

Assim fizemos, Vitor parou em um lugar bem mais amplo para andarmos no JetSki, e com mais segurança.

Eu fui o primeiro, depois Lucas, e Vitor, Jonathan e Marcia. Como o mar estava calmo nessa hora, ficaram bebendo e nadando, assim como eu.

É o meu esporte, posso dizer, e nadar no mar é fora de serio, só para quem já experimentou para entender.

Eu estava pouco afastado deles, o Lucas no Jet e a Marcia grita do barco;

- Thales não fica longe.

Eu respondo com um joia, e Lucas diz a ela que me buscará. Ele se aproxima estendendo a mão, e então subo;

- Mano como você mora no Rio, com um lugar desses aqui. – Ele diz apontando para uma pequena praia.

- Também curto aqui Lucas, muito lindo.

Lucas vai seguindo em direção a areia que é mais afastado ainda do barco;

- Lucas vai onde?

- Calma ai, vamos chegar ali, as fotos devem ficar foda mano.

Cara ele foi com o Jet, até na areia;

- Pega meu celular ai Thales.

- Mano a Marcia vai matar a gente.

A praia realmente era muito linda, e deserta, tiramos umas fotos do Lucas, e também minha, claro iria aproveitar a oportunidade.

- Vamos, vai pilotando. – Ele diz pegando o celular.

Eu subi e como sabem todo Jet, tem um cordão junto a chave, que você prende na roupa, caso você caia ele desliga imediatamente.

Beleza, subimos, e o Lucas fazendo uns Stories e eu seguindo até o barco.

Foi então que eu sinto um movimento do JetSki e não sinto mais o Lucas. Eu me desesperei, ao parar de acelerar ele continua em movimento então vejo a mão dele na agua, em meio a pequena onda.

Usei o Jet de apoio e pulei na agua rapidamente, seguindo até o Lucas, ele estava meio que submerso, e eu tremendo de medo, e assustado, segurei ele e então começo a nadar de volta ao Jet.

Então o desgraçado começa a rir, cara eu soltei ele virando, e ele rindo igual idiota;

- Mano tem ideia do susto que me deu!

- Haha’ você caiu lá no JK e aqui de novo Thales.

- Cala a boca Lucas.

Volto ao Jet e ele se aproxima, então vou acelerando, e Lucas bravo por eu não esperar ele, fiz isso até chegar no barco, ele nadou e muito viu;

- Filho da mãe.... – Ele dizia subindo ao barco sem folego.

- Pra apreender a me assustar de novo.

- Eu não digo nada para vocês, não tem sinal de telefone aqui, e os dois somem nessa agua... Vitor vamos, os engraçadinhos já chegaram. – Marcia diz puta com a agente.



#Lucas


Minha mãe e a Melinda foram cozinheiras profissionais em outra vida, com a ajuda da empregada da casa elas prepararam um belo almoço, e acho que pelo cansaço na agua de antes, eu estava com muita fome.

Eu peguei no sono após o almoço, em uma rede que ficava na varanda, com aquela vista incrível.

E cara como eu dormi bem viu, acordei a tardezinha, fui ao banheiro, e voltando escuto umas risadas ao lado de fora, eu abri a porta e o Thales estava de papo com uma garota no portão logo a frente.

Me perdoem, mas de jeito nenhum iria perder a cena, e claro que queria ver quem era.

Eu me aproximei, e vejo que tinha um garoto também, ambos de nosso estatura, e aparentemente de nossa idade.

Eles calam e me olham, eu chego colocando o braço no ombro de Thales, que fecha a cara e diz com desleixo;

- Esse aqui é o Lucas... Lucas, Marcos e Pamela.

- Prazer. – Digo pegando na mão dele e beijando a mão dela.

- Thales já falou de você. – A Pamela fala com cara de deboche.

- Hum, então anda falando de mim, pelas costas é? – Digo beijando ele no rosto.

- Sai fora Lucas.

- Você é gay? – Pamela pergunta rindo.

- Sou o que você quiser gatinha, gay, bi, hetero, safado.

- E idiota! – Ela me tira.

Os três abrem um sorriso, e eu falo a Thales, batendo em suas costa;

- É esses realmente são seus amigos. – Falo saindo.

- Vai na festa mais tarde Thales? – O Marcos pergunta.

- Opa! Festa? Onde? – Falo voltando.

- É festa da comunidade Lucas, você não vai curtir. – Thales responde.

- Se tiver bebida e garotas eu vou curtir demais.

- E então Thales? – Pamela pergunta.

- Vamos sim gata, e espero que esteja preparada para me ver produzido.

- Cara você é familiar. – Marcos questiona, me olhando.

- Ele é ex Colírio, da Capricho. – Thales diz.

- Aff falou para vocês, até mais tarde. – Falo saindo.

Pois começaram a rir e as piadinhas.

Nesse fim de mundo que só tem beleza, poderia fazer três coisas dormir, comer e transar, sem a Alana e como já dormi, fui comer, mais.

Thales entra e seguida falando da tal festa, e chamando os adultos que recusaram e tals, mas também não aprovaram quando disse que iria, eu tive que me intrometer, pois era de interesse mutuo.

Vamos a melhor parte dessa viagem, e acreditem, acho que foi a melhor festa de minha vida.

Nós fomos no carro da minha mãe. Thales estava de sapatenis preto, calça jeans na altura da canela preta, do jeito que ele gosta, com rasgos na altura dos joelhos, e uma camiseta tipo regata sem as mangas, preta também, muito massa, fiquei com raiva dele, por não ter trazido roupa para sair. Como iria saber.

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