• Richardson Garcia

crescendo - Capitulo 18

O primeiro tempo foi uma loucura e difícil para caralho, o que salvou a gente foi o de não levarmos gols.

Intervalo, fim do primeiro tempo, fomos para o vestiário e todo mundo puto com o Hugo.

O Alexandre levando uma bela de uma bronca da diretora ao lado de fora e todo o time me pressionado contra o Hugo.

Assim que entramos ele veio falar comigo;

- Mano, me perdoa, eu tinha natação e...

- E nada Hugo, custava ter avisado? – Falo tirando o uniforme.

- Pensei que iria conseguir fazer os dois cara.

- Lembra o que o Vitor fala Hugo, o time primeiro... o time primeiro. – Comenta o Diogo.

O Alexandre entra no vestiário puto com a gente;

- Cadê esse trio de atacantes que formamos? Que treinamos diariamente? A bola não passa do meio de campo porra. Vitor Marcia Edna deixou você jogar, quero ver se com você e Lucas salvam meu pescoço.

- E o Hugo? – Pergunta o Vitor.

- Ele não vai jogar. – Falo olhando para ele.

- Porque não mano?

- Porque está fora Hugo.

- Lucas o que está falando?

- Está fora do time Hugo.

- Você não pode fazer isso.

- Eu sou o capitão, eu posso.

- Alexandre não vai falar nada? – Hugo fala para ele.

- Lucas acho que...

- Ou ele ou eu Alexandre. – Falo puto.

O Hugo sai do vestiário com lagrimas nos olhos, e só assim entendi o que tinha feito, quando o Vitor veio me cumprimentar;

- Que isso em se revelando colírio.

- Sai fora.

E o jogo? No segundo tempo quando estávamos entrando no gramado quando o Alexandre vem pedindo para sairmos;

- Segura ai galera... – Ele fala saindo conosco.

Todo mundo sem entender nada, e uma música começa no som ambiente do campo.

Para deixar meu dia excepcional a Alana de mini saia, dançando no meio do campo para uma bela plateia de marmanjos.

Montaram um time de líderes de torcida, a coreografia estava massa, a turma em sincronizada, mas como era de se esperar Alana abusando da sensualidade, cara ela estava muito linda.

- Rapaz não tinha visto ela desse ângulo não em irmão.

- Cala a boca Vitor!

Elas terminaram aplaudidas, pela galera de pé, saíram em fila indiana. Entramos em campo e infelizmente empatamos, o que era ruim, pois começaríamos o torneio sem pontuação. E todo mundo falava somente de uma coisa, o time de líderes de torcida, era vídeo, foto, marcações... tudo a respeito a elas.

No fim da tarde, após o jogo, aconteceu um coquetel, para a Marcia Edna puxar o saco de alguns pais, e eu tive que comparecer.

Tomei um banho, e me arrumei sozinho, o Thales não estava no quarto, não - o via ele tinha um tempo.

Eu entro no salão e havia poucas pessoas, aquele clima de tedio.

Minha mãe logo se aproxima com uma taça de champanhe na mão;

- Ótimo jogo querido.

- Obrigado.... Tenho que ficar até o final mesmo?

- Pegue algo para beber e sente-se lá com seu amigo. – Ela diz apontando para o Thales no sofá.

Cheguei na mesa e peguei somente uns petiscos, e cheguei pulando no sofá, onde o Thales estava;

- Ei cuidado mano.

- Não te vi o dia todo.

- Estou exausto... E ainda devendo uma grana para o Hugo.

- Como assim?

- Paguei ele para deixar eu ganhar na natação.... Falei que pelo menos deixaria eu ganhar lá, para os meus pais, pois sabia que iriam ganhar no futebol.

- Ah caralho!

- Que foi?

- Nada.... E pensou errado, não ganhamos no futebol.

- Porque?

- Esquece. – Falo apontando para meu pai se aproximando.

- Deveria ser menos fominha com a bola né meu filho... – Ele comenta meio “embriagado”.

- Sou fominha com a bola, como o senhor é com as suas secretarias né pai? – Falo levantando e saindo.

Não via a hora, de poder ir para o meu quarto e colocar a cabeça no travesseiro.

Peguei um refrigerante e conferindo se Alana estava ON no Whatsapp;

- Ela foi para casa filho, aniversário de sua avó esse fim de semana, se esqueceu? – Fala minha mãe olhando a tela do celular.

- Esqueci mãe, poxa, é estranho não estarmos juntos.

- Isso passa Lucas, logo, logo.... Me diga como estão os patrocinadores, com essa vida de escola interna?

- Mãe, tímidos, eu tento fazer Stories o dia todo, foto também diariamente, está subindo o número de seguidores como antes, mas estão desanimados.

- Vou conversar no trabalho, ver se consigo algo antes de sair pela licença maternidade.

- Tudo bem.

- Venha, quero que conheça os Deummond, são um amor filho. – Ela fala me levando pela mão.

- Mãe, não estou afim de puxar saco dessa gente.

- Vem logo Lucas.

A mãe de Thales estavam conversando com a Diretora quando nos aproximamos, Melinda abriu um sorriso e foi a primeira a falar comigo;

- Eu conheço você... – Ela fala abrindo os braços para um abraço. – É aquele garoto da capricho certo?

- Sim, eu mesmo... Prazer Melinda, Lucas Valvassori. – Digo a cumprimentando.

- Que lindo você Lucas... Então é você quem suporta meu pequeno Thales? – Ela fala com ele se aproximando.

- Sim, sou eu mesmo, dividimos o quarto... Mas está difícil convencer ele a tomar banho de porta fechada. – Falo gesticulando com a cabeça.

Ele ficou vermelho galera, ela arregalou os olhos e disse;

- O que disse?

- Não, é só uma brincadeira. – Falo quebrando o gelo.

Melinda solta uma gargalhada, e ele me cutuca nas costelas;

- Fica na sua, se não falo da festa. – Falo perto dele.

- Não se atreva. – Thales fala sem mover os lábios. – Onde está meu pai?

- Ali, no telefone querido, como sempre. – Melinda diz mostrando com a mão.

Eu me perco olhando para as pessoas e em segundo plano a conversa das mulheres.

Segui para a entrada procurando o sinal do telefone, e então retorno, para falar com meus pais, queria muito ir embora, iria dizer estar cansado do futebol e teatro desse dia.

Quando me aproximo dos dois conversando com sorrisos de orelha a orelha;

- Mãe, pai, vou embora, estou muito...

- Lucas nós vamos para Angra. – Minha mãe diz sorrindo.

- Que bom, fico feliz, mas eu...

- Você também vai bobo... Vamos passar o fim de semana na casa dos Deummond.

- Mãe, pelo amor de Deus, que vergonha é essa?

- Eles ofereceram, vão passar o fim de semana no Brasil e nos convidou... E você também vai, para fazer companhia para o Thales, ele parece solitário tadinho.

- Tadinho? Tadinho de mim passar o fim de semana com vocês, eu deveria estar indo ver a Alana.

- Não estamos pedindo Lucas, você é nosso filho e ainda segue nossas ordens, vá arrumar suas coisas, enquanto despedimos de todos aqui.

Eu não falei nada, só virei de costas saindo putasso. Estava cansado de abrir a boca contra ele.



#Thales


Acreditem, eu visitei essa casa em Angra quando tinha nove anos, nem lembrava que eles ainda ah tinham, pensei terem vendido ela.

Tanto minha mãe e meu pai, estava diferente, e eu só esperando a “bomba”, pois garanto que coisa boa não era.

Quando chego no quarto o Lucas está falando sozinho, e colocando roupas com muita raiva na mochila;

- Tudo bem. – Pergunto fechando a porta.

- Claro que não, e culpa sua, porque não brigamos? Cara eu fui muito burro de brincar com você.

- Relaxa, eu também não estou feliz.

Peguei umas coisas e percebo que Lucas só pega roupa para banho, e nada de frio;

- Lucas está indo para Angra, não é Fortaleza não mano.

- Ué, Angra, 365 ilhas, praias para todo lado, não vou levar roupa de frio.

- Beleza então.

Sério, estava nem podendo olhar para ele, que estava dando má resposta.

Eu pensei que iriamos dormir em casa, e depois viajaria, mas não, de uma vez, duas horas de carro.

Eu, meu pai e mãe, os pais do Lucas, junto a ele, e a diretora e seu marido. Que belo fim de semana seria.

Chegamos por volta das dez horas da noite na sexta-feira, pelo horário jantamos fora, e depois seguimos para a casa.

Logo que descemos, percebi o frio que estava, a empregada nos recepcionou e para ajudar estava sem luz naquele bairro, aquela noite.

Lanterna do celular galera. Cheguei onde era o meu quarto, e deixei a mala no canto, conferindo a roupa de cama. Fiz aquela conferencia idiota das luzes claro né, rsrs.

Quando escuto uma mala se arrastar pelo chão e a lanterna na minha cara;

- Ei.

- Você é rico, como essa casa tem só quatro quartos? Me fala. – Lucas diz entrando.

- Não vai ficar aqui né? – Pergunto incrédulo.

- Sim.

- Tem um sofá cama no quarto dos seus pais. Dorme lá.

- Para de ser egoísta Thales. E está sozinho com esse quarto desse tamanho. – Ele diz deixando a mala.

- Claro, é meu.

- Olha essa cama. – Lucas diz pulando.

Eu só coloco a mão no rosto, estava sonhando, só pode. Ou melhor, tendo um pesadelo.

- Você vai dormir no sofá Lucas, nem vem.

- Ah qual é Thales, olha o tamanho dessa cama... E você mesmo me deu o fora, não vou aproveitar de você não.

Ele termina de falar a bateria do meu celular acaba.

- Hum, agora não prometo nada!

- Cala a boca. – Falo saindo do quarto.

A noite a lua estava alta, e refletia na agua, eu sai um pouco, ficando na escadaria, de frente a sacada, escuto aos fundos os adultos conversando na sala a luz de velas.

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