• @rgpatrickoficial

crescendo - Capitulo 12

Desço as escadas e chego na cozinha, Lucas estava com a toalha envolvida no corpo e cantando;

- Bom dia. – Falo se aproximando.

- Bom dia! – Ele diz sorrindo. – Espero que não se importe, acordei mais cedo.

- Relaxa. – Falo procurando os remédios. - O que está fazendo? – Falo olhando a panela.

- Panqueca, você gosta?

- Lucas do jeito que estou aqui eu como qualquer coisa. – Falo sentando na bancada.

Peguei meu celular tentando ligar, pois a bateria estava baixa, e pergunto;

- Dormiu onde?

- No sofá, aliás é um excelente sofá.

- Tem quartos sobrando lá em cima mano, porque ficou aqui?

- Estava vomitando a todo momento, e o Hugo também, aqui ficava mais perto do banheiro, ele estava ocupando o lá de cima.

- Meu Deus, quero nem ver.

- Relaxa, não estávamos ruins igual a você.

- Nem me lembre.

Meu celular vibra e eu olho de sobrancelhas em pé, era o Hugo;

- Alo?

- Onde eu desço? Não acho as escadas.

- Está falando sério comigo?

- É sério Thales.

- Ele está perdido lá em cima. – Falo saindo.

Nos pés das escadas vejo ele e a Alana, lembro de ter acordado do seu lado;

- Estava mesmo perdido?

- Sim, entrei em um quarto que saia em outro e não achava o corredor.

- Hugo você não existe mano.

- Que cheiro é esse? Ah brincadeira que o meu namorado está cozinhando.... Que deu em você em Lucas?

- Talvez esteja devendo né? – Falo brincando.

Hugo e Alana me olha, e Lucas então me encara, de trás do balcão, ele me olha e fala;

- Tipo o que?

Eu fico de boca aberta, olhando para os meninos e tento me corrigir;

- Esquece, estava zoando.

Sentamos no balcão da cozinha eu e Hugo, Alana ficou de pé com o Lucas;

- Sua casa é muito linda Thales.

- Valeu Hugo.

- Cadê a empregada Thales?

- A casa fica só a semana inteira, então ela deve aparecer de semana em semana, ou quinze em quinze dias, não, sei o que foi combinado.

- Tudo bem Alana qualquer coisa seu namorado cozinha.

- Cozinho com o seu cuzinho né Hugo.

- Cala a boca vocês dois, estou com dor de cabeça e ficam brigando! Lucas você não trouxe nenhuma roupa?

- Não.

- Thales será que rola de ir buscar no colégio?

- Alana acho que sim.

- Certo gatinho, vou dar uma carga no meu celular, para chamar o UBER.

A Alana subiu e eu segui ela, para tentar saber o que rolou entre a gente na noite, passada.

Entrei no meu quarto, ela estava colocando o seu sapato;

- Que noite em. – Digo entrando.

- Pois é, você exagerou ontem.

- Sim.

Peguei uma meia na gaveta e fiquei parado olhando para ela, que logo percebe;

- Que foi?

- Sobre ontem à noite, a gente não? – Digo apontando para a cama.

- Está perguntando se nós ficamos? Eu diria que não, você broxou.

- O QUE? Ta falando sério?

- Não, idiota, estou brincando com você. Thales foi o único que chegou e dormiu, sem roncar ou pior, vomitar.

- Mas eu estava de cueca.

- Você entrou tirando a roupa toda, foi uma luta obrigar a ficar de cueca.

Nossa eu coloco a mão no rosto de vergonha;

- Você me viu pelado?

- Está precisando depilar inclusive.

- Aí que vergonha. – Falo sentando na cama.

Nos descemos juntos, pois fiz a Alana prometer guardar segredo, o Hugo vem da porta da garagem falando;

- Não precisa de Uber, aqui tem dois carros Alana.

- Então fecho.

- Eu dirijo.

- Se liguem, nem eu dirigi um desses aí, se tomem cuidado.

Os dois saíram e eu olho ao redor e não vejo o Lucas, olhei na cozinha e nada, então abro a porta da frente e nada, galera o filho da mãe estava tirando a proteção da piscina;

- Não falou nada de piscina. – Ele fala ao me ver.

- Para começar não sabia que viria para minha casa, e nem que ficaríamos aqui o fim de semana inteiro. – Digo pegando o outro lado da lona.

Lucas pega um dos limpadores da piscina e vai tirando as poucas folhas.

Eu fiquei parado olhando, sem dizer nada;

- Você está estranho desde ontem. – Lucas fala sem me olhar.

- Não, estou bem, é que não costumo beber daquele jeito.

- É me surpreendeu.

Claro que não iria confrontar ele assim, fiquei na minha, procurando outro assunto, e esquecer o que eu vi na noite passada;

- Pensei que estava de cara fechada para mim, porque me viu pegando um cara, ontem na festa.

Eu estava de pé na lateral da piscina, ele coloca o limpador no chão e vem se aproximando;

- Não sabia que você era gay!

Ele abre um sorriso se aproximando;

- Alana gosta muito de você Lucas, ela não merece isso.

- Rsrs’, porque sempre é uma surpresa para as pessoas?

- Oi?

- Não sou gay, sou bissexual. Eu transo com garotas, e garotos.

- E Alana?

- Temos um relacionamento aberto, ela também fica com garotas e garotos.

- É muita informação em pouco tempo... E você não importa com o que falam de você?

- Se importasse com o que dizem, eu não teria sido Colírio, trabalhado com o Instagram, e muito menos ser seu amigo, pois falam bem mal de você no colégio.

- De mim? Mas eu nem converso com quase ninguém, fico na minha.

- Talvez seja isso, tentar agradar a todo mundo. Se liga Thales, você tem oportunidades que ninguém tem, e fica aí fechado nesse mundo que seus pais construíram.... Tem que viver para você e não para eles. A vida deles já passou, e a sua está indo também.... Até quando vai ser esse robô engessado?

- Isso soa um pouco inconsequente da sua parte. Acha que fazer as coisas sem pensar não tem consequências?

- Eu penso antes de fazer as coisas, mas eu penso pouco, não tanto quanto os outros.

- Nossa parece que eu é que tenho dezessete anos aqui.

- Tudo bem para você?

- Tudo bem o que Lucas?

- Eu ficar com caras?

- Mano não tenho nada a ver com sua vida, faz dela o que quiser.

- Toca aqui. – Ele diz mostrando o punho fechado. – Só para constar você tem chance.

- Tenho? – Pergunto confuso.

- Sim, Alana te acho gatinho. – Ele diz pegando o limpador novamente.

- Ah, é claro que acha, rsrsrs. – Falo vermelho.


#Alana



Depois de pegarmos as coisas no JK, o Hugo pediu para passar no mercado, Lucas havia enviado uma pequena lista de coisas para comprar e levar, que não tinham na casa do Thales.

Enquanto ele andava procurando as cosias nas estantes eu empurrava o carrinho, e estávamos falando sobre famílias;

- E o que seus pais fazem Hugo em Minas?

- Minha mãe é doméstica, trabalha na casa de uma família, e meu pai é bombeiro civil.

- Hum, legal.

- E os seus? – Ele pergunta colocando coisas no carrinho.

- São Pastores.

- Não, Alana estou falando sério.

- É sério.

Ele para me olha;

- Mas sua irmã levou maconha para você no colégio. – Ele diz em voz baixa.

- Minha irmã sempre foi a mais rebelde, eu sou a caçula e meu irmão é igual a ela.... Acho que por meus pais serem muito preconceituosos, assim eles não usam nossa família como exemplo.

- Você ainda tem um irmão?

- Sim, Marcelo, ele é o do meio. Porque? Você é filho único?

- Não, tenho um irmão... – Ele fala meio desdenhando.

- Que foi?

- Ele é todo ao contrário de mim.... Se meteu com quem não devia, e foi expulso de casa, eu sou as apostas de quase toda minha família.

- Acho que os meus pais também, pensam assim.

- Mas você ainda vive bem sua vida, tem uma pessoa como o Lucas do seu lado.

- É ele é tudo para mim.... Não sei o que eu faria sem o Lucas.

- Estão juntos? – Pergunta a moça do caixa.

- Sim. – Ele responde.

Ela passa algumas coisas e fica trocando olhares comigo;

- Vai pagar aí Hugo?

- Sim.

- Vocês são namorados? – Ela pergunta.

- Não. – Hugo responde, rindo.

- NÃO? Como assim Hugo? Me fala? – Eu digo brava com ele.

Gente ele fica vermelho na hora, e de olhos arregalados, eu não aguento e começo a rir;

- E o Lucas? Estava me falando...

- Cala a Boca Hugo, estava brincando.... Somos somente amigos moça. – Digo rindo.

- Quase mata seu amigo. – Ela fala.

Gente ele coloca a mão no rosto, estava sem graça, se bem que Hugo ficou puto comigo, rsrs.

- Vamos, logo namorado.... Eu digiro agora. – Falo pegando a chave no seu bolso.

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