• @richardsongaarcia

crescendo - Capitulo 11

Quando eles saem, eu agradeço o Thales quase que o abraçando, é que ele não deixou;

- Não Lucas, está soado... Mano que isso. – Ele diz me empurrando.

Bem vamos lá, as atividades acabaram por volta das seis da tarde, era o horário que algumas famílias vinham buscar seus filhos, e aniversário da cidade no sábado, Rio de Janeiro estava tendo algumas festas.

Eu sai com a Alana da aula de Teatro vendo o pessoal saindo com mochilas, e vários carros na frente do colégio.

- Queria sair hoje. – Minha namorada fala colocando a cabeça no meu ombro.

- Eu também amor, mas não tenho saco para ir para casa.

- Eu sei Lucas, tudo bem. Vamos jantar juntos?

- Sim, vou tomar um banho e te encontro.

Subimos, e deixo ela no quarto, quando abro a porta do meu quarto o cheiro de perfume invade meu nariz, cheguei a parar e olhar. Thales estava tirando uma foto no espelho.

Ele estava com uma calça jeans com barra na altura dos joelhos e vários rasgos, tênis branco igual neve, e camisa longline branca;

- Até você vai sair? – Pergunto fechando a porta.

- Tenho uma festa na casa da minha tia.

- Não disse que seus pais mudaram?

- Sim, mas eu vou preciso sair um pouco. – Thales fala pegando uma jaqueta no armário.

- Mano posso ir?

- Lucas não tem nada a ver com sua cara, é só uma social de gente insinuante e invejosa.

- É minha cara, por isso que você precisa de mim, para fazer você rir... E mano também não aguento ficar aqui.

Ele fica me olhando e fala;

- Beleza, mas nada de maconha!

- Sem maconha.

- E êxtase.

- Prometo.

- Ela mandou o carro já, deve estar chegando, tem que ser rápido.

- Valeu meu irmão... Vai lá e avisa a Alana e o Hugo, fala para ela se arrumar rápido. E bolar um grande que hoje promete – Falo tirando a roupa para entrar no banho.

Ele olha bravo, e sai falando;

- Folgado... Já estou me arrependendo. – Ele fala rindo.

Vamos então a essas beldades: Hugo estava de calça jeans, camiseta verde um lenço preto na altura do pescoço, bem diferente. Eu de tênis e calça de moletom bem confortável e camiseta branca, nada demais. Alana de calça jeans, e um top rosa, ela demorou arrumando o cabelo mesmo.

Para sairmos do Colégio JK tínhamos que ter a autorização de Alexandre, então quem pediu para sairmos foi a mãe de Alana, rsrs. Para ele liberar todo mundo.

Galera o carro estava aguardando nós logo na frente e Alexandre mesmo acompanhou até entrarmos e saímos.

Pessoal a festa era em uma casa gigantesca, quando chegamos, havia até manobrista na porta, seguimos com o Thales a frente... Uma coisa que não entendo são as portas destas casas, galera a porta de madeira era imensa, eu até comentei com os meninos;

- Gente Jurassic Park? Olha o tamanho disso.

A porta se abre e todo mundo, galera todo mundo vestido a caráter, treno gravata, e mulheres de vestidos.

- Thales porque não disse que era uma festa formal? – Alana fala baixo.

- Nem eu sabia. – Ele fala vermelho igual a gente.

- Ai, olha quem chegou... Como é bom te ver meu filho. – Uma senhora fala abraçando o Thales.

- Tia não sabia que era uma festa a caráter. – Ele fala segurando nas mãos dela.

- Relaxa filho, e vocês são?

- Desculpe, trouxe uns amigos. Tudo bem?

- Claro filho, desde que seus pais mudaram, deve estar se sentindo muito só... Meninos tem comes e bebes logo ali e nada de bebida alcoólica para você em. – Ela fala apontando o dedo e rindo para o Hugo.

- Mas eu tenho dezoito anos. – Ele fala sem acreditar.

Thales e Hugo tem dezoito anos, eu e Alana dezessete, rsrs.

Nos então seguimos para a mesa de comida, pois não tínhamos jantado, o Thales foi cumprimentar algumas pessoas, e galera todo mundo olhava para onde íamos, ficou uma situação engraçada.

Eu conversando com a Alana e então o Hugo questiona;

- Onde vamos sentar? – Pergunta com um prato em mãos.

Eu olhei e ela começou a rir;

- Mano vai onde com esse prato deste tamanho? Hugo vai comer isso tudo?

- É claro, se quiser pega para vocês.

- Amigo deixa esse prato aí, pelo amor de Deus. – Alana diz para ele.

- Não.

- Gente estou com uma fome. – Thales chega perto de nós. – Nossa nem esperou em mano.

- Faz o seu. Hugo responde.

Galera, o Thales, fez um prato idêntico ao de Hugo... Eu e Alana ficamos parados, olhando os dois, pegando os pratos e sentando em uma pequena sala que havia.

Para terem ideia, a Alana fez um prato para nós dois comermos juntos.

- Que sua tia faz Thales? – Pergunta Hugo.

- Ela é corretora de imóveis.

- A legal, ela vende casas e fazendas?

- Não, só casas.

- Casas como essas? – Pergunto.

- Sim, no Alphaville.

- Senhores algum drinque? – Pergunta um garçom.

- Sim, um Dry Martini. – Fala o Hugo.

Nós ficamos calados olhando para ele agindo com naturalidade;

- Já bebeu isso Hugo? – Alana pergunta.

- Não, mas vejo muito em filmes... Que foi?

- Acho que não vai curtir. – Thales responde.

- Não é todo dia que posso beber e comer o que posso, me deixam.

O garçom retorna e o Thales pede;

- Um suco de abacaxi por favor.

- Traz uma caipirinha para mim por favor.

- Duas por favor. – Digo junto a Alana.

- Caipirinha gente... E eu pensando que vocês só bebiam Whisky. – Hugo fala pegando a taça.

- Isso soa um pouco preconceituoso.

- Relaxa Lucas.

Galera para vocês terem uma ideia, uma bebida tipo “51”, possui em média 30% de álcool, uma bebida como o Dry Martini é 45%, o Hugo bebeu um gole e deixou a taça;

- Meu Deus, Senhor da glória, esse cara tirou isso foi de algum posto de gasolina.... É álcool puro.

Ficamos rindo demais dele, é muito idiota.

Depois de comermos, tipo, muito, andamos pela casa, tipo sala e jardim, voltamos e ficamos sentados bebendo, o que não é indicado, cara, ficamos muito ruins.

Deixamos a festa por volta de meia noite e cinquenta, Alana chamou um Uber dizendo que iriamos para o colégio, mas fomos parar em uma boate aqui na cidade.



#Thales


Eu tinha bebido demais com o Lucas, e então estávamos só na agua, quando chegamos nessa boate, eu nem me lembro direito de entrar, só recordo de estar pouco melhor em um tipo de camarote, o Hugo dançando, e Alana falando alguma coisa no meu ouvido.

- Bebe vai melhorar. – Lucas fala me entregando um copo.

- O que é isso?

- Se chama bebe calado.

Ele diz me entregando, e praticamente suco de limão doce e gelado, foi como “glicose” no sangue, rsrs.

Eu fui no banheiro e até pedi outra bebida, uma ICE, mais tranquila para beber e com menos teor de álcool.

As músicas excelentes, uma galera animada, acho que por eu chegar bêbado já estava “fervendo” a festa.

Até me assustar com um cara chegando em mim, eu peguei a bebida e estava voltando para o camarote, quando um rapaz me para;

- E aí, prazer, sou Igor. – Ele fala estendendo a mão.

- Thales, prazer cara. – Falo cumprimentando ele.

Galera ele segurando minha mão, aproximou do meu corpo e falou em meu ouvido;

- Te achei muito lindo, será que rola... – Ele ia falando passando a mão em meu cabelo atrás na nuca.

- Ah, não, não, valeu. – Falo saindo até assustado.

- Tudo bem, desculpe. – Ele diz.

Me assustei um pouco pela iniciativa do rapaz, até voltar ao camarote, antes de entrar vejo uma cena que me mudou minha vida. Havia algumas pilastras grandes onde se dividiam os camarotes.

Lucas estava beijando um cara encostados nessa pilastra, sei que foi coisa rápida, mas o bastante para ver ele morder os lábios do garoto, e pressionar ele segurando firme seu corpo.

Eu me virei saindo antes que ele me olhasse, fiquei perplexo pela a Alana estar na mesma boate e ele ter atitude para fazer tal coisa.

Eu andei um pouco até encontrar o Hugo, fiquei com ele, e Alana chegou depois, eu finjo que não tinha visto nada.

Nesse momento me lembro de estar na terceira ou quarta garrafa de alguma cerveja. Sim eu estava exagerando. Estava dançando com a Alana, e sinto alguém me abraçar por trás, era o Lucas, ele veio como sempre, brincalhão e descontraído.

Ficamos dançando ali e somente o Hugo ficou com alguém, eu estava muito bêbado.

Depois disso são somente flash, pegamos um Uber, tivemos que ir antes no banco 24 horas para pagar, por inutilizar o app, não perguntem como. Seguimos para minha casa, e foi uma dificuldade para liberar a entrada, porque eu estava dormindo no carro e os meninos tentando convencer a segurança, que precisou me ver para fazer isso.

Foi uma sensação estranha acordar na minha cama, na minha casa, esse momento recordo bem, de abraçar forte e fazer carinho em meu travesseiro, e me virar vendo a Alana dormindo comigo!

Eu parei fiquei igual estatua na hora, nem respirava, olhei ao redor, porta fechada, e roupas para todos os lados, levantei o cobertor e eu estava de cueca, foi a primeira vez que não me lembrava do que tinha feito na noite passada, e a sensação é a pior possível.

Eu me levantei lentamente, quando coloquei o pé no chão sinto aquela dor de cabeça e estômago ruim, era ressaca.

Pego uma roupa no closset e saio do quarto. As portas dos corredores fechadas, eu coloco a camiseta seguindo para as escadas, e escuto um celular tocando “Bruno Mars”.

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