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Clichê - Terceira Temporada - Cap. 52

Luan entregou o balanço das contas e administração do patrimônio do Kalleb, queria te mostrar.

- Claro.

Guto pega outros papeis e empurra minha bagunça;

- O Juiz determinou na época o seguinte, as empresas e o conglomerado são de Kalleb até a maior idade. Eu e Julia gerimos, administramos e cuidamos até lá. Com isso todo o lucro mensal retirado é dividido da seguinte forma, 50% para uma conta especial em nome de Kalleb, 25% para mim e 25 para Julia.

- Certo, é justo.

- É que a justiça manda, essa conta minha, que utilizo para casa, mamãe e gastos, também é sua e....

- Não, Não Augusto não quero seu dinheiro, isso aqui foi mérito seu.

- Cala a boca Heitor, escuta! Essa conta deixei para a família, como disse eu não uso ela, por isso, caso você precise, está disponível, é um dinheiro de direito seu e da mamãe.

- Quando tudo aconteceu, desviei uma grana para umas contas. Com a investigação tive que pagar uma indenização ao governo. Me sobrou por volta de uns 400 mil. Consigo viver tranquilamente com isso.

- Eu sei, mas se precisar, quero que saiba que é seu.

- Ei, obrigado.

Puxo ele abraçando e Guto reúne suas folhas na pasta;

- Já ia me esquecendo, não vi aliança em nenhum dedo.

- Aliança? – Questiono.

- Sim, Kleber ainda está solteiro.

- Mano ele não me quer ver pintado nem de ouro.

- Quando vai para de reclamar e correr atrás?

- Sei quando me dar por vencido.

- Isso é se dar o fracasso Heitor, você não é assim.

- Já falamos sobre isso Guto.

- Sim, mas quando você estava empenhado a fazer o papai abrir as fabricas de Curitiba para o AS-72 você não desistiu até que ele fizesse, provou de todas as formas, se dedicou dia e noite.

- Augusto ali eu vinha um futuro.

- Eu vejo um futuro entre você e Kleber. – Ele fala.

Augusto sai do escritório, me deixando com a cabeça mais quente do que antes.

#Kleber

Noite de quinta-feira, eu e Luan estávamos na casa da Helena, resolvendo as últimas coisas para o casamento.

Os três amigos no sofá, na sala de estar ao lado do atelier, que era mais reservada, com vinho, queijos, e muita fofoca;

- Conta senão eu conto Luan.

- Gente, vocês dois tem que parar de segredo para o meu lado. – Ela cutuca ele.

- Estou saindo com o João. – Luan conta baixo.

E Helena dá um grito, a gente começa a rir;

- Sua vagabunda, não tem vergonha, não tem outro lugar para procurar macho não? – Ela empurra ele.

- Eu passo o dia todo naquela empresa, então eu procuro lá mesmo.

Rimos da forma com que ele conta e ela pergunta;

- Amigo conta aqui, ele é dotado como parece?

- Gente, Para. Não acredito que estão falando isso do meu assistente.

- É amiga.

Outra chuva de risadas;

- Aí se não fosse meu homem, você teria concorrência.

- Cala a boca Helena, Guto é príncipe amiga.

- Aí Kleber, eu amo ele, desde que o conheci, nunca fui de ficar com outros, considero ele meu primeiro, como o Heitor considera você.

Eu já viro os olhos, olhando de lado;

- Mas espera, vocês não ficaram não? – Ela continua.

- Eu falei para ele que não iria rolar nada, desde que voltou. – Respondo puto.

- Amigo to falando do João. Viu você que não tira o Heitor da cabeça, e coloca a culpa na gente.

- Meu Deus, eu mereço vocês. Nunca peguei o João não, nem tive oportunidade, e se tivesse não pegaria, trabalhávamos juntos, e tive uma péssima experiência namorando no trabalho.

- Vou aproveitar que você está estressado e já te avisar...

- Que foi Helena.

- Amigo quero que entra com o Heitor no casamento.

- Como assim?

- Você é meu padrinho, e ele do Guto.

- Helena, porque eu não entro com o Luan, Caio, sei lá.

- Para com isso.

- Qual problema amigo? – Luan serve mais vinho.

- Não sabia que ficaria um clima desse entre a gente.

- Você expulsou o cara da sua sala umas 3 vezes?

- Duas, e não foi assim Helena.

- Amigo, me desculpe, mas se eu fosse ele, já tinha desistido.

- Ele gosta do Kleber Helena, não tem conseguem.

- Podemos mudar de assunto?

- Desculpa amigo, Luan está certo, é como o primeiro amor sabe, o primeiro cara que você fica, você apaixona, não consegue enxergar outra pessoa mais perfeita. E Kleber, você foi o primeiro para ele.

- Uma coisa que devo a ele, é quem eu sou hoje, se não fosse Heitor, não chegaria onde estou, nem perto.

- Desempregado?

- Helena sério, foi uma das coisas mais fodas que seu noivo fez por mim.

- Ai gente, to pensando seriamente nesse casamento, eu to amando em ser chamada de Noiva, vocês não tem ideia.

- Idiota, rsrs, e o Vestido?

- Luan, com decote é claro, mas não tão profundo, ele vem até aqui na cintura e abre a saia com bastante volume, que percorre por sua calda de mais ou menos dois metros e meio, não decidi ainda.

- Quanto vai custar? – Pergunto.

- Estou fazendo amigo, os meninos estão me ajudando, não tenho total noção, para não fazer merda, mas é um desenho que tenho desde os 10 anos de idade.

- Esse casamento, é tudo perfeito, desde os noivos, tudo... E que Guto vai usar?

- Ele pediu dicas, e está preparando seu próprio terno.

- Adorei, amiga e a despedida de solteira?

- Para Kleber, rsrs. Vamos ter um jantar comemorativo no dia anterior, reservei um restaurante no Resort, e depois do casamento teremos a disposição o salão de festas por toda a noite.

- E a cerimonia? – Luan deita no sofá.

- Já viu fotos do hotel né?

- Sim, já vi sim.

- Tem várias áreas das piscinas frente ao mar, eu até pensei na praia sabe, mas tem um local ao lado do bar molhado, onde tem uns arcos, e a montanha ao lado, dá para tirar várias fotos.

- Gente isso vai ser um bafo.

- Espero viu, pois estou deixando parte do meu trabalho de lado para focar nesse casamento.

- Vi duas garrafas de vinho abertas na cozinha, sabia que estavam reunidos. – Guto entra na sala.

- Estamos experimentando essa sua safra, rsrs. – Luan comenta.

- Calma vou pegar algo especial. – Ele fala saindo.

- Fecha esse roupão. – Helena grita com ele.

Ele estava de bermuda e sem camiseta, com um roupão preto.

A gente fica enchendo o saco dela, para provocar, os dois rindo e ela já olha puta;

- Que foi?

- Ele está em um corpão né amiga.

- Cala a boca Luan, que enfio essa garrafa tu sabe onde.

- Olha, esse é especial, acho que temos somente mais uma garrafa, foi presente de um amigo da mamãe. – Guto vem com uma garrafa.

Ele se senta na mesa de centro e pega o abridor, o rosqueando na rolha, e então o Heitor entra com várias taças em mãos;

- Não precisa, já temos aqui. – Helena comenta.

- Eles não sabem apreciar um bom vinho.... Precisa sim, vai usar taça suja não. – Guto abre a garrafa. – Veja. – Ele me entrega a rolha.

- Caramba.

Guto e Heitor dão um show experimentando o vinho e entregam as taças dizendo o que tínhamos que apreciar, juro, tentamos.

Os dois se sentaram na mesa de centro, e nós três no sofá;

- Estavam falando mal de quem? – Guto olha Helena.

- De você é claro.

- Eu sei, quem mais?

- Do assistente do Kleber, rsrs. – Ela sorri.

- Hum quero saber.

- Você não quer saber de nada Augusto. – Helena diz brava.

- Luan está pegando. – Eu conto.

- Amigo. – Ele me soca no braço.

- Não brinca.... Está pegando o João mesmo Luan?

- Sim, ficamos umas duas vezes.

- Que isso em, representando.

- Porque o sorriso Guto.

- Nada, Helena! Cada dia que chega próximo ao casamento ela fica mais paranoia, estão percebendo isso?

- Sim. – Luan e eu respondemos juntos, rsrs.

- Dois falsos vocês.

- Caio quer uma despedida de solteiro em Noronha, só ele eu e Heitor, que acha? – Guto diz.

Ela não responde nada, fica com cara fechada;

- Estão zoando comigo né?

- É despedida de solteiro do noivo Helena, ele merece. – Heitor diz.

- Ele não está merecendo nada Heitor, nada.

- Só uma despedida Amor.

- Beleza, pode ir, mas eu vou ter também, com meus amigos, na casa de striper perto da Petrini.

- Eu estava brincando, não tem graça Helena.

- Ah, tem Guto, e muita, rsrs.

- Heitor quando volta para a empresa? – Luan muda de assunto.

- Não, eu não volto tenho uns projetos em mente, e vou seguir por esse caminho agora.

- Que projetos? – Helena pergunta.

- Estou estudando meios de deixar a produção e as aeronaves mais “amigas do meio ambiente” – Ele faz aspas com as mãos. – Menos emissão de gases, entre outros meios.

- Você não me disse isso. – Guto fala.

- EMBRAER faz isso certo? – Pergunto.

- Sim, Kleber, mas minha ideia é ser implantada desde a produção de peças, transportes, até a aeronave pronta e voando. Todo o processo, antes, durante e depois.

- A implantação será somente para a AFAIR?

- Não, com a patente pode ser implantada em qualquer fabricante. Afinal são toneladas de gases poluentes emitidos diariamente, pelas companhias aéreas, como AFAIR.

- Amei a ideia. – Helena diz.

- É muito interessante. – Comento.

- Depois quero que me apresente cara. – Seu irmão o cutuca.

- Beleza.

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