• @rgpatrickoficial

Clichê - Terceira Temporada - Cap. 50

Vou com o Kalleb para o carro, colocando ele na cadeirinha, e o Guto vem, entra no carro, colocando o sinto e eu entro do seu lado. O Camilo acompanha a gente no veículo de trás;

- Qual jornal é essa entrevista? – Ele fala saindo de casa.

- Para a Vogue Brasil.

- Helena a Vogue faz fotos independentes.

- Eu sei, mas não vejo problema algum em ir assim.

- Tudo bem, não vou mais discutir.

- Estão brigando? – Kalleb pergunta.

- Não meu filho, discutir foi só uma expressão que o papai usou.

- É Kalleb, estamos conversando tá.

#Kleber

Fui praticamente quase um dos últimos a sair de casa essa manhã, eu estava descendo as escadas e uma turma de policiais estavam entrando em casa, com umas sacolas pretas.

Eles me cumprimentaram e desceram com o Heitor. Tive que sair de helicóptero pois fui para a fábrica, tinha umas coisas a resolver por lá.

Eu voltei pouco antes do almoço, indo direto para a AFAIR. Na minha sala o Luan bate na porta entrando;

- Desculpe Kleber, mas preciso de você.

- Pode falar. – Respondo sem olhar, por estar digitando um e-mail.

- A Polícia está aí querendo entrar, Heitor tem documentos aqui para entregar para eles.

- Eles não têm mandato? Não entram onde querem? – Eu paro olhando para Luan.

- Não, não estão com mandato e Heitor está colaborando, e ele precisa de sua autorização para entrar.

- Concedida.

- Obrigado.... Podem deixar entrar. – Ele diz ao telefone. – Posso falar com você?

- Estou ocupado Luan.

- Quando vai olhar na minha cara e falar comigo Kleber, sou seu melhor amigo.

- Você era, não é mais. – Encosto na cadeira, deixando o teclado.

- Eu fiz isso por você, pensei que iria gostar, foi da melhor vontade amigo.

- Ele mentiu e você ajudou, não precisava falar para mim, mas também alertar ele dá merda que estava fazendo, até pensei que não tinha culpa, mas Luan você estava comigo, eu chorei nos seus braços, te contava tudo, de como estava me sentindo, de tudo, e você sabendo que ele estava vivo, e calado.

- Me perdoa amigo, eu errei, pensei que estava fazendo o bem.

- Não, não estava.

- Aqui está todos os relatórios que você mandou eu pegar Kleber, e juro são os últimos. – Edson entra falando alto na sala.

O Luan sai sem resposta, fico com o Edson ali resolvendo algumas coisas, até Valquíria aparece.

- Tem uma reunião em sete minutos Kleber. – João interrompe eles.

Os dois saem, e eu me levanto pegando minhas coisas, e Heitor abre a porta;

- Pensei em anunciar, mas a secretaria não estava. – Ele diz.

- Posso ajudar? – Pergunto.

- Obrigado por ter deixado que entrassem, é importante para mim.

- Não tem problemas.

Ele se vira para fechar a porta e eu até aproximo, pois iria sair, Heitor volta e pergunta;

- Quando vamos poder ter uma conversa de homem para homem? – Ele fala me encarando.

- João espera lá de fora. – Falo.

O Heitor entra, fechando a porta;

- Que quer conversar? – Eu fico ao lado da mesa.

- Quero que olhe para mim e diga tudo que está com vontade.

- Se eu falar você não vai sumir novamente? Parece que é o que você faz quando tem um problema.

- Eu vou ser preso a qualquer momento, e não sei o que será de mim, não quero me distanciar novamente sem ao menos olhar na sua cara, e ver um pouco de verdade sem ironia.

- Você me deixou sozinho Heitor. Sem dar explicação, sem deixar uma carta nem nada, achei que você havia morrido, que estava morto. Eu não tive luto, sabe o porquê? Estava ajudando seu irmão a tentar concertar o que seu irmão fez! Augusto em pouco mais de um ano fez o que você e seu pai não conseguiu nas vidas de vocês! Era só ouvir seu irmão, mas não, você escolheu jogar tudo nas costas dele e sumir. Julia e Kalleb foram ameaçados de morte Heitor, tem ideia disso.

- Eu não sabia!

- Claro, seu plano infalível tinha erros, e você não percebeu, o problema do seu plano era você, desde o início.

- Poderia ter sim dado tudo errado, mas não deu, eu estava certo Kleber.

- Estava certo o caralho, você deu sorte. Se não fosse eu essa empresa não existiria, Henrique faria seu irmão afundar isso. Você não imagina o que eu passei, o que eu tive que escutar para estar hoje aqui.

- O que você quer de mim Kleber?

- Que não me procure mais.

Ele se aproxima;

- Eu amo você, não consigo fazer isso.

- Vai ter que conseguir Heitor.

- Olha para mim, nos meus olhos e diz que não sente mais nada. – Ele segurava com força meus braços.

Calado eu estava, e calado eu fiquei, suas mãos desceram, junto a algumas lagrimas de seus olhos, Heitor ainda aproxima para tentar me beijar, e eu viro o rosto.

Ele passa a mão no nariz, saindo da sala.

#Helena

Chegamos no restaurante, eu e o Guto, nós sentamos e ele ainda estava bravo;

- Ele ficou olhando, era só fazer as perguntas e pronto. – Augusto puxa a cadeira para eu sentar.

- Amor eu estava sentada na frente dele, como não iria olhar.

- Ele poderia disfarçar ao menos.

- Relaxa Guto.

- Vão fazer o pedido agora? - O garçom chega ao nosso lado.

Olhamos o menu, Guto pede um vinho, e pergunta;

- Então decidiu?

- O que? Pode ser tinto!

- Sobre o casamento Helena?

- Aí, sim. E você?

- Sim.

- Ok. Então no três falamos juntos, ok?

- Rsrs, ok.

- 1, 2, 3 Florianópolis!

- Floripa!

Ele olha indiferente;

- Porque escolheu lá?

- Foi quando tive certeza que gostava de você, e você. Porque escolheu?

- Foi uma das vezes que vi a Helena no Samuel.

- Aí que cantada mais brega Guto.

Os dois riem juntos;

- Então, posso começar os preparativos?

- São todos seus.

- Nem acredito, posso alugar um Resort?

- Calma. Vai com calma. Não vai ter carta branca para isso não.

No almoço eu contei da conversa que tive com Kleber na noite passada, ele estava me contando do jogo do Caio, como ele se saiu bem e tals. Até seu telefone tocar;

- É o Luan... Alô.

Guto conversa com ele, e fica de cabeça baixa na mesa, com o celular no ouvido. O desliga e respira fundo;

- Aconteceu alguma coisa?

- Acabaram de emitir uma ordem de prisão ao Heitor.

- Luan não pode fazer nada não?

- Está tentando, mas já disse para ficarmos preparados.

Não sou muito fã de saltos temporais nas histórias, mas dessa vez é necessário, pois Heitor ficou praticamente cinco meses preso.

Até que em seu julgamento, a Valquíria abriu a boca, sob pressão. Ela entregou parte do esquema de corrupção, dentro e fora da AFAIR.

Heitor foi inocentado por colaborar com as investigações, mas assim que Valquíria abriu a boca todos percebemos que o buraco era mais embaixo. Muito mais. Colocando no centro das investigações, Henrique, Edson, e uma corja de dentro da AFAIR, e também do governo, ela entregou o esquema por um todo.

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