• @richardsongaarcia

Clichê - Terceira Temporada - Cap. 47

Ficamos imóveis, gente;

- Você não morreu? – Gritou Caio.

- Julia, Julia! – Camilo fala.

Ela havia desmaiado, e com razão que susto. Eu na verdade estava com medo de chegar perto dele.

Guto apertou minha mão que estava tremula;

- É o meu irmão?

- Sim, amor.

Ele dá uns passos lentos e corre, Augusto abraça Heitor com tanta força que o faz a dar passos para trás, um apertando o outro, e ambos chorando muito.

Sem reação eu me aproximo, o Guto estava tão nervoso que me deixou muito emocionada, abracei o Heitor chorando já.

Guto traz sua mãe dizendo;

- Mãe é o meu irmão, o Heitor.

Ela estende as mãos para ele;

- Mãe!

Heitor literalmente cai em seus pés, ficando de joelhos, ao abraçar ela.

Guto o ajuda a levantar e ficam os três em um abraço de família bem demorado.

Sendo amparado pelo Luan, Kleber estava em choque, eu vou ajudar, e do seu lado falo;

- É ele amigo.

Não sei se era medo, ou o que seria, mas ele estava muito abalado, bem sorriso, nem choro, somente a mesma cara de surpresa.

Heitor que se aproxima, com as mãos no rosto do Kleber o beija, e depois o abraça. Somente assim ele teve atitude de chorar, Kleber ficou pior de todos, ele não conseguia nem ficar de pé.

- Eu sei que todos querem saber o que houve, mas antes de sentar com vocês preciso falar com meu irmão e com o Kleber. – Heitor diz se levantando.

#Augusto

Descemos os três para o escritório Heitor e Kleber se sentaram no sofá, e eu puxo uma das cadeiras da mesa.

Eles se beijando e de mãos dadas;

- Não sei por onde começar...

- Deram você como morto Heitor! E você me aparece sem nenhum aranhão, só pode ser um milagre. – Falo encarando ele.

- Eu esperei, esperei e você nunca chegou naquele heliporto. – Kleber comenta.

- Não foi nada disso, mas preciso que me escutem.

Cheguei a me aproximar, ele se ajeita no sofá;

- Vamos Lá! O Helicóptero nunca caiu, eu decolei de Ilha Bela voei até o local, onde o transponder da aeronave foi desligado. E mudei a rota para Volta redonda, pousei em uma fazenda, onde esconderam o helicóptero e fui de carro para o Paraná, ao sair pela fronteira ao Paraguai. Fiquei alguns dias, e depois segui para o Santiago, no chile.

- Isso foi tudo tramado? – Pergunto.

- Sim.

- Não, não é possível perderem um helicóptero no ar, Heitor, você voou mais vinte minutos, e sem a central saber?

- Kleber conheço todo o sistema, você sabe que é possível. Levei vinte minutos para chegar em Volta Redonda, o alerta foi dado 26 minutos depois da perda do sinal.

- Calma, entendi, mas porque fez isso Heitor? – Falo com a mão em sua perna.

Ele fica calado, passa a mão no rosto;

- Por você, por mim, pela mamãe, e principalmente pelo Kalleb.

- Como assim?

- Foi pela nossa família Augusto! Descobri documentos que eu assinei, eu autorizei, a AFAIR virou um ninho de corruptos, um oásis para quem queria tirar um pouco de dinheiro. Passei noites estudando os papeis, todos com minha rubrica.

- Isso não é possível, eu mesmo que verificava seus documentos, tudo que era para você assinar. – Kleber diz.

- Não os que o papai mandavam, eles vinham pela Valquíria, e eu fazia o que ele mandava.

- Está dizendo que o papai colocou você como chefe dessa quadrilha?

- Não sei, talvez nem ele sabia o que estava escrito. Mas de uma coisa eu sei, Henrique foi o que mais tirou com isso.

- Mas estão investigando a meses e nada. – Falo.

- Eu escondi todos os papeis tudo, estão no cofre da família aqui no sobsolo. É um local seguro, que eu sei que você não iria. Bem, se eu saísse de cena as hipóteses poderiam ser duas, afundarem as empresas com tanto roubo dos cofres, ou... – Ele faz uma pausa, e me olha. – Ou forçar a você assumir.

- Quer dizer que queria que eu fosse incriminado?

- Não, você é o único da família com total ficha limpa. Porque acha que o concelho tinha medo de você Guto? Você não deve nada.

- Porque não me contou? – Kleber pergunta.

- Porque você é a pessoa que mais confio para ajudar meu irmão, e eu sabia que você não faria por você. E se eu contasse você não aceitaria.

- Claro que não Heitor, tem ideia do que nós passamos?

- Me perdoe Kleber.

- Gente desculpe, mas amor vamos jantar? – Helena aparece nas escadas.

- Sim. Heitor vamos comer, vamos Kleber, depois a gente conversa melhor.

- Não, vou subir, não estou bem. – Kleber diz.

- Podem ir, fico com ele. – Heitor fala.

Eu subo, porque era a noite da Helena, mesmo com meu irmão, não queria atrapalhar. E a casa estava cheia.

Nos subimos e todos falando com o Luan;

- (...) Então agora ele assume tudo de volta? – Caio pergunta.

- Não, Heitor não tem direito a nada, absolutamente nada.

- Como assim Luan? – Pergunto.

- Ele estava ciente Guto. Tudo que pertencia a ele agora é de Kalleb, seu irmão, não possui mais nada, nem um real sequer.

#Kleber

Augusto subiu as escadas e Heitor se senta na minha frente;

- Por favor, tenta me entender!

- Não tem como te entender Heitor.

- Kleber, nem sequer um dia eu fiquei sem pensar em você, eu juro.

- Eu também não, em que a pessoa que eu amava havia morrido.

- Kleber fiz isso pela minha família, me perdoa.

- E eu? E eu Heitor? Você não pensou em mim. Mano você se despediu, tem ideia como eu fiquei, o quanto eu sofri?

- Kleber me escuta.

- Eu enterrei você. – Grito me levantando.

Ele fica de cabeça baixa;

- Se pensou em fazer isso porque não deixou uma pista, eu sei lá, alguma coisa. Você tem ideia do que aconteceu enquanto estava fora? Do que seu irmão teve que passar, o que eu passei?

- Eu fiz por eles Kleber.

- Sim, eu sei! Você já disse.

- Kleber eu te amo.

- Eu também Heitor, amava o cara que morreu a mais de um ano, não você que apareceu do nada com esse ar de justiça, de tarefa cumprida.

#Augusto

Estávamos jantando quando o Kleber sobe as escadas correndo, era visível que eles tinham brigado.

Heitor veio se sentou conosco, e era perceptível que ele havia chorado.

E foi inevitável ele ser interrogado por todos ali;

- Como você sabia? – Helena pergunta Luan.

- Antes do ocorrido ele fez umas perguntas estranhas. E a dois meses ele entrou em contato, para ajudar a voltar.

Depois do jantar, ainda ficamos até a madrugada reunidos, conversando.

Com algumas pessoas indo embora, eu pego uma taça de vinho e chego na Helena;

- Amor, sobe e conversa com o Kleber.

- Tudo bem.

Nossa mãe já deitada a essa altura, e depois de todos irem, eu me sentei com o Heitor no sofá, ele estava pouco abatido.

- Ele não vai me perdoar.

- Vai sim, relaxa, só precisa de tempo.

Ele bebe um pouco do vinho e questiona;

- Como foi?

- Difícil. – Respiro fundo, encarando a taça de vinho. – Pensei que não iria conseguir, queria me matar.

- Sei do que eu fiz e entendo se não quiser que eu fique. Mas Guto eu estava perdido e já ficando louco.

- Eu fiquei com raiva, muito assustado, e durante o jantar estava pensando enquanto você falava. Se não fosse isso eu não teria me aproximado da forma que aproximei de Kalleb.

Heitor começa a chorar, as lagrimas descem em silencio no seu rosto;

- Amo tanto aquele garoto, é tão especial.

- Sim.

Heitor se mexe no sofá, indo para o chão;

- Mano me perdoa, me perdoa... – Ele estava se ajoelhando.

- Não! Não, vem aqui. – Ajudo ele a se levantar. – Sou a única pessoa que pode ficar tranquilo, eu de certa forma agradeço, a você e a Deus, que as coisas estão assim.

- Obrigado, é tão bom ouvir isso de você. – Ele me aperta.

- E agora que vai fazer?

- Vou dar uma Coletiva.

- Se quiser podemos dar um jeito de dizer que encontramos você.

- Não, preciso assumir a culpa.

- Tem certeza?

- Sim.

- Então sobe, você precisa descansar. Vamos.

Subimos juntos, ele vai no quarto da mamãe, beijar ela e depois segue para o quarto.

Eu entro no meu quarto, fechando a porta e a Helena estava tirando o sapato sentada na cama.

Ela estava chorando;

- Que foi? – Aproximo dela.

- Amor promete que nunca vai tomar decisões drásticas sem me falar, por favor? – Ela fala até soluçando.

- Meu bem, escuta. – Abraço ela, limpando seu rosto. – Olha para mim, nunca vamos ficar longe um do outro, eu prometo.

- Eu também prometo amor.

Eu troquei de roupa, e ela fez o mesmo, limpando sua maquiagem no banheiro, para poder deitar.

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