• @rgpatrickoficial

Clichê - Terceira Temporada - Cap. 35

Me viro para sair e ela questiona;

- Augusto, como vai se dedicar a AFAIR?

- Todos vocês vão ter que se acostumar as mudanças, não vou viver para empresa alguma.

Descemos para a sala, com os dois em silencio. Eu entrei, com o Edson e Henrique conversando com caras feias, eu entrei, sentando, com Valquíria, Luan e Kleber;

- Bem eu queria encontrar com vocês cinco aqui antes da reunião com o concelho, para passar umas coisas. Luan por favor, preste atenção ok.

- Sim.

Pego o papel que Kleber deixou preparado para mim;

- Nice Petrini será regida sob a responsabilidade de Helena Barcellos. AFAIR Airlines com presidência de Kleber, e....

- Não pode criar uma bolha com suas amizades nas empresas, é monopólio. Se souber o que isso significa. – Henrique já começa a fazer seu trabalho de me encher.

- E eu e Valquíria?

- Você Edson, serão assessores meus e de Kleber, mas sem separação para podermos monitorar as merdas de vocês.

- Eu era SEO dessa empresa.

- Agora não é mais! Posso terminar? Para a alegria de vocês, não ficarem disponível para essa empresa, viagens, eventos, reuniões e nem Kleber! Estou ainda projetando um formato para ser seguido por todos.

- Isso é impossível, como um presidente não aparece nas reuniões.

- Henrique em 2020 manterão essa empresa bilionária de dentro de casa, e vão achar ruim a minha falta em uma reunião. Não sou meu pai, e ne meu irmão, Ou se acostumem ou saem. Pode liberar o concelho Camilo. – Falo olhando para trás.

- Que bobagem, você vai acabar afundando tudo que seu pai criou.

- Quando vai perceber que eu não ligo para o que diz Henrique?

- Ainda vai ver o quão certo estou.

- Bem, vamos lá, para a nossa primeira reunião é o seguinte. As reuniões mensais serão extintas, iremos criar um portal online onde haverá os balanços mensais. – Eu falo e alguns chegam a soltar sorrisos achando ser brincadeira. – Toda a divisão de pesquisa, desenvolvimento e fabrica de Helicópteros serão interrompidas.

Eu falei e fiquei calado, porque a metade levantou gritando, e xingando, eu olhei para o Kleber que fazia uma cara de assustado;

- Você é louco.

- Eu invisto nessa empresa só por causa dessa divisão.

- Que você tem na cabeça?

Era disso para pior, eu fico com a mão alta para eles deixarem eu falar;

- O projeto de Alcântara será interrompido, o Centro Empresarial Montanari Petrini não irá mais repassar sequer um real para o projeto.

- É um projeto do seu pai! Com visibilidade internacional, traz bilhões de investidores anuais, de todas as partes do mundo. – O Henrique chegou a ficar de pé.

- Pode falar Kleber. – Abaixo a cabeça.

- Projeto Alcântara é uma das formas que havia para ser desviado dinheiro, e pagar propinas aos políticos. Dos cofres da empresa eram desviados quase 53 milhões anualmente.

- Te respondeu? Deve estar puto por causa da sua candidatura né? Não será patrocinada por essa empresa. Esse concelho será reduzido, aqui somente investidores que possuem mais de cinco milhões aplicados nas empresas. Isso corta, creio que 19 pessoas, eu acho. Kleber, mais alguma coisa?

- A Petrini Guto.

- Nice Petrini será retirada das mãos desse concelho.

Eu já falo me levantando, porque faltou pessoas subirem na mesa, jogaram papeis, canetas, ouvi até copo se quebrando naquela sala.

- Você não colocou fogo no parquinho e sim no canavial. – Kleber me acompanha.

- Foda-se. Olha irei para a Petrini agora, acho que minha mãe está a caminho da Grife.

- Tudo bem, vou começar a preparar a papelada para o encerramento da divisão do AS-72.

- Valeu.

#Helena

Todo mundo curioso em saber o que iria acontecer, Guto atrasou um pouco, só enviou mensagem para todos esperarmos dentro do Atelier de Dona Nice.

Eu entrei com os meninos, que estavam conversando. Eu mesma falei com o Wilker, pedindo ele aqui, mesmo que não trabalhasse, mas que comparecesse para essa mini reunião.

Alguns minutos depois, o Augusto entra, sozinho, e eu já fico desconfiada;

- Bom dia pessoal, bom dia! Bem a surpresa que eu tenho para vocês é extremamente especial. Trouxe a minha mãe, para... – Todo mundo meio que fez um Ah! – Para que ela possa conversar com vocês sobre a coleção do desfile. Todos aqui sabem que ela está doente e debilitada, então peço de coração a paciência e compreensão de todos para que possa ser de grande proveito, tanto de vocês quanto dela, ok. Posso contar com vocês?

Eu vou ajudar ele, seguro a porta e ela entra, toda feliz, estava acompanhada de sua enfermeira e Guto pediu auxílio de um médico, só para estar ali.

Vocês não fazem ideia da força da presença dessa mulher, levou algumas pessoas as lagrimas, só o fato de ela estar ali. Uma dessas pessoas foi Paulina, que sentou do lado da velha amiga.

Dona Nice se sentou na sua mesa de desenho, e os meninos iriam de um por um, para tirar dúvidas e conversar sobre suas ideias para a coleção. Eu e Guto ajudamos, ouvimos ela, e aplicamos com alguns colegas;

- Gente algumas das mudanças que estão por acontecer com essa nova gestão é que mesmo como Presidente, eu irei usar este atelier como local de trabalho, estarei disponível aqui. Para mim o grande foco é a Petrini, e sempre será. Dona Nice, tem algo para nos falar sobre a nova coleção? – Ele diz a ela.

Todos se sentam, nas cadeiras, uns de pé, outros no chão;

- Gostei da coerência de todas as peças, sei que já passaram elas por uma espécie de peneira. Eu assinaria sem dúvida toda a coleção. Houve poucos ajustes, conforme eu disse a vocês. Meu filho, cadê aquela pasta que lhe entreguei ontem?

- Só um momento.

Ele pega ela ao lado da porta, e abre, era o esboço de um trabalho dela;

- Querida tire isso do papel para mim, sei que fará um ótimo trabalho. Esse vestido é um presente meu a vocês.

Todos batem palmas, e até eu chego para ver esse trabalho, que era perfeito.

Bem Guto liberou todos e ainda descemos para a loja, nos três, no elevador ele rindo de mim;

- (...) Ele nem parou o carro e abriu a porta, tive que brigar com ele, que não precisava, e pensa a luta que é para não ficarem me seguindo aqui dentro também.

- Rsrs, acredite estão te acompanhando de alguma forma.... Olha lá. – Guto aponta para a entrada da loja.

Olho com raiva para Matheus que sai rindo. A Dona Nice cumprimenta todo mundo ali dentro e ela anda pelo local, olhando estantes, araras, e até ajeitando algumas coisinhas, rsrs.

Eu e o Guto estávamos ao lado do balcão com uns atendentes, e então passa a moça da limpeza, gente não vão acreditar;

- Dona Lourdes? – Guto chama.

- Sim, sabe meu nome senhor?

- Me chama de Guto. Conheci seu filho esses dias, ele é policial certo?

- Sim.

- Me parou na rua, quase levei uma multa, rsrs. Ele me falou da senhora.

- É um prazer conhecer você Guto.

- Prazer todo meu querida.

Ele volta do meu lado e eu cutuco suas costelas;

- Não acredito que fez isso. Poderia ter omitido a parte que foi parado pela polícia.

- É a parte mais legal.

O Camilo sai do elevador, e o Matheus fica frente a porta da loja;

- Que foi? – Guto pergunta.

- Tem fotógrafos aí de fora. – Camilo aponta.

Eles estavam pegando a Nice olhando e tocando as coisas;

- Vai deixar? – Pergunto.

- Sim, ela decide.

E ela decidiu, acenou duas vezes para eles, e depois retornou;

- Acho que está na hora do meu chá. – Nice chega em Camilo.

- Está correta senhora, vamos então. – Ele leva para o elevador.

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