• @rgpatrickoficial

Clichê - Terceira Temporada - Cap. 32

Encostei na cadeira e gente, chorei de novo;

- Meu Deus, eu vou viver para ver ela aqui dentro de novo.

- Helena não é assim também, a caminho falei com o Gabriel e ele pediu para trazer ela e ele mesmo vai acompanhar, se ocorrer tudo bem, teremos Nice Petrini de volta dentro da sua empresa. Isso dá um ânimo aos meninos e agora precisamos usar tudo a nosso favor.

- Guto Parabéns. – Volto a abraçar ele.

- Obrigado.... Gente acho que tenho mesmo que ir ao banheiro. Foi aquelas laranjas da sua casa Helena.

- Você que é fraco.

Ele sai da sala, e o Kleber me olha;

- Como assim?

Eu já fico sem graça e ele pula para cadeira na minha frente;

- Conta tudo!

- Ficamos ontem.

- MENTIRA.

- Cala a boca bicha escandalosa.

- Vocês transaram?

- Sim.

- Por isso ele está diferente.

- Não exagera amigo. – Ele segurava em minhas mãos.

- Que isso significa?

- Que a gente transou.

- Vão namorar?

- Kleber foi sexo, para de ser paranoico!

- Quero ser padrinho do casamento.

- Gente, para! – Fico sério. – Você vai ser dama de honra.

Os dois caem na gargalhada ali dentro;

- Amiga todos esses dias achei que ele não teria coragem, mas mudei de ideia, e da visão que eu tinha de Augusto! É um grande cara.

- Kleber que isso tudo significa?

- Que temos um desafio fora de precedentes em nossas mãos, minha, sua e principalmente dele.

- E você?

- Estou no lugar que Heitor sempre quis estar. Agora sou presidente da AFAIR Airlynes.

- Parabéns amigo, Kleber você merece. – Beijo sua testa.

- Eu estou feliz sabe amiga... Só queria ser mais forte, como o irmão dele.

Eu olho para trás, conferindo se Guto estava vindo e falo baixo;

- Antes da cerimônia, quando eu ainda estava na sua casa, na madrugada, vi Augusto debruçado no vidro da piscina, ele iria pular, se eu não chegasse. – Kleber não comenta, fica de olhos arregalados. – Ele estava péssimo e só Deus sabe o que faria se eu não chegasse ali.

- Não acredito! Pois então.

#Augusto

Voltei para a sala com os meninos;

- Kleber tenho que ir para casa, encontrar com a Julia, vai ficar? – Chego na porta.

- Vou voltar para a AFAIR, pode ir Guto.

- Tudo bem.

Me aproximo abraçando ele, e depois faço o mesmo a Helena;

- Depois precisamos conversar. – Falo a ela.

- Tudo bem.

Depois de tudo, a Julia foi levada para minha casa, era um lugar melhor para conversar e mais calmo.

O Caio foi com Kalleb, para almoçarmos lá.

Eu entro no carro e depois de colocar o cinto Camilo pergunta;

- Para mansão?

Eu estava de cabeça baixa, respirando lentamente;

- Tudo bem Guto?

- Acho que estou em choque. – Falo levantando a cabeça e olhando para cima.

Ele desce e abre a minha porta, coloca a mão em meu pulso questiona;

- Está tendo...

- Tontura? Sim.

- Sua pressão baixou. Arruma sal para mim. – Ele fala ao motorista. – É normal, você teve picos de adrenalina altíssimos hoje, foi muito foda.

- Obrigado, fiz isso por Ele.

- Rsrs’ não é só ele, todos estamos orgulhosos.

- Obrigado.

O motorista chega com um saque e Camilo me entrega;

- Debaixo da língua, só colocar.

Foi instantâneo, logo estava bem;

- E aí?

- Podemos ir.

- Chega para lá, vou aqui com você. – Camilo entra do meu lado.

- É bom ter você de volta.

- É ótimo trabalhar para você.

Cheguei em casa e Julia estava conversando com minha mãe no sofá, peguei na sua mão, levantando ela e abraçando com força;

- Tudo bem Guto?

- Obrigado, não sabe o bem que está me fazendo.

- Rsrs, é pelo Kalleb, não esquece.

- Sim.

Por falar nele, entra gritando em casa, com Caio segurando sua mochila;

- MÃE!

Ele corre e pula no colo dela;

- Meu filho, foi visitar a nova escola?

- Sim, mãe eu vi o tio Heitor?

Cheguei a engolir seco, ela olha e questiona;

- Como assim meu filho?

- Eu vi ele.

A gente de automático olha para o Caio;

- Nem vem, eu não vi ninguém, ele que saiu de casa com essa ideia.

- Acho que você sonhou querido.

- Eu também o vejo. – Minha mãe comenta.

- Tia! – Kalleb grita descendo no colo dela.

- Fofinho, vem, quer um café?

- Rsrs, sim. – Ele responde com sorriso.

- Posso? – Ela se levanta com ele.

- Claro.

Julia responde, a Raquel se aproxima e acompanha eles até a cozinha;

- Disse que queria conversar comigo?

- Senta Julia, sim, o Luan está a caminho vai ajudar a gente.

- De onde ele tirou isso em Julia? – Caio pergunta.

- Ele falou a mesma coisa na semana passada, acho que está sonhando com ele.

- Olha gostaria que você e Kalleb ficasse essa semana aqui em casa, é mais seguro, e a casa é gigantesca, cabe tranquilamente vocês. E sei que Caio não vai se importar.

- Claro que não.

- Augusto não quero atrapalhar mais vocês.

- Julia, você precisa comprar uma outra casa, não tem como voltar a morar onde estava, precisa manter você e ele em segurança. Caio hoje levou o Kalleb no Colégio que estudamos e sabe o quanto é seguro.

- Eu sei.

Luan chega em casa, já com sua pasta e peço para descermos ao escritório.

- Bem, Julia Luan, responde por mim, e as empresas, vamos te passar umas coisas você pode decidir por si ou arrumar um advogado de sua confiança.

- Confio em você Guto.

- Ótimo...

- Vamos lá, de acordo com a lei, empresas são de Kalleb, mas até ele ter idade para assumir, é de total responsabilidade de vocês, e tem que manter até a maioridade dele. Existe uma conta criada pelo juiz, que será direcionado todos os lucros das empresas. Tudo que for repassado para vocês como lucro 60% é de Kalleb. Vinte para Augusto, vinte para Julia. Se for vender uma empresa, se for comprar uma empresa, tudo que forem fazer, depende um da assinatura, e assim da autorização do outro, para que não aja fraude. A voz que Augusto tem dentro das empresas, você também tem Julia.

- Certo, e se eu quiser ficar fora? Tem algum problema?

- Não, mas Augusto precisa da sua autorização para ser mais incisivo em algumas atitudes.

- Por mim tudo bem. – Eu concordo.

- Sem problemas para mim também.

Ficamos um tempinho ali, ainda conversando e tirando dúvidas e tudo mais.

A Raquel entra dizendo que o almoço estava pronto, os três sobem conversando e Caio e Kalleb estavam de bermuda, pois os dois entraram na piscina.

- Mãe, meu pai chama Augusto! – Kalleb diz se secando.

Eu congelei na hora;

- Quem te falou isso meu filho.

- A Tia Nice.

- Acho que ela estava brincando não Kalleb? – Ela ajuda ele a se secar.

- Não, ela é a mamãe do Heitor e me contou. É verdade mãe.

- Tudo bem querido, eu confio em você. – Ela passava a toalha em seu rosto.

Todo mundo almoçou com uma cara de paisagem, e todo mundo, todo mundo me chamando de Guto, rsrs.

Como essa noite eu não tinha dormido direito, e vocês sabem muito bem o porquê. Deitei a tarde para descansar um pouco.

Acordei por volta de umas cinco e meia, e desci para treinar na academia em casa mesmo.

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