• @richardsongaarcia

Clichê - Terceira Temporada - Cap. 28

Mano os seguranças da rua todo mundo olhou, ele rindo igual idiota, eu fiquei sem graça com ele zoando.

Ela entrou no carro, colocou o cinto;

- Vou deixar claro, que aceitei porque eu trabalho amanhã cedo, nada mais.

- Tudo bem. – Coloco meu sinto, saindo com o carro. – E eu vou deixar claro que estou interessado.

- Você bebeu Augusto...

- E daí, você também. Dois amigos não podem se curtir?

- Vamos mudar de assunto?

Eu olho, ela fica sem graça, e concordo;

- Vamos, sim.

- Por favor, eu te imploro, assume aquela empresa, serio, não aguento mais.

- Não vamos falar de trabalho.

- Tudo bem, foi mal.

- Mas não se preocupe, passei o dia com o Kleber, e pensamos em tudo.

- Que ótimo.

Chegamos até rápido no prédio de Helena, e a conversa do caminho foi, digamos “leve”;

- Viu, sem deixar apagar.

- Augusto até você iria errar naquela rampa, me deixa. – Ela solta o cinto.

- Só acho que mereço um beijo, pela carona sabe.

Ela sorri, já sem o cinto, aproxima, eu todo animado, Helena segura meu rosto, na altura do queixo, e beija minha bochecha;

- Obrigada. – Ela abre a porta.

E eu com o cotovelo no volante olhando para ela, com uma cara de “quero mais”.

Ela se movimenta para sair e olha;

- Que foi?

- Nada.

Com cara de desdenho, Helena vem e me dá um selinho;

- Está ótimo.

- Vem, deixa eu te mostrar. – Pego em sua mão.

Trago ela para mais perto e a beijo, não foi somente um beijo de língua, molhado e quente. Foi um beijo de língua, molhado, quente, e trazendo ela junto a mim, a fazendo sentar em meu colo.

Desci o banco e Helena fica de quatro sobe mim, isso ainda no primeiro beijo, que não chegamos a uma pausa sequer.

Sabem quando você acha que nada pode atrapalhar, pois então, ouvimos um bater no vidro do carro. Pensei, vou ser assaltado;

- Meu Deus Guto. – Helena olha.

Eu me levanto, ufa a Polícia, ou não né!

Ela volta para o seu banco e eu ajeito minha camiseta por causa do volume, descendo o vidro;

- Boa noite.

- Desça do carro os dois. – Ele fala com o cassetete na mão.

- Se eu for presa eu mato você. – Ela desce.

Eu desci, ele pediu os documentos do carro e carteira, eu entreguei com outro policial dando a volta no carro;

- Sabe que essa cor de insulfim é proibida né? – Ele coloca a lanterna olhando dentro do carro.

- Desculpe, mas não sabia, é um carro especial, da segurança.

- É blindado?

- Sim.

- Onde estão indo? – O cara que estava com meus documentos pergunta.

- Estávamos na casa de um amigo, vim deixar minha namorada em casa. – Pego na mão de Helena.

- A senhora mora aqui?

- Sim, nesse prédio branco.

- O senhor bebeu? – Ele me encara.

Eu estava com um hálito de álcool, tanto eu quanto Helena, como mentir;

- Sim.

- O carro está tudo certo, mas sua carteira está vencida, tem... Nossa nem vale mais, você perdeu a carteira. – Ele olha no tabet.

- Eu não morava no Brasil, estou de volta tem poucas semanas.

- Tem que regularizar isso.

O outro policial que estava olhando o carro, aproxima pegando o documento;

- Augu... Augusto Petrini?

- Sim.

- Minha mãe trabalha para a sua família tem uns quinze anos. – Ele abre um sorriso.

- Ah que bom, ela trabalha em qual delas?

- Na Loja, ela é da limpeza.

- Ah sim, uma de cabelo vermelho, magrinha?

- Sim, dona Lourdes.

- Vou procurar por ela.

- É o Augusto, dono das empresas Petrini... A que fabrica aviões.

- Ah sei.

- Olha podem subir, boa noite e desculpem o incomodo. – Ele devolve meus documentos.

- Obrigado, e vou procurar sua mãe lá el.

- Pode procurar sim.

Tranquei o carro e segui com a Helena para a recepção do prédio;

- Tinha que ser com você para acontecer essas coisas Guto.

- A culpa não é minha? Eu iria vir de UBER.

- Agora eles estão lá, e não vou sair.

Não tinha o que fazer, eu subi com ela, e claro o clima, a polícia cortou total, brochei a pouco, rsrs.

Subimos, ela abre a porta, deixando as chaves e ligando as luzes;

- Aqui dá para ver quando eles saírem. – Ela aponta para a janela.

Eu a abro e olho lá em baixo, eles já haviam saído, Helena sentada no sofá tirando o salto e eu encostado olho a direita sem acreditar do que estava vendo;

- Puta merda, é seu? – Vou seguindo o corredor.

- Sim.

Ela montou um atelier dentro de casa, mas não era qualquer um, com closset e tudo;

- Isso tudo é seu? – Olho a pilha de desenhos.

- Sim, e aqueles. – Ela aponta duas caixas de canto.

Gente a mesa de costura, com três maquinas, uma para cada função, as prateleiras com botões, lantejoulas, praticamente um “armarinho”.

E três araras nos cantos lotadas;

- Helena, meu Deus! Isso é muito bom, mano! – Eu estava perplexo com o que estava vendo.

Separado de um lado havia pastas, escritas ensaios, e desfiles;

- Que é isso? – Falo abrindo e olhando os desenhos.

- Eu faço para mim um desenho e esboço de todos os próximos desfiles que a Petrini vai participar.

- Ei, você copiou o ensaio de Paris do Fabiano? – Eu seguro a pasta nas mãos.

- Olha a data, são desenhos meus, ele os pegou e usou como se fossem dele.

Vou passando todas as folhas, conferindo de um por um;

- São seus?

- Sim.

- Meu Deus. Você quem desenhou isso?

- Sim.

- Tem ideia do que significa?

- Sim, que ele é um filho da puta que rouba a criação dos outros.

- Helena, com essa coleção sua que desfilou, assinada pela Nice Petrini, você desbancou minha coleção que levei um ano e meio de faculdade para conseguir.

- Meu Deus é mesmo Guto, aquele ano você também estava na passarela. Eu não sabia, me desculpa.

- Não tem que se desculpar.... Porque tem uma pasta com nome da minha mãe?

- Porque quero que são criações que eu fiz para ela.

- Posso ver?

- Não. – Ela pega a pasta.

- Aff.

- Vem logo, está vendo coisa demais. – Ela me puxa pela mão, tirando da sala.

- Hum, vai me levar para conhecer seu quarto é?

- Rsrs, não, vai dormir na sala.

- Acho que não te falei que essa blusa te deixa muito gostosa?

- Eu sou gostosa de todo jeito Guto.

- Ah isso eu concordo.

Pego em sua mão puxando ela, para perto;

- Que tal a gente terminar o que começamos lá em baixo.

- Engraçadinho, acho que não.

Ela nem termina de falar e beijo sua boca, agora com “espaço” para pegar ela de jeito.

Mano segurando sua cintura, beijei Helena com vontade, suas mãos em meu pescoço e cabelo, correspondendo com aquela boca maravilhosa.

Mordo seus lábios, puxando suas pernas e a pegando no colo. Vou seguindo, ainda beijando sua boca;

- Rsrs, aqui é a cozinha Guto.- Ela abre um sorriso no meu beijo.

- Sem problemas, o tamanho da mesa, cabe você de boa.

- Idiota, ali. – Ela aponta a porta.

Ao entrar eu a coloco no chão tirando minha camiseta, ela liga a luz, tirando umas peças de roupa da cama.

Aproximo enconchando ela e tirando sua blusa, beijo seu pescoço, Helena fica de sutiã e short, eu desço as mãos abrindo seu zíper e descendo a peça.

0 visualização
Assine para ser o primeiro a receber os capítulos 

Siga a gente:

©2015 por Armário Erótico Todos Direitos Reservados. Criado orgulhosamente com Richardson Garcia