• @richardsongaarcia

Clichê - Terceira Temporada - Cap. 26

Terminamos o café, e então nos despedimos para sair, pego na mão de Kalleb e ele me dá um beijo no rosto. Vou despedir de Julia e falo;

- Até isso se resolver, vou disponibilizar alguns seguranças para vocês dois. Para você ficar mais tranquila.

- Tudo bem. Obrigada.

Os meninos dentro do carro, eu entro no banco carona, ao lado de Matheus;

- Kleber liga para o Luan, por favor.

- Beleza.

- Resolva isso hoje Matheus, está dispensado o resto da tarde. Se precisar contrate mais homens, faça o que for preciso.

- Sim, senhor.

- Guto pode falar. – Kleber entrega o celular no viva-voz.

- Luan?

- Oi, Guto.

- Sinal verde, dê entrada no processo de anulação da certidão de Kalleb, seja rápido.

- Pode ficar tranquilo Guto, estou disponível agora só para vocês. Fui demitido hoje também.

Eu olho para o Kleber, que se aproxima puto;

- Está falando sério amigo?

- Sim.

- O que está acontecendo nessa empresa?

- Estão limitando todos que eram próximos a Família. No concelho estão todos muito estressados, com as mudanças e com a incerteza, e aguardo do Juiz. Henrique trouxe hoje projetos de vendas de duas das três fabricas, terceirização de Aeroportos, e a Petrini corre risco.

- Como assim? – Me assusto.

- Fabiano propôs te sabotar.

- O que está falando?

- Acabei de sair da empresa, estão discutindo e votando para Petrini não desfilar na São Paulo Fashion Week.

- Tem certeza disso Luan?

- Sim. Camilo também sabe.

- Não se preocupe, vamos resolver isso. Prepare o processo, e me faz outra coisa, rediga a procuração, deixe ela pronta.

- Tudo bem, estou indo cuidar disso agora.

Entrego o celular para o Kleber, que pergunta;

- Que a Julia disse?

- Ela autorizou a mudança do nome, mas disse não assinar nenhuma procuração.

- Mas é a única forma Guto.

- Pois então, eu achei ela bem apavorada e com razão, creio que com ajuda dos meninos. – Aponto para Matheus. – Ela mude de ideia.

Escuto o suspiro fundo de Kleber atrás, entrando em casa já, eu falo;

- Sabe o que eu senti com o Kalleb? – Falo olhando as arvores do jardim.

- Heitor?

- Sim, meu Deus. – Engulo seco.

- Ele é idêntico a você Augusto.

- Sim. Foi uma sensação extraordinária, era como se ele estivesse perto, sei lá...

A gente desceu entrando e ele pergunta;

- Como está se sentindo? Agora?

- Com vergonha, com remorso, pensei que ficaria bem, mas não.

- Guto vamos focar agora, em resolver tudo isso, não pode deixar o Henrique continuar com suas merdas.

- Eu sei, ele não vai.

Mas vou deixar ele subir, deixa, o tombo será gigantesco.

Quando entramos a Raquel se aproxima;

- Bom dia senhores... Guto o Doutor Gabriel pediu que o ligasse assim que chegasse, ele quer falar com você.

- Tudo bem. – Falo indiferente. – Cadê minha mãe?

- Ainda fora.

Mano corri para meu quarto, onde meu celular ficou carregando e fiz a ligação para ele;

- Gabriel falando.

- Gabriel bom dia, Augusto.

- Oi, que bom que ligou.

- Tudo bem?

- Sim, tudo ótimo. Por acaso estou agora com a senhora sua mãe. Só um momento deixa eu levantar.

Escuto ele andando;

- Pediu que eu ligasse!

- Não tive tempo de ir a sua casa, sei o que estão passando e meus sentimentos.

- Obrigado.

- Mas como profissional primeiro quero lhe repreender, levar a sua mãe mesmo na cerimônia de seu irmão, foi muito arriscado, eu entendo toda e qualquer razão que venha me explicar, mas Augusto ela não está em um momento, ela está doente, isso é uma doença.

- Me desculpe.

- Sem problemas, a próxima vez fale comigo antes, para avaliarmos.

- Sim, com certeza.

- Outra coisa, estranhamente, desde que ela chegou só falou disso. Eu ainda estou estudando como foi positivo, mas desconfio de que sair de casa já foi um grande passo e vou estudar algumas atividades que ela possa fazer fora da mansão, queria saber sua opinião sobre?

- Se for para o bem dela é claro! E eu queria perguntar algo.

- Ótimo, pergunte.

- Doutor, ela não aceita a morte do meu irmão! Ela tem convicção de que ele está vivo.

- É um dos vestígios da doença, ela pode confundir nomes como eu já expliquei, pode confundir pessoas. E nesse estágio pode sim, negar algum acontecimento que ela não tenha participado antes da doença se manifestar. E normal.

- Entendo, obrigado.

- É isso, espero que tenha entendido, briguei com você por ter saído e não ter comunicado a situação e que sim, fez bem a ela, e vamos estudar juntos para aumentar essa frequência de “saídas”.

- Tudo bem Doutor, obrigado.

- Eu que agradeço.

Eu estava falando com ele no corredor dos quartos, andando de um lado para o outro e desço as escadas com o Kleber de frente a TV;

“- Executivos das empresas da família Montanari acaba de anunciar Valquíria Maria como Presidente da Grife de Roupas Nice Petrini, comandando todas as fabricas e lojas da empresa...”

- Estão de sacanagem com minha cara né?

- Guto estão tentando se vingar de todas as formas.

Mano que pesadelo, como pode.

Depois do almoço, me sentei com o Kleber, estudando tudo de possibilidades a estratégicas, para de alguma forma tirar o Henrique, até porque ele é o majoritário e mesmo, comigo ou Julia, ele tem força brutal ali dentro.

E juro pessoal, ficamos até umas oito e meia da noite ali. Quando me levanto para tomar um banho meu celular estava chamado, mas nem liguei.

Tomei meu banho, e ele ainda chamando, no quarto eu peguei ele soba a cama, o Caio;

- Alo.

- Viado, morreu?

- Não, fala.

- Está com alguém Guto?

- Não, estava no banho.

- Ei adivinha.

- Fala Caio. – Coloco o celular no viva voz, me trocando.

- CONSEGUI!

- O que?

- Tenho um contrato com o Botafogo mano.

- Serio? – Pego o celular.

- Cara, a amiga da Helena em ligou fui correndo lá, e conversamos e tals e assinamos um contrato de seis meses.

- Parabéns cara, nossa, como é bom ter uma notícia boa, serio.

- Ei, vem aqui para casa, eu e minha mãe vamos assar uma carne.

- Essas horas Caio?

- Rápido, não está trabalhando, e está me devendo uma pela Julia.

- Rapaz já está me cobrando?

- É importante irmão.

- Estou te enchendo, vou me trocar e estou indo.

- Te espero.

Como prometido eu me troquei, e peguei meu carro, e graças a Deus, logo que fui virando a esquina da casa do Caio, já percebi vestígios da segurança preparada pelo Matheus.

Havia alguns homens nas esquinas, e na porta da residência, não autorizamos a entrada deles, para manter a privacidade, o engraçado é meu carro também por questões de segurança tem o vidro escuro.

Eu estacionei descendo e já tinha uns homens se aproximando;

- Boa noite senhor! – Um deles fala próximo ao carro.

- Boa noite, bom trabalho a vocês.

- Obrigado.

Toquei a campainha e a Julia abre;

- Oi, de novo.... Entra.

- Obrigado.

- Guto, o Caio está nos fundos, pode ir, estou ajudando a tia aqui na cozinha.

- Valeu.

Dou a volta na casa e escuto gargalhadas de Kalleb e uma musica baixa. Caio estava de pé na churrasqueira, Kalleb sentado ao chão e eu não tinha percebido, Helena estava lá.

Sentada junto com ele, eles brincavam no chão;

- Oi! – Ele grita.

Ela me olha arrumando o cabelo;

- Oi. – Pego na mão dele. – Helena. – Pego também em sua mão, fazendo um carinho.

- Oi Guto.

- Ei, parabéns irmão. – Abraço o Caio.

- Nossa cara, nem acredito, serio.

- Você, merece e agora? – Fico ao seu lado.

- Mano vou entrar com fogo nos olhos, já falei com dirigentes do Benfica, e será um acordo dos clubes até então. Eu conseguindo um patrocínio fico no Brasil.

- É bom ne Helena, ter uma boa noticia assim? – Olho para ela.

- Estávamos precisando Guto.

- Aqui, para você Helena... Kalleb, e Guto. – Julia serve cerveja para nós, e um refri para o Kalleb.

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