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Clichê - Terceira Temporada - Cap. 25

#Augusto

Caio pediu para não chamar tanta atenção, pois estavam de olho em Julia.

Foi somente eu, Matheus e Kleber, até porque os outros seguranças acompanharam minha mãe que tinha que fazer uns exames de rotina.

Caio se mudou é claro, ele mesmo comprou uma casa nova para sua mãe, e quando chegamos, o Matheus parou o carro a algumas casas e Kleber desceu;

- Vou ir na frente.

- Tudo bem.

Ele entra e depois de alguns minutos, sai, Caio, sua mãe, Kleber e Kalleb entrando no carro e saindo, e então a Julia aparece na porta.

Eu desci acompanhado de Matheus e seguimos até ela;

- Entra. – Ela dá passagem.

Na sala da casa de Caio, ela se pergunta;

- Aceitam uma agua, café, alguma coisa? A casa não é minha, mas...

- Obrigado, mas não. – Falo e olho para Matheus.

- Obrigado senhora. – Ele dá um passo para trás.

- Eu não sei exatamente... – Eu começo a falar e ela interrompe.

- Ele vai ficar aí?

- Rsrs, é de confiança, fica tranquila.

- Senta Guto.

- Obrigado. Eu na verdade não sei como começar essa conversa... – Olho para ela.

- Pedindo desculpas seria um ótimo começo.

- Me perdoe.

- Sabe o porquê eu aceitei te receber? Por causa do Caio, ele é o cara mais verdadeiro que conheço, e me pediu para te receber. Mas Augusto nada me faz tirar da cabeça que você está aqui por dinheiro.

- Mas você está certa.

- Oi?

- Me deixe explicar! Você pode não saber, mas desde o dia que você e sua mãe esteve na minha casa, meu irmão e eu brigamos. Sabe o porquê? Ele sempre foi a favor de eu assumir Kalleb, mesmo contra a vontade de nossos pais. E porque eu não fiz isso antes? Falta de vergonha na cara, fui infantil, não fui homem de assumir a responsabilidade de um filho. E outra, meu maior medo é fazer ele sofrer.... Tenho medo de errar com ele, como faço com todos que me aproximo.

- Eu que sou mãe erro com o Kalleb Guto, e você não vai? Seu erro foi não ter vindo conhecer quando pode, resolveu se esconder.

- Você está certa, e eu mereço tudo que está falando. Mas acima do dinheiro, de empresas e da minha família, eu tenho comigo que ele é a pessoa mais próxima do meu irmão, mais ainda que Kleber.

- Eles eram como pai e filho.

- Eu estaria mentindo se dissesse a você que estou aqui só pelo Kalleb. Eu não estou, vim pelo meu irmão, pelo Caio e por você. Heitor colocou um peso gigantesco nas suas costas, como pai eu quero compartilhar desse peso com você. E Julia preciso defender o nome da minha família, pelo Kalleb, para ele não passar o que eu passei.

- Tenho que ter certeza Augusto que está aqui pela criança, e não por um contrato! É uma criança, ele tem sonhos, tem desejos e sentimentos, não vou deixar você se aproximar dele para sumir e nunca mais voltar. Criamos ele com a ajuda de sua mãe. Eu perdi meu namorado, minha mãe, ficou só eu e ele nesse mundo...

- Eu sei Julia.

- Não, não sabe! Estou desesperada, estão me perseguindo. Augusto na noite de ontem recebi ameaça de morte, tem ideia disso? Caio falou de você eu só aceitei por causa do Kalleb, não tenho para onde correr.

- Me fala, o que você quer Julia?

- Quero minha vida de volta, ir trabalhar, levar meu filho para a escola, parar de viver na casa das pessoas fugindo. – Ela abaixa a cabeça, fica rapidamente emocionada. – Irei autorizar que se aproxime de Kalleb, mas não irei assinar nada para você Augusto.

- Quero dar meu nome a ele.

- Se eu disser não você coloca um advogado e me processa, faça o que quiser.

- Você não me conhece, não me julgue pelas atitudes da minha família.

- É verdade Augusto, vocês são farinha do mesmo saco, nem sei como sua mãe sobreviveu entre tanta guerra.

- Ela era a paz.

- Vou dar a oportunidade de ganhar a confiança de seu filho. Ele precisa de você.

- Não tem ideia do quão fico feliz de ouvir isso. – Aperto sua mão. – Posso te dar um abraço?

Ela aproxima e a aperto dizendo;

- Me perdoe em nome de minha família pelo que tem passado.

- Se for para o bem dele, eu não me importo.

- Me faça um favor, sei que Camilo não está disponível, mas se informe com ele, como podem ajudar. – Falo a Matheus.

- Sim, senhor.

- No momento posso ajudar, da seguinte forma. Eles querem me manter longe de vocês e do Kalleb. Não esperavam por ontem. Eu vou dar entrada com o processo para anulação da primeira certidão de nascimento dele.

- Tudo bem.

O celular dela chama, era o Caio;

- Podem vir.... Sim.... Estão voltando. – Ela me fala.

- Tudo bem.

Eu me levanto e ela pergunta;

- Falei com um amigo advogado, mas a gente acaba ouvindo muita besteira na TV. Me fala o que acontece depois que eu assinar os papeis do Juiz? – Julia ainda sentada pergunta.

- Tudo, empresas, aeroportos, fabricas, do Brasil e filiais Petrini no Mundo passam para nome de Kalleb e você é a guardião legal.

- Nossa a cabeça chega a doer. – Julia leva as mãos na cabeça.

Escuto o portão se abrir e nos dois saímos para a área da casa, onde tinha uns sofás e cadeiras.

Kleber entra com o Kalleb no colo, Caio e sua mãe;

- Cortou o cabelo filho? – Julia fala com ele que vem correndo em sua direção.

Ele estava com medo do Matheus, de terno e óculos escuro, foi o que chamou a atenção dele.

- Só as pontas, que ele deixou. – A mãe de Caio fala.

Cumprimento ela, sentando ao lado do Caio e Kleber ao lado de Julia.

- Porque não cortou mais curto Kalleb, gastando dinheiro a toa, eu avisei você Caio. – Ela briga.

- Ele quem não deixou.

- Porque não deixou Kalleb?

- Meu tio Heitor gostava assim. – Ele fala baixo.

Meu Deus, que difícil segurar a emoção, caramba. Ele fez todo mundo se calar.

Gente vocês não fazem ideia do tamanho de gente que é. Tem um cabelão cor de caramelo, aquele encaracolado bonito, uma bocona, junto a bochechas rosadas e o mais impressionante para mim, os olhos, era os meus, claros da mesma cor e expressivos.

- Nossa sua blusa está cheia de cabelo, deixa eu tirar.

- Vou fazer um café para a gente. – A mãe de Caio entra.

E Kalleb olhando Matheus;

- Está com medo dele meu filho?

- Hurum.

- Kalleb é amigo do tio, vem, pega na mão dele... Tira esses óculos também Matheus, assustando o garoto. – Caio pega ele.

Ele pega na mão do Matheus com medo gente, como se quisesse manter distância, mas pergunta;

- Você é policial?

- Não eu sou segurança. – Matheus responde sem graça.

- De que?

- Ele é segurança do meu amigo, deixa eu te apresentar ele. – Caio se senta do meu lado, com o Kalleb no colo. – Kalleb esse é o Guto, meu melhor amigo.

Ele me olha, olha para a mãe, fica com as mãozinhas gordas entre suas pernas, quietinho;

- Oi. – Estendo minha mão.

Ele pega e eu a beijo;

- Porque tem segurança?

- É que eu apronto muito, aí tenho que ter uma baba.

Ele abre um sorrisão lindo, meu Deus, me derreteu na hora;

- Ele é baba?

- Sim, pergunta ele.

Gente o coitado estava com um medo do Matheus.

- Cuidado está quente. – A mãe de Caio chega servindo a gente.

Todos pegam uma xicara e eu agradeço;

- Não obrigado.

- Aqui, esfria para o Kalleb. – Ela me entrega.

- Você gosta de café? – Questiono ele.

- Sim.

Com isso ele vem ficando de pé entre minhas pernas, enquanto eu esfriava seu café.

Ele descer e vir do colo do Caio eu percebo uma pinta em sua cintura;

- Ei isso é de nascença? – Pergunto afastando ele.

- Não é pinta. – Ele responde.

Sorrindo a Julia fala;

- Sim, é uma marca de nascença.

- Olha. – Levanto minha camiseta.

Eu tinha a mesma marca, ele olha aponta e fala;

- Mãe.

Kalleb coloca a mão, mas passa a unha;

- Ai! Ei, é de verdade. – Falo rindo.

Ele abre um sorrisão gostoso, o garoto duvidando de mim, rsrs.

Puxo ele, que fica de pé entre minhas pernas tomando seu café;

- Kleber contou da Helena. – Caio me cutuca.

- Depois quero falar com ela, cara mais babaca.

- Mano fiquei com uma raiva, eu te falei, ele segurando e ela mandando ele soltar. Faz isso porque não achou um cara que desse na cara dele.

- Na verdade achou, porque ela tirou sangue dele ontem. – Matheus comenta.

- Não disse isso mais cedo. – Falo bravo com ele.

- Haha, ta falando sério? – Caio fala rindo.

- Sim, não sei como, mas sim.

- Viu ela é das minhas...

- Será que foi a primeira vez que ele a trata assim? – Falo olhando Kleber.

- Com certeza, Helena não é o tipo de mulher de ficar calada para macho escroto. – Kleber responde.

- Ei. – Julia o cutuca, mostrando Kalleb.

- Que é Escroto? – Ele pergunta.

- É o Pokémon. – Falo para ele.

Mano o Caio chegou a engasgar rindo, ai meu Deus.

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