• @rgpatrickoficial

Clichê - Terceira Temporada - Cap. 21

#Helena

No caminho para casa de Guto, como eu atrasei o Kevin me ligou;

- Cheguei, pensando te encontrar em casa.

- Estava em um compromisso amor.

- Helena você tem um compromisso agora, vamos chegar atrasados.

- Não se preocupe, assim que chegar eu só preciso me trocar, coisa rápida.

- Pode me deixar aqui, eu pego um UBER e vou para casa. – Guto diz, quando eu desligo o telefone.

- Relaxa, vou deixar você em casa.

- Porque me levou na Casa 1?

- Você não gostou?

- Caralho eu to apaixonado naquele lugar, naquelas pessoas. – Ele fica todo confortável no banco.

- Pois então, foi uma forma de agradecer a sua doação.

Guto passa a mão na cabeça, e fica sem graça;

- Graças a você que eles estão bem, graças a você, ajudamos direto e indiretamente quase quinhentos jovens nesses anos todos.

- É diferente você doar por doar. E conhecer as histórias.

- Queria te tirar um pouco dos seus pensamentos, espero ter ajudado. – Paro o carro frente ao seu portão.

- Você não tem ideia do que você me causou.

- Ei, vou te deixar aqui, não to afim de fazer cadastro para entrar.

- Tudo bem... – Ele tira o cinto. – Sei que não é uma boa hora, mas desculpe por ontem.

- Tudo bem, sem problemas.

- Quero te contar uma coisa.

- Sim.

- Despois dessa tarde, eu decide me render ao pedido do meu irmão, vou atrás do Kalleb.

- É a coisa mais importante que você faz na sua vida, acredite. Vem aqui. – Puxo ele o abraçando.

Guto ainda agradece novamente e sai. E eu cantando pneus para casa.

Kevin iria me encher por atrasar o quão nós estávamos.

#Caio

Acordei cedo para ir treinar, e mesmo achando não ter ninguém de pé, escuto conversas na cozinha.

- Bom dia gente! – Chego me espreguiçando.

- Bom dia. – Elas respondem.

Minha mãe e Julia;

- Kalleb está dormindo? – Me sento ao seu lado, questionando.

- Sim, ontem a gente assistiu um filme juntos, ele não acostuma ficar até tarde acordado.

- Eu vou com você filha, a gente pega o que precisa e sai... – Minha mãe, vem falando com Julia.

- Não sei tia.

- Que foi? – Me sirvo de café.

- Tem um carro faz cinco dias na porta da minha casa.

- Chama a polícia Julia.

- Já chamei, duas vezes, minha vizinha mandou até vídeo, eles chegam, conversam e vão embora.

- É crime o que estão fazendo, acabou com a vida dela.

- Mãe calma. Você ainda tem a gente, e pode ficar quanto tempo quiser Julia.

- Eu sei Caio, mas tenho que voltar a minha vida, eu gosto dela. Caio, Kalleb está a mais de uma semana sem aula, não tem como levar ele na escola.

- Acho que posso te ajudar.

As duas me olham;

- Vou falar com Guto, ele deve saber o que fazer, segurança, colocar vocês em um lugar seguro, não sei. Aqui o máximo que eu e minha mãe consegue é cuidar de vocês.

- Eu agradeço Caio. – Ela fica meio para baixo, e continua falando. – É ignorância da minha parte ser contra o que Heitor fez. Mas tia minha vida acabou, aqueles homens, estão investigando minha vida.

- Olha o que eu acho errado é toda essa pressão, para você assinar esses papeis.

- Quanto tempo ficam prontos? – Pergunto.

- Três a quatro dias, o tal Henrique disse que depois que eu assinar, acaba tudo isso, posso voltar a minha vida.

- Acho difícil. – Eu comento.

- Eu também não acreditei muito nele.

#Kleber

Descendo para a sala de reuniões com o Luan, e conversando sobre o que estava acontecendo em toda empresa;

- Ele ficou louco, Fabiano não pode mandar as pessoas embora assim, hoje já foi mais um estilista. E eles, me refiro ao concelho aprovam. – Gesticulo mostrando a sala.

- Amigo conversa com a Helena, ela não pode pisar na bola agora, tem que ficar na dela, se não vai sobrar para a coitada também.

- Vou terminar aqui e já resolvi, vou na Petrini, tentar colocar ordem naquele poleiro.

- Ai Kleber, com todo respeito, isso aqui que é um poleiro viu.

- Concordo.

- Nos vemos mais tarde, beijo.

- Até Luan.

Entro na sala, colocando minhas coisas na mesa, e durante essa semana, estávamos reunindo todos os dias. Estavam tentando manipular o mercado, até termos respostas do setor jurídico. Até lá Henrique como acionista majoritário comandava a “bancada”;

- Bom dia gente.

Todos nós sentamos, se acomodando;

- Acabo de vir da sala do Thiago, e fui informado que a papelada ficara logo em breve. A mãe do garoto irá passar o poder dela para esse concelho, finalmente vamos colocar esse barco na direção correta.

- Henrique precisamos intervir na Petrini, Fabiano está tomando atitudes extremamente incoerentes. – Falo com ele.

- Foram autorizadas por mim Kleber, estamos começando uma reestruturação dos setores.

Olho para a mesa que estavam calados;

- Ele mandou embora um dos mais premiados estilistas da grife. Era o único até hoje contratado pela própria Nice Petrini.

- Não acrescentava em nada para essa companhia Kleber.

Inacreditável no que eu estava ouvindo;

- Quero aproveitar a oportunidade, e anunciar que agora sem Heitor, não precisamos mais do seu serviço Kleber.

- Oi?

- Vai para casa, descanse, você nem curtiu o luto do seu namorado.

- Está me demitindo?

- Estou agradecendo pelo seu trabalho e dedicação a essa empresa.

Mano ele estava do outro lado da mesa, eu estava com sangue nos olhos;

- Você não tem poder para me mandar embora Henrique.

- Eu não, mas o concelho sim. Por favor, todos que sejam a favor da dispensa do nosso querido Kleber, levante a mão por favor.

Todo mundo naquela FUCKING levanta a mão;

- Acho que é unanime, pode nos dar licença por favor? – Ele aponta para a porta.

Subi na mesa, derrubando as coisas, desde tablets e computadores, mano por um centímetro eu não pego nele.

Camilo me segura;

- Filho da puta, seu covarde do caralho. – Gritava sendo tirado para fora.

Eles me colocam e fecham a porta, o Camilo me segura, tentando abraçar;

- CALMA! KLEBER CALMA. – Ele fala me abraçando.

Eu começo a chorar de desespero;

- Seja forte.

- Não tenho mais forças.

Tinha uma tropa de seguranças ao meu redor, até porque tentei atacar o Henrique, e tipo, só não colocaram a mão em mim por causa do Camilo.

Ele estava segurando meus pulsos e e pressionando contra a parede;

- Vai ficar tudo bem. – Ele fala olhando ao redor. E se aproxima do meu ouvido. – Henrique está manipulando as ações da Petrini para comprar parte da empresa, tornando assim o sócio com mais poder que Julia, avida o Guto.

Mano fiquei em choque. Até o choro sessou, eu olho em seus olhos e Camilo faz sinal de silencio com o dedo na boca.

Ele se afasta em silencio e os seguranças me acompanham.

Mano do céu.

Eu fui escoltado para fora da empresa como um ninguém, passando pela recepção o Luan me liga;

- Amigo, aconteceu alguma coisa? Guto está me chamando na mansão.

- Luan, não to sabendo de nada.

- Está chorando Kleber.

- Cara eu fui demitido.

- O QUE? Cadê você?

- Na recepção.

- Não sai, dai, estou descendo.

Matheus levou eu e o Luan para casa;

- Se eu passar dessa faze amigo quero umas férias de um ano. Serio. – Comento dentro do carro.

- Não está fácil para ninguém Kleber.

Ele me abraça.

Ao chegar, falo com a Raquel que estava com as meninas fazendo limpeza da casa;

- Viu o Guto?

- Está no escritório, esperando o senhor. – Ela aponta para o Luan.

- Ótimo.

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