• @rgpatrickoficial

Clichê - Terceira Temporada - Cap. 18

O Kleber estava mais assustado que eu, eu me levantei daquela cadeira com aquele papel em mãos sem acreditar;

- Augusto volte aqui, deve explicações sobre o que seu irmão fez. – Henrique grita.

Eu paro na porta e me viro, muito puto;

- Vão todos para a Puta que Pariu!

Subi de escadas mesmo para a sala do meu irmão, peguei um Wisky e me servi, sentando em um degrau que há onde divide a sua sala.

Kleber, entra com Luan e Helena, Matheus fecha a porta;

- Porque Heitor fez isso? O que ele quer provar? – Olho para ele.

- Eu juro, que não sei. Não sabia nem da existência desse documento.

- O que você quer Heitor... O que você quer... – Falo baixo.

#Helena

Tudo, absolutamente tudo estava de ponta cabeça, a pressão e cobrança que Kleber e Guto estavam sofrendo, por tudo e todos.

Hoje depois que sai da AFAIR, fui fazer uma visita para a minha mãe, repor minhas energias na verdade.

Logo que cheguei, ela já vem com aquele bolo de laranja que só ela sabe fazer, um café extremamente quente e se senta na minha frente na mesa;

- (...) Estou acompanhando o jornal, como seu amigo está?

- Mãe ele perder a pessoa que mais ama na vida, dá para imaginar isso?

- Tem que dar o máximo de suporte a ele filha, olha nesse momento que ele fica muito mais vulnerável.

- Não sei mais o que dizer sabe... Ele não dorme direito, estou fazendo o possível, e se precisar faço mais...

- Helena.

- Oi.

- Tem alguma coisa te afligindo?

- Como assim?

- Sou sua mãe, consigo saber quando não está bem.

- É o Guto! Tenho medo de ele fazer uma besteira.

- É se ele for 10% do que dizem na TV, é de ficar com medo mesmo.

- Ele perdeu, parte da mãe, o pai, e o irmão. Como uma pessoa assim consegui seguir em frente mãe?

- Com os amigos!

- Ai não está fácil.

- E você e Kevin?

- Mãe ele só viaja, e graças a Deus está fora esses dias, pois praticamente estou morando com os meninos esses dias. Ai e obrigada por ir lá em casa.

- Fica tranquila, eu vou amanhã também. E quando volta a trabalhar?

- Amanhã, se Deus quiser. E como está a ONG?

- Aí Helena você sabe. Lucia sente saudades, mas entende que você está trabalhando muito agora. Estão bem, esse mês, tivemos um aumento de casos sabe.

- Ela me disse, treze correto?

- Sim.

- Amanhã irei fazer uma visita por lá.

- Vai queria, sempre é bom estar por perto.

- Mãe tenho que ir, vou ajudar o Kleber com os preparativos para o enterro.

- Mas não acharam ele ainda.

- Tem que haver uma homenagem mãe, pela memória dele.

- Sim, claro, estão certos.

Gente fui com o Kleber para a funerária, conversamos, para acertar essas coisas de enterro de caixão vazio, tentar amenizar a dor de todos, e ele comprar um local para enterrar o Heitor quando encontrado no cemitério.

Faria a homenagem porem sem caixão, a pedido do Guto.

Bem, com isso, terminamos mais um dia de péssima forma. Na mansão, depois do jantar, o Kleber deitado, eu e Luan sentados no chão, eu pergunto;

- Amigo que acontece agora?

- Acontece não amiga, já está acontecendo! Estão preparando os documentos e procurando a Julia, agora não sei como irão fazer, pois como subordinar alguém que já tem tudo.

- Gente que está acontecendo.

Na TV, era a manchete do Jornal Nacional;

“- Nem o melhor roteirista de Hollywood conseguiria fazer um roteiro como esse. O império em declínio.

- AFAIR Airlynes, Nice Petrini. Duas das maiores empresas do País descendo a ladeira em rumo a ruma crise sem precedentes e levando consigo a economia do pais.

- Acordamos com a notícia da existência de um testamento. Onde o Bilionário deixa tudo para um herdeiro até então desconhecido.

- Fontes especulam ser um filho bastardo de Heitor Montanari. Mas nada foi confirmado ainda pela família. ”

Como todas as noites, ficamos até tarde acordados, os três, e eles falando de trabalho, eu meio deslocada, desço para buscar um vinho.

A casa estava toda pela meia luz, sempre fica assim quando todos estão dormindo.

Eu desci descalça e fui até a cozinha, eles tinham uma adega imensa, que era no subsolo, filme de terror total gente, rsrs.

Peguei qualquer garrafa e o abridor, e voltei, quando passava pela sala principal sinto um vento de leve nos pés, ao olha um dos vidros da varanda estavam abertos.

Gente, a luz da lua mostrava alguém de pé frente a piscina, eu me caguei toda, mas fixei o olhar vendo Guto.

Bem eu deixei a garrafa e o abridor no chão, e abri a janela saindo.

Pessoal a mansão tem cinco andares, a piscina fica no terceiro o principal. Todo o entorno é em madeira, formando um deque gigantesco, com vista panorâmica para o Rio. Mas o Moro do Jáo onde ela fica localizada é praticamente um precipício.

Com isso a altura da piscina para o chão era uns quarenta metros, e com mais ladeira abaixo.

Onde quero chegar, mesmo com a borda infinita há uma barreira dupla de vidro para segurança.

Augusto estava de pé, do outro lado, segurando com ambas mãos e olhando para baixo. Ele iria pular.

Ao me aproximar, vi algumas garrafas no chão, como estava descalça fiz pouco barulho;

- Guto. – Falo baixo, para não assustar ele.

- Sai daqui Helena. – Ele fala sem me olhar.

Ele estava tão inclinado que as lagrimas, desciam pelo seu nariz para o nada.

- Guto por favor, volta pra cá!

Gente o vento que estava, não era nem um pouco propício para ficar debruçado segurando apenas em vidros.

- Não.

- Poderia ter sido eu! Eu! Porque ele? Helena que ele fez de errado, meu irmão é um anjo.

- Acho que não percebeu ainda.... Essa missão é sua Guto.

- Que missão?

- Não faço a mínima ideia, você terá que descobrir sozinho, mas pular não vai resolver nada.

- Tiro o peso da culpa dos meus ombros.

- Ninguém está te culpando de nada...

Me aproximo, meio que perto dele, e olho para baixo, e não se via nada, era escuro, a visão do topo de algumas arvores;

- Guto isso aqui não é Titanic, não vou pular com você. – Falo olhando para baixo.

Ele então sorri, coisa rápida, mas era algo. Eu me aproximo e abraço ele por trás, não com força, não para segura-lo, mas sim para ele saber que não estava sozinho.

Com as mãos em seu corpo gelado, sinto ele respirar fundo.

Guto se mexe, se virando e fica me olhando por alguns segundos;

- Vem, te ajudo. – Dessa vez seguro ele com força.

Augusto passa para o outro lado;

- Senta aqui, vou pegar um cobertor, você está gelado.

Ele se senta no chão com as costas encostadas no vidro, o brilho dos seus olhos, vinha das luzes dentro da piscina.

Eu falo me virando e ele segura minha mão;

- Fica aqui.

- Tudo bem.

Eu me abaixo, passando a mão em seu rosto e limpando suas lagrimas, e ajeitando seu cabelo. Depois o abraço ele para “esquentar” um pouco.

- Estou cansado de sofrer. Preciso respirar um pouco.

- Olha para mim, quando o Caio passou por esse caminho, eu e você ajudamos ele lembra? Pois então, eu e ele vamos te ajudar nesse caminho, segurando a sua mão, do seu lado.

Volto a abraçar ele e fazer carinho em seu cabelo;

- Não conta para ninguém?

- Rsrs, não mas foi linda a cena, bem dramática, adorei.

Ele volta a sorrir;

- Vem, vamos entrar esta frio. – Levo ele pela mão.

Entramos e subi com o Guto para seu quarto, liguei o chuveiro para ele, em uma agua bem quente, e ele entra no banheiro.

Passo por ele ficando na porta;

- Toma um banho, bem quente e deita, vai te fazer bem... E amanhã vou te levar em um lugar, espero que goste.

- Onde?

- Segredo.

- Tá né...

Ele tira a camiseta, e JESUS CRISTO. Não me lembrava desse Guto.

- Obrigado. – Ele pega minha mão beijando.

- Sem problemas. – Falo rindo.

Minha nossa senhora dos amigos desesperados!

Augusto se aproxima em um piscar de olhos, gente ele se aproxima tanto que fico entre ele e a porta, tentei dar um passo para trás, mas era impossível.

Me vi por um milésimo de segundo perdida em seus olhos, ele me beijou.

Vocês não fazem ideia, de tamanha carga emocional que esse beijo tinha, e o que ele causou em mim.

Augusto veio literalmente como um touro para cima de mim, foi eu corresponder ao beijo ele me pressiona contra a porta, que faz até barulho. Sim eu bate as costas na porta.

Deixei minhas mãos descerem em seu corpo, e sua boca passa da minha para meu pescoço.

Eu respirei fundo, o ar veio junto com a lucidez;

- Para. Guto... Não posso. – Afasto ele.

Que assim como eu respira entendendo que estávamos fazendo.

Ele fica ainda na minha frente, respirando muito ofegante, com uma das mãos apoiadas na porta na altura da minha cabeça a direita, ele olhando para baixo, e segurando minha cintura;

- Me desculpa, não me segurei.

- Vou dormir. – Falo saindo.

- Helena!

Eu paro na porta do quarto, olhando para ele que diz;

- Obrigado.

Respondo somente com um sorriso e fecho a porta de seu quarto.

Voltei para o quarto do Kleber e os dois dormindo. Eu mesmo passei a noite em claro, gente juro, que me segurei para não ir ao quarto do Augusto. Que foi aquilo.

Sem sono algum tive que fazer uma puta make na manhã seguinte. Coloquei todas minhas coisas, era o último dia, havia quase uma mudança dentro do meu carro.

Quando sai da mansão não vi Guto, possivelmente ele ficou dormindo.

Gente fui para o trabalho, com “Harry Styles” tocando no “talo” em meu carro, cantando, feliz e alegre, pelo que tinha vivido na noite passada. Até e recordar que eu tinha namorado. E sim, fiz merda.

Vamos lá, com a correria da semana de moda de São Paulo aproximando, a loucura estava instaurada na Petrini, e com essa bagunça na diretoria, as coisas não estavam bem.

Eu estava trabalhando em duas peças muito importantes, para mim e para a coleção.

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