• @rgpatrickoficial

Clichê - Terceira Temporada - Cap. 17

Porem foi coisa de uma hora e meia, por estarmos todos exaustos mesmo.

Somente Luan e algumas pessoas saíram, por terem que trabalhar, entre elas Camilo.

Estávamos isolados, telefones e televisão, pois todos os lugares só diziam sobre Heitor.

Todas as empresas da família declararam 3 dias de luto. E três dias de buscas e mergulhadores, helicópteros e embarcações, sem pistas de Heitor.

No terceiro dia já com a morte declarada, as coisas mesmo sem querer tinham que voltar ao normal, quer dizer, tentarem.

Antes de ir para casa, eu passei na casa do Kalleb, a pedido do Kleber.

Quando eu cheguei a Julia conversa comigo ao lado de fora, antes de entrar;

- Caio ele já sabe, viu na TV, só que não entende. Então por favor, cuidado.

- Tudo bem Julia. – Abraço ela entrando.

Kalleb estava na mesa, comendo leite e bolachas;

- TIO. – Ele desce correndo.

- Ei, como está?

- Cadê o Tio Heitor?

Ele nem me abraça direito;

- Que você viu na TV? – Eu me sento no chão.

- Que ele sumiu.

- Olha para mim, o Tio Heitor foi fazer uma viagem, pouco longa tá.

- Mas quando ele volta?

- Eu não sei Kalleb, mas lembra que ele disse, que te ama muito?

- Eu quero meu tio. – Ele ficava tocando os dedinhos.

- Não fica assim. – Eu abraço ele.

- Ele está com a vovô? – Kalleb pergunta a Julia.

- Sim filho, Tio Heitor virou uma estrelinha, está do lado da sua vovó.

- Mas..., mas.... Eu quero ver ele.

- Calma filho. – Volto a abraçar ele.

Me segurando ao máximo para não chorar, não falar algo, e não magoar mais ele.

#Kleber

Me arrumei e com a ajuda da Helena fiz uma maquiagem, pois tantos dias sem dormir, era impossível disfarçar as olheiras.

Ao descer as escadas o Guto estava com sua mãe;

- Vai onde?

- Henrique assume hoje o comando das empresas, como funcionário eu tenho que estar presente, e também quero pegar umas fotografias que o Heitor tinha na sala.

- Você está bem?

- Nunca mais consigo responder essa pergunta Guto. Quer algo?

- Não.

Helena foi comigo, e Matheus. Ainda com aglomeração frente à casa, saímos de helicóptero.

Acho que o mais doido de tudo, era você tentando dar um passo para frente e ser puxado para trás, e quando você consegue vem uma notícia e lhe joga a dez “casas” atrás.

Todas as manhãs recebíamos um boletim da equipe de buscas, então já começávamos o dia da pior forma possível.

Por respeito, eu cheguei de preto na empresa, desci até a sala dele, e peguei muitas coisas, Helena me ajudou a organizar em caixas coisas importantes;

- Senhor a reunião vai começar. – A secretaria diz abrindo a porta.

- Obrigado.

Desci com eles, e no andar, vejo o Camilo como segurança de Henrique.

Afinal de contas ele respondia a companhia ele é responsável pela segurança do presidente de tudo.

Alguns cumprimentos e consolações, entrei na sala, me sentando e ficando em silencio.

- É com certeza a pior de todas reuniões que farei na vida. Eu e o Heitor tínhamos nossas diferenças, mas eu respeitava ele como homem e como profissional. Quero comunicar a vocês meus amigos, que essa empresa toma um novo rumo, de crescimento e expansão como nunca antes. Mas antes quero que meu amigo Thiago entre e fale algumas palavras para vocês. – Henrique aponta para a porta.

Thiago entra e senta ao lado de Henrique;

- Bom dia senhores, meus pêsames Kleber, e a família! Bem de acordo com a lei, na noite de ontem após ser confirmada a morte de Heitor, a legislação passa tudo para seu herdeiro, que no caso é seu irmão, Augusto Petrini. Graças a sagacidade desse concelho, a partir do momento que Heitor subiu a Presidência ele redigiu um testamento. – Ele fala me olhando.

- Que mentira. – Falo puto.

- Existe um testamento Kleber, me desculpe, mas tem coisas que estão acima de você. O juiz está avaliando o documento, com os fatos do desaparecimento. Eu mesmo como principal advogado dessa companhia estive presente na assinatura do documento, que foi lavrado e entregue ao cartório responsável.

- O que vocês estão fazendo? Isso é uma fraude Thiago. – Eu me levanto desesperado.

- Kleber ele assinou, ele redigiu todo o documento a próprio punho.

- Eu não acredito nisso!

#Augusto

Somente no terceiro dia consegui sair de casa, peguei meu carro e sai sozinho mesmo.

Acho que ganharem na loteria é mais fácil do que adivinhar onde eu fui!

No caminho alguns fotógrafos me seguiram, como de costume, sempre fazem. Consegui despistá-los em um engarrafamento.

Cheguei no hospital onde meu pai estava internado e fiz minha ficha de visitante na recepção;

- Mais algum documento? – Pergunto colocando os meus na carteira.

- Não senhor, só as digitais. – Ela coloca um leitor no balcão.

Fez a leitura dos polegares e a enfermeira comenta;

- Seu irmão vinha toda semana visita-lo.

- Agora ele não tem ninguém. – Falo saindo.

Com a autorização, subo no elevador até o andar, onde ela informou.

A porta do quarto estava encostada, eu entro e fico olhando para ele.

Deixo as chaves e me aproximo, havia muitos equipamentos, ele estava coberto.

Novamente não consigo tocar nele, queria muito estar leve, mas não ajudou.

Apoio as mãos na cama;

- Essa semana tive a certeza que Deus não existe pai... Porque deixar eu e o senhor vivos e levar meu irmão. Ele só pode estar trolando a gente. – Abro um sorriso me sentando do seu lado. – A mamãe doente é mais inteligente que nós todos juntos, sabia, mais elegante que nunca, suas crises diminuíram agora que ela está lá em casa.... É eu voltei para o Brasil. Não fez muito tempo que cheguei e meu irmão morre! É isso mesmo que o senhor ouviu. Heitor está morto. Eu cansei já de ficar tentando acordar desse pesadelo, parece que sou o protagonista dele agora. Mas eu sei que o senhor não quer saber de como ele morreu, mas sim da empresa. Olha... nem eu sei que vai acontecer com aquilo, vou tentar proteger a Petrini, mas a AFAIR não me importo...

Meu celular chama, e eu atendo, ali mesmo, frente a ele;

- Fala Kleber!

- Augusto seu irmão tem um testamento! – Ele fala ofegante.

- Não, tem não.

- Eu não estou perguntando, estou afirmando.

- De onde tirou isso?

- Henrique e Thiago entraram com uma ação, Augusto, existe um testamento.

- É mentira, isso é falso cara.

- Eu também não estou acreditando. Mas todo mundo aqui está esperando o Juiz autorizar a leitura. Preciso que venha aqui o mais rápido que puder.

- Kleber tem certeza?

- Augusto, até eles lerem isso, você manda, me ajuda, por favor.

- Estou indo.

Deligo o telefone, me levantando;

- Vou mandar trocarem o senhor de quarto, logo, logo eu vou estar lhe fazendo companhia. – Falo saindo.

Sinceramente, não estava colocando fé alguma nessa informação, eu não estava perto da empresa, por isso demorei para chegar.

O idiota aqui deixou o carro na frente da empresa, quando fui entrando, veio um monte de jornalistas, mano que dificuldade para entrar.

Quando cheguei na recepção, liguei para saber onde o Kleber estava.

Subo até a sala do meu irmão, e ele estava todo atordoado, acompanhado de Helena e Luan.

- Está sabendo de algo, ele falou para você? – Kleber já vem falando comigo.

- Não, e cara, relaxa, isso é barulho deles. – Falo pegando uma agua.

- Guto, é verdade, eu mesmo vi. – Luan me olha.

- Está falando sério?

- Sim.

- Gente isso é ruim ou é bom? – Helena toda perdida.

- Já está errado existir um documento desse e não sabermos, meu irmão contava tudo para Kleber. Mas depende o que está escrito.

Camilo bate entrando na sala;

- Guto, que bom está aqui, eles chegaram, trouxeram o documento, vão fazer a leitura.

Descemos rapidamente, e a sala estava cheia de gente, lotada, isso porque já era gigantesca.

Para vocês terem ideia, eu entrei e fiquei em pé, pois não havia mais lugares, sentado na minha frente o Kleber, Matheus ao fundo da sala, com uma tropa de assessores, Camilo na porta, na ponta da mesa, o Thiago e Henrique, a esquerda deles, Edson e Valquíria. E atrás perto do Camilo, Luan.

- Agradecemos a presença de todos, é importante. – Henrique me olha.

- Que bom que cheguei algumas horas antes né, já que me avisou que iriam estar conspirando contra meu irmão aqui!

- Isso não é uma conspiração Augusto!

- É mesmo, comemoração, eu errei.

- Gente por favor. – Thiago fala. – Tenho em mão um documento escrito e assinado por Heitor Montanari Petrini. – Thiago mostra o papel, escrito a mão e realmente assinado pelo meu irmão. - Leitura de Testamento Particular:

“Eu Heitor Montanari Petrini, brasileiro, solteiro, empresário, inscrito no CPF (...). Estando em perfeito juízo e em pleno gozo de minhas faculdades intelectuais sem nenhuma interdição, na presença de duas testemunhas a seguir qualificadas:

(Dados das testemunhas)

Livre de qualquer induzimento ou coação, resolvo lavrar o presente testamento particular no qual exaro minha última vontade, pela forma e maneira seguinte: PRIMEIRO: podendo dispor de todo o meu patrimônio por não possuir herdeiros necessários, filhos e conjugues. Deixo todo o complexo do Centro Empresarial Montanari Petrini. Sendo elas: Companhia AFAIR Airlynes S/A. As Fabricas. Divisão de pesquisa do Rio de Janeiro e aeroportos em nome da empresa. A Multinacional Nice Petrini Industria e Comercio de Vestuário. O Patrimônio em meu nome avaliado em aproximadamente 34 bilhões de reais em nome de Kalleb da Silva Lacerda. ”

- De Quem? – Henrique pergunta.

- Está zoando com a minha cara. - Pego o papel de sua mão.

- Quem é Kalleb? – Edson grita.

- É um garoto de uns 5 anos de idade, e fazia visitas a Heitor. – Thiago responde.

- De onde Heitor tirou isso? Cadê a mãe e o pai dessa criança, alguém conhece?

- A mãe nunca a vi.

- E o pai? – Ele estava esbaforido.

- Está nessa sala. É o Augusto. – Thiago e todos me olham.

- Isso quer dizer que Augusto manda até o garoto completar dezoito anos? – Valquíria interrompe.

- Isso não quer dizer nada. Augusto não manda e não vai mandar em nada. O garoto não tem o nome dele. Heitor deixou uma fortuna bilionária para uma criança de 5 anos de idade!

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