• @rgpatrickoficial

Clichê - Terceira Temporada - Cap. 14

#Kleber

- (...) Você tem compromissos, não tem porque o Heitor espera-lo.

Falo ao telefone;

- São gastos desnecessários Kleber, você é responsável por isso.

- Heitor tem uma reunião importante logo em seguida, tem que estar no Rio o mais rápido possível, não vou remarcar.

- Você vai remarcar, é uma ordem.

- Edson não recebo ordens suas, sou funcionário do Heitor, não seu.

- Não brinca comigo garoto, sabe quantas horas de carro vou demorar para voltar.

- Resolva com sua acessória, eu termino por aqui. – Deligo o telefone.

- Trabalho? – Raquel pergunta.

- Gente todo mundo naquela empresa acha que manda em todo mundo, eu não tenho mais paciência, preciso de férias, serio. – Deixo o celular, me afastando da mesa.

- Aceita um chá?

- Melhor, vou com você, preciso andar um pouco.

Subo as escadas do escritório, indo para a cozinha, conversando com a Raquel.

Com o Heitor cheio de coisas para fazer, em fim de mês, que sempre tínhamos muitos trabalhos, era melhor afastar um pouco da empresa.

Ele chegou por volta de sete horas da noite, eu estava em uma reunião online, e Heitor vem me beija na cabeça, e diz que iria subir para tomar um banho.

Eu demorei média de uma hora para terminar, quando subo ele estava dormindo, e gente ele estava com uma insônia foda esses dias;

- Tenho telefonema para o Heitor. – Raquel aparece nas escadas.

- Pode recusar todas hoje, ele está dormindo.

- Sim, senhor.

Eu fechei as cortinas, e coloquei uns edredons para ele, que dormia como um anjo.

Desci, tomei banho em outro banheiro. Pessoal jantamos, eu com a Dona Nice, pois ele estava dormindo;

- Sabe o que o Machado precisa filho, é de férias, se não vai seguir os passos do pai.

Hoje Dona Nice estava chamando o Heitor de Machado, e achava que eu trabalhava para alguma revista, e estava preparando ela para uma entrevista. Pois jantamos e depois estávamos tomando seu chá, como de costume.

Eu sentado com ela no sofá, sua enfermeira jantando, e se higienizando, pois era um dos momentos que ela era “ELA”, quando estava em uma boa conversa;

- O que aconteceu com o pai dele?

- Só trabalho, só trabalho. Se você não souber harmonizar, você fica louco. – Ela tocava meu braço.

- Mas a empresa depende demais dele dona Nice.

- Filho, ele quem manda, e como ama um poder, centraliza os problemas, mal sabe ele que isso que vai acabar com ele.

- Irônico isso não?

- A vida é irônica filho.

Nós ficamos conversando, até a sua enfermeira vir, para acompanhar ela para dormir, eu fui dormir por volta de umas meia noite e meia e Heitor ainda dormindo, juro que fiquei preocupado com ele.

Eu fiz um planejamento para ele seguir no dia seguinte e da próxima semana, enviei uns e-mails e então fui dormir.

Acordar sem o Heitor do meu lado era normal, mas não com ele sentado me olhando.

Na poltrona em frente a cama, ele estava parado, sem reação alguma;

- Bom dia.

- Bom dia amor. – Ele vem subindo em mim.

Heitor me beija e alguém bate na porta;

- Entra Raquel.

- Heitor eu estou de cueca. – Falo baixo.

Ele de cueca deitado em cima de mim, e entra Raquel, com mais duas empregadas, com uma mesa de café da manhã toda preparada.

Elas montam uma puta mesa de café da manhã. Heitor levanta colocando um roupão e Raquel pergunta;

- Quer que eu deixe uma das meninas senhor?

- Não obrigado, está perfeito, podem descer.

- Com licença.

- Porque isso? – Falo incrédulo.

- Porque quero comer com o homem que eu amo, posso? Vem aqui.

Me levanto enrolado no lençol, e ele gesticula para eu sentar do seu lado.

Heitor coloca a cadeira bem próxima a dele, eu sentei até pegando parte do seu acento.

Ele pega o celular da minha mão, coloca meu iPhone no modo avião e deixa de lado;

- Dormiu bem?

- Sim, estava precisando dormir assim. Sonhei com você sabia.

- Hum sonhou o que? – Falo me servindo de café.

- Que a gente se casava..., Mas não foi naquela fazenda não.

- E foi onde?

- Na praia Kleber.

- Aí que cafona Heitor.

- Mas você estava perfeito sabia.

- Hum gostei dessa parte.

- Eu entrava com minha mãe e meu pai... Guto era padrinho junto com Luan e Helena. E Kalleb entrava com....

- Aí gente, com as alianças?

- Não, ele entrava com uma caixa de alho.

- De que?

- Alho.

- Gente.... Me arrepiei agora.

- Estranho né?

- Sim. Amor eu adorei o café, e sério, sua atitude, mas não podemos atrasar.

- Tudo bem.

Melhor manhã da minha vida, melhor de todas. Comemos juntos, tomamos banho e vestimos, como um casal recém-casado.

Nos carros ao lado de fora, o Heitor Iria seguir para o aeroporto, e eu para empresa, pois tinha compromissos que iria cumprir para ele.

- Vem aqui.... Sabe que odeio viajar sem você né.

- Sei, mas você não pode deixar o Edson sozinho lá, é importante aquela reunião.

- Odeio reuniões com políticos.

Beijo ele e digo;

- Nada de pilotar, tem piloto para isso.

- Rsrsrs. Rio e Ilhabela são as vistas mais lindas desse litoral, você sabe.

- Sem desculpas Heitor. Nossas tenho que ir.

Eu entro no carro ele me abraça na porta, eu a fecho e ele entra pela janela me beijando;

- Eu te amo, você é a coisa mais importante para mim.

Vejo seus olhos brilharem;

- Você foi a pessoa mais incrível que eu conheci amor. Eu te amo.

- Camilo, cuida dele. – Heitor fala com a voz bem grave.

- Sim, senhor.

#Augusto

Cheguei logo cedo na AFAIR, e mano, é incrível como as pessoas te julgam sem te conhecer.

Eu estava de moletom e calça jeans, subi e aproveitei para tomar café antes de Kleber chegar.

Eu estava sozinho em uma das mesas, comendo e vendo o Twitter no meu celular quando escuto de um dos funcionários, aparentemente da segurança;

- Sabe que não pode estar aqui, não é? – Ele fala em sua mesa.

Eu olho, para trás, e não digo nada, ignorando eu continuo comendo, e então me aparece a Valquíria, indo em direção a uma das maquinas de café;

- Tem autorização para estar aqui dentro Augusto? – Ela fala alto.

Todo mundo me olha. Eu coloco a mão embaixo da mesa e falo;

- Aqui minha autorização. – Levanto o dedo do meio para ela.

- Quer que chame a segurança dona Valquíria? – O cara da mesa atrás de mim fala.

Mano isso iria dar muita merda.

Camilo, Matheus, e mais três seguranças entram no refeitório, todos vêm e se sentam comigo;

- Kleber chegou? – Pergunto.

- Sim, seu irmão está embarcando agora para São Paulo.

- Beleza.

Todos é claro ficaram calados, e eu também não coloquei mais fogo na fogueira, depois de comer, deixei os meninos lá, pois estavam tomando seu café e subi para sala do meu irmão, onde o Kleber estava.

Você identifica o respeito das pessoas, em simples atitudes. Quando entrei, ele estava na pequena mesa de reuniões de Heitor, e não na mesa do meu irmão, não estava usando seu computador e nada.

- Bom dia.

- Bom dia. – Ele diz. – Recebi três ligações de seguranças contando você estar aqui.

- Até Valquíria veio me encher acredita.

- Velha chata do cassete.

- Vamos logo, estou aqui a vinte minutos e já de saco cheio.

- Vamos sim.

Eu levei seu computador e desci com o Kleber para a sala de reuniões.

Fui entrando com todos já olhando torto;

- Preciso mesmo estar aqui? – Henrique me encara.

- Não, só abrir sua carteira e sair. – Falo sentando ao lado de Kleber.

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