• @richardsongaarcia

Clichê - Terceira Temporada - Cap. 13

Ele puxa a mão da minha e questiona;

- É o Kalleb não é?

- Sim.

- Que vai fazer?

- Vou mudar a vida do meu sobrinho.

- Heitor, olha agora você para mim, pensa melhor, com cuidado, uma forma de resolver isso, sem brigas.

- Não tem, com meu irmão não tem outra forma Kleber. Guto só vai tomar uma atitude em situação extrema.

- Claro que tem Heitor, sempre tem.

- Então me diga. Pois eu cansei.

- Vou pedir Helena que fale com ele.

- Não sei se é uma boa ideia, mas como estou sem alternativas, vou deixar que faça.

Ele foi se arrumar, descemos tomando um rápido café, já estávamos atrasados.

Pois cheguei na empresa e a reunião já estava acontecendo, eu entrei e todos continuam;

- (...) Eu vou com ele, conheço aquela fábrica como a palma da minha mão. - Edson me olhava.

- Já que estamos na presença do nosso ilustre presidente, queria compartilhar com vocês, a cena que tive o privilégio de viver ontem. - Henrique diz de pé, rindo e tirando uma com a minha cara. - Heitor veio ao meu gabinete aqui na empresa pedir, escutem isso. Ele veio pedir que o doente do seu irmão tomasse controle da Petrini.

Todos sorriram, todos ali;

- Você acha mesmo que alguém aqui iria se humilhar a trabalhar para aquele garoto? Meu filho com dez anos de idade tem mais inteligência que seu irmão. Coloco o meu cachorro na presidência de uma potência como aquela, mas nunca, não comigo aqui ele nunca irá assumir cargo algum aqui dentro.

Ele bate na mesa, na minha frente, me provocando;

- Nunca é tempo demais Henrique, bem que eu queria estar presente para ver ele gritar com vocês, sério, é um desejo que tenho.

- Não é brincadeira Heitor, Augusto afundaria essa empresa em tempo recorde. - Edson fala.

- Sinceramente eu mesmo estou pensando nisso, pois nunca estive tão perto.

- Não diga besteiras garoto, você não é o seu pai.

- Eu estava estudando um pouco essa noite e como Presidente do concelho, posso sim colocar Augusto tanto na Presidência da Nice Petrini, quanto nesse concelho. Mas! Mas! - Eu me levanto. - Pierre será contratado e será diretor de criação.

- Nem você conhece esse garoto.

- Confio no meu irmão, se ele abriu mão de si, para esse garoto, ele tem a agregar. Amanhã quem me acompanha em São Paulo?

- Serei eu. - Edson ergue a caneta.

#Caio

Cheguei no trabalho da Helena, que agora também era da Júlia. Eu iria esperar com o Kalleb ali na recepção, quando a Helena chega, creio que do almoço;

- Oi gente.... Veio falar com Julia? - Ela vem cumprimentando.

- Sim, ela deve estar saindo né?

- Sim, Caio, vem entra aí.... Esperando sua mãe Kalleb?

- Sim. - Ele responde pegando na mão de Helena.

Entramos em um elevador e depois em um andar, que tinha uma placa de silêncio, mas estava tocando uma música de fundo. Nós entramos em uma porta de vidro, e era um estúdio, Julia estava tirando umas fotos.

Eram muitos equipamentos e luzes, junto com uma porção de pessoas.

- Ela já deve estar terminando.

Helena diz sentando o Kalleb em uma cadeirinha alta.

Eu fico de pé, atrás dele e Fabiano sai de dentro de uma sala, onde parecia ser o trocador;

- Excursão hoje aqui? - Ele se aproxima.

- Sim, Augusto me trouxe aqui. Algum problema? - Falo com ele.

- Mas é claro que não, estou brincando com você, até parece não ter senso de humor né Caio.

Helena começa a rir e eu não aguento;

- Guto deve estar te procurando, ele subiu todo puto. - Falo sério.

- Vou atrás dele.

Fabiano sai todo assustado, e a gente rindo, fomos até chamados a atenção, pelo barulho.

- Quando ele descobrir vai querer te matar!

- Quando descobrir já estarei fora. E Helena, não me disse como foi o jantar!

- Passei muita vergonha, Kevin não tem classe, e pior Guto estava lá.

- É a casa dele né, normal.

- Eu não estava preparada.

- E aí?

- O que?

Eu cutuco ela, que abre um sorriso;

- Ele foi um fofo, mas o mais importante de tudo, eu vi a Dona Nice.

- É ele me contou que a mãe está em casa já.

- Oi meu bebê... – Julia vem pegando o pequeno. – Oi gente. – Ela nos cumprimenta com o Kalleb no colo.

- Vão para casa? – Pergunto.

- Não, Heitor quer encontrar o Kalleb, acho que está vindo aqui, porque enviou mensagem a pouco.

- Eita então deixa eu ir trabalhar... Beijo gente. – Helena sai.

- Vou me trocar e pegar minhas coisas, vai ficar com o tio Caio, ou quer vir com a mamãe?

- Com a senhora.

- Eu espero vocês lá de fora. – Falo saindo.

Ao lado de fora da Petrini, eu atravesso a rua para comprar um energético.

Mano eu estava atravessando quando um motoqueiro quase me atropela, eu levei um puta susto;

- Filho da puta. – Foi gritar ele parou.

Pensei olha a merda acontecendo, o pior é que o cara era bem forte.

Tirando o capacete e rindo como um idiota. Augusto.

- Está devendo? – Ele grita.

- Cala a boca, viado do caralho. – Vou me aproximando.

Ele sobe na calçada com a moto, e desce;

- Calma aí. – Falo indo até a banca de revista, em nossa frente.

Comprei o energético, e pergunto ao Augusto;

- Ei, quer um?

- Sim.

Pagando o cara, vejo três carros parrando frente a Petrini, mano era o Heitor. E saindo da Grife a Julia com o Kalleb.

Do a volta a banca e o Guto estava encostado na moto, acendendo um cigarro;

- Que porra é essa?

Eu pego o cigarro de sua boca;

- Qual é?

- Eu que te falo, desde quando tu fuma?

- Quando estou nervoso.

- Cria vergonha nessa cara, nervoso com o que?

Mano eu vi nos olhos do Guto ele vendo o Kalleb, seu olhar passou por cima dos meus ombros e fixou do outro lado da rua.

Eu olho e Kalleb estava nos braços do Heitor, rindo alto, e o irmão dele falando com a Julia.

Estávamos a uma distância, mas a visão era limpa, como se o transito parou para Guto ver o filho.

- Ele é mesmo parecido comigo.

- Muito.

Ele guarda o cigarro, e “maço de cigarros” e fica pouco de cabeça baixa;

- Não coloca mais isso na boca. – Jogo o cigarro no chão, pisando.

E entrego a lata de energético para ele;

- Você me julga também? Por ele? – Guto gesticula com a cabeça, direcionando a Kalleb.

- Não, eu te apoio, você é meu amigo, eu amo ele, já te falei, mas te entendo Guto.

- Não tenho nada contra o garoto. Mano, tudo que eu chego perto da merda, tudo, e isso não é drama. E olha... Ele está feliz, não está?

- Sim, mas porque está falando isso?

- Meu irmão... Caio a gente não pode mais se ver, que é briga, ele está caindo matando em cima de eu não ir atrás do garoto.

- Acha que é porque ele está próximo demais?

- Eu não sei. Mas está me ameaçando, dizendo que vou me arrepender e que vou ser forçado a ir atrás dele. Não faço ideia.

- E ai, que está pensando?

- Acho que é fase, vou esperar, e tenho que meio gerenciar de fora a Petrini.

- Mas eles não querem você lá.

- Fabiano é paga pau, Pierre está comigo e tem a Helena. Acho que consigo ajudar.

Meu celular chamou, era a Julia, eu olhei para o Guto que disse;

- Atende aí.

- Oi.

- Onde está?

- Vim aqui no banco no outro quarteirão, já estou indo. Saiu?

- Sim, estou aqui de fora.

- Já vou.

Augusto escuta e coloca o capacete;

- Vou nessa... – Ele ainda olha para os meninos, e liga a moto.

- Depois te ligo, beleza.

- Sim, vai lá em casa depois.

- Com Deus.

Voltei atravessando, e chego cumprimentando todos;

- Fala Caio. – Heitor pega em minha mão.

- Tudo bem?

- Ótimo.... Agora vem aqui garotão, o tio tem que trabalhar. – Heitor pega Kalleb.

O senta no banco do carro e fica agachado ao lado de fora;

- Olha o tio vai fazer uma viagem amanhã a trabalho e não vou poder te levar no parque como prometi, tudo bem?

- Aham!

- Me fala o quanto você ama o tio em?

Kalleb abre os braços rindo e diz;

- Esse tamanho.

- Ah isso tudo?

- Sim.

- O tio ama você daqui, aqui. – Heitor abre seus braços.

Kalleb pula nele abraçando, já que estava de braços abertos;

- Eu sempre vou te amar, muito, muito. Você é muito importante para mim viu?

- Viu. – Kalleb gesticula que sim com a cabeça.

- Pega isso... Sempre que eu estiver longe tu olha para esse colar e lembra que o tio ama muito você. – Heitor coloca um Escapulário nele.

- Parece que está se despedindo. – Falo baixo.

- Não, só quero que ele saiba disso, viu filho.

Kalleb não responde, só o abraça novamente, sendo bem fofo.

Eu olho para a Julia sem entender nada.

0 visualização
Assine para ser o primeiro a receber os capítulos 

Siga a gente:

©2015 por Armário Erótico Todos Direitos Reservados. Criado orgulhosamente com Richardson Garcia