• @rgpatrickoficial

Clichê - Terceira Temporada - Cap. 11

#Augusto

Sai pouco antes do almoço, pois liguei para o Doutor Gabriel e passei rapidamente no hotel onde ele estava, foi para conversarmos rápido, sobre levar minha mãe para casa.

Tive uma lista de exigências a cumprir, e mudar dentro de casa, e sobre os profissionais e instrumentos necessários que deveriam ter em casa.

Iriamos meio que criar uma mini clinica dentro de casa. Eu iria busca-la após o almoço, pois o Heitor cobrou que comêssemos juntos.

Ele que foi na frente e me enviou a localização do restaurante. Quando cheguei a fileira dos carros estavam ao lado de fora, entrei cumprimentando os seguranças e Matheus me levou até a mesa;

- Não sei o porquê anda com tantos homens.

- E acha que eles me deixam.

Eu me sento, pegando o cardápio, e vejo que a mesa estava posta somente para dois;

- Cadê Kleber?

- Ele foi em Floripa, resolver umas coisas para mim.

- Serio passou da hora de subir ele de cargo.... Trás seu melhor vinho tinto por favor, para acompanhar o menu 2. – Falo ao garçom.

- Sim, senhor.

- Heitor, o cara está do seu lado, faz tudo para você, não pode deixar ele assim.

- Estava pensando sobre, mas subir ele, teria que tirar Edson.

Eu já olho, por ele falar preocupado;

- Qual problema?

- É o Edson, Augusto.

- É o Kleber Heitor, seu futuro marido.

- Vou conversar com ele depois.

- Não é conversar mano, é mostrar atitude.

- Sobre isso, foi bom ficarmos sozinhos.

- Que foi?

- Com licença, senhor? – O garçom traz o vinho para eu experimentar.

- Está ótimo, pode servir.

- O Henrique não aceitou que você estivesse de volta.

- E qual a surpresa?

- Ele disse que você pode voltar, mas eu terei que sair.

- A gente revolve isso Heitor...

Ele pergunta bebendo vinho;

- Como foi na Petrini?

Eu ri, fiquei sem graça;

- Não fiz nada, cara eu não consegui fazer nada...

- Porque?

- Helena.

- NOSSA viu que mulher ela virou.

- Perfeita Heitor.

- Kleber não sabe disso, mas eu acho ela muito linda, serio. Kevin está de parabéns.

- Quem?

- O namorado dela.

- Ah! É que eu não conheço. – Falo desdenhando.

- Augusto, o cara está em todo site de fofoca, e já fez várias campanhas para nós.

- Deve ser por isso que estamos vendendo pouco.

- Pensei que já tinha superado, mas ainda está com ciúmes.

- Cala a boca.... Onde está o Camilo. – Olho ao redor.

- Foi com o Kleber.

- Que isso em proteção total para o seu marido.

- Tenho que zelar dele, é uma das pessoas mais importantes para mim, depois da família é claro.

- Ele é alguém para se cuidar mesmo, você acertou em cheio.

- Senhores, os pedidos. – O garçom chega nos servindo.

- Amigo mande preparar cinco dos melhores hambúrgueres da casa, e entregue para os rapazes tudo bem.

- Sim senhor.

- Augusto, eles vão almoçar quando sairmos.

- Heitor é duas da tarde, estão sem comer até agora, e vão ficar por mais uma hora, não custa nada fazer isso.

- Estão acostumados.

- Eu sei, mas não é por causa disso que tem que continuar sendo assim... Matheus. – Chamo ele.

- Sim, senhor.

- Sem senhor, já falei com Camilo disso.

- Foi mal.

- Aquele garçom vai entregar um lanche para vocês, dividem e reveza com os meninos.

- Não é preciso senhor, estamos trabalhando.

- Eu disse.

- É um lanche e uma ordem.

- Tudo bem. – Ele afasta.

- Vai tratando eles assim, depois eu estou fodido.

- Trato bem, porque quando quero aprontar eles me acobertam, apreendi fazendo isso com Camilo.

- Por isso ele gosta tanto de você.

- Todos gostam, rsrs.

- Idiota, rsrs. Então Augusto quando vai me contar, o porquê voltou?

Ele pergunta todo sério, como se fosse algo “importante”;

- Mamãe deixou metas a serem cumpridas pela Petrini Paris, eu prometi a ela que conseguiria. Mas Nice Petrini faria aquilo em um ano, tranquila, eu levei 3 anos para ganhar os prêmios que ela sonhava, e ser destaque nas passarelas... E voltei porque prometi a ela desde a trouxe que eu voltaria, porque não deixaria ela em uma clínica.

- Já conversamos sobre isso.

- Eu sei, mas só estou deixando claro, que sua atitude de deixar ela na clínica eu só relevo porque entendo o que passa naquela empresa.

- Augusto, você fala como se fosse a coisa mais simples gerir quinze mil pessoas indiretamente e um conselho que da mais trabalho que todas essas pessoas juntas.

- É fácil. – Deixo meus talheres. – A culpa disso é sua e do papai, vocês dois deram poderes para pessoas erradas, deram voz a quem quer ver vocês dois calados. E acredite Heitor, eles vão derrubar você.

- O que você faria, demitia todo mundo?

- Claro que não, fazendo isso não teria graça, e também eles não iriam querer trabalhar para mim, sairiam logo que eu entrasse. Mas eu também me mataria na primeira semana.

- Tem, mas uma coisa. – Ele deixa os talheres, pegando a taça.

- Eu sei, Kalleb? Sabia que esse almoço tinha um fundamento para você.

- Quando vai atrás dele?

- Eu não vou. – Posto os cotovelos na mesa encarando ele.

- Isso aqui não é uma competição Augusto, é o seu filho, precisando de um pai. Seja homem!

- Sabe o que eu não entendo, é que você sabe que eu não vou mudar de ideia, sabe que me falar isso, me fazer chantagem emocional, nada, nada vai adiantar Heitor. O que está pensando?

- Se eu estou indo longe demais como um tio dele?

- Você foi longe demais quando decidiu visitar ele.

- Ele não tem culpa.

- Nem eu. O garoto é saudável, é feliz, vive bem, mesmo sem a avó, a mãe cuida dele com todo amor, porque eu iria atrapalhar?

Heitor fica surpreso;

- Como sabe disso tudo?

Deixo a taça na mesa e olho em seus olhos;

- Caio me dá notícias dele.

- Você me julga pelo que eu fiz com a mamãe...

- Pelo que está fazendo Heitor. O apartamento era uma boa desculpa, mas viver sozinho em uma mansão daquelas e deixar ela na clínica, não tem justificativa, eu estou te julgando.

- Pode julgar Augusto, você é igual, se eu abandonei minha mãe, você está fazendo o mesmo com o seu filho.

- Sim, estou fazendo o que apreendi com meu irmão mais velho. Agora se me dá licença vou ir buscar nossa mãe, e você pode continuar me julgando e falando... – Me levanto afastando a cadeira.

- Você vai me obrigar a agir ao extremo contra sua atitude.

- Está me ameaçando?

- Ainda não sei como, mas eu vou Guto! Você ainda vai atrás do seu filho, porque vai precisar dele.

- Cara você está viajando. Eles que precisam da gente.

- Quem está “viajando” é você. Mas quando cair sua ficha vai me entender.

- Até mais tarde Heitor.... Prefiro você quando está com o Kleber, só para constar!

Falo saindo do restaurante.

#Helena

Nossa sabem aquela sensação de colocar o vestido e entrar perfeitamente, aí eu quase gritei frente ao espelho.

Estava guardando um vestido preto que comprei caríssimo. De alças finas e uma fenda na perna esquerda, em um tecido leve e decote aparente, coloquei um salto prata, perfeito que eu tinha;

- Esse, ou esse? – Kevin aparente com dois tênis nas mãos.

- Não brinca comigo, tira essa bermuda, coloca uma calça pelo menos em alfaiataria, e um sapato social Kevin.

- Qual problema?

- Nenhum, mas não vou sair com você parecendo doido.

- É um jantar de amigos Helena.

- É um jantar de amigos na casa do meu chefe.

Bermuda, isso mesmo, ele queria pôr tudo ir de bermuda em um jantar na casa do Heitor.

Para completar meu começo de noite, ele não conseguiu um motorista, Kevin foi dirigindo para casa dos meninos;

- Pelo amor de Deus, segura suas brincadeiras e comentários.

- Está falando comigo como se fosse criança, percebeu isso?

- Kevin, só estou falando, porque você não tem contato direto com eles...

- Eu sei me portar em um jantar chique Helena.

- Não está mais aqui quem falou.

Vocês conhecem a mansão dos meninos, quando chegamos o Kevin se identificou, o segurança pediu os documentos de identificação, e ele já vem com a primeira piada;

- Claro que você me conhece amigo, participei do Domingão do Faustão nesse domingo, e canto aquela música...

- Kevin por favor. – Entrego meu documento.

O cara, olhando sério, sem paciência e ele querendo cantar.

- Autorizados senhores é só seguir o jardim até a residência.

- Obrigada.

- Não entendo o porquê de tanta segurança.

- Você não viu nada Kevin.

- Puta que me pariu, olha o tamanho desse lugar. – Ele vira chegando frente à casa.

- É nem eu mesmo me lembrava que era tão grande.

- Nossa só ali tem milhões em carros, olha aquilo. – Ele aponta para frente.

Nos descemos e na porta a Raquel aguardava, de dentro sai Camilo, junto de Matheus;

- Boa noite senhores, Heitor e Kleber os aguardam, meu nome é Raquel e irei acompanhar vocês. – Ela diz toda fofa.

- Boa noite Helena. – Camilo se aproxima.

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