• @rgpatrickoficial

Clichê - Terceira Temporada - Cap. 10

Todo mundo concorda, um por um, e Raquel começa a chorar coitada, ela ficou muito emocionada;

- Ei, vamos precisar de você mais que nunca. – Falo limpando as lagrimas dela.

- Eu vou amar cuidar dela filho, amo muito e devo muito a sua mãe.

Até Heitor levanta e abraça ela.

- E você safado? – Olho para Caio.

- Que?

- Me disse que estava conversando com um agente?

- Sim, cara está com uns contatos, está olhando para um futuro Botafoguense se Deus quiser. – Caio diz de olhos brilhando.

- Mas e o Benfica? – Meu irmão pergunta.

- Estamos tentando uma troca, eu venda, para ainda essa temporada desse ano.

- Esse é meu garoto. – Mando um beijo para ele.

Ficamos até tarde, todo mundo ao redor daquela mesa, bebendo vinho e falando da vida, dos amigos, de tudo.

Mas eu ainda não me senti no Brasil, de volta em casa, ainda faltava algo, no meu coração, minha mãe. Era como um vazio que ainda não foi completado com minha volta.

Nossa dormir naquela cama, depois de tanto tempo, era sim uma volta ao tempo, como uma máquina. Fiz questão de ficar no meu quarto de adolescência.

Logo de manhã, aquele café que só aqui no Brasil tem, fresco e passado na hora, desci já arrumado.

Camisa branca de botões pretos, e calça jeans, uns óculos escuro e relógio no pulso, cabelo seco, já bastava.

Meu irmão e Kleber estavam já sentados comendo;

- Acordam cedo em. – Falo me acomodando.

- Seu irmão.

- Bom dia senhores, Heitor, Guto, Kleber. – Camilo chega com as mãos em meus ombros.

- Bom dia. – Eles respondem.

- Bom dia, senta aí. – Empurro a cadeira.

- Já preparei, tenho equipe para seis carros, três para vocês e três para você. – Ele explica.

- Não quero segurança, não preciso, me arruma um carro e pronto.

O Camilo não discorda, ele só olha para o Heitor;

- Mano você precisa de uma equipe.

- Heitor relaxa, não tenho mais dezoito anos, não se preocupem.

- Desculpem, mas precisa de algo especial para a dona Nice? – Raquel interrompe.

- Vou pedir que liguem se tiver pedidos extras. – Eu falo com ela.

- Vou arrumar um carro então para você. – Camilo sai.

- Por favor, eu deixo o Camilo ficar contigo. – Heitor volta ao assunto.

- Ei, relaxa, Camilo também trabalha exclusivamente para a presidência do concelho. Eu vou ficar bem.

- Você que sabe.

Bem, peguei meu computador, e parte de trabalhos que consegui tirar das malas e desci, o meu irmão e Kleber já tinham saído. Eu peguei o carro e o Camilo liga, confirmando estarem a caminho da casa do Pierre.

Deixei o carro no estacionamento e saio para fora, para entrar pela loja.

Todo, todo mundo parou o que estava fazendo, olhando espantados, depois do gerente vir falar comigo, todos cumprimentaram e conversaram rápido.

Subi pelo elevador e fui para a sala do Fabiano, no corredor falo com a secretaria;

- Bom dia.

- Bom dia senhor.

- Por favor, peça uma reunião extraordinária com a equipe.

- Claro, para quando?

- Agora.

- Sim, senhor.

Entrei na sala, e ele estava falando ao telefone;

- Ai não acredito.

Fabiano deixa o telefone vindo em minha direção;

- Como está?

- Estou bem, ai que saudades. – Ele me abraça.

- Bom te ver também! Escuta, preciso de você.

- Claro.

- Temos uma reunião, agora, podemos?

- Sim, vamos lá.

Ele volta pega o celular e descemos;

- Caralho é bom demais estar de volta.

Bem no andar de reuniões, todos já estavam la dentro, os doze estilistas, sentados e com suas agendas, quando entrei todos bateram palmas, gritando;

“- Bem-vindo de volta”.

- Porra obrigado gente.... Desculpe, mas para os que não me conhecem eu falo muita besteira, muita. É... – Já me emociono em tentar falar de minha mãe na frente deles. – Voltar aqui, estar de volta a essa sala, a essa loja e não ter minha mãe aqui, é extremamente difícil para mim, muito. Estou aqui para honrar o nome dela, e ajudar estar com vocês nessa nossa...

Todos estavam sentados, eu de pé, ao lado do Fabiano na direita;

Eles batem palmas e eu continuo;

- Vamos lá, não conheço toos vocês, se apresentem;

- Oi, é bom tê-lo de volta Augusto, é muito importante para gente.

- Obrigado, seu nome?

- Wilker, e já são seis anos de Nice Petrini.

Eles foram se apresentando, e já perguntando e trocando ideias;

- (...) Helena e quatro anos de Petrini...

Ela troca olhares comigo, foi instantâneo o frio na barriga, e o nó na garganta;

- Qual seu nome? – Interrompo todo mundo.

Ela sorri de lado, e responde;

- Helena, Guto.

Quase caí no chão, me lembro de apoiar na cadeira da frente. Eu tentava engolir, mas não tinha saliva, tentava segurar na cadeira, mas a mão escorregava com o suor, a perna tremula.

- Saiam.... Todos... Todos para fora. – Falo olhando para ela sem piscar. – Rápido!

Em fila e sem entender nada, todo mundo sai;

- Augusto...

- Fecha a porta Fabiano. – Não deixo ele terminar de falar.

Dou a volta, passando por três cadeiras, e ainda apoiando nelas, pego em sua mão, acompanhando ela a se levantar.

Helena me dá um abraço tão apertado, em um mix de sensações.

Suas unhas segurando firme em minhas costas, eu sentindo seu cheiro com seus cabelos no meu rosto, aquele abraço foi indescritível.

Demorei para soltar ela, fazendo carinho em seu cabelo, me afasto passando a mão em seu rosto e tirando o cabelo dos olhos.

Vocês não têm ideia do que estava na minha frente, era uma mulher, maravilhosa.

De cabelo castanho bem grande, rosto fino, olhos muito característicos e com cílios literalmente desenhados, com uma boca desenhada com um batom nude. Uma maquiagem bem leve, e não carregada.

- Você está.... Está perfeita.

- Obrigado.... Você também, muito lindo, rsrs.

A gente se senta, eu puxo a cadeira para mais perto de Helena, mas sem soltar sua mão;

- Como sua mãe está?

- Ela está bem Guto, hoje já consigo deixar ela só em casa, graças a esse trabalho, pude cuidar da minha mãe.

- Mano não acredito, você conseguiu, está aqui.

- Sim, devo muito a você e seu irmão, me ajudaram muito. E você se formou!

- Sim, foi um desafio muito importante a se cumprir.

- Guto como está sua mãe? Ninguém fala a verdade.

Solto sua mão, e ela coloca em minha perna, que estava apoiada em sua cadeira;

- Mamãe está com Alzheimer em estágio intermediário, ela as vezes tem lapso de memorias, mas não consegue trabalhar mais.

- Ela ainda desenha?

- Não.

- Como você está? – Helena faz carinho em minha mão.

- Só não estou só por causa do meu irmão.

- Sinto muito pelo seu pai.

- Obrigado. Ainda não to acreditando que é você, estou muito feliz. – Abraço ela novamente.

- Eu também estou muito feliz.

- Vem, quero conhecer seu trabalho, e temos muito que conversar. – Me levanto.

Ela pega suas coisas, e ao lado de fora da sala, Pierre conversava com o Fabiano, e os outros afastados.

Mano eu estava com os olhos lacrimejados, e a Helena limpando próximo os olhos.

Detalhe, estávamos de mãos dadas;

- Depois passo em cada estação de vocês, vamos conversar individualmente.

Helena aperta minha mão, e com todos saindo, nós vamos em direção ao elevador;

- Onde vão? – Fabiano questiona.

- Tenho muito que conversar com ela. – Passo a mão na cintura de Helena.

Ao virar para sair eu comento baixo;

- Acho que ele ficou com ciúmes! – Indago a ela.

- Problema dele.

#Heitor

Cheguei na empresa, depois de quase ter sido afastado, na última reunião.

Eu estava na minha sala, quando o Kleber foi pegar um café, e Valquíria entra;

- Bom dia Heitor.

- Bom dia. – Respondo sem dar muita atenção, por estar digitando um e-mail.

- Sei que está e anda muito ocupado, mas vim para me desculpar em nome do concelho, pela última reunião.

Eu paro olhando para ela, que já tem uma certa idade, então não poderia ser mal-educado, por questão de ética profissional;

- Você está aqui Valquíria, porque sabe que Augusto está de volta ao Brasil, e nem você nem o conselho sabe o porquê da volta dele. Pois bem, eu aceito suas desculpas, mas adianto que as coisas vão mudar, e muito aqui dentro.

- Eu te entendo, você tem toda a razão. Vim sim de coração, pois não posso perder esse trabalho, sabe disso.

- Sim, eu sei.

Kleber volta para a sala, e ela então se retira;

- Que foi isso?

- Veio pedir desculpas. – Eu pego o café.

- É as pessoas mudam.

- Não, o medo faz elas tomarem esse tipo de atitude.

- Heitor o Henrique chegou, está na hora. – Kleber já fala tenso.

Pois sabia o que me esperaria;

- Meu Deus, vamos lá.

Descemos na sala do Henrique, aqui dentro da AFAIR a segurança era toda regida pelo Camilo, mas por ele ser um político e influente, a sua segurança era por conta do governo, então, no andar onde ele trabalhava, que se formou quase um escritório do partido, era praticamente um anexo da AFAIR S/A.

Sua assessora informou ele que eu estava ali, e entrei sozinho, ficando eu e seu guarda costas;

- Eu sabia que esse dia chegaria.... Confesso filho que estava esperando por mais alguns meses.

- Eu vim pedir....

- Augusto, ah eu sei! Ele está de volta! Vai tentar juntar as forças contra nós?

- Henrique vim pedir que meu irmão assumisse a Nice Petrini, que deixem ele trabalhar lá dentro.

- Porque não levou isso para o Concelho? Porque o concelho não aprova meu irmão dentro dessa empresa, e você tem influência com eles.

- O que eu ganho com isso?

- Para começar, aumento quase que instantâneo das ações, porque você não é idiota, sabe o que significa ter Augusto trabalhando para a gente.

- Quero mais.

- O que?

- Convenço o concelho aprovar a atuação dele dentro da Petrini, mas quero você fora!

- Oi?

- Não sou idiota Heitor. – Ele se levanta da mesa, dando meia volta, vindo a minha frente. – Com você na Presidência do concelho, e seu irmão Presidente da maior empresa que temos. É questão de tempo para vocês dois dominarem tudo e acabar com a gente.

- Talvez você ainda não tenha entendido, mas isso aqui já é nosso, nunca foi de vocês.

- Esse é meu preço. – Ele fala alto. – Ele dentro, você fora!

Não falei nada, me virei saindo da sala, com Kleber e Camilo frente ao elevador, ansiosos;

- E então?

- Nunca vão deixar Augusto trabalhar aqui.

- Que ele disse?

- Se ele entrar, me querem fora.

O elevador se abre, e Kleber diz;

- Ainda se pode recorrer ao concelho completo, mas nossa chance era ele. Mas Heitor já vou avisando, fala com se irmão, para ele não criar expectativas, porque se depender deles, não vai rolar.

- Vou almoçar com ele.

- Marquei com o Kevin e Helena um jantar essa noite na mansão tudo bem?

- Tudo sim, sem problemas.

32 visualizações
Assine para ser o primeiro a receber os capítulos 

Siga a gente:

©2015 por Armário Erótico Todos Direitos Reservados. Criado orgulhosamente com Richardson Garcia