• @richardsongaarcia

Clichê - Terceira Temporada - Cap. 09

Desci com a Julia, pois ela tinha um monte de documentos para trazer, e também fazer alguns exames, que a equipe de modelos solicitavam.

Quando ainda estava na sala com eles, o Luan ligou, pedindo para que a gente pudesse almoçar juntos. Eu confirmei e marquei aqui em frente a Grife, para não me atrapalhar com o Fabiano, pois ele não poderia pegar um fio de cabelo meu errado que vinha me encher.

A Julia saiu em seguida atrás dos documentos solicitados pelo Misael, eu aproveitei para sair e ir encontrar o Luan.

O restaurante era um self-service. Quando cheguei ele estava sendo servido de um suco pelo garçom;

- Ai amigo, desculpa a demora... Estava ajudando a Julia com algumas coisinhas. – Deixo minha bolsa de lado.

- Julia aquela que o Kleber comentou?

- Sim, segredo em, pelo amor de Deus.

- A garota já não ganha uma bolada de dinheiro da família Helena?

- Luan o Kleber disse que sim, mas ela deixa para o filho. E olha ela é bem humilde sabe, parece ser bem determinada, gente honesta como a gente Luan, o que está mais difícil a cada dia né.

- Claro amiga, e fazer o que ela faz, não é para muitos.

- É para ninguém né amigo. Pois o que essa mulher já sofreu não está escrito.

- Helena, pedi um suco de cupuaçu, vamos servir?

- Sim.

Nos servimos, e voltamos a sentar, o garçom trouxe o suco de Luan, e peço uma agua;

- Então que queria falar comigo em?

- Helena sabe que conseguir horário na agenda do Kleber está impossível né?

- Menino ele me pediu ajuda com os ternos do casamento, e to louca da cabeça, porque tem meu vestido de madrinha, serio quase subindo pelas paredes com o Fabiano na minha cola.

- Então, preciso que você como testemunha para depor para mim no tribunal, contra o Thiago.

- Menino não brinca, quer dizer, claro que eu vou Luan, na hora.

- Obrigado. – Ele pega em minha mão.

- Como está sendo trabalhar com ele todo dia?

- Mais difícil que o normal, serio, o Kleber te contou que estou fazendo acompanhamento com psicólogo?

- Não, amigo, ai meu Deus, queria ter mais tempo para estar com você.

- Ei, não se preocupe.

- Está dando certo? Resultado? – Pergunto mastigando.

- Mulher todo mundo tem que fazer acompanhamento assim, serio, me sinto muito bem.

- Preciso mesmo, gente Kevin está quatro dias dessa semana comigo e to querendo jogar ele da janela do meu prédio.

- Rsrs, porque ele não compra um apartamento aqui?

- Eu não sei, serio, pagou milhões naquela casa de Minas Gerais para a família, e não gasta cem mil aqui.

- Amiga ele está sabendo das suas férias?

- Está maluco Luan, não conto de jeito nenhum. O sonho dele é eu parar de trabalhar para ficar viajando com ele. Olha para mim se tenho cara de mala de mão.

- Eu acho fofo amiga.

- Fofo nada, não nasci para servir de chaveiro para macho ficar mostrando para os amigos não, Deus me livre de depender dele para comprar algo para mim, nunca precisei. Amigo eu amo meu trabalho, tem o Fabiano que coloca isso a prova, mas juro, prefiro sofrer com esse macho (Fabiano) do que com o Kevin.

Luan engasga comigo falando;

- Sua idiota! Rsrs. Gente.

Conversando sobre o casamento do Kleber, o garçom se aproxima aumentando o volume da TV que estava atrás de mim;

“- O bom filho a casa torna, vamos de fofoca dos famosos agora com a Claudia...

- Eliana temos uma notícia quentinha para as solteiras e solteiros de plantão aqui do Rio de Janeiro. Um dos irmãos Montanari está de volta as terras latinas, depois de alguns anos onde Augusto estava completando seus estudos em Moda, na mais antiga e famosa universidade do mundo...

Eu olhei para trás, eles mostravam imagens dos desfiles;

- Vi essa manhã em um jornal Frances dizendo que ele vem para assumir a Nice Petrini de vez.

- Eliana, sim, as especulações ao redor ficaram mais fortes ainda, por ele estar chegando semanas antecedentes ao desfile de São Paulo. ”

- Não acredito depois de tanto tempo, ele vai estar de volta... tanta coisa mudou né. – Luan olha para a TV.

- Tudo mudou amigo, tudo.

#Kleber

Camilo não é um fã de aviação, ele não é um cara que gosta de voar, assim como eu.

Voltando para o Rio de Janeiro, o Heitor veio de copiloto do capitão, e o Camilo estava apressando eles, para não chegarmos atrasados, no caso depois de Guto.

Como eles tinham contato com a torre, conseguiram informações, que chegariam ao mesmo tempo que eles.

Viajamos com o Camilo, e Matheus ficou responsável por buscar o Guto, mas depois que pousamos, ele mesmo apressou todos, e Matheus veio ajudar a gente, descer, entrar nos carros e pegar malas, e pertences do avião.

E então seguimos para onde o avião do Guto pousou, por segurança, os passageiros saíram e ele ficou por último, a equipe do Camilo ficou encarregada das malas.

Eu estava mais próximo do carro, o Heitor e o Camilo subiram na aeronave, logo saíram.

Heitor na frente, o Camilo abraçado com o Guto, mais feliz que “pinto no lixo”.

É o garoto havia crescido, era um homem. O cabelo loiro se tonalizou de castanho, as tatuagens que eram poucas tomaram de conta do braço esquerdo, e também estavam presentes no direito, com menos desenhos, mas ainda marcantes.

Augusto estava forte, “grande”. a barba sempre feita, como se nunca houvesse um pelo ali naquele rosto. O olhar característico que é sua assinatura estava mais acentuado, sobrancelhas finas, de olhos claríssimos, sem piersing ou anéis e joias.

O Guto cresceu.

- Haha olha ele aí... meu Cunhado preferido. – Ele pega em minha mão me abraçando.

- Bom te ver também. – Faço um carinho em suas costas.

- Vamos, então? – Heitor diz.

- Sim, eu e Pierre vamos com o Camilo. – Guto pega a mochila.

- Beleza.

- É muito bom tê-lo de volta Augusto. – Camilo sai abraçando ele.

- Perdeu o seu guarda costas Heitor. – Falo entrando no quarto.

- Rsrs, Camilo trabalha para a companhia, então acho que ainda não, rsrs, ele pode pedir demissão né. – Heitor fala brincando.

Graças a Deus seguimos para casa, e Heitor quase me mata de raiva no caminho;

- Caio está indo jantar conosco, acha que peço ele para levar o Kalleb?

- NÃO. Está maluco?

- Porque?

- Heitor por favor, me olha.... Jura que não vai falar do Kalleb pelo menos hoje, por favor.

- Qual problema?

- Quero dormir um dia só sem ter brigas e problemas Heitor, por favor.

- Tudo bem.

#Augusto

Nossa que puta nostalgia chegar na mansão depois de tanto tempo, meu Deus.

Gente o carro parar, e o Camilo abrir a porta com a Raquel sempre me esperando, era impagável.

Poxa ela estava chorando tanto, eu desci do carro correndo para apertar ela;

- Aí minha velha preferida. – Eu tirava ela do chão com o abraço.

- Não é mais meu menino é um homem já.

A coitada chorava, e eu meio que não aguentei, nossa tinha uma fila de funcionários, e uns eu conhecia outros não, sai abraçando todo mundo, acho até que assustei alguns.

Nós entramos, e a primeira coisa que meu irmão fala;

- Está idêntica, não movemos nada.

Eu paro frente a sala principal, do lado a escadaria, e toda a vista noturna da cidade do Rio;

- Mas eu vou mudar tudo, tudo! A única coisa que não vou mexer é o atelier e o quarto da mamãe...

- A casa é sua Guto, faça o que quiser.

- Gente, vamos jantar, depois vocês tomam banho. – Raquel fala.

- Ah meu viado chegou. – Caio entra correndo e gritando.

- Viado é seu passado. – Abraço ele. – Saudades cara.

- Porra Guto nem me fala.

Raquel reforçou que sentássemos para jantar;

- Que cheiro é esse? – Pego os talheres.

- Fricassê de frango, Coelho ao vinho tinto, cogumelos salteados...

- Meu Deus a Raquel vai falando minha pressão subindo, perdi toda dieta. – Heitor fala rindo.

- Ela não sabia o que você gostava mais e fez tudo de uma vez. – Kleber comenta.

- Por isso que eu amo essa mulher... Senta aqui, meu Deus que perfeição de coelho.

Heitor a ponta da mesa, Raquel de um lado e Camilo do outro, na minha frente Kleber e Caio;

- Ah, esqueci, falei com a Helena, mas é aniversario de namoro, e ela saiu com o namorado. – Caio comenta.

- Nossa preciso encontrar ele, tem meses que quer falar comigo. – Heitor protege a boca, por estar mastigando.

- Espero que amanhã, consiga! E você Guto, novidades? – Kleber me olha.

- Amanhã vou na Petrini, Heitor quero apresentar Pierre a todos e quero que ele trabalhe lá.

- Claro, sem problemas.

- Eu quero que você fale com o concelho. – Eu deixo os talheres cruzando as mãos.

- Isso pode ser problema. – Kleber interrompe.

- Quero que fale sobre eu estar na Nice Petrini.

- Sabe que não será fácil, mas eu vou sim.

- O Papai fez uma jogada de mestre colocando a Petrini nas mãos dos acionistas, estou estudando a meses para tentar tirar ela, e não encontro um meio.

- Está mesmo determinado em. – Heitor comenta.

- Tem outra coisa, que afetara vocês, todos. Mas estou decidido em fazer. – Falo afastando do prato.

Todos ficam espantados, me olhando;

- Amanha irei tirar a mamãe daquela clínica, só não faço isso hoje porque está tarde, quero ela aqui, na casa dela, onde sempre deveria estar. – Eu falo encarando meu irmão.

- Guto como eu disse essa casa é sua, você faz o que quiser.

Ele não fala de uma forma rude, mas eu preciso pontuar com o Heitor;

- Quero vocês aqui, amo vocês dois, e não gostaria que mudassem, serio! Mas Heitor, aquele não é o lugar para ela. Vocês concordam?

- Eu sim!

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