• @rgpatrickoficial

Clichê - Terceira Temporada - Cap. 05

Pegamos celulares e saímos, no elevador, com Matheus e Camilo, eu digo, em meio ao silencio;

- Camilo está vermelho, tu não se comporta. – Empurro o Heitor.

- Ele já está acostumado.

- Sim, senhor.

Bem uma pequena viagem para a fábrica de São Paulo, por causa do horário que chegamos, eu preparei um momento do Heitor com os funcionários no momento do almoço, de ele chegar e ir para o refeitório.

Depois que descemos da aeronave, nós seguimos para almoçar, e Camilo comentando;

- Esses momentos sem planejamentos me deixam tenso, Kleber nunca me ajuda. “Quero todo mundo esperto”. – Ele fala no rádio.

- Heitor sempre fez isso Camilo, relaxa.

Iriam rolar alguns testes com a nova aeronave, e sempre são tensos, porque são projetos novos sendo colocados a prova.

Sempre tinha uma equipe do corpo de bombeiros e SAMU, acompanhando para qualquer eventualidade.

E juro eu mesmo já vi de tudo acontecer aqui, já caiu aeronave, pousaram de lado, não ligou, não subiu, serio!

É uma arquibancada grande, protegida, e os testes tão feitos a uns vinte metros de distância.

Primeiro eles apresentam ela para o Heitor, interior, motor, tudo, fazem um marketing gigantesco, nessa apresentação que já estou de saco cheio fico com Camilo, mais afastado;

- Que acha?

- É o mais bonito que fizeram até hoje.

- Está com cara que nem vai ligar, rsrs.

- Ele gostou.

- Heitor gosta de tudo que voa, não serve de base.

- Só acho que deveriam falar menos dos valores, porque amanhã quando esse vídeo for mostrado para os acionistas não vão gostar de ver isso destruído.

- Nossa Camilo, está convencido que não vai dar certo em!

- Com Heitor longe podem fazer o que quiserem Kleber.

Bem subimos para a tal arquibancada, e o piloto então deu início ao teste, decolando e fazendo um voo de exibição.

Era praticamente um voo de exibição aos acionistas, havia outra aeronave gravando e tudo mais;

- Perdeu a aposta em Camilo. – Cutuco ele.

- Você também.

- Que aposta. – Heitor pergunta.

- Camilo achava que teria um acidente, eu achei que nem iria ligar.

- A tecnologia que tem nesse bebe é a melhor do mundo. – Heitor diz feliz.

Eles estouram champanhe, e um dos engenheiros perguntam ao Heitor;

- Então, um voo experimental?

- Sim.

- NÃO. – Grita eu e Camilo.

- Porque não?

- É voo teste, não de passeio, você não vai Heitor. – Falo puto.

- O Helicóptero está intacto, viu aquelas manobras?

- Foda-se, você não vai.

- Prefiro que não faça mesmo senhor. – Camilo reforça.

- Olha eu não sei e nem entendo vocês que... – Ele estava se levantando, eu já pronto para brigar.

E então o helicóptero veio pousando e aponta demais o bico, ele se aproxima do solo fazendo um pouso literalmente de ponta, e com a frente tocando o chão ele segue por uns dez metros, até capotar e levantar fogo;

- Meu Deus, essa é a pior fábrica de aeronaves do mundo. – Falo.

- Alguém tira aquelas pessoas de lá. – Grita o Heitor.

Mas a equipe de segurança estava praticamente do lado já, e agiram imediatamente.

#Caio

- Mãe, viu minhas chuteiras? – Grito dentro de casa.

- Eu lavei, estão na lavanderia.

Vou conferir os calçados e estavam molhadas;

- Mãe como eu vou jogar agora? Elas estão encharcadas.

- Mas você não vai sair Caio.

- Não mesmo, sem chuteira não dá.

- Não, Julia vai deixar o Kalleb aqui, ela tem que resolver umas coisas.

- Mas a senhora vai trabalhar. – Falo na porta do seu quarto.

Ela se arrumando diz;

- Sim, e você vai ficar com ele.

- MÃE!

- Sem “mãe” Caio, precisamos ajudar ela.

- Beleza, vou me trocar.

Estava com a roupa para jogar, e volto para meu quarto. Logo meu celular chama;

- Caio está em casa?

- Sim, Helena.

- Kleber me deixou umas coisas para você, mas não sei para onde você se mudou.

- Vou e enviar a localização, tudo bem.

- Certo.

Quando saio, escuto a campainha, me aproximo do interfone, e abro o portão, eram eles.

Já apareço na porta com o Kalleb correndo pela garagem;

- TIO. – O safado grita.

- Vem aqui seu safado... Gente como você está gordo... Oi Julia. – Beijo o rosto dela.

- Oi Caio, bom te ver.

- Bom te ver também.... Vem te ajudo com essa mochila. – Pego de sua mão.

- E sua mãe?

- Lá dentro, entra.

- Aqui tem bola?

- Claro que tem Kalleb, vai, corre lá para ver o gramado. – Solto ele no chão mostrando os fundos da casa.

Entro deixando a mochila, e com Julia na porta do banheiro, onde minha mãe terminava de se arrumar;

- Fica quanto tempo agora no Brasil Caio?

- Julia, espero não voltar, rsrs. Depende muito. E Leandro? Tem notícias?

- Visitei ele na semana passada, mas está ficando difícil ir lá sempre, por causa do Kalleb.

- Olha eu vou estar em casa sempre, quando quiser deixar ele aqui, sem problemas.

- Mentira, estava todo bravo ai, que queria sair para jogar bola. – Minha mãe me entrega.

- Gente não quero atrapalhar.

- Relaxa Julia, não tem problema, minha mãe que exagera.

- Tio Caio, cadê a bola? – Kalleb aparece na porta.

Gente, 2 minutos sozinho, ele estava todo molhado e cheio de grama;

- Que isso meu filho?

- Caio você mandou o menino para o jardim? Esqueceu dos irrigadores? – Minha mãe grita.

Ele com um sorrisão na cara. Eu peguei ele já rindo;

- Está calor, não tem problema gente. – Falo tirando a roupa dele.

- Vamos tio!

- Vamos, vou pegar a bola.

Deixei minha camiseta, e troquei a bermuda, indo com o ele.

Não era grande o jardim da casa, um pequeno gramado a esquerda, cerca viva por todos os lados, e a direita, uma passarela de pedras, com uma mesa e espaço de churrasqueira ao canto.

Deliguei o sistema de irrigação, porem desligando ou não o gramado já estava todo molhado e escorregadio, nem jogamos direito, ficamos mais brincando, quando minha mãe veio já levamos outra bronca, pela nossa situação.

A Julia despediu saindo e ficamos ali, mas no meio da correria com o Kalleb escuto um;

- CAIO.

Era a Helena.

- Como entrou?

- Sua mãe, estou te gritando tem horas, vem me ajudar com as caixas. – Ela fala brava.

- Relaxa.

- Que sujeira.

- Vem Kalleb, ajudar o tio.

Vou seguindo para o portão, e ele vem me seguindo;

- Oi lindo... Meu Deus que boca mais gostosa, tudo bem com você.

Ele passa sem dar bola para a Helena;

- Ai que grosso...

Ela fala abrindo a bolsa;

- Olha que a tia, tem, você quer um?

Ela entrega pirulito, ele pega e beija o rosto de Helena;

- Olha interesseiro.

- Abre aqui atrás Helena. – Chego no porta malas.

Eram umas quatro caixas, de coisas minhas que fiz Heitor e Kleber trazerem de Portugal, quando estiveram por lá;

- Porra, melhor colocar o carro lá dentro, consegue colocar ele de ré? – Pergunto.

- Consigo, dá para tirar esse murro do lugar.

- Rsrs, serio, que tipo de motorista é você Helena?

- Do tipo que dirige para frente Caio, não para trás.

- Me dá essa chave.

- Não vai entrar no meu carro assim. – Ela esconde as chaves.

- Aff, fica aí. Kalleb me espera aí ok.

Entro para me limpar um pouco, e levo uma toalha para entrar no carro.

Coloco ele de ré, para descermos as caixas, mas na verdade ela fica só olhando.

- Já vai sair? – Pergunto quando termino.

- Não, vou esperar Kevin chegar em casa.... Escuta quem é esse anjinho?

Ela aponta para ele que corria com a bola;

- É o Kalleb, não o reconheceu!

- O que? Esse menino é o filho do Guto?

- Sim.

- Meu Deus ele é perfeito, parece um anjo de cabelo liso.

- Haha’ esse vai dar trabalho para as minas.

A gente se sentou próximo, para ficar perto de onde ele brincava;

- Kleber contou que Heitor quer adotar ele.

- O que? – Falo sem acreditar.

- Sim, é disso que ele desconfia que Heitor está fazendo com o Thiago, a preparação da papelada.

- Heitor não pode fazer isso!

- Eu sei, pensa!

- Helena eu to falando sério! Heitor não pode fazer isso. É filho do Guto, e não dele. Por mais que seja uma atitude bonita ok, mas cara ele é tio e não pai.

- Mas o pai não está nem aí Caio.

- Guto se preocupa sim, mas do jeito dele!

- Aí amigo, não é o que parece.

- Helena, ele nunca falou que gosta de você! Nem quando teve que mudar, sempre teve dificuldade de pedir desculpas. E a criação do pai dele não serve de exemplo.

- Caio não justifica, pelo contrário ele deveria usar ele como exemplo de ser um bom pai.

- Eu não concordo que Heitor faça isso, eu sou amigo do Guto e sempre vou estar do lado do cara, e defendendo ele.

- Mas tem que assumir os erros amigo.

- Às vezes as pessoas só são mal interpretadas.

- Tudo bem, Caio te entendo, não vou falar mais dele.

- E você, quando vai chutar o balde daquele trabalho?

- Ai amigo, eu sinto que aquela empresa precisa de mim.

- Mesmo com o Fabiano mandando em você?

Ela passa a mão no cabelo;

- Sim, mas logo vou desmascarar ele. Guto pediu uns projetos, e como o Fabiano pega tudo que nós fazemos, vou preparar algo ótimo para ele. E também estou criando umas coisas em casa.

- Para que?

- Consigo enviar direto para o Guto, desconfio que ele está escondendo nossas criações dizendo ser dele.

- Péssima ideia Helena, serio, péssima ideia.

- Eu preciso sair debaixo das asas dele, e vou conseguir.

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