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Clichê - Terceira Temporada - Cap. 01

"- (...) Bem depois da exclusiva que os irmãos Heitor e Augusto Montanari deram ao Fantástico, na noite de ontem não se fala em outro assunto. Os irmãos falam pela primeira vez sobre a situação de saúde de sua mãe, vamos a uma parte da entrevista, por favor.

- Augusto como foi o diagnóstico?

- Poliana foi gradativo, e foi se apresentando aos poucos, você sabe que tem algo de errado mas não aceita.

- Qual foi a maior dificuldade?

- Ela não reconhecer a gente! - Heitor responde. - Às vezes é como se fosse a pessoa mais saudável do mundo, outra ela não sabe seu próprio nome.

- Eu mesma já entrevistei algumas vezes a senhora sua mãe, e sei a quão talentosa ela é, Nice continua criando para a Petrini?

Augusto abre um sorriso e diz;

- Ela costura ainda. Mas não com a mesma agilidade, e não com... Com... Como posso dizer! Com a coerência necessária para ser comercializada, entende?

- Hoje aos 23 anos idade você já criou duas coleções para a Petrini Paris, que foram um sucesso, mostrando muito de sua mãe em seu trabalho. Não pensa em voltar a morar no Brasil Augusto?

- Minha vida já é aqui desde de criança Poliana, e eu gosto daquela cidade, consigo ajudar a empresa da minha mãe estando aqui.

- Como é ter o próprio irmão como funcionário Heitor? – Ela pergunta sorridente.

- Rsrs, olha ele é teimoso, mas muito criativo, Augusto é o tipo de cara que tem que ser livre para criar, ele trabalha melhor assim. E eu fico mais na administração.

- Ele está certo. - O irmão concorda.

- Bem com a situação de saúde do senhor Machado, tudo foi literalmente jogado no seu colo. Em seis meses as companhias tiveram um crescimento de 15%. Deixando seus acionistas e o mercado em um cenário positivo. Algum segredo Heitor, mesmo com todos esses desafios?

- Meu pai! Faço tudo que ele me ensinou durante esses anos. Foi um grande professor, que me ensinou tudo que sei até hoje.

- Já que tocou no assunto, o quão é sensível o caso de Machado?

(Nesse momento a assessoria interrompe a entrevista, dizendo para eles não responderem a essa pergunta).

- Tudo bem! Augusto se ouve muito sobre sua família, vocês, sabem o peso que vocês representam, para o mercado em si.

- Hoje sim! Nunca entendi o porquê a economia do Brasil era tão “vulnerável” com a política. Quanto é pela AFAIR e pela Petrobrás. Mas entendo que são empresas gigantes que ditam “regras” e são um excelente termômetro para o mercado interno.

- É verdade que você e Machado se estranhavam bastante?

- Sim, muito. Eu e meu pai gostamos de ser donos da verdade e batíamos sempre de frente um com outro.

- Heitor com casamento marcado, como estão os preparativos?

- Rsrs, aí Poliana complicado, Kleber trabalha comigo, e é um casamento, algo particular, pessoal, não é legal. Na minha opinião deixar outra pessoa decidir o local, a decoração, e o que vamos vestir. Vai demorar, mas sim. Em breve irei me casar.

- Faz na empresa, já que passa tanto tempo por lá. - Augusto tira sorriso deles.

- E você Augusto, o fim do seu relacionamento com a modelo italiana Maria Antonieta, abalou as bases da Victoria Secrets.

- Nossa as pessoas inventam muito, e tipo, foi tranquilo, para as duas partes. Mas os tabloides precisam de visitas não? Que tal inventar uma mentira é mais fácil do que ir atrás da verdade!

- Heitor para finalizar, tem alguma novidade a caminho além do casamento?

- Na verdade a AFAIR está trabalhando junto ao governo para viabilizar o espaço aeroespacial de Alcântara, em São Luiz do Maranhão para ser o primeiro local do Brasil a lançar foguetes, em parceria com os Estados Unidos. Estamos juntos com as entidades do governo, Força Aérea Brasileira e as divisões de pesquisas da AFAIR, é um projeto gigantesco que está tomando bastante atenção e felicidade de nossos profissionais em sermos os primeiros da América Latina.

- Augusto, agora de férias aqui em Nova York já fiquei sabendo que anda fazendo visitas a Petrini em Manhattan.

- Haha' sim, estou a uma semana por aqui e já fui umas três vezes na empresa. Fazer o que, lá eu me sinto bem.

- Meninos foi um prazer, obrigado por abrir um tempo nessas férias de vocês, para falar conosco e sucesso a vocês.

(De volta aos estúdios).

- Meu amigo Ricardo já se encontra aqui comigo nos estúdios, e olha esquece as empresas, vamos comentar rapidamente do que os meninos falaram. Que barra ter o pai e a mãe nessa situação não Ricardo?

- É impossível ignorar Clarisse, essa entrevista realmente é tocante, mostra um lado que até então não conhecíamos dos garotos que nunca falaram tão abertamente, talvez por causa da assessoria da família.

- Eu não me lembro de Heitor falar sobre sua vida.

- Pois, e a transparência deles em falar de tal problema que poderia soar mal aos negócios, mas causa empatia de todos. ”

Rio de Janeiro dia 9 de Maio de 2022.

Era por volta de seis e sete da tarde, quando eu estava indo com a dona Mariana buscar o Caio no aeroporto;

- (...) Menina homem não apreende, tem que sim, ser brava, cobrar. Mesmo assim Helena eles se fingem de idiotas.

- Mariana, para tudo que a gente pede se fazem de idiotas, mas me fala se esquecem um futebol, Kevin me tira do sério com o ciúme também.

- Você não tem ciúmes dele também não? Porque é muita gente em cima né filha?

- Mariana, é difícil, meu deus!

Eu coloquei o carro o estacionamento e nos duas entramos, a coitada já estava toda nervosa;

- Vem vou comprar uma agua para você. – Falo indo a um quiosque.

- Nossa estou sim, nervosa.

Eu peguei a agua e ele liga para sua mãe;

- Já! Chegamos meu filho, e você? Tudo bem, estamos indo. – Ela desliga já tremendo. – Helena ele já chegou.

- Mas já, pensei que o voo era para as seis e meia da tarde.

- Disse estar perto do desembarque.

- Vamos então mulher.

Sua mãe estava muito nervosa, na verdade ansiosa com a chegada do filho. Cheguei com ela no portão de desembarque e não tinha ninguém saindo.

Nossa, pessoal acreditam que ele já havia chegado;

- Mãe? – Caio fala atrás de nós.

A mulher quase caí no chão. Poxa ela abraça ele com tanta saudade, e começa a chorar, eu fico toda mole do lado.

Aquele idiota me olha, de cima abaixo, e depois de aproximadamente um ano sem me ver ele diz;

- Caralho você está muito gostosa.

- Aí saudade de você também. – Abraço meu amigo.

- Rsrs, mano tu mudou muito, está irreconhecível.

- Espero que para melhor garoto.

- Claro Helena.

- Ah você também, parecendo homem Caio.

- Há! Há!

Ajudamos ele com as malas, seguindo para o carro;

- Quanto tempo dura essa pausa de temporada? – Pergunto levando o carrinho.

- Uns Seis meses até a renovação do contrato!

- É um bom tempo para tu curtir sua mãe, e esfriar a cabeça por aqui.

- Sim, demais.

No carro, ele colocou as malas, até porque eu tinha feito as unhas hoje e estava tomando todo o cuidado;

- E o trabalho? – Caio, entra colocando o cinto.

- Tudo às mil maravilhas, tirando o Fabiano que está virando uma bicha velha e rabugenta.

- Não acredito que ainda atura aquele cara.

- Não acredito que ele usa minhas produções para se dar bem, minhas e dos outros estilistas.

- Ta falando sério?

- Sim.

- Helena e porque não fala com o Heitor?

- As coisas não são assim Caio, qualquer coisa que aconteça, não posso correr atrás do Heitor.

- Se fosse eu já tinha dado com a língua nos dentes.

- Ele vai morder o próprio rabo, em breve.

- E o Kevin? Mano não acredito que está pegando o Kevin Lima!

- Não to pegando Caio, a gente está namorando.

- Tanto faz, Helena, não tem ideia do quanto ele é famoso em Portugal!

- Ele fala que é o segundo lugar onde ele faz mais shows.

- Vamos no show hoje né?

- Você acabou de chegar de viagem, não quer dormir não menino?

- Eu durmo depois, não é todo dia que conheço um cantor famoso.

- Ai meu Deus, está querendo meu boy?

- Rsrs, não! Querendo você mesmo.

A gente começa a rir e olho no retrovisor falando com a Mariana;

- Viu, não vale nada, tudo bando de macho escroto.

- Ela me ama mãe, está fazendo charminho. Tenho que falar com o Kleber pegar algumas coisas que ele trouxe para mim.

- Chegou de viagem dos Estado Unidos na semana passada, está todo metido, que vai casar agora.

- Mano, nunca pensei que iria casar logo com o Heitor.

- Eu que não.

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