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Clichê - Segunda Temporada - Cap. 31

No corredor, havia alguns seguranças, todos na sala, o Thiago estava acompanhado do Matheus, por ordens do Camilo, desde o momento que ele pegou o testamento. E ao lado dele Luan.

- Que faz aqui? – Kleber pergunta ao amigo.

- Trabalho aqui e estou de testemunha.

- Luan? – Guto pergunta surpreso.

- Gente, oi! – Ele fala abraçando meu irmão.

Gente os dois fizeram uma cena e Thiago olhando com uma cara péssima, eu fiquei sem graça pois tinha a sala inteira esperando a gente entrar e olhando meu irmão;

- Augusto, deixa para depois, por favor.

- Beleza.

Nunca vi tão grande essa mesa, todo mundo em silencio, apreensivo, e estranhamente organizados.

Tinha três cadeiras livres, a minha a direita, a do Augusto a minha frente e na ponta, onde Thiago iria se sentar.

Porem toda a direção estava presente. E aparentemente preocupados e ansiosos;

- Podemos então Thiago? – Pergunto.

- Sim, claro. Peço silencio a todos até o fim da leitura, e que se houver dúvidas deixaremos para o final por favor, ok.

Todos se calaram;

- Leitura de Testamento Particular:

“Eu Machado Norato Montanari, brasileiro, divorciado, empresário, inscrito no CPF (...). Estando em perfeito juízo e em pleno gozo de minhas faculdades intelectuais sem nenhuma interdição, na presença de duas testemunhas a seguir qualificadas:

(Dados das testemunhas)

Livre de qualquer induzimento ou coação, resolvo lavrar o presente testamento particular no qual exaro minha última vontade, pela forma e maneira seguinte: PRIMEIRO: não podendo dispor de todo o meu patrimônio por possuir herdeiros necessários, filhos e conjugue. Deixo para Heitor Montanari Petrini, inscrito no CPF (...), todo o complexo do Centro Empresarial Montanari Petrini. Sendo elas: Companhia AFAIR S/A. As Fabricas de Curitiba, São Paulo, Minas Gerais e Bahia. Divisão de pesquisa do Rio de Janeiro e aeroportos em nomes da empresa. A Multinacional Nice Petrini Industria e Comercio de Vestuário, E todas as Lojas pelo mundo. E as matrizes também conhecidas como “lojas Mães” do Brasil, Itália, Estados Unidos, Paris e Reino Unido.

SEGUNDO: Deixo para Augusto Afonso Montanari Petrini, inscrito no CPF (...). As propriedades Mansão localizada no Morro do Jaó no Rio de Janeiro, localizada no endereço (...). Os apartamentos em São Paulo, Florianópolis, Fortaleza. Casa no México e o apartamento em Paris, os endereços seguem abaixo.

Declaro não existir testamento anterior em qualquer de suas formas legais. Nada mais tendo a lavrar, dou por encerrado o presente testamento na presença das três testemunhas acima qualificadas (...).

Minhas mãos soando, eu solto pouco da gravata, meu coração estava disparado.

- (...) Assinado Machado Norato Montanari. Sei que vão perguntar da dona Nice, por ela não constar no Testamento, e já adianto, a três anos atrás ela assinou um termo passando sua empresa para o marido, mais precisamente para o Centro Empresarial. Que a partir de agora é comandado pelo Heitor.

- Não me importa a Nice, e eu, estávamos juntos! – Alexânia se levanta.

- Eu te respondo. Você tem até as seis da tarde de hoje para sair da mansão, caso contrário chego lá com a polícia. – Augusto fala para ela.

- Todos para fora. – Falo para a mesa.

- Heitor, temos que comemorar. – Henrique diz rindo e ajustando suas calças.

- Eu disse para fora, todo mundo.

Assustados, e surpresos todos saem, e um monta de “tapas nas costas”.

O meu irmão fica, e Camilo fecha a porta, com todo mundo do lado de fora da parede de vidro duplo que é a prova de som.

Augusto se levanta e pega uma agua;

- Já sei o que vai dizer, e não eu não achei ruim, na verdade ele me surpreendeu.

- De acordo com a lei ele não poderia tirar tudo de você.

Ele volta a sentar e me entrega uma agua, dessa vez no lugar onde Thiago estava, mais perto;

- Agora é com você, não seja como ele, passe a confiar mais nos caras, e se precisar coloca gente de sua confiança. – Guto diz bebendo a agua.

- Por favor, fica com a Petrini?

- Não.

- Guto por favor.

- Heitor, você entende mais que eu, isso aqui não anda sem a Petrini, então deixa do jeito que está. Afinal de contas, tem ainda o lançamento do novo modelo do helicóptero e a compra de mais um aeroporto aqui na américa latina. Vão precisar da Petrini.

- Mas eu não sei o que faço lá, serio, me ajuda.

- Olha, ali dentro é competência, e atualmente quem mostrou foi o Fabiano. Dê a ele a oportunidade de ser Presidente.

- É inteligente, ele realmente fez por merecer.

- Sim, mas peço uma coisa, quero que suba a Helena de cargo, fale com Kleber ele vai saber o que fazer.

- Claro. E aqui? O Henrique vai cair matando em cima.

- Que eu disse sobre ele?

Eu abro um sorriso e falo;

- FODA-SE.

- Isso mesmo, que você quer fazer?

- Bem, tenho que rebaixar o Edson se ele quiser ficar e tem a Valquíria que trabalhou a vida inteira com o papai.

- Ela não tem qualificação profissional para comandar.

- Mas tem experiência.

- Que você acha Heitor?

- Vou colocar o Edson.

- Ótima escolha, ela mesmo disse vai se aposentar, e deixa como está. Mas e o Kleber em?

Ele se aproxima;

- Tira esse sorriso do rosto, vai ficar como meu assistente, mas vou perguntar ele primeiro.

- Acho que é isso né?

- Sim, meu Deus do céu.

Saímos da sala e o Kleber pergunta;

- Posso divulgar a imprensa?

- Sim.

Eu estava cumprimentando algumas pessoas e conversas rápidas de parabéns, e o Guto apronta.

- Thiago, Kleber me contou que está sendo acusado de agressão doméstica. Olha eu pensava que você era mal caráter, mas não sabia que era tanto. Dobre os joelhos hoje e agradeça a Deus por eu não estar no lugar do meu irmão, porque eu não aceito trabalhar com um filho da puta agressor.

Ele fala encarando o cara, serio só não saíram no braço por causa da situação;

- Guto por favor. – Falo puxando seu braço.

Thiago ficou muito sem graça, mas muito mesmo, pois todos aqui estavam olhando.

Ao invés de voltarmos para minha sala subimos para a do meu pai, onde o Edson estava a usando;

- Vou tirar minhas coisas. – Ele diz esvaziando a gaveta.

Eu só vou olhando as fotos da estante, onde ele gostava e destacar os melhores momentos da empresa.

Edson sai, e o Kleber entra;

- Meus parabéns.

- Não se recebe parabéns por algo assim. – Olho para ele.

- A divulgação foi feita, esperamos o pregão abrir e torcer para receberem essa notícia de forma positiva.

- Quer continuar como meu assessor? – Pergunto.

- Oi?

- Não será mais assessor do Presidente, agora é do SEO, aceita?

- Sim, claro, sabe o quanto gosto de trabalhar com você.

Eu aproximo e falo mais perto dele;

- Me desculpe por ontem, a forma com que te tratei, fiquei muito bravo, e estava de cabeça cheia e quente.

- Você não tem que se desculpar Heitor, eu quem errei.

Abracei ele com tanta força;

- Vou precisar muito de você agora, não tem ideia.

- Eu estou aqui, sempre vou estar.

Afasto e beijo sua boca, cara que saudade daquele beijo, não tinha ideia que faria tanta falta.

- Ei, OPA! – Guto entra rindo.

A gente fica bem sem graça;

- Me desculpem, mas vocês vão ter muito tempo para transar.

- Estávamos beijando. – Kleber diz.

- Cara esse banheiro aqui dá altas fodas, aproveitem, se bem que essa mesa aqui.

- Que você quer? – Grito com ele.

Que estava só tirando sarro;

- Esqueci, vou tirar aquela perua da mansão e quero que se mude para lá de volta.

- Você não vai ficar?

- Eu tenho uma formatura, e meu lugar não é aqui.

- Eu te pedi.

- Sim, mas não vou acatar, fica na mansão.

- Posso pedir mais uma coisa então?

- Depende.

- Kleber pode deixar eu... – Antes de falar ele interrompe.

- Não fala, não tenho o que esconder dele.

- Visite o Kalleb!

Balde de agua gelada, Augusto olhou com raiva, mas pela situação, ele só respondeu;

- Não, algo mais?

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