• Richardson Garcia

Clichê - Segunda Temporada - Cap. 29

Soando igual criança em playground. Bem os meninos seguram para a clínica de sua mãe.

Por causa da situação de Nice, e claro a clínica não era exclusiva dela. Então a entrada dos seguranças não era permitida, e entrei com os meninos.

O Guto foi na frente acompanhado da psicóloga responsável e Heitor foi do meu lado;

- Parabéns. – Falo a ele.

- Ele não morreu.

- Não, e está orgulhoso de você.

Ele passa a mão, fazendo um carinho em meu rosto.

- Liga para o Thiago para o favor.

- Claro.

A Nice estava no jardim quando chegamos, em uma mesa com outra senhora, as duas estavam com vários livros na mesa, conversando com uma classe, magnifica.

Como eu fiz o que o Heitor mandou;

- Fala Kleber!

- Thiago, Heitor quer falar com você.

- Claro.

Entrego o celular e ele sai andando para a esquerda, e escuto o que ele fala;

- Thiago, abra o processo, me fala quanto tempo isso demora? .... Não.... Vou falar com o Henrique, precisamos disso imediatamente, não temos esse tempo. Resolva isso, e deixa eu....

Ele foi e afastando, e porque eu não fui com ele, nossa eu vi uma cena!

As duas olharam o Guto se aproximando e a outra senhora fala;

- Mas que garoto mais lindo.

- Ele trabalha comigo. – Nice abre um sorriso.

Gente o Guto ajoelha no gramado chorando com a cabeça deitada no colo da mãe.

Seu choro era tão forte que ele soluçava, algumas pessoas até olharam. Ela passava a mão em seu cabelo fazendo carinho e dizendo;

- Calma filho... Calma...

Eu chorei vendo a cena, porra! Heitor me entrega o celular e nos dois olhando eles.

Guto fazia carinho no rosto dela, e limpava suas lagrimas. Heitor vai se aproximando e beija sua mãe, abraçando ela.

Eu fiquei de longe vendo eles conversarem e se acariciar, era uma cena maravilhosa.

Eles despois de conversarem, contaram tudo para ela, o que estava acontecendo, tudo. Nice não se emocionou, não ficou abalada, e nem esboçou atitude surpresa.

Ela fez que sim com a cabeça, sendo plena e sensata como sempre.

Ficamos muito tempo por lá, quando os meninos saíram o Guto fala;

- Vai comigo ver o Samuel?

- Helena.

- Sim.

- Vou sim, tudo bem Heitor? – Pergunto.

- Sim, vou encontrar com o Thiago e Henrique. Vamos usar todas as influencias que eles têm, para adiantar o processo da leitura do testamento. Kleber liga para o Gabriel e peça ele um laudo, que será apresentado para o juiz, sobre o quadro do papai.

- Deixa comigo.

- Essa semana conseguimos isso.

Em carros separados, eu e Guto conseguimos despistar alguns fotógrafos. Depois da visita a Nice ele ficou bem abalado, muito mesmo.

Eu fui o caminho todo ouvindo do Edson que o que Heitor fez foi errado, foi isso, foi aquilo. Essa entrevista dele me causou bastante dor de cabeça.

Quando chegamos no hospital, o Matheus que estava conosco, seguimos para a sala de visitas e a mãe dela estava lá, quase dormindo;

- Oi querido! - Ela se levanta e me abraça.

- Oi Rosana, como está?

- Bem e você? Seu chefe está melhor?

- Sim, se lembra dele?

Saio da frente, ela olha para o Guto, força o olhar;

- Já esteve na minha casa né?

- Sim, época de escola. Quando estudava ainda no Jaó.

- Aí lembrei de você, mas está muito lindo filho.

- Obrigado e ela como está?

- Hoje fizeram alguns exames, toca de curativos e o médico disse que pode ser que se estenda mais alguns dias. Agora ela está medicada e dormindo.

- Entrou hoje? - Pergunto.

- Sim, mas não me deixaram chegar perto dela, só ver de longe.

- Conversou com o médico? - Guto pergunta.

- Sim, ele disse que a imunidade dela está baixa e que não pode ficar exposta, e também teve os exames hoje.

#Augusto

- Cadê ele, vou falar com ele. - Digo olhando ao redor.

- Vem te levo até ele.

Bem achamos o médico, ele explicou todo o quadro, e contou que ela está se recuperando e que em breve vai sair, mas agora é isolamento.

E vocês não tem ideia da briga que foi para ele deixar eu entrar. Pensei até em subordina o cara.

Eles deixaram, mas com a distância de segurança, eu aceitei é claro.

Me troquei e entrei acompanhado dele, que me levou até uma parede de vidro onde poderia ver ela.

Isso a uns seis metros de distância, e a visão não era das melhores, deitada, com aparelhos por todos os lados e a visão não era clara, mas eu estava ali, e depois ela sabia que eu vim visitá-la.

Vocês não têm noção do quão isso recarregou minhas forças. O que eu mais queria era pegar na sua mão e dizer que estava aqui, eu mesmo, mas era para sua segurança.

- São muito amigos? – Ele pergunta.

- É a pessoa mais incrível que eu conheci na vida.

Nós saímos e Kleber me traz um copo de agua, quando estava sentado com sua mãe;

- Rosana a senhora fica quantas horas aqui?

- Eu peguei uma licença para cuidar dela, mas agora ela ficando no hospital, eu fico mais tranquila né Kleber. – Ela confirma com ele que estava sentado em nossa frente. – Mas fico preocupada também.

- E estão precisando de algo?

- Não filho, está tudo bem graças a Deus.

- Se precisar Rosana fala com o Kleber, qualquer coisa, tudo bem.

- Eu falo sim.

- Diz a ela que eu estive aqui, por favor. – Falo segurando em sua mão.

- Eu falo sim.

Abracei ela bem forte, agradecendo a atenção e nós fomos embora.

Depois que entramos no carro, o Kleber desliga o telefone que estava falando com o Heitor.

- Conseguiram, até amanhã irão fazer a leitura do testamento.

- Ótimo. – Falo olhando pela janela.

- Depois de ela sair da cirurgia, quando estava ainda sob o efeito da anestesia ela chamava pelo seu nome Augusto, como se soubesse que você viria.

Eu já estava tão abalado, meu irmão, meu pai, minha mãe, Helena.

As lagrimas voltaram a descer em meu rosto, estava levando pancada de todos os lados com essa visita no Brasil;

- Já chorei hoje o que não choro em um ano.

- As coisas vão se acertar Augusto.

- Parece que é eu pôr o pé nesse País as coisas se voltam contra mim, e as pessoas que eu amo.

- É só o destino fazendo o trabalho dele!

- Quem o destino vai me tirar agora? Helena? Heitor? Ou pior, minha mãe?

- Relaxa. – Kleber passa a mão em meu ombro.

#Heitor

Sentado em minha cadeira, nem acreditando que conseguimos resolver parte dos problemas.

Meu irmão chegou com o Kleber e Camilo;

- Como ela está? – Pergunto com as mãos na mesa.

- Bem, na medida do possível, meio que não pude ver ela. – Guto responde, vindo se sentar.

- Já almoçou? – Pergunto.

- Não, estou de boa, não quero comer nada.

- Parabéns, conseguiu o que queria. – Kleber diz me olhando.

- Obrigado. Agora estão todos surtando, acho que a metade desse prédio não dorme essa noite, com medo do Augusto.

Eu e Guto rimos, e Kleber não entende;

- Como assim?

- Com medo de eu mandar nisso aqui. Para eles sou um drogado, alcoólatra delinquente, acho que uns acham que eu vendo drogas, rsrs.

- Falam isso porque não te conhecem melhor. – Kleber diz.

- É melhor que seja assim mesmo, prefiro o medo. Essas pessoas só respeitam assim.

- Obrigado, cada um de vocês, Guto, Camilo foi foda, e principalmente você Kleber por estar do meu lado.

Eu me levanto, e Kleber que estava de pé no meio da sala diz;

- Não mereço sua compaixão.

- Porque não?

- Eu fiz algo que não me orgulho.

- O que? – Paro em frente a ele.

- Calma, vamos Camilo. – Guto se levanta.

- Que está acontecendo Kleber?

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