• @richardsongaarcia

Clichê - Segunda Temporada - Cap. 26

#Kleber

Meu Deus, estava meio perdido, muito aéreo, com tudo que estava acontecendo.

Eu fui par ao hospital da Helena, pois sua mãe precisava de apoio, mesmo eu sendo próximo a Heitor, de certa forma estou trabalhando.

Graças a Deus o Luan estava por lá, tinha um pessoal do trabalho dela também, eu cheguei e fui em sua mãe, que estava bem na verdade;

- E aí, novidades dela?

- Ela está bem, está cansada, falando bem devagar e sonolenta. Mesmo com o fim do efeito da anestesia ela ainda está meio que debilitada.

- Mas e agora?

- Bem, como disse a cirurgia foi um sucesso, mas o corpo dela vai demorar pouco mais para se recuperar. Por isso a UTI, é o melhor para ela agora.

- Sim, eu entendo perfeitamente. Posso ver ela?

- Kleber acho que não, vamos lá conversar. – Ela me acompanha até a recepção.

Pessoal ela poderia receber só uma visita por dia e de alguém da família!

Mas insistimos e nada, então vimos o médico sair de um consultório;

- Doutor, se lembra de mim, amigo da Helena.

- Guto né? – Mano ele pergunta apontando o dedo para mim.

- Não, de onde tirou esse nome?

O coitado ficou muito desconfortável, mas contou;

- Voltando da anestesia ela falou alguns nomes e o que mais se repetia foi esse.

Eu olhei para a mãe dela, que já estava olhando para o lado;

- Doutor, posso ver ela?

- Desculpe, um membro da família por dia.

- Doutor, estou trabalhando, e o pai do meu chefe acaba de entrar em coma, eu tive que sair correndo, para ver ela. E não vou poder ficar dando apoio a família dela, por causa do meu trabalho, por favor.

- Tudo bem, dois minutos. E nada de contar sobre seu chefe, quer dizer ela não pode se abalar.

- Tudo bem, Obrigado.

Ele me levou até uma sala, onde tive que lavar as mãos, deixar pertences e vestir máscara e colocar luvas.

Uma enfermeira me levou até o quarto, ela ficou na porta e eu entro já emocionado.

Helena meio que dormia, eu me aproximei dela e passo a mão em seu cabelo, ajeitando ele.

Ela então abre os olhos;

- Amigo! – Ela fala baixo.

- Oi amiga. Como está?

- Cansada, rsrs. – Ela abre um sorriso.

- Ai ficou muito lindos, quase não vi você atrás desses peitões.

- Rsrs, não me faz rir idiota.

- Helena é outra pessoa, Caralho, não sabia que faria tanto a diferença.

- Ai, obrigado Kleber... Seria estranho eu me emocionar com isso?

- Não, claro que não. Olha da vontade de apertar, rsrs...

- Cala a boca.

- Helena um tal de Misael mandou flores e Paulina está lá embaixo conversando com sua mãe, como não podem entrar vieram dar forças a você e sua mãe.

- Aí agradece eles para mim amigo, por favor?

- Claro.

- Desculpe senhor, tem que sair agora. – A enfermeira fala.

- Tudo bem. Amiga eu vou nessa, mas amanhã volto e encho o saco do médico de novo para ele me deixar entrar, rsrs.

- Obrigado Kleber.

- Que isso.

- Te amo.

- Eu também.

Eu sai e na mesma sala onde eu deixei minhas coisas, eu estava tirando as coisas e não me segurei.

Ver a pessoa que eu acho mais forte nesse mundo daquele jeito eu chorei ali em silencio, não queria deixar sua mãe nervosa. E meio que coloquei para fora essa pressão toda.

Quando eu sai e fui falar com eles, a mãe dela estava tomando um café;

- Nossa como é bom ver que ela está bem! – Falo sentando do seu lado no sofá.

- Olha isso. – Ela tira um envelope da bolsa.

Já estava aberto e olho vendo o documento de identidade já com a nova foto e nome de Helena.

- E nem posso contar para ela, o Doutor pediu para esperar mais uns dois dias.

- Ela vai ficar louca, rsrs. Gente não acredito.

#Augusto

Domingo dia chuvoso no Rio de Janeiro eu desembarquei naquela cidade por volta de sete horas da noite.

O Camilo estava me aguardando com um helicóptero mais à frente.

Protegido por um guarda-chuva me aproximo entrando na aeronave;

- Bem-vindo de volta. – Ele pega em minha mão.

- Queria prometer para mim mesmo não voltar mais nesse pais.

Ele sorrindo entra colocando o sinto, o pessoal coloca a bagagem e bate na porta liberando o voo.

- Como está o Heitor?

- Ainda em Choque.

Fecho os olhos respirando fundo, pois não sou fã de helicóptero e ainda mais com chuva, era horrível.

A gente foi para o prédio onde o meu irmão mora, quando chegamos a chuva estava muito forte, tipo muito e o pouso foi horrível, serio, nunca passei tanto medo;

- Cara quanto tempo pilota isso? – Pergunto ao piloto.

- Minha vida inteira.

- Puta que pariu.

Soltei aquele cinto e desci na chuva mesmo, que raiva.

Entramos descendo no elevador, e como a porta já abre dentro do apartamento;

- Porra que foda isso aqui. – Falo olhando a entrada.

- Realmente é muito lindo. – Camilo entra com as malas.

Entrei e o Heitor estava vindo de um dos corredores;

- E aí. – Falo com ele já todo para baixo.

Ao invés de pegar em minha mão ele me abraça, com força e cara ele começa a chorar.

Eu estava abalado, mas não ao ponto de chorar, a questão aqui era meu irmão, eu não me lembro de ver ele desse jeito.

E eles querendo ou não sempre foram muito próximos.

Com a emoção do meu irmão eu chorei, segurando ele, e o confortando na única presença familiar que ele tinha no momento.

- Eu estou sem dormir, se comer, mano eu não sei o que eu faço.

- Heitor, primeira coisa se acalmar, estou contigo.

- Que a gente faz agora Guto?

- Calma ainda não temos o diagnóstico do Gabriel, aguarde. Vamos, vou te levar para tomar um banho, precisa descansar cara.

- Não quero.

- Você não tem que querer Heitor.

Vou seguindo com ele e Camilo pergunta;

- Precisa de mim para algo?

- Camilo pede alguma coisa para a gente jantar.

- Tudo bem.

Acompanhei meu irmão no banho, e depois ficamos na sala, conversando até as pizzas que Camilo pediu, chegasse;

- (...) Valquíria disse que ele tinha constantes dores de cabeça, e tomava muito remédio, e tem a bebida.

- Sim, ele gostava muito de Wisky.

- Na última reunião ele estava sendo muito pressionado e sem dormir por dias.

- Ei não pensa nisso agora.

- Temos que falar com a mamãe.

- Sim, mas só quando tivermos certeza.

- Ok.

A gente jantou, os três, e consegui fazer com que Heitor dormisse.

Por volta de nove da noite o Doutor Gabriel liga, Camilo me passa o telefone;

- Alo.

- Augusto?

- Sim, Gabriel.

- Já tenho os resultados dos exames, Valquíria, acho que seja esse o nome, pediu para encontrarmos na casa do Heitor.

- Ótimo, estou aqui, aguardo vocês.

Desliguei o telefone e Camilo pergunta;

- Vai acordar Heitor?

- Não, não para isso.

Chegaram Edson e Valquíria primeiro que o Médico, foi maravilhoso receber ambos na casa do meu irmão.

- O Gabriel chegou?

- Não só vocês, mas é sempre assim né, os urubus chegam primeiro na carniça. – Encaro eles encostado no sofá.

- Me respeite garoto, estive com seu pai em momentos que você estava em festas e....

- Não tem ninguém aqui, não precisa fazer cena, eu e você sabe o que te interessa aqui Valquíria.

- Cadê seu irmão? – Edson pergunta.

- Está dormindo.

- Camilo chama ele, o médico está a caminho.

Eu solto uma risada;

- Você está dando ordens para o segurança do meu irmão? Ele está dormindo e vai ficar porque vocês não dão um tempo para o cara, vão matar ele igual fizeram com meu pai.

A campainha chama, e Camilo vai abrir. O Doutor Gabriel entra cumprimentando todos, nós vamos para a copa da casa, e ele coloca a pasta na mesa, com as mãos na cintura questiona;

- Onde está Heitor?

- Descansando.

- Ele está bem abalado, é melhor mesmo. – Gabriel concorda comigo. – Bem, não tem outra forma de dizer isso. O Doutor Machado está em um quadro de coma, a cirurgia preveniu que o pior acontecesse. Todos os testes e exames apontam que ele não acorda mais. Me desculpem, fiz o possível.

Eu tive uma estranha e péssima sensação, cheguei a dar uns passos na copa para respirar direito, andando e olhando para cima.

- Meu Deus. – Edson se senta.

- Eu sei que querem falar, e agora? – Olho para Valquíria.

- Doutor pode estar amanhã na empresa?

- Claro.

- A notícia ao concelho é melhor ser data por um profissional.

- Sem problemas.

Não tínhamos o que fazer, ele foi embora, e a Valquíria antes de sair comenta com o Edson;

- Vamos que amanhã o enxame das notícias já estará espalhada.

E eu quem não dormiu nessa noite, o fuso horário me atrapalhou e sabia que amanhã o dia iria ser longo.

Consegui pegar no sono, na sala mesmo com a TV ligada, só quando o sol apareceu.

Mas acordo com o Heitor passando;

- Nossa eu estava precisando viu. Porque não dormiu no quarto?

- Peguei no sono aqui.

Eu me sentei passando a mão no cabelo, e procurando o controle, e Kleber chega;

- Bom dia Guto, bom te ver. – Ele se aproxima pegando em minha mão.

- Bom te ver também.

- Vou preparar um café e ligar para o Gabriel, pedir notícias. – Heitor fala indo para a cozinha.

- Ele esteve aqui. – Falo me levantando.

- E aí? O papai vai acordar?

Olho para o Kleber e gesticulo que não com a cabeça, dizendo;

- Não Heitor.

Ele sai com as mãos na cintura, era visível que estava abalado;

- Calma Heitor. – Kleber segue ele.

- Eu to bem. – Ele diz baixo.

- Eu falo com ele. – Kleber diz quando vou aproximando.

- Vou tomar um banho. – Me afasto.

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