• @rgpatrickoficial

Clichê - Segunda Temporada - Cap. 25

- Agora faz sentido, vamos tomar uma agora?

- Sim, os meninos vão fazer uma festinha.

- Que ótimo, gostei para caralho daquela loirinha.

- É eu vi.

Ambos saem pelos fundos do local, para evitar mais fotógrafos e imprensa.

De volta ao Brasil, em um hotel em São Paulo Heitor, estava acompanhando pela TV tudo que estava acontecendo na Europa.

Sentado com um vinho, e queijos na mesa, do seu lado Camilo fazendo companhia;

- Acabou graças a Deus. – Heitor encosta na poltrona.

- Agora poderá dormir.

- Sim, nossa foi pior que final de copa do mundo. – Ele se levanta virando o resto da taça de vinho.

- Vai querer voltar hoje?

- Não Camilo. Kleber está de folga e como acabou bem, vou para o Rio só amanhã, pode descansar. – Heitor dá a volta ao sofá.

- Você quem manda.

- Deixa eu só ir no banheiro.

Heitor segue para a porta na sala do lado. Volta em dois minutos, com Camilo pálido com o celular na mão;

- Kleber ligou? Está tudo bem com a Helena?

- Preciso que se sente Senhor.

- Está me assustando Camilo.

Camilo deixa o celular na mesa, e a porta do apartamento se abre, quatro seguranças de sua equipe aparecem, dois do lado de fora e dois dentro do quarto;

- Recebeu a ligação? – Eles perguntam ao Camilo.

- Que porra é essa? – Heitor grita.

- É o senhor seu pai, ele sofreu um AVC e está em estado grave.

- Que tem ligou?

- A Valquíria.

Heitor se senta, tenta engolir, mas sem saliva;

- Tem certeza disso Camilo?

- Preciso manter o senhor em segurança, iremos leva-lo o mais rápido possível para São Paulo, mas preciso que siga à risca todas as medidas de segurança.

Heitor estava em choque, pálido, com a boca seca e com taquicardia.

#Heitor

Peguei um voo em um jatinho direto para o Rio, ir de helicóptero iria demorar mais do que previsto.

Eu sentia um medo em mim, mas algo que não tem como se descrever!

Quando o avião pousou e eu desci correndo entrando no carro o Kleber ligou;

- Como você está?

- Em choque.

- Tem notícias?

- Estou indo agora para o hospital!

- Ainda estou com a Helena, quer que eu vou te encontrar?

- Não, fica com ela.

- Me liga, qualquer coisa.

- Tudo bem.

Não sei como, mas Camilo conseguiu uma escolta para irmos do aeroporto até o hospital.

Subimos com pressa, e encontro com Edson, Valquíria, e uma tropa do trabalho que estavam juntos no ocorrido.

Eu apareço no corredor e todo mundo já me olha, já com aquela cara de pena e dó.

Quando vou me aproximando a Valquíria estava chorando;

- Alguma novidade? – Pergunto ao Edson.

- Sim, mas é melhor convers... – Ele estava falando eu deixo ele.

O médico estava vindo me encontrar, e Camilo me acompanha;

- Como ele está doutor?

- Me acompanhe por favor. – Ele entra em uma sala, que era tipo um consultório.

Camilo fecha a porta, e ele olha dizendo;

- Seu pai sofreu um AVC, foi socorrido a tempo, e a equipe de segurança ofereceu os primeiros cuidados salvando a vida dele.

- Ele está vivo então?

- Sim, mas ele ainda não reagiu aos incentivos, conversando com a equipe disseram que o Doutor Gabriel Prado é médico da família, correto?

- Sim.

- Ele está a caminho, para fazer uns exames.

- Então suspeitam de algo mais?

- Sim, suspeitamos de um Aneurisma.

- Está falando sério?

- Sim. Venha, vou leva você para vê-lo.

Saímos seguindo para um corredor enorme, parece que não tinha fim, o seu quarto estava com o responsável da segurança na porta.

Somente eu entrei, e foi a pior das sensações, eu sentia o seu calor, percebia sua respiração, era como se ele dormisse.

Segurando sua mão, as lagrimas desceram, era inevitável não me emocionar.

Me deixaram lá com ele por um bom tempo.

Escuto bater na porta e era o Kleber! Eu olho enxugando as lagrimas e ele me abraça consolando;

- Que está fazendo aqui?

- O concelho pediu sua total proteção até um diagnóstico, Gabriel chegou.

Saímos do quarto e ele estava lendo o prontuário;

- Olá Heitor, como está? – Ele pega em minha mão?

- Faça o possível, por favor. – Foi a única coisa que conseguir dizer.

- Eu irei, fique tranquilo.

Fui para a sala de espera amparado pelo Kleber, e só estava Edson, o Henrique havia chegado, a Valquíria estava lá também e o Elias filho do Edson.

- Heitor estamos conversando e achamos melhor que seu irmão venha para o Brasil. – Edson fala.

Mano me deu uma raiva nesse momento, pela insensibilidade;

- Meu pai não morreu, ele está respirando.

- Só disse que temos que estar preparados.

- Dê um tempo Edson, por favor. – Kleber o repreende. - Até termos um diagnóstico qual o procedimento a seguir?

- Proteção total dos Presidentes, Heitor e Edson. Até termos um laudo médico da saúde dele. – Valquíria fala.

O Doutor Gabriel vem no corredor meio que as presas, e pouco ofegante;

- Desculpem, Heitor seu pai precisa de uma cirurgia. Deixa eu explicar o Aneurisma cerebral é uma dilatação que se forma na parede enfraquecida de uma artéria do cérebro. A cirurgia é para fechar o aneurisma para exclui-lo, preservando a artéria que o nutre, porque todas as áreas do cérebro são nobres e morrem se não forem irrigadas.

- Ele vai morrer? – Pergunto.

- O risco da cirurgia é menor do que o risco oferecido pela história natural da evolução da doença. Preciso de uma autorização.

- Pode fazer. – Respondo rápido.

- Precisamos analisar primeiro. – Edson fala.

Eu olho para ele com tanta raiva;

- Desculpe, mas Heitor é o único membro da família de parentesco mais próximo, a decisão é dele.

- Faça Gabriel.

- Deixe comigo.

- Desculpe Heitor eu só...

- Saia daqui Edson, não quero mais te ouvir. – Falo sentado sem olhar para ele.

Ele avança para falar comigo, Camilo o impede, ficando no seu caminho.

Ele sem falar nada vai embora, com o filho.

Esperamos quatro horas e trinta e sete minutos. E então Gabriel aparece no corredor, todos ficamos de pé, olhando freneticamente para ele;

- A cirurgia foi tudo bem, ele está sendo levado de volta para o quarto.

- Obrigado doutor. – Pego em sua mão.

- Ele já acordou? – Valquíria pergunta.

- Não, isso pode demorar, já preparei uma bateria de exames que faremos logo pela manhã.

- Qual a possibilidade de ele ficar assim doutor? – Pergunto.

- Não posso lhe dar certeza e qualquer informação possa parecer precipitada, mas indico que ligue e peça para seu irmão estar aqui, pode não ser uma notícia fácil para você sozinho.

Sentei na poltrona em que estava sem reação, fiquei meio que aéreo.

- Ei, liga para ele. – Kleber ajoelha na minha frente.

Pego o telefone seguindo pelo corredor, e ligo para meu irmão. O telefone nem chamou direito;

- Alô!

- Oi Guto.

- Alguma notícia?

- Mano vem para o Brasil. – Não seguro o choro ouvindo ele.

- Heitor, que aconteceu?

- Ele pode não acordar, pode ficar em coma.

Augusto fica em silencio e soando o nariz diz;

- Estou pegando o próximo voo, chego em nove horas.

- Te espero.

Eu voltei para os meninos e todos estavam de pé, prontos para sair;

- Gabriel disse que não poderá ver ele até amanhã, vou te levar para casa, tomar um banho e comer algo.

- Acho que não consigo.

- Mas não custa tentar.

Seguindo para o elevador o Camilo diz;

- Kleber não vai contar para Heitor? Ele merece saber?

- Que aconteceu? – Falo já mais preocupado ainda.

- A Helena saiu da cirurgia, ela estava bem no quarto, mas tiveram que levar ela para a UTI.

- Porque está aqui ainda? É sua melhor amiga, vai logo.

- Eu dou notícias, e você também. – Ele me abraça.

- Pode deixar.

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