• @rgpatrickoficial

Clichê - Segunda Temporada - Cap. 23

Quando entrei ela estava chorando na sala, tipo chorando muito, na poltrona segurando seu celular;

- Lucia que foi? – Me aproximo ajoelhando perto dela.

- Um milagre Helena, um milagre. – Ela me abraça.

- Que foi mulher?

- Olha isso. – Lucia tremia muito.

E tentava desbloquear o celular, que abre na tela do banco onde a ONG tinha conta. O extrato apontava um deposito de um milhão de reais;

- De onde veio isso? – Pergunto olhando e atualizando a tela.

- Doador anônimo, liguei para o banco e me disseram que o deposito veio da França, mas sem identificação do depositante.

Ai gente, o sorriso que eu precisava nesse dia apareceu, e a calmaria que eu necessitava no coração veio junto!

Eu tomei a decisão de não falar da doença para minha mãe, Kleber, Luan, Paulina e nem Lucia. Todas essas pessoas que estavam próximas de mim.

Quando cheguei em casa ainda imaginando a atitude do Augusto, e como poderia agradecer ele, sentei na mesa, e decidi assinar todos os papeis.

#Heitor

Eu passei a noite em claro, no escritório do meu apartamento tentando descobrir algo para ajudar, mas foi em vão.

Pois na manhã seguinte o concelho iria pressionar mais ainda, eu, Edson e meu pai! Eu fui trabalhar sabendo e estando ciente que iria ser massacrado pelos acionistas.

Quando entrei acompanhado de Camilo já pergunto;

- Bom dia, falou com Kleber hoje?

- Não, última vez foi ontem para marcar a hora de te buscar.

- Hum, certo.

Nós subimos, e eu decide ir direto para sala de reuniões, me sentei e tentei por alguns minutos imaginar o que pudesse acontecer ali;

- Ei. – Kleber bate na porta. – Estava te esperando em sua sala.

- Decidi vir direto.

- Como está?

- Não dormi essa noite, passei em claro.

- Sabe que isso não ajuda em nada Heitor. – Ele entra entregando meu computador.

- Posso te perguntar algo?

- Sim.

- Senta aqui. – Puxo a cadeira do meu lado;

- Que foi? – Seguro em sua mão.

- Porque está tão distante de mim?

Ele fica imóvel por alguns milésimos de segundos, e diz;

- Acho que estou dando um tempo de tudo que passamos nos últimos dias, desde que você foi afastado, eu também, voltando agora com tudo isso.

- Entendo, você está certo. – Algumas pessoas começam a entrar e ele se levanta.

- Kleber não quero mais que fique longe.

Ele faz um carinho eu meu cabelo se afastando, se senta no fundo e a tropa entra na sala. Edson senta na minha frente, meu pai fica de pé enquanto as pessoas se sentavam, e o Henrique ao lado dele como “autoridade”.

- Gente vamos começar, como eu já sei toda a pauta dessa reunião, me permitem... Heitor, fala meu filho! – Ele estende a mão para mim.

- Meus caros, a notícia não é boa! Falei com meu irmão, chegamos a discutir e ele desligar o telefone na minha cara. Pai ele está determinado, e ele vai fazer isso, usando seu nome no desfile.

Meu pai fica atordoado, parado me olhando;

- Tem certeza do que está falando? – Edson me olha branco.

- Ele vai assinar a coleção como Augusto Montanari.

Meu pai abre a gravata e o Henrique puxa uma cadeira para ele que estava soando, a Valquíria pega um comprimido e entrega com um pouco de agua;

- Temos que tomar uma atitude extrema e imediata. Levando em consideração que ele desfile. – Um dos acionistas fala.

- Ele vai fazer, devemos adiar o lançamento do novo modelo.

- Não seja idiota, e lançar quando? Ano que vem no próximo desfile?

- Anunciem a venda da empresa. – Henrique fala alto.

Todo mundo em silencio e olha para ele;

- Está maluco? – Pergunto.

- Corta o problema pela raiz, já estudei sobre, temos ofertas de compras, como a Gucci, e Louis Vuitton!

- Nunca que iriei permitir isso. – Meu pai fala.

- Então nos dê uma solução, porque caso contrário terá que vender essa companhia. – Ele rebate.

- Estou a dias quebrando a cabeça com tudo isso e só uma solução me pareceu cabível. A Nice Petrini se sobressair nesse desfile.- Ele diz a mesa.

- Como pai?

- Edson irá para Petrini, faça aqueles estilistas valerem o valor milionário que é gasto naquela empresa.

- Eu irei representar a Petrini em Paris, não me façam passar vergonha. – Henrique encara do Edson.

- Vamos conseguir, e quem vai passar vergonha será Augusto.

- Precisamos usar contatos e influencia para amenizar a Rede Globo que está começando a dar espaço para esse assunto, e não pode de forma alguma entrar na pauta da programação. – Meu pai, começa a passar o restante das condições e estratégias.

Acho que foi uma das maiores e mais demoradas reuniões que passei, no final, eu sai e fui almoçar, e estava com uma dor de cabeça;

- Quer um remédio? – Kleber pergunta no corredor ao refeitório.

- Sim.

- Por falar em comprimido, seu pai tomou uns 4 só enquanto estávamos na reunião.

- Eu vi, com tudo isso, não estou com tempo conversar como filho dele.

Nós nos servimos, e sentamos mais separados, o Camilo que sempre ficava mais tranquilo dentro da AFAIR, ele se senta comentando algo muito importante;

- Augusto vai pisar em Henrique no evento, vocês sabem disso! – Ele diz me olhando.

- Não vou me preocupar com o meu irmão agora, preciso acompanhar todos os testes que estão sendo feitos na fábrica, e preparar o evento de lançamento.

- Escutem os dois, Alexânia faz parte da equipe do Edson, ela com certeza vai estar por trás disso, por isso que ele pegou esse “peixe”. Tem uma carta na manga, vai ficar com a melhor imagem perante o conselho e do Henrique. – Kleber fala misturando seu suco.

- Edson está acima da Presidência das empresas, ele é praticamente dono, quer mais o que? Não entendi. – Olho para ele deixando os talheres.

- Ele ainda não tem o respeito e reconhecimento do Deputado se esqueceu?

Kleber tem razão, eu fico meio calado, olhando a salada do meu prato e comento com Camilo;

- Sinto como se trabalhasse com adolescentes que estão apreendendo sobre tudo. Eles têm o dobro de nossa idade e erram tanto quanto nós.

- Ego, ignorância e autoconfiança Heitor, é o que mais atrapalha as pessoas daquela sala. Todos são “ditadores” donos da razão. - Camilo diz.

Nós almoçamos, e pelo menos enquanto comíamos não falamos de trabalho.

O Camilo terminou primeiro descendo para conferir o carro, pois eu tinha que ir para a fábrica essa tarde.

Ficando sozinho com o Kleber, que estava no celular;

- Que está fazendo? – Pergunto ao terminar.

- Trabalhando.

Eu pego o celular dele, que fica com cara de deboche para o meu lado;

- Hoje consigo sair mais cedo da fábrica, queria jantar fora, que acha?

- Eu queria, mesmo, mas marquei com a Helena, ele tem uma cirurgia em breve e estamos preparando as coisas, pois vou ajudar a mãe dela na recuperação.

- Hum tudo bem. Diga que mandei lembranças e que dê tudo certo.

- Digo sim.

Me levanto levando minha bandeja, pois a vontade era confrontar o Kleber, mas me segurei, porque ele não me deve satisfações de sua vida

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