• @richardsongaarcia

Clichê - Segunda Temporada - Cap. 21

Gente eu juro cheguei vinte minutos antes do meu horário, e encontro o Fabiano na minha sala;

- Onde estão as peças?

- Bom dia para você também! Tenho até sexta esqueceu?

- Preciso de uma prévia.

- Porque?

- O que você fez ontem?

- Eu peguei todos os desenhos e os refiz, estavam péssimos!

- Ótimo, onde estão?

Peguei na minha gaveta entregando a ele, que saiu sem falar nada. Eu fiquei falava, pois se era para fazer aqueles modelos e ele levou tudo, eu que não ficaria atrás.

Desci pegando um café e volto com a Paulina.

Hoje mandaram a gente para a Loja, pois iria ter uma promoção e se algum cliente precisasse de algum tipo de ajuste estaríamos disponíveis.

A melhor coisa da loja é beber champanhe quase que o dia todo, rsrs.

Eu estava na copa da loja conversando com os meninos quando o Caio me liga;

- Fala amigo.

- Ei bom dia, está no trabalho?

- Sim, Caio, tudo bem? - Vou saindo de perto dos meninos.

- Sim, tenho que te contar uma coisa.

- Aí meu Deus, fala.

- Para com isso, não tem nada de ruim.

- Então diz logo.

- Helena, vou para Paris.

- Paris na França?

- Sim.

- Que inveja meu Deus.... Calma e sua mãe?

- Guto me arrumou alguns testes em clubes lá.

- Aí amigo, que foda, quando vai?

- Embarco amanhã.

- Sério, mas já?

- Sim, quero ver você antes.

- Caio hoje saio mais tarde, porém amanhã eu te levo no aeroporto, pode ser?

- Sim, claro.

#Kleber

Acordei com a maior das surpresas da minha vida, o telefone da minha casa estava chamando.

Eu levantei todo tonto, quando cheguei perto ele parou, olhei a claridade entrando na sala, e fui para abrir a janela e ele volta a tocar;

- Alô!

- Kleber, é Valquíria.

- Sim, Valquíria.

- Doutor Machado quer encontrar com você! Ele estará as dez horas na AFAIR.

- Tudo bem. Estarei lá.

- Você tem quarenta minutos.

- Aí merda. - Desligo o telefone correndo.

Sabe aquele dia que tu coloca a roupa disponível, que no meu caso terno! Peguei minha mochila penteando o cabelo no elevador. Lavar o rosto para que? Passo um lenço úmido olhando no espelho.

No UBER falei com ele que era caso de vida ou morte.

Gente eu cheguei na hora na empresa, tive uma merda de problema por não ter mais credencial.

Quando cheguei no andar de Machado, fui rápido na secretaria, deixando a mochila nos pés da moça, a Valquíria brota do chão pegando em meu braço;

- Está atrasado!

- A portaria não me deixou entrar.

Eu terminei de falar ela me joga na sala, e ele lá sozinho.

Minhas pernas tremeram. Se servindo de alguma bebida, e estranhamente bebendo um comprimido com bebida alcoólica.

- Não vou mandar você sentar, o que tenho que tratar é rápido.

- Sim.

- Está admitido de volta, você Heitor e Camilo mais a equipe. - Ele se senta na gigantesca cadeira.

- Obrigado senh...

- Com uma condição!

Eu já arregalo os olhos;

- Que não se aproxime de Heitor novamente! Vocês são essenciais aqui dentro, mas não vou aceitar um relacionamento entre funcionários.

- Mas Senhor, não escolhemos isso!

- Não escolheu mas pode evitar. É isso ou está na rua. Você que escolhe.

Respirei fundo três vezes, com ele me encarando, e no calor do momento eu disse;

- Eu volto.

Fechei minha boca Heitor e Camilo entram na sala;

- Já está aqui? - Ele pega em minha mão.

- Estamos atrasados senhor. - Valquíria fala para Machado.

- Estão todos admitidos de volta, e você está sob supervisão, sua equipe também irá voltar, mas antes terão que passar pelos testes novamente. Sabe que para vocês não existem segundas chances. - Machado encara o Camilo de perto. - Está aqui por causa dele. – Aponta para o filho.

- Obrigado senhor.

- Agora vai e tira aquele delinquente da sua sala, Elias consegue ser pior que seu irmão. - Machado diz na porta que Valquíria segurava.

Eles saem e Heitor me abraça e depois abraça Camilo, dizendo;

- É bom estar de volta.

Nós agradecemos, e ele diz;

- Vamos descer?

- Você e Camilo podem ir, vou pegar umas coisas no meu armário.

Eu desci ainda meio atordoado com o que Machado me disse, confuso? Ao extremo.

Guardei minhas coisas e subi até o refeitório principal, onde havia aquelas máquinas de café e comida, peguei um doce e havia fila para o café, estava a Valquíria e Edson conversando na minha frente;

- Está de volta Kleber? - Ele pergunta.

- Sim.

- Bem-vindo de volta.

- Obrigado senhor.

- Aproveite a segunda chance filho, pois nunca vi ele fazer isso. - Valquíria limpa seus óculos.

- É ele está mudando! - Concordo com ela.

- Os filhos que estão obrigando.

- Ei você ficou de ver e me contar, ele conseguiu cancelar o evento? - Edson volta a falar com ela.

- Não, e já é confirmado que Augusto irá desfilar uma coleção na faculdade contra a Petrini.

- Ontem vi isso no jornal, a imprensa Parisiense está dando o que ele quer, visibilidade para respingar aqui.

- Estamos passando noites em claro, eu Machado, até o Deputado. Toda a mídia será negativa para a Petrini e agora isso pode resultar em prejuízo.

- Vou falar com Machado. Tem que usar todas as forças para não deixar aquele delinquente continuar.

- É Edson acho que foi uma das razões para trazer Heitor de volta, talvez ele convença o irmão.

- Eu já tinha deserdado esse garoto, mandar ele para Ásia, sei lá, talvez desse uma folga.

- É como praga, onde chega tudo morre. Ele consegue dar trabalho por uma empresa toda.

- Gente não é querendo me meter. Mas um dia ele ainda vai entrar como Presidente aqui, ele é filho, é direito dele. – Falo me curvando na direção deles.

- Já tenho meus 50 anos, trinta aqui dentro e logo me aposento, até ele chegar aqui já estarei morta, melhor do que ver ele afundando tudo que o pai fez.

- Comigo aqui ele não assume nada, eu vou mover céus e terras mas para alguém como Augusto eu não trabalho.

- Seguir ordens dele é como ser servo do capeta. - Valquíria termina.

O café deles saem e eu me sirvo indo para sala do Heitor.

Quando eu cheguei no corredor, o Camilo estava saindo da sala;

- Tem alguém aí? – Pergunto.

- Valquíria e Machado.

- Meu Deus.

Entro, lentamente para não atrapalhar eles;

- (...) Você precisa fazer ele parar com isso Heitor.

- Mas pai isso é a formatura do meu irmão. É como uma realização pessoal dele.

- Eu não quero saber, sei lá, fala que se ele continuar pode afetar a empresa da mãe, que pode acabar com tudo que ela criou, faz alguma coisa Heitor. Ele só escuta você.

- Sim, senhor.

Ele sal primeiro que ela da sala. O Heitor estava sentado na sua cadeira, parado ouvindo.

Machado sai da sala e a Valquíria, deu uns passos, mas ela ainda fala com o Heitor;

- Por favor, me ajuda, seu pai está enlouquecendo com isso! Trem três dias que não dorme, está muito estressado e sofrendo muita pressão do concelho.

- Vou ver o que consigo.

Ela sai, e eu me aproximo sentando na cadeira em sua frente;

- Que aconteceu agora?

- Depois que assumi essa presidência cuido 20% dos negócios dessa companhia, e 80% do meu irmão, consegui um emprego de baba. – Ele passa a mão no cabelo.

- Não estou entendendo!

- Olha. – Heitor liga a TV, em um canal de jornalismo.

A matéria era toda em francês, estampando a cara da família, com o nome do Guto na manchete;

- Na universidade do meu irmão, é a mais antiga do mundo em Moda. E todo ano existe uma competição interna para os alunos formandos. Ele ganhou a deste ano. O prêmio? Desfilar uma coleção de dez peças na Semana de Moda de Paris.

- Não brinca!

- É praticamente uma formatura, alguns alunos estudam todos esses anos só para isso. O pior é que a imprensa de Paris está dando muito destaque, até demais.

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