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Clichê - Segunda Temporada - Cap. 16

#Heitor

Fiquei dois dias em casa em repouso, no terceiro dia que me veio as notícias, Kleber e Matheus haviam sido mandados embora no dia do ocorrido.

Não é sendo frio com a causa dos dois, mas Camilo! O cara deu a vida inteira para minha família e meu pai fazer isso.

Para vocês terem ideia, Camilo participou da vida inteira de Augusto, e toda minha adolescência, e o cara passa por um momento desse e é demitido!

Eu sai do meu apartamento na segunda-feira pela manhã, indo até a clínica da minha mãe, tinha que estar calmo para conversar com ela.

No caminho estava falando com meu irmão;

- Serio, esse homem não toma jeito, cada dia só piora!

- Augusto, ele poderia descontar a raiva em mim, mas nos meninos?

- Foi do mesmo jeito com a equipe da mamãe, você lembra. Agora o erro foi dele, quem mandou aqueles funcionários embora em massa foi ele, não você.

- Não é isso que ele vê, só números.

- Pois você vira homem e encara ele, não deixa ele pensar que pode fazer o que quiser com você.

- Vou falar com a mamãe aqui agora e estou indo para a AFAIR, estão em reunião hoje.

- Vou ligar e conversar com o Camilo.

- Beleza, vou entrar na clínica agora.

- Falou, depois me liga.

- Falou.

Eu entrei me identificando e vou com a psicóloga responsável até onde minha mãe estava.

Costurando é claro, em uma varanda, e tinha duas xicaras de chá que ainda estavam quentes;

- Bom dia Dona Nice, olha quem veio te visitar.

- Oi mãe, bom dia. – Abaixo pegando em sua mãe.

- Bom dia, tudo bem-querido? Olha acho que está me confundindo, meus filhos são criancinhas desse tamanho. – Ela mostra com as mãos tremulas.

- Mãe sou eu, Heitor.

- Nome bonito, você é um homem lindo. – Ela faz carinho em meu rosto.

- Não está me reconhecendo?

- Desculpe não.

Eu olho para a moça, já meio tenso;

- É ele quem manda os tecidos Nice. – Ela diz para minha mãe.

- Ai sério, olha o que eu fiz com o que mandou na semana passada. – Ela mostra um tipo de camiseta.

- A senhora tem máquina de costura aqui? – Pergunto olhando o trabalho da camiseta.

- Claro, você quem me deu, olha é de presente.

[09:57, 03/04/2020] Richardson Garcia 😎: - Obrigado, olha vim te visitar, para dizer que estou bem, eu me machuquei mas agora está tudo bem.

- O que foi com você? - Ela fica no meu ombro.

Eu me sentei, e nos conversamos muito, contei do ocorrido e até pedi concelhos;

- (...) Eu gosto de estar lá, mas as pessoas, o jeito de se...

- Se você estiver feliz é o que importa filho. Caso não esteja, sabe o que fazer. Olha se eu tivesse uma empresa desse tamanho, iria preferir meus empregados felizes, afinal eu iria trabalhar com arte e é disso que as pessoas precisam.

- Aí, nunca ouvi tantas verdades em uma só conversa.

- Eu posso não parecer mas tenho minha inteligência.

Bem eu despedi beijando sua mão e dando um forte abraço.

E vamos lá encarar um dragão de três cabeças.

Foi a primeira vez em anos que eu estava dirigindo sozinho, e sem seguranças, pois para a equipe era para eu estar em casa. E pelo carro ser automático ajudou bastante eu estar com um dos braços enfaixados.

Quando cheguei na empresa, desde a recepção até o elevador, corredores todos cumprimentando, dizendo bom estar de volta, desejando melhoras, essas coisas.

No andar da minha sala encontro com o Thiago;

- Bom dia senhor!

- Bom dia Thiago, ei bom te ver, alguma novidade? - Pego em sua mão.

- A polícia descobriu que ele investiu todo o dinheiro que tinha, vendeu casa, carro e colocou na AFAIR. Mas como foi mandado embora, levou isso para o lado pessoal.

- Mas ele não perdeu o dinheiro.

- Sim.

- Verdade que ele é engenheiro aeroespacial?

- Sim, um dos maiores salários na divisão.

- E agora?

- É óbvio que vão comprovar que ele é louco. Mas vou cuidar pessoalmente que ele passe um bom tempo na cadeia.

- Eu agradeço. Muito.

- Só estou fazendo meu trabalho.

O elevador chega e ele entra, eu sigo para minha sala, e a secretária não estava em sua mesa. Com a porta meio aberta entro e ela estava de pé frente minha mesa.

E sentado no meu lugar, Elias filho de Edson.

- Posso saber que está acontecendo aqui? - Falo fechando a porta.

- Bom dia Heitor. - Elias se levanta. - Não esperava vê-lo tão cedo.

- Que faz aqui?

- Elias vai assumir seu lugar na AFAIR Heitor. - Edson entra na sala.

Eu olho para trás, com meu pai junto a Valquíria.

- Que história é essa? - Olho para ele.

- Você voltará a seu cargo na administração Heitor.

- E vai colocar ele no meu lugar? Não tinha alguém melhor.

- Elias é a melhor escolha. - Edson sobe o degrau ficando ao lado da mesa.

- Melhor escolha para seus interesses aqui dentro né Edson

- Olha como fala Heitor.

- Você é inacreditável, olha pra mim, nos meus olhos tem certeza disso? - Eu aproximo do meu pai.

- Tenho.

- Senhor. - Valquíria tenta falar.

- Demitiu, Camilo, Matheus e mais nove agentes por um erro.

- Que quase custou sua vida!

- Minha vida? Não está se importando com isso e sim a imagem que eu represento pra sua família. Agora... Agora por eu ter uma espécie de relacionamento com Kleber você o demite!

- Relacionamento entre funcionário e patrão não é admitido aqui dentro.

- E Porque Alexânia continua como Presidente de Marketing dessa empresa, se o senhor continua comendo ela.

- Passou dos limites Heitor.

- Cala a boca Edson. Não devo nada a você.

- Mas deve a mim é meu filho e meu funcionário agora vai para casa, o que eu decidi não vai ser mudado.

- Posso ser seu filho. Mas não funcionário dessa empresa, eu me demito.

- Você não pode fazer isso Heitor. - Ele grita comigo.

- Não posso? Fica olhando.

Sai daquela sala ouvindo somente Valquíria;

- Heitor por favor.

Saio daquela sala com fogo nos olhos, entro no elevador descendo e sem acreditar no que havia acabado de fazer.

As mãos soando, meu corpo quente e pernas tremulas. Sai do elevador pegando uma agua na recepção.

Deixo o copo no balcão e abro minha gravata, e adivinhem?

Meu pai sai do elevador, eu não o vi de imediato, então ele se aproximou de mim;

- Heitor espera.

Eu me viro passando a mão na testa, algumas pessoas olhando, a segurança próximo, olhando, pois ele não é de vir na recepção;

- Preciso de você aqui dentro.

- Na Presidência?

- Deixa esse seu ego de lado. Henrique Argollo preferiu que você voltasse ao que era antes, assim pode...

- Ele não manda aqui, é o senhor Pai.

Ele respira fundo, passa a mão na boca;

- Tudo isso, todas essas empresas, ações, tudo de nossa família é seu Heitor, não pode jogar tudo para cima por causa de um romance.

- Do que está falando?

- O meu testamento, você assumirá tudo, tudo. Estou dizendo que vai chegar a sua hora e....

- E o meu irmão?

- Não se preocupe com Augusto, ele vai ficar com algumas propriedades, Heitor o que quero dizer é que...

- Está ouvindo o que está falando? O senhor é louco? Está doente por acaso?

- Meu filho, me entende...

- Nem o senhor se entende quem dirá eu. Eu volto, quando quiser, no meu cargo, com Camilo, Matheus e Kleber de volta como sempre.

- Eu não posso...

- Eu também não.

Segui pela entrada principal, entrando no carro e saindo.

Eu tive um retorno no medico a tarde, e pedi que Kleber me acompanhasse. Pois ele pediu para ir na minha casa, mas concordou em me encontrar.

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