• @rgpatrickoficial

Clichê - Segunda Temporada - Cap. 15

#Helena/Samuel

- Que aconteceu filha?

- Paulina alguém tentou matar o Heitor. Estava ligando para o meu amigo que trabalha com ele.

- Que horror.

- Sim, estão investigando o que levou ele a fazer isso.

- E seu amigo?

- Está bem, vou aproveitar hoje e ir na casa dele, tem uns dias que não o vejo.

- Vai sim querido, deve estar desesperado, por presenciar algo assim.

Eu estava terminando o meu trabalho do dia, a Paulina já havia arrumado suas coisas para ir embora. E então meu celular chama, era o Kleber de novo;

- Oi amigo.

- Fui demitido acredita!

- Como assim?

- Aquele velho desgraçado.

- Meu Deus, e o Heitor?

- Não pude ver ele, mas vou para casa, depois falo com ele.

- Amigo estou saindo já, vou para sua casa.

- Helena, aconteceu outra coisa.

- Ai meu Deus.

- Luan abriu um processo de agressão contra o Thiago.

- Não brinca comigo Kleber!

- Acabou de me contar, to indo para a casa dele, assim que sair vai também, ele precisa da gente.

- Vou sim Kleber, ele sempre me ajuda na Casa 1, vou sair e vou direto.

- Te espero.

Nossa que dia era esse, eu arrumei minhas bagunças, desliguei as luzes, peguei minhas coisas e foi colocar a mão na porta, ela se abre do outro lado, era o Fabiano.

Tinha que ser;

- Vai embora?

- Sim, está na minha hora.

- Falta cinco minutos.

Respiro fundo e falo;

- Que posso te ajudar?

- Quero trinta e cinco dessas bermudinhas. – Ele entrega o desenho.

- Ta falando sério?

- Sim.

- Amanhã eu as entrego e você...

- Olha você não entendeu Samuel, quero para hoje, amanhã pela manhã essas peças têm que estar embarcando para Itália.

- E você me passa elas agora?

- É o seu trabalho, não queria estar na Petrini, sonho realizado.

Gente aquela bicha encubada sai desfilando, e eu na vontade de fazer ele comer aquele papel.

Que raiva, nem era por causa do trabalho, e sim por deixar meus amigos no vácuo.

Luan que sempre me ajuda sem nem pensar duas vezes e Kleber pelo que havia passado.

#Caio

Havia descido com o Kalleb e Leandro, a gente iria no mercado para a Julia.

Na metade das escadas ele recebe uma chamada;

- Que foi? – Olha para ele.

- É trabalho, tenho que subir.

- Beleza, vai lá, eu e o Kalleb compra as coisas.

- Valeu. Aqui ela me entregou quarenta. – Ele me passa o dinheiro.

- Falou.

Continuo descendo com o pequeno no colo;

- Seu pai entregou o dinheiro todo para a gente, que tal, comprar só sorvete?

- Não.

- Porque não? Você não gosta? – Eu já falo rindo com ele.

- Mas minha mãe vai brigar.

- Haha’ então a gente compra a metade?

- Ta bom.

- Rsrs, há espertinho.

Chegamos no mercadinho, e ele foi correndo para o colo do Senhor Divino, que ama o pequeno;

- Vou só pegar as coisas aqui. – Falo entrando.

- E sua mãe? Seu pai? Como estão... – Ele ria conversando com o Kalleb.

Abaixei no corredor tentando lembrar o leite que Julia havia pedido, e de repente o Divino entra correndo com o Kalleb;

- Calma, calma, deixa o tio mostrar uma coisa. – Ele entra protegendo o rosto do garoto.

- Que foi? – Me levanto.

Quando pergunto passa dois policiais correndo na porta, do outro lado da rua uma oficina de bicicleta os meninos descem a porta.

Eu vou aproximando para fazer o mesmo e escutamos tiros, eu passo a mão na porta descendo ela com força;

- Pro chão Divino. – Grito com ele.

Que deita ao canto das prateleiras mais protegido. E então mais dois tiros, e muitos gritos.

Kalleb começa a chorar, por causa do barulho, eu vou arrastando pelo chão até ele, tentando acama-lo.

- Você viu quem era? – Pergunto ao Divino.

- Só vi o fogueteiro.

- Leandro subiu o morro.

- Fica tranquilo, não vai ser nada.

Os tiros pararam, e ouvimos mais e mais polícia, carros chegando e passando rápidos, da mesma forma, esperamos os meninos abrirem as portas, para fazer o mesmo.

Divino deixou o Kalleb dentro da sua casa com sua esposa, por mais segurança. Quando abrimos a porta, os policiais estavam com algumas pessoas no muro revistando, quatro caras.

E tinha dois corpos sendo carregados;

- Caio. Na parede. – Divino me mostra.

Leandro estava sendo algemado;

- Puta que pariu.

Kalleb então vem com ela e eu pego ele no colo que estava assustado, bem nesse momento vejo o policial que entreguei o dinheiro naquele dia.

Ele estava subindo acompanhado quando me olha, ele vem em minha direção, e a única coisa que pensei;

- Qualquer coisa entrega o Kalleb para a avó dele Divino. – Falo segurando o pequeno.

Foi Deus, ou graças ao Kalleb.

O policial aproximou dizendo;

- Escapou dessa hein.... Você é o próximo. – Ele me encara.

Kalleb estica a mão para tocar na boina do policial, que sorri, mas eu tiro a mão do garoto, ele volta a me olhar com raiva.

Esperei os carros saírem para subir com ele, mas como notícias assim correm a favela sua avó desceu louca esse morro.

A coitada quando viu que estávamos juntos começou a chorar, isso de longe ainda.

Entreguei o pequeno, e ajudei ela com as compras, isso ainda tinha Julia que não saia de nada.

Fui para casa com aquilo na cabeça, o que o policial havia me falado.

Quando cheguei minha mãe estava com a televisão ligada, mostrava o Heitor saindo de um hospital em São Paulo e a manchete dizendo que ele foi atacado;

- Que aconteceu? – Fecho a porta da sala.

- É conhecido seu né?

- Irmão do Guto, que houve?

- Atacaram ele em uma palestra, um maluco, parece que o homem era um engenheiro e foi mandado embora da empresa, e ficou inconformado.

- Tem que ser maluco para fazer isso.

- Estão dizendo no jornal que ele tinha investido todo o dinheiro na empresa e foi mandado embora em seguida.

- Mas uma coisa não tem nada a ver com a outra.

- Esse mundo está perdido.

- Mãe.

- Oi.

- Acabaram de prender o Leandro.

- Mentira.

- Na frente da loja do Divino.

- Nossa meu filho, e agora, que vão fazer para criar aquele menino, gente e Julia. Coitada meu Deus, gravida e solteira de novo.

- Que dia é esse.

- Vou me trocar e ir ver se eles precisam de algo, pois... – Ela vai se levantando para seguir para o seu quarto;

- Mãe tenho que contar uma coisa.

- Que foi Caio!

Ela fica com as mãos na cintura me encarando;

- Eu menti para a senhora.

- Com o que?

- Não passei no teste do Palmeiras.

- Porque não me contou?

- Não queria decepcionar mais a senhora.

- Mentir para mim é me decepcionar Caio.

- Desculpa.

- Mas você saia todo dia.... E aquele dinheiro? Meu filho onde conseguiu aquele dinheiro?

- Foi no comando, eu fiz com eles.

Ela me acerta um tapa na cara, dos fortes dizendo;

- Não quero ouvir mais. Cala a boca.

Comecei a chorar na hora, não pelo tapa, e sim por decepcionar ainda mais ela;

- Quer acabar como seu irmão?

- Não.

- Quer, você quer Caio, quer que eu chegue em casa e pega seu corpo caído em algum cômodo dessa casa. – Ela gritava.

- Me perdoa mãe, eu não sabia...

- Cala boca! Que eu faço com você Caio? Me fala? Meu Deus, eu não mereço isso. Você está devendo eles?

- Não.

- Pelo menos isso, agora vai arrumar um trabalho, nem que seja vendendo agua na rua, mas se voltar a se envolver com esse tipo de gente, eu juro Caio, coloco você na rua, na rua meu filho.

- Tudo bem.

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