• @rgpatrickoficial

Clichê - Segunda Temporada - Cap. 08

Não sei como sai daquela sala, serio, estava muito tenso. Vou para minha sala e Kleber e Camilo entram em seguida.

- Nunca em toda minha carreira de trabalho com sua família vi seu pai calar a boca para alguém daquele jeito. – Camilo entra.

- Ele não vê meu irmão tem mais de tres anos, esqueceu que ele cresceu. – Falo tirando a roupa.

- Vamos para a Petrini, pensava que estava excluindo problemas, temos agora mais um carma. – Kleber fala arrumando as coisas na mesa.

- Vou preparar para sair. – Camilo sai da sala.

Entro no banheiro para me trocar, eu estava molhado de suor.

Bem no caminho eu liguei e contei sobre o que tinha acontecido na reunião para o Guto, ele não estava feliz, e sim puto, puto comigo, por eu não tomar a atitude, mas me compreendia.

Nem pude pedir ajuda com a Grife, ele iria me xingar, rsrs.

Bem eu vive nessas empresas, não tinha uma sabedoria como meu irmão sobre tudo lá dentro, mas compreendia tudo.

Quando chegamos, entramos pela loja;

- Kleber liga para a fábrica de Curitiba, e dê a ordem da demissão da equipe, como meu pai disse. Quero resolver isso, pois isso aqui vai tomar mais tempo que o normal.

- Tudo bem.

Entramos no elevador, que levou até o quarto andar, onde ficava todos os estilistas principais aqui da sede do Brasil, Kleber chegou na secretaria do andar;

- Peça todos os estilistas uma reunião de emergência agora.

- Sim, senhor.

Eu entrei na sala de reuniões e um rapaz estava com algumas pessoas, eu apareço na porta entrando, mas volto pedindo desculpas;

- Ei, desculpem, não percebi.

Eles sorriem e eu fico ao lado de fora;

- Estão vindo. Porque está de fora?

- Estão usando a sala.

- Heitor você pode entrar e mandar eles caçarem um rumo.

- Ei, fica na sua Kleber, está ainda na vibe de mais cedo, se aquiete.

Eles saíram da sala, e eu entro, o homem ainda estava recolhendo as folhas e deixando de lado na mesa;

- Desculpe por atrapalhar. Eu falo entrando.

- Não, fica tranquilo, a propósito, Misael Pineda, sou responsável pelo RH, e você? – Ele pega em minha mão, bem educadamente.

- Heitor Montanari, é um prazer.

Ele era grande, e bem sério, ele ficou branco na hora;

- Meu Deus, me perdoe senhor, eu não o conhecia.

- Ei, está trabalhando, eu que vim atrapalhar, tudo bem.

- Desculpe mesmo. – Ele fala pegando todas as folhas.

- Tudo bem.

Saindo Misael deixa algumas olhas caírem, quatro na verdade, aparentemente quatro currículos, eu abaixo para ajudar a pegar e adivinhem!

O Curriculum de Helena estava entre eles;

- Obrigado. – Ele as pega de minha mão.

- São novatos? – Pergunto.

- Não, são candidatas recusadas.

- Qual cargo?

- Para trabalhar com os estilistas.

- Você as recusou? – Pergunto.

- Não, eu as seleciono e apresento aos estilistas. Essas três foram recusadas pelo Fabiano. – Ele lê na folha.

- Me empreste sua caneta. – Pego a bic de seu bolso.

Puxo o curriculum de Helena e escrevo nele, assinando embaixo;

- Faça a contratação dessa garota, se for questionado mostre minha assinatura, é uma ordem direta da presidência.

- Sim, senhor. – Ele olha a folha assinada.

- Que ela não saiba disso. – Aponto para a foto da Helena.

- Deixe comigo.

Kleber começa a entrar com os estilistas na sala, e todos os seis se sentando, e surpresos por eu estar lá;

- Espero que estejam à vontade, e para o que será dito aqui, precisei vir pessoalmente representando a presidência.

- A Alexânia?

- Não Fabiano, Alexânia Amaro não é mais presidente dessa empresa, ela foi destituída essa manhã. E por enquanto irão continuar sem uma referência. Escutem, eu vive escutando minha mãe dizer que vocês são o coração desse lugar. A partir de hoje vocês serão uma pessoa, um concelho, tudo será decidido pelos seis presentes aqui, tudo irá passar pelo consenso acima de vocês todos os meses como de costume, mas terão que gerir como uma família essa empresa. Como se fosse sua, sua e sua. (...).

Fiquei um tempo decidindo coisas e pontuando muitas coisas com eles. Minha maior sorte foi eles serem de longa data e trabalhar a muito tempo ali, e me ajudaram muito, muito mesmo, para que chegássemos em um acordo, logico e aceitável.

#Helena/Samuel

O meu telefone chamou, Misael me deu o trabalho, eu estava na Casa 1 quando recebi a ligação, confesso ajoelhei no chão.

- Tudo bem? – Lucia chega no corredor.

- Consegui o trabalho! – Ela me levanta me abraçando.

Luan chegou nem nesse momento, ele entra olhando;

- Gente, está tudo bem?

- Eu consegui o trabalho na Petrini.

- Ai meu Deus, parabéns amiga. – Ele me abraça.

- E então Luan? – Lucia pergunta.

- Ele foi preso, por pouco estava saindo da cidade.

- Aí graças a Deus. – Falamos juntas.

- E o garoto?

- Vem. – Peguei a mão do Luan levando para a cozinha.

Poiso Breno estava no quarto, a Lucia foi pegar um café e sentei com ele;

- Esse vai dar trabalho, infelizmente ainda está desconfiado de nossa boa vontade, mas é normal na situação ele passou por um susto dos grandes agora.

- Assim como faço com todos aqui, irei defender o Breno. O agressor será acusado de estupro, tentativa de homicídio com “Animus Necandi” que é a vontade de matar, e crime de homofobia. Ele vai pagar pelo que fez.

- Ótimo, não podemos deixar eles escaparem assim. – Lucia serve o café.

- Excelente trabalho amigo.

- Relaxa, faço isso pelo mesmo motivo que vocês.

Ele contou algumas, coisas, e pediu para ir conversar com o Breno por um tempinho. A Lucia preparou algo para o pequeno comer também, e depois que Luan sai, pegando suas coisas.

- Olha vou nessa, as se precisarem me liguem ok.

- Porque a pressa? – Pergunto.

- Kleber está indo para Paris, tem ideia disso.

- Trabalho?

- Sim.

- Ele anda muito com Heitor né?

- Mais com ele do que comigo amiga, serio...

- Olha o Ciúmes. – Lucia aparece.

- Haha’ ainda não, só os lugares que ele conhece.

Como no dia seguinte seria meu primeiro dia de trabalho, fui embora, aproveitei a carona de Luan.

#Heitor

Dezessete horas de voo, do Rio de Janeiro para Paris. O doutor Gabriel não pode vir, mas enviou uma equipe de cinco pessoas, com um médico, enfermeiras e enfermeiros, o avião tivemos que utilizar um maior da AFAIR.

Como saímos de madrugada, dormimos o máximo que conseguimos e ao acordar, fiquei trabalhando com o Kleber, por horas seguidas;

- (...) Os projetos tem que ser revistos e revisados, e os treinamento dos pilotos estão atrasados, não podemos...

- Kleber um tempo por favor.

- Beleza.

- Um Wisky por favor. – Falo a aeromoça.

- Vai beber? – Ele me encara.

A poltrona que Kleber estava era rotativa, eu peguei e o viro de costas falando

- Camilo, você tem acesso ao compartimento de cargas?

Camilo que estava mais a frente sorri, respondendo;

- Não, senhor, deseja algo?

- Sim, coloca o Kleber lá.

Ele sorri levantando, e guardando o computador e agenda;

- Estou fazendo meu trabalho, e sem esse sorriso ai viu Camilo. – Ele aponta.

- Obrigado. – Pego o copo. – Faça um duplo, para o Kleber por favor.

- Sim, senhor. – Ela sai.

- Não vou beber, estamos trabalhando.

- Estamos trabalhando, isso é uma ordem. – Falo apontando o dedo para ele.

Mais algumas horas e chegamos, finalmente.

Isso era quarta-feira, nos voltaríamos na quinta-feira, então não era possível levar toda a equipe de médicos para o apartamento da minha mãe, então Camilo preparou eles, enviando para um hotel próximo;

- Eu vou com eles. – Kleber pega sua mochila.

- Não você vem comigo, e Camilo também.

- Heitor é a casa da sua mãe, vai curtir ela, sem trabalho vai ser melhor.

- Você é amigo da família Kleber, vem também, e Camilo não preciso nem dizer.

- Obrigado senhor. – Ele fala com a porta aberta.

Nós seguimos, em um percurso de uns vinte e poucos minutos, o Kleber que não conhecia Paris ainda, estava embasbacado, com tudo que estava vendo.

Quando chegamos o Camilo estaciona o carro e subimos carregando nossas próprias malas mesmo, sem problemas.

Uma das empregadas que abre a porta. O apartamento gigantesco, a sala estava vazia, a mesa de jantar que brilhava o reflexo.

No fundo vejo Guto se curvando olhando para gente. Como sempre, de bermuda sem camisa ele vem me cumprimentar, poxa muito tempo eu não tinha o abraço do meu irmão.

É de emocionar, ter ele por perto, o cheiro, tudo.

- Ah viado, demorou. – Ele me aperta.

- Saudades demais, te amo cara. – Falo em seu ouvido, segurando firme seu cabelo.

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