• @rgpatrickoficial

Clichê - Segunda Temporada - Cap. 01

“Bom dia Brasil, bom dia Ricardo a todos que estão nos assistindo agora, hoje segunda-feira dia 4 de Fevereiro de 2021, vamos começar aqui a atualizar vocês com as notícias do nosso estado...

- Bom dia Clarisse, a todos que estão conosco, e eu já peguei aqui a pauta de hoje com sede para falar. O Deputado Federal Henrique Argollo é oficial um dos maiores acionistas das empresas do conglomerado criado pelo Machado Montanari.

- Estava se especulando desse aumento do valor das ações no mercado, as empresas que andam muito bem, e agora foi confirmado, o Deputado do Rio além de outras empresas tem agora a uma grande fatia da Petrini, como acha que a Nice encarou essa decisão em Ricardo?

- Olha Clarisse, a Nice está muito apagada, desde o último lançamento de sua coleção, ela não aparece muito, agora morando em Paris, mas creio que seja problemas familiares mesmo. E como ela passou o comando total da Grife para o marido, não tem o que achar, é positivo, isso que tem que ser encarado.

- Sim Ricardo, mas ele agora tem uma parte grande, e como fica as decisões da empresa? Qual a influência dele na presidência?

- Olha primeiro, se ele não quiser mais o Edson ali, é só falar! Segundo a opinião dele não passa pela a do SEO, no caso o Machado! Mas tem um peso nas reuniões, e uma força tremenda.

- Iria ele tomar o lugar de Heitor Montanari?

- De forma alguma, Heitor está apito a ocupar o lugar do pai a qualquer momento, e é um profissional excepcional.

- Olha temos uma pergunta do twitter: “Ricardo, Nice Petrini é ou não é substituível? ” Responde para gente meu amigo.

- Eu, a Clarisse, a Nice qualquer pessoa é substituível, o que acho que quis saber é sobre o seu afastamento. Sim, eles conseguem levar a empresa mesmo sem ela, já a AFAIR não, ela é atrelada a uma figura, seja ela o pai, ou o filho. Agora a grife Nice Petrini é autossustentável. Porém o peso de alguém como ela na linha de frente é essencial, e a sacada de Machado como eu há havia falado, administrar e deixar ela só com a arte é jogada de mestre.

- Ótimo vamos para mais uma...”

Segunda-feira dia 4 de Fevereiro de 2021. Cidade do Rio de Janeiro.

Eu estava sentado à beira do campo de futebol aqui de Vila Isabel, o Caio e seus amigos jogando bola, é claro que não recusei assistir aquela tentação, um bando de macho lindo soado, correndo de um lado para outro com aquelas bermudas curtas.

Quando acabaram alguns passando por mim e cumprimentando, e Caio vem, senta no chão ao meu lado, pegando agua;

- Hoje está muito quente.

- Mais que o normal do Rio amigo, não sei como conseguem correr nesse sol! Estou na sombra e morrendo de calor.

- Ei, viu o com a camisa do flamengo? Atrás Samuel.

- Sei, que tem ele.

- Curtiu você!

- Rsrs, agora que estou quase casando você me arruma seus amigos né.

Ele abre um sorriso e me levanto;

- Pois diz que vai ficar sonhando, nesse corpinho aqui. Vai levanta logo, tenho que ir, o Kleber chega hoje de viagem. – Puxo ele pelo braço.

- Valeu galera, valeu “foguinho”, até “Cabelo”. – Caio se despede dos amigos.

E todo mundo me olhando, adoro!

- Ele está viajando muito né Samuel?

- Sim, fica mais com o Heitor do que comigo.

- Mas ele ganha muito bem para isso, não compraram a casa de vocês, então.

-Sim, eu dei sorte com ele.

Estávamos descendo a rua para casa do Caio, passando pelas vielas;

- Ei, mas que foi, você não vem me ver jogar!

- Queria conversar com você uma coisa antes de falar com minha mãe!

- E! Que foi? Sabe que não entendo desses hormônios que você está tomando Samuel.

- Caio não é isso, idiota.

- Que foi então? – Ele para cruzando os braços.

- Estou pensando em mudar meu nome!

- Como assim.

- Não me sinto mais confortável das pessoas me chamando de Samuel, olha para mim.

- Mas não gosta do seu nome?

- Eu gosto, mas não estou me identificando mais com ele.

- Pensou em qual?

- Helena Barcellos! Que acha.

- Eu gosto, de onde veio a ideia?

- Minha avó chamava Helena.

- Quer mesmo isso?

- Sim.

- É uma grande mudança.

- Amigo olha para mim, perna eu tenho, cabelo eu tenho, agora falta os peitos e o nome, rsrs.

- É não tenho o que discutir, suas pernas estão mais grosas que as minhas, e olha que treino todo dia.

- Já falei Caio, tem que entrar em um desses clubes de preparação, do Flamengo, do São Paulo, para ter mais visibilidade.

- Me deixa beleza, vou fazer o teste lá, e vou passar.

- Fico feliz que pensa assim!

- E a faculdade?

- É muito difícil, mas agora falta pouco, último semestre e pronto, até julho serei formada em Moda, pela UFRJ.

- Porra Samuel, ainda com a ideia de entrar na Petrini?

- Caio antes de conhecer o Augusto, antes do colégio eu sonhava em trabalhar lá, e vou conseguir.

Ele pega mais agua na geladeira;

- Falou com ele?

- Guto?

- Sim.

- Tem quase um ano já! Ele não aceitou voltar e trabalhar para o pai, como a mãe está morando lá, ele faz a faculdade por lá mesmo. E você?

- Mesma coisa, não tenho falado com ele a séculos.

- Só espero que esteja bem.

- É normal Samuel, nos afastarmos assim de pessoas do colegial.

- É eu sei.

Meu iPhone chega algumas mensagens e era o Kleber;

- Tenho que ir, ele acabou de pousar. – Falo pegando minha bolsa.

- Hum, vai lá então.

- Ai, está com ciúmes Caio?

- Não é que depois que terminaram viraram grandes amigos né.

- Pode parar, você é meu melhor amigo, é que ele é gay e me entende.

Ele vira o olhar mudando de assunto;

- Vai pegar ele no Galeão?

- Na AFAIR.

- Ah beleza, se não iria pedir uma carona.

- Aqui, vai de taxi. – Tiro quarenta reais da bolsa entregando para ele.

- Já estou te devendo do mês passado, não precisa.

- Beleza então, finge que esqueci. – Deixo sobre a mesa. – Eu vou e me manda mensagem se tiver notícias do Guto.

- Aviso sim. – Ele me acompanha até a porta.

- Tchau Caio. – Vou saindo.

- Nem um abraço?

- Não, que nojo, não abraço nem o Kleber depois do treino.

- Fresco!

De dentro do carro aponto o dedo para ele;

- Quer dizer fresca, tchau Helena.

- Te amo.

- Também.

Com o fim do nosso namoro há um ano, acabamos por manter uma amizade muito forte, como havia dito ao Caio, pela questão de ele meio que me entender, nos aproximou.

Bem a AFAIR ficava a um tempinho de onde eu estava. Logo que cheguei no prédio, há um loob gigantesco, até com café a esquerda e um monte de catracas a direita, com elevadores e escadas, tudo muito grandioso.

Cheguei na recepção, onde tinha um conhecido;

- Adorei que está fazendo a linha natural. – Ele diz sorrindo.

- As perucas fazem falta, e esse cabelo aqui dá um trabalho para cuidar, meu Deus!

- Com ele ainda dá para usar as perucas né?

- Sim, mas sem bater cabelo, rsrs.

- Amo, quando for de novo naquela balada me chama.

- Chamo sim, aí depois tenho que te contar uns babados! Menino posso subir, Kleber chegou?

- Sim, mas olha, elevador de serviço, pois chefe está no prédio. – Ele me entrega um cartão.

- Obrigado, fica tranquilo.

Segui as catracas subindo direto para o andar onde o Kleber trabalhava.

Quando a porta se abre, havia umas malas ao lado da mesa da secretaria, que é sempre bem simpática;

- Oi, quanto tempo Samuel.

- Pois é menina, já chegaram? – Aponto para as malas.

- Acabaram de desembarcar, estão ainda tirando as coisas do helicóptero, senta aí que chamo ele assim que puder.

- Tudo bem, obrigado.

Estava falando com minha mãe no whatsapp quando a porta da sala se abriu e saiu um segurança, depois o Kleber.

Com cara de cansado, cabelo meio que desajeitado, com seu terno inseparável.

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