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Clichê - Capitulo 9

Galera a pulseira do camarote que estávamos era dourada e sei lá, brilhante, e eu andei dentro do lugar e não tinha visto ninguém usando uma igual. Aquilo era um ima de mulher, rsrs.

Sai do banheiro, e o primeiro MC estava subindo no palco, e me perdoem, mas não me lembro quem estava no palco. No camarote, com o Samuel, Guto e o barman misturando e preparando bebidas, aquilo era quase um bar, de tanta coisa que tinha;

- Mano trouxeram o bar para cá? – Falo olhando as garrafas.

- Foi ideia do Samuel. – Guto aponta.

- Minha? Eu só disse que queria experimentar. – Ele fala cheirando algo no copo.

- Samuel você não bebe, vai ficar ruim no primeiro copo. – Eu pego um dos copos.

- Relaxa mano. – Guto diz.

Bem, ficamos ali os três sentados bebendo e conversando, até a galera ir chegando e os shows principais começarem.

Eu fui sair, quando o Samuel já estava dançando, pois quer dizer para mim que bebida “bateu”.

Desci e dei um role no baile com o Guto, e mano ele era muito massa, ia passando falando com as pessoas, trocando ideia com quem ele nem conhecia.

Houve um casal que eu derrubei bebida no cara, foi sem querer, e também nem molhou ele assim. Eu fui pedir desculpas e ele me segurou para dançar, mano, o cara estava dançando comigo, com a mulher e o Guto rachando de rir. A cena era eu, pedindo desculpas para o cara, e ele me segurando pela cintura, muito bêbado.

Olho para o lado o Guto dançando com a garota, viramos amigos ali em segundos eles estavam andando conosco no baile, como se fossemos melhores amigos, serio eles eram muito de boa.

Então encontramos a Bruna, ela estava em uma roda de vários caras, uns até conhecidos aqui do morro.

Eu beijei a Bruna, cumprimentando ela, e pego na mão de uns caras;

- Bruna esse aqui é meu amigo o Guto! Guto, Bruna. – Apresento eles.

Ele beija o rosto dela, segurando em sua mão, e acreditam que a filha da mãe, já vai toda, toda para cima dele.

- Ei e aí, veio com sua prima? – Falo em seu ouvido.

- Sim, Julia foi pegar uma bebida.... Não sabia que esse seu amigo era tão gato assim. – Ela me fala no ouvido.

- Está me tirando?

- Não, Caio, relaxa. Não namoramos mais esqueceu.

E então sua prima chega. Bruna estava muito gostosa, mas sua prima era fora de sério. De top, bermuda curta toda rasgada, e de jaqueta de couro, aquele cabelão solto, ela é uma morena Fodona, sabem!

Eu beijo ela e Bruna apresenta ela para o Guto, que já tem presença para um caralho, e também aquelas pulseiras, quase que chamando mais a atenção do que o palco;

- Estão onde? – Bruna segura meu pulso conferindo a pulseira.

- Lá, onde tem aquele louco dançando. – Aponto para o Samuel.

Guto chama a gente para subir, mas quem disse que encontramos o tal casal que estava conosco.

Nesse momento o baile já estava no grau, e eu também. Subimos, e ficamos bebendo, e dançando os cinco.

Então minha onda bateu, me perdoem, mas não vão ter muito da festa.

Lembro de quando o MC Livinho entrou, nos descemos todos com bebidas e ficamos no meio da galera. Por volta do meio do show dele, o Guto chega em mim, falando no ouvido que iria sair com a Julia.

A cara do safado ele iria dar uma, com a gostosa.

Eu até tentei algo com a Bruna, mas não rolou. O Samuel sumiu na festa.

Essas eram as lembranças que eu tinha depois de perder a memória da noite!

Na manhã seguinte eu acordei, não de ressaca, mas estava cansado, pernas doloridas, essas coisas. Até porque não misturei bebidas.

Ao abrir os olhos, vejo que estou na minha casa, na minha cama. Me levantei, pouco assustado e olhando ao redor, havia uma cama improvisada no chão onde o Samuel estava dormindo, e um espaço, ao lado e o celular do Guto estava por lá.

Ele continuou dormindo e eu fui saindo do quarto todo sem jeito. Olhei na casa e estávamos sozinhos. Peguei minha toalha e tomei um banho. Isso me ajudou a ficar melhor.

Saindo do banheiro escuto as chaves na porta, fico olhando e mano, o Guto entra com algumas sacolas;

- Acordou princesa? – Ele fala. – Me ajuda aqui viado.

Ele entrega as sacolas, eu pego algumas e abro;

- Que é isso?

- Café da manhã, não sei como acordamos tão cedo, rsrs.

- Chegamos que horas ontem? – Seguimos para a cozinha.

- Cinco! Sério, não se lembra de nada?

- Não.

- Vou fazer uma omelete aqui, você faz o café. – Ele pega a frigideira.

- Beleza, deixa só passar uma agua no corpo.

Fui ao banheiro e coisa rápida, até porque estava com fome. Voltei ao meu quarto e pego uma cueca e uma bermuda;

- Que visão maravilhosa. – Samuel fala.

Eu me assustei na verdade, pois acho que ele viu parte da minha bunda;

- Seu viado. – Jogo a toalha nele.

- Tem uma bunda gostosa Caio.

- Cala a boca.

Guto chega na porta do quarto;

- Ah acordou linda?

- Gente que vocês fizeram comigo ontem à noite? Estou todo dolorido. – Samuel senta na cama.

- Nós não fizemos nada, você que fez. – Guto diz rindo.

- Como assim? – Samuel já se apavora.

- Tu pegou uma menina Samuel.

- Ah, mentira. – Ele fala bravo.

- To dizendo, estavam dançando e depois subiu com a mina para o camarote e deu uns beijos nela lá.

Gente eu agachei no chão rindo, o Samuel ficou desesperado;

- Eu sou gay, não fico com garotas... Ai meu Deus, por isso eu não bebo. Isso é influência de ficar andando com vocês.

- Eu não, você quem pegou.

- Minha reputação vai por agua abaixo.... Eu não acredito nisso.

- Ta rindo do que Caio.

Ele me empurra;

- Porque?

- Ah mano, eu queria ter gravado, você abraçado com Samuel e falava para todo mundo que estavam namorando: “Ele é o melhor namorado do mundo”, “Amo muito ele”.

- Ta me tirando né mano.

- Pergunta a Julia depois.

- Mano que noite foi essa? – Falo vestindo a bermuda.

Todos seguimos para a cozinha, eles se sentaram, e eu estava passando o café;

- (...) Deixa eu ver, vocês deram um selinho.

- Guto ta falando que eu beijei o Caio? – Samuel todo animado, de boca aberta.

- Sim.

- Ai meu Deus, nunca mais na minha vida eu chego perto de álcool. – Samuel coloca as mãos no rosto.

- Não sei qual problema também te dei um selinho. Até dormimos juntos.

Ele fica extasiado, olhando, para ver se realmente era o que ouviu.

- Mano você bebeu demais, muito mais que eu e o Caio.

- Eu sei, nunca fiquei assim. Na verdade nunca bebi assim, minhas pernas estão me matando. Mas e você como se lembra de tudo, não ficou ruim? – Samuel pergunta a ele.

- Eu sei me virar né, haha fígado de ouro. Fico bêbado mesmo se beber tequila.

Eu sirvo o café me sentando e pergunto;

- Ei Guto, me lembro de ver tu saindo com a Julia, e aí pegou?

- Que menina massa cara, serio, inteligente, bonita, e gostosa para caralho, vai chupar gostoso assim lá na pqp.

- Comeu ela?

- Claro né paê!

- Podres, os dois! Mas Guto se tu lembra de tudo, como chegamos na casa do Caio?

- Ele me ensinou, a gente veio com ele guiando, mesmo “trilouco”, ele soube chegar.

- Nossa vou avisar minha mãe. – Samuel corre atrás do celular.

- Está no quarto, no chão, em cima das chinelas. – Grita o Guto.

A porta de casa abre, em seguida e meu irmão chega, já vindo direto para a cozinha;

- E aí irmão. – Ele cumprimenta o Guto.

Que corresponde com um aperto de mão, por estar de boca cheia;

- Guto esse é meu irmão Cauã.

- Só de boa? – Ele diz.

- “Sussa”. Qual é dessa mesa de café em? – Meu irmão puxa a cadeira.

- Senta aí fica à vontade. – Guto ajuda ele.

- Minha mãe mandou mais de vinte mensagens, eu estou morto... – Samuel retorna encarando meu irmão. – Oi prazer. – Ele fala pegando na mão do Cauã.

- Cauã, Samuel, Samuel, Cauã.

- Então, cadê a mãe?

- Mano, eu acordei ela não estava. – Respondo terminando meu café.

- Foi trabalhar, logo pela manhã, mandou você arrumar a casa e.... – Guto arrota, rsrs. – Está de castigo por ter bebido. – Ele aponta para mim.

- Aff, Cauã passa a noite fora e quem fica de castigo sou eu.

- Ah viado, você que é o orgulho da família, estava fazendo uns “corres” essa noite.

- Corres? – Pergunta Guto.

- Nada mano. – Interrompo eles.

Samuel estava assistindo Stories da festa, postada por conhecidos, e mostrando para a gente. Nossa eu até me arrependi de beber daquele tanto, por ter perdido parte da festa.

Mas valeu a pena, até porque Guto prometeu pagar o que eu bebesse.

Eu me levanto para pegar uma agua. Estudo um bater na porta;

- Relaxa, eu vou. – Falo ao Cauã.

Seco as mãos, e abro a porta.

Mano tinha um cara de terno na minha frente, dois perto de um carro, e mais dois afastados olhando a vizinhança em outro carro mais afastado, logo que abri me assustei para caralho, mas reconhecei eles do colégio;

- Bom dia, Augusto está? – Ele diz tirando os óculos.

Eu falo que sim com a cabeça e só sai de minha voz um;

- Aham.

Dou um passo para trás;

- Guto é para você. – Olho para ele.

O cara então entra ficando do meu lado, Guto se levanta, vem limpando as mãos, e com o copo de café na mão;

- Camilo? Como me achou aqui? – Ele pergunta.

Eu volto para a mesa com os meninos, para tentar deixar eles a vontade;

- Seu celular tem um rastreador senhor, e o carro que está usando também.

- É polícia? – Cauã pergunta.

- Não, fica de boa. – Empurro meu irmão, para calar a boca.

- Aconteceu algo?

- Sim, seu pai está indisposto, seu irmão e Valquíria me enviaram para você cumprir com um compromisso.

- Está falando sério? – Guto coloca o copo de lado.

Outro segurança entra segurando um cabide, e um par de sapatos e entrega;

- Sua roupa, troque que estamos esperando. – Diz o tal Camilo.

- Beleza. Mano vou trocar no seu quarto falou. – Ele me olha.

Eu confirmo com um “Joia”;

- Tem quantos aí de fora? – Samuel pergunta baixo.

Me sento onde estava e respondo, olhando para o Camilo, que estava falando algo no celular;

- Acho que uns 6.

- Ele é filho do governador? – Cauã pergunta.

Nós rimos dele, porque estava com o cú na mão de medo, ele só apronta;

- Não, estuda com a gente. – Respondemos.

Ele sai de calça social e camisa cinza, e paletó cinza, muito diferente do que a gente estava acostumado no Jaó.

Ele vem na mesa, pega na mão do Cauã, e depois me cumprimenta;

- Vou nessa, e faz o que sua mãe mandou.

- Relaxa pastor, eu vou. – Falo rindo.

- Pastor é paia! Ei, desculpe por isso beleza. – Ele aponta para fora.

- Relaxa.

- Ei Samuel, até, valeu por ontem à noite. – Guto beija a testa dele.

- Eu que agradeço, vai com Deus.

- Até.

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