• @rgpatrickoficial

Clichê - Capitulo 7

Eu sai daquele vestiário pensando comigo, se contar para o Samuel, ele poderia falar para o Guto e eles me matavam, mas se eu guardar para mim, estou sendo bem filho da puta com Guto que foi legal comigo, e com Samuel, que é um dos poucos que estão do meu lado aqui.

Fui para a casa pois ainda estava com aquela bomba dos dois celulares do Cauã na minha mochila.

Cheguei em casa putasso com ele. Logo ele pegou ambos e saiu.

Eu moro no morro do Grajau, uma comunidade aqui do rio, por incrível que pareça ao lado de Samuel.

Eu tirei a roupa, e deixei minhas coisas, indo na cozinha para comer algo, e minha mãe que estava arrumando as panelas comenta;

- Bruna veio te procurar hoje.

- Que ela queria?

- Não, sei, só estava perguntando de você.

- Depois envio mensagem para ela.

- Vou sair agora para o trabalho e você coloca as roupas no varal para mim em Caio.

- Pode deixar mãe.

Eu preparo um sanduiche ali para mim, e fico vendo as conversas do grupo enquanto comia.

Logo que terminei, peguei a bacia que minha mãe disse e subi as escadas para a laje.

Vou colocando as roupas, e estava ouvindo músicas no meu celular, quando o Samuel me liga.

Atendo, colocando o aparelho no viva voz, com ele preso em minha bermuda.

- Pode falar. – Digo pegando outra roupa.

- Lembra daquele papo seu e do Guto na casa dele?

- Que papo? Sobre as meninas?

- Não Caio, sobre o baile funk.

- Sim, “desenrola”.

- O Baile da Favorita, é agora!

- Sei não cara, é pesadão sabe.

- É que eu também quero ir, mas minha mãe, não vai deixar sozinho sabe.

- Mano vou ver e te falo, depois dou ideia no Guto.

- Beleza então, me fala qualquer coisa.

- Tranquilo, falou!

- Tchau.

Estava ali na laje, terminando de colocar a roupa no varal e a Bruna aparece na laje da sua casa, que fica uma da minha.

Mano ela estava de biquíni, toda gostosa, acho que iria se bronzear.

Cheguei a ficar “ligado”, com ela ali.

Bruna é minha ex, a gente terminou porque ela é impossível, era muito trampo namorar ela. É super gostosa, mas já deu para o moro todo, ela é bem safadona, rsrs.

Ela me olha, manda beijo, eu correspondo, e fico ali fingindo estar no celular, me sento em uma cadeira que la estava e fico alisando meu pau. Para vocês sacarem a atitude da garota.

Ela sentou de frente para mim, ficou aconchegante e simplesmente abre as pernas afastando a calcinha. Só o movimento das suas mãos fiquei duro.

Aperto meu “pacote” e ela sorri, pela abertura de uma das pernas mostro para ela.

Envio mensagem para Bruna, que estava sozinha em casa, aí sou eu, uma camisinha e fecho!

Início da próxima semana, eu sempre esperava o Samuel na frente da escola, próximo ao ponto de ônibus.

Entre os carros que deixam os alunos, e familiares, o aparato de segurança que andavam com o Guto era diferente.

Estou comentando, por estar fora da minha realidade.

Dois carros pretos param frente a escola, desce três caras do veículo da frente, um desses abre a porta do carro de trás, e Guto sai, até a entrada, onde eu estava, é acompanhado por dois dos seguranças, sempre um ficava com ele no colégio, e eles revessavam.

- E aí irmão. – Ele me cumprimenta.

- Bom dia, só de boa?

- Ótimo, cadê o Samuel?

- Está vindo.

- Ah, bom, temos um trabalho para apresentar hoje.... Chega aí. – Ele vai entrando.

Vou com o Guto que dizia;

- Samuel falou do tal baile funk, vai colar lá? – Ele ajeita a mochila.

- Não sei, to quebrado esses dias, e tenho que falar com minha mãe também. Ela ainda está engolindo aquela resenha na sua casa.

Ele sorri batendo em minhas costas;

- Relaxa, se cuidar de mim bêbado, eu pago sua entrada. – Guto aperta meu ombro.

- Fechado.

- Já é.

Ele iria entrar na classe de história e questiona;

- Tem aula onde agora? – Guto fica na porta.

- Tenho horário vago.

- Entra aí, eu e Samuel vamos dar um show aqui hoje.

- Beleza posso gravar? – Falo sacaneando Guto.

Ele só aponta o dedo para mim;

- Bom dia meninos. – Fabiano fala da primeira cadeira.

- Bom dia. – Falo meio sem graça.

Entro na sala, e fico no lugar do Samuel. Quando me sento, coloco o celular na mesa e a mochila de lado. E Bruna envia mensagens;

- Sua mina? – Ele pergunta abrindo o seu livro.

- Não, dá trabalho demais, só pego as vezes.

- Aí sim, deixa eu ver! – Ele pede o celular. – Posso?

Ele pergunta mostrando a galeria;

- Não, eu te mostro, aí vai ver meu pau. – Pego o celular.

Mostrei umas fotos da Bruna para ele, que curtiu é claro, ela é bem gata na verdade;

- Mano terminou porquê?

- Porque eu e o moro, no Grajau todo já comeu.

- Haha’ também quero, ela é super gostosa.

- Não, mas se for no baile mesmo, tem a prima dela... Julia, posso dar ideia nela.

Falo procurando o Instagram dela.

- Mas essa você já pegou?

- Não, só fiquei na vontade, rsrs.

- Ela é perfeitinha demais.

- Sim, mina bem presença.

Mostrando os vídeos da Julia dançando funk e o Samuel chega, olhando a tela do celular;

- Estudando em Guto? – Ele fala ironicamente.

- Ele acha que é minha mãe agora! – Guto fala para mim.

- Ei está no meu lugar Caio.

- Senta aqui. – Bato a mão em minha perna.

- Duvida? – Samuel senta no meu colo.

O Guto rindo e eu comento;

- Cuidado vai te machucar, é grande demais.

Ele se levanta, porque o professor entra na sala, nós estávamos rindo, mas ficamos sério quando ele olha;

- Temos plateia hoje? – Ele me olha.

- Só vim assistir à apresentação dos meus amigos professor.

- Ficando calado Caio, esteja à vontade. Já que falou.... Por favor, Samuel e Guto, aqui na frente.

Ele passa na primeira fileira mandando todo mundo guardar os livros, pergunta se os meninos estão com alguma cola. Vem seguindo para o fim da sala e senta no lugar do Guto, abre o seu caderno e fala;

- Vocês estudaram?

- Sim. – Ambos respondem.

- Guto por favor nós fale sobre a Revolução Industrial, o Senhor Samuel pode ficar quietinho aí.

- Ai, caralho! - Guto solta.

- Já começou? – O Professor é irônico.

A turma ri, e ele então começa a apresentação;

- A Revolução Industrial compreende-se no período a partir da metade do século XVIII com o advento das máquinas onde os artesões saem da manufatura para os trabalhos com as máquinas movidas a carvão (...).

Ele gesticulava, ele andava de um lado para o outro, e comandava a atenção das pessoas, eu estava ali para gravar e zoar ele depois, mas não havia graça.

Eu estava vidrado em Guto apresentando. No meio da explicação ele gagueja em um assunto que não dominava cem por cento, e encara o Samuel, que sem a autorização do professor fala;

- A segunda etapa ocorreu no período de 1860 a 1900, ao contrário da primeira fase, países como Alemanha, França, Rússia e Itália também se industrializaram (...).

Os dois fizeram uma puta apresentação de quase quarenta minutos, e no final não houve perguntas. O Samuel sabia de tudo, mas o Guto que tinha a desenvoltura diante as pessoas. Então um passava o assunto e o outro “espalhava”.

Por fim, batemos palmas e o professor deu nota máxima para eles. O Samuel estava flutuando né, dá para imaginarem.

Nessa manhã, eu vive o que o Elias falava, pois no intervalo, eu me sentei com o Samuel, e mano, o Guto senta do meu lado, eu cheguei a me ajeitar no banco, puxo minhas coisas;

- Relaxa. – Ele fala.

O Samuel continua o que estava falando;

- (...) um Short curto que eu tenho, uma jaquetinha básica, e estou pensando em pintar minhas unhas... De vermelho. Nossa tenho que cortar meu cabelo... – Ele olha o reflexo no celular.

- Qual é o assunto? – Guto pergunta.

- Samuel está decidindo a roupa para o baile, nem sabe se vai, e está fazendo planos. – Abro meu suco.

Ele faz careta para mim, e Guto pergunta?

- Não vai porquê?

- Tenho que pedir minha mãe, e andei aprontando estes dias, não sei se ela vai deixar.

- Caio não mora perto de você?

- Sim.

- Vai na casa dele, e pede sua mãe... sei lá, fala que estão ficando namorando e pede ela. – Guto joga essa ideia.

O Samuel amou a ideia né, Guto disse porque não seria ele que faria isso;

- Não, porque não vai você? – Deixo os talheres.

- Tenho que escapar de cinco seguranças para conseguir ir nessa festa, e não custa nada. Que acha Samuel? – Ele coloca mais lenha na fogueira.

- Eu acho um máximo.

- Não vou.

- Ah vai Caio, não custa nada. – Samuel pega em minha mão.

- Já falei eu não vou fazer isso.

Primeiro sábado do mês de março, as seis e cinquenta da tarde, eu estava na porta da casa do Samuel, com uma cara de velório.

O acordo era eu fazer isso e Guto pagar toda minha bebida da noite!

51 visualizações
Assine para ser o primeiro a receber os capítulos 

Siga a gente:

©2015 por Armário Erótico Todos Direitos Reservados. Criado orgulhosamente com Richardson Garcia