• @rgpatrickoficial

CLICHÊ - Capitulo 5

- Cala a boca idiota. Ei vai ficar? - Ele me pergunta.

- Não vou para casa.

- Vou colocar as bebidas no frízer. - Elias passa com os meninos.

- Vamos no banheiro comigo meninas? - Marcela sai.

E o Fabiano acompanha elas;

- Vou chamar a Raquel! - Guto fala seguindo.

- Calma aí, fica mano. - Caio segura meu braço.

- Não, vou embora.

- Fica Samuel, pelo menos me faz companhia. Também, estou deslocado aqui cara.

- Porque não vai embora? – Pergunto.

- Ele vai ficar. – Caio diz quando o Guto volta.

- Beleza.

Para ter acesso ao deque a piscina, tinha umas portas gigantescas de vidro, os meninos abriram elas e aquela brisa entra na casa, dando passagem para aquele pedaço de paraíso;

- Me chamou senhor? – A Raquel aparece.

- Sim, é que eu vou embora. – Falo para ela.

- Fica e faz companhia para o Caio, vamos beber, ficar na piscina e ouvir uma música, relaxa. Coloca suas coisas lá embaixo, beleza. – Guto diz.

Meu olhar de raiva querendo matar o Caio. “Você me paga Caio.”

Desço as escadas com ele me seguindo;

- Mano esse lugar é animal.

- Pois é.

Música, bebida e piscina, foi o que Guto disse, uma hora depois o funk estava estralando aqueles vidros, que eu até sai de perto com medo de quebrar, bebidas espalhadas por todos lugares, todo mundo na piscina igual a loucos, e eu que fiquei para fazer companhia a Caio, mas ele estava lá dentro na maior bagunça;

- Chega aí Samuel, a água está ótima. - Ele grita.

- Não relaxa, estou ótimo.

Guto sai da piscina e vem em minha direção. Mas não é um garoto normal, não é possível, ele é muito fora da curva, não sei se por me chamar a atenção seu estilo.

De relógio, colar e uma bermuda rosa, que tinha, mas a bunda dura ali dentro. Como eu mesmo havia descrito para vocês, ele é magro, tem uns músculos, nos bíceps e peito, até porque faz natação, e tem um belo par de coxas, para mim pacote completo;

- Vai entrar ou vou ter que te jogar?

- Pelo amor de Deus, esse cabelo não fica assim sozinho, sai de perto.

Ele segura em meu braços sorrindo, e fui salvo por um anjo enviado de Deus!

- Fala Guto. - Ele chega por trás cumprimentando. - Olá, sou Heitor. - Ele estende a mão para mim.

Eu quase beijei aquela mão;

- Olá.

- Que foi que chegou agora? - Guto pergunta

- Vim pegar uns documentos do papai, Marcela está aí? - Antes de ele terminar de falar ela grita de dentro da piscina.

Ele se aproxima e tira ela da piscina, e os dois sobem as escadas;

- Quem é? - Pergunto.

- Meu irmão.

O cara era totalmente ao contrário de Guto, cabelo preto todo cacheado, olhos castanhos claros, e um bigodinho muito fofo, ele era fofo, carismático e muito bonito. Estava de terno, com uma pasta de lado.

Já o Fabiano estava na piscina, e dos meninos ele era o que tinha o corpo mais bonito, é um cara padrãozinho, vocês sabem como são. Ele me parecia bem arrogante e metido, muito metido.

#Caio Victor

No Rio de Janeiro não faz frio, rsrs. Mas quando sai daquela agua quente, o vento que estava, procurei desesperadamente uma toalha, me sequei e coloquei uma blusa.

Onde o Samuel estava sentado era um estilo de sofá, eu não sei o nome.

Me aproximo ficando ao seu lado;

- Que está olhando. – Falo secando as pernas.

- Heteros de bermudas floridas dá mal contato no gaydar. – Ele aponta para a minha.

- Rsrs, sai fora.

- Eu to querendo sair, tem muito tempo, mas fiquei por causa de você. Vai me pagar por essa, Caio! – Ele estava com os pés no sofá e coberto por uma manta que havia.

- Desculpa. – Falo secando meu cabelo e rosto. – Mas tenho que me enturmar, e eles me chamaram, não pude recusar.

- Ainda está difícil?

- Ganhei uma bolsa por ser o melhor atacante do campeonato estudantil do estado, e me colocaram no gol. Tem ideia disso.

- Sei bem como é ser o excluído. – Ele diz olhando os meninos na piscina.

- Você que tem sorte, está de boa, na casa do Guto, estudam na mesma classe, você pelo menos está com o Cara que todo mundo puxa-saco.

- Não sei não viu, tem ideia do quanto essa festa está chata.

- Haha’ acho que deve ser só uma social. Levar eles em um baile funk na comunidade, “bota fé”. – Falo cutucando ele.

- Vão ser roubados, isso sim.

Nós rimos juntos e o Guto se aproxima se secando;

- Qual é a graça? – Ele me encara.

- Fazem isso quantas vezes na semana? – Aponto para a piscina.

- Não, sei, às vezes, quando não tenho ninguém em casa, que é sempre. Mas íamos mais para a casa do Fabiano, até o Elias quebrar uma estátua caríssima, desde então, ficamos aqui. Porque?

- Falei com o Samuel, que você iria curtir um baile na favela.

- Eu já fui.

- Haha’ não foi onde eu moro no Grajaú!

- Ué depois a gente marca. Pega aí... – Ele me entrega uma cerveja. – Vai querer uma?

Guto oferece a Samuel;

- Eu não bebo.

- Não gosta de cerveja?

- Não.

- Ei, você.... É vem aqui. – Guto chama um cara que estava cuidando das bebidas.

- Sim.

- Prepara uma caipirinha, por favor.

- Sim, senhor.

- Mais fraca ok. – Ele avisa o barman.

- Ok.

- Guto eu não bebo, não precisa. – Samuel repete.

- Vai experimentar, você vai gostar.

O Heitor, desce as escadas, beijando Marcela e vai embora. Ela vem se aproxima de nós, chega sentando no colo do Guto beijando ele no rosto.

- Estou confuso, vocês namoram? – Samuel pergunta.

Os dois riram muito, muito mesmo. Até porque ele estava de costas par ao interior da casa;

- Claro que não, meu irmão namora ela.

- Nossa ele parece ser mais velho. – Samuel comenta.

- Ele tem vinte e quatro anos.

- Sua caipirinha senhor. – O rapaz serve.

- Aí eu também quero. – Fabiano chega na turma.

Fabiano chega e pede uma também;

- Dividi comigo, ele está me forçando beber isso. – Samuel diz.

- Vai bebe. – Guto fala.

Ele vira, e sem fazer careta, experimenta, prova novamente, isso a gente já estava rindo;

- Não é tão mal, tem álcool aqui?

- Sim. – Marcela diz sorrindo.

Ela estava de boa assim, porque estava meio bêbada, e acho que o Heitor deu uma com ela lá em cima, nesse tempo, que a garota voltou flutuando.

Ela entra novamente na piscina, o Fabiano fica sentado conversando com o Samuel, até porque eles estavam dividindo a bebida, e Guto senta na cadeira do meu lado;

- Vai pegar ninguém não Caio? – Guto senta do meu lado.

- Não, vou deixar para eles. – Olho na piscina.

- Mano, o Elias é mô fraco para chegar em mina assim, e também namora. Os meninos nem vou dizer, vai lá, acho que tem chance com a loirinha, esqueci o nome dela, Ana, Maria, não sei, dá ideia.

- Valeu.

Essa menina era uma das duas gostosas que a Marcela trouxe, ela estava à beira da piscina bebendo, eu cheguei sentando e ela me puxa para piscina, fazendo eu molhar a única blusa que havia trazido.

Com isso foi fácil, só cheguei falando que não tirei os olhos dela desde que chegamos, que ela é muito linda, parece ser uma mina diferente, e eu não ficaria feliz se não beijasse ela naquele dia. Pronto.

Beijei ela no canto da piscina e os meninos começaram a gritar e jogar agua, fazendo graça mesmo;

- Ai sim, Botei fé em você Caio. – Guto grita com a cerveja apontando para mim.

Pois bem, eu fiquei com a Mariana, depois saímos da piscina.

A Raquel trouxe uns aperitivos para a gente, e sentamos todos próximo a Samuel, comendo e bebendo, pela hora não voltamos mais para a piscina.

Todo mundo se vestindo e eu comento;

- Samuel tem uma camiseta sobrando aí, molhei a minha.

- Não tenho Caio, só trouxe meus materiais.

- Ei, chega aí, pego uma para você. – Guto se levanta.

Entramos, subindo as escadas e seguindo pelo corredor, até a última porta.

Mano aquele quarto parecia o quarteirão de minha casa de tão grande, ele tinha uma sala dentro do seu quarto, com sofás brancos, como neve. Um lustre prata, muito foda, a cama ao fim parecendo aquelas das lojas “Tok & Stok”. Logo que se entra tem acesso a essa sala, a cama ao fundo com a melhor vista é lado e a esquerda, uma parede com várias portas gigantes.

Guto se aproxima e empurra na maior facilidade uma dessas portas, e abre um estilo de quartinho, eu me aproximo, para ver melhor. Se tratava de um closset, trabalhado nas cores amarelo e preto, bem minimalista.

Eu sinceramente nem entrei, fiquei olhando de fora, com gavetas espalhadas, cabides por todo lado e mais um sofá lá dentro ao lado de um espelho, que ia do chão ao teto.

Ele escolhe uma no cabide e me entrega;

- Experimenta.

Eu a coloco, e exatamente meu tamanho;

- Ficou bom?

- Sim! – Entro olhando no espelho. – Ficou “Chave”.

- Preto... Preto.... Aqui essa bermuda rosa e se precisar de cuecas pode pegar aqui.

- Não mano, não precisa.

- De boa, naquela gaveta são as que não usei ainda.

Eu me virei abrindo e escolhendo uma, mas quando olho a roupa que ele me entregou estava com etiqueta;

- Guto, mas nem usou ainda mano. – Falo puxando a etiqueta.

- Relaxa, fica de boa aí.

Olho a etiqueta, fiquei até com medo;

- Mano isso aqui é Nice Petrini, não precisa... – Falo assustado, mas logo me ligo. – Ah esqueci deve ter milhares dessa...

- Relaxa, troca aí e desce beleza. – Ele puxa a porta.

- Beleza.

Mano para que alguém precisa de tanta coisa, tudo sem usar, eu me vesti, peguei a roupa úmida e sai.

Quando desci as meninas estavam indo embora, e aproveitei para ir também, eu e o Samuel saímos no mesmo carro.

Eu levei uma cerveja para ir bebendo e ele quando vê o que eu estou vestindo, e puxa a garrafa da minha mão todo puto;

- Ei! – Grito com ele.

- Tem ideia do valor dessa roupa que está usando? Não pode derramar cerveja nela.

- Eu sei.

- Caio deve estar usando uns seis mil reais, com essa camiseta e bermuda.

- O QUE? – Falo passando a mão na camiseta.

- Sim.

- Caralho ele me deu, nem tinha usado.

- Normal, deve usar e jogar fora né.

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