• Richardson Garcia

Clichê - Capitulo 42

Minha mãe bate no vidro, acenando para a gente, e fizemos o mesmo correspondendo.

O Médico chega, a Raquel acompanha ele que vai subindo as escadas, eu e Heitor entramos em casa, e ela volta. Nas escadas mesmo diz;

- Ele pediu uns minutos, irá fazer uns exames e chama vocês.

- Tudo bem.

Meu irmão fica no celular, e sentado em uma das poltronas olhando para fora;

- Acha que ela pode ser afastada da Grife? – Pergunto.

- Não, nem tem essa possibilidade.

- Na semana passada houve momentos em que ela parou de desenhar, dizendo estar fazendo outras coisas. E também quis cozinhar na copa dos funcionários da loja.

Ele se aproxima e senta do meu lado;

- Seja o que for acontecer ela tem eu, você e o papai.

- Nosso pai não quer saber dela Heitor.

Ele olha para fora, e volta a me olhar;

- Vai ficar tudo bem.

- Só me promete uma coisa.... Se chegarem a afastar ela, você tem que proteger a grife, não deixa o papai colocar a mão de vez.

- Relaxa Guto, ele nem está de olho nisso.

O Doutor Gabriel cossa a garganta nas escadas, chamando nossa atenção;

- Podemos meninos?

Nós seguimos ele até o quarto da minha mãe.

Ela estava com medidor de pressão no braço, sentada na cama acomodada com travesseiros, a cadeira do lado do Gabriel, ao lado sua pasta, e no criado mudo alguns papeis e uma caneta, eu dou a volta e subo na cama, ficando do lado dela, me irmão fica de pé nos pés da cama;

- Bem, tenho boas notícias, a senhora já pode voltar para o trabalho, está forte e dispostas, que posso perceber. – Ele retira o aparelho do braço dela.

- Muito filho.

- Como havia dito, peço uma pessoa para lhe acompanhar, sei que está com lançamento novo da grife, é muito trabalho, muita cobrança e muito estresse. Como eu expliquei a você Nice, essa pessoa é para te auxiliar, como uma secretaria.

- Eu gostei da ideia, que achou em filho. – Ela pega em mim.

- Ótimo né mãe.

O Gabriel guarda suas coisas, e diz;

- Nice agora nós temos que conversar sério, vou te contar uma coisa, e peço que não se preocupe, quero que fique bem e tranquila.

- Hum, ok.

Ele segura e aperta a mão dela, eu sinceramente não sabia que ele iria falar isso;

- Irei gravar essa conversa, ela ficara disponível para você.

- Ok. – Ela olha para nós.

- No último domingo, depois de analisar, e fazer uma bateria de exames, cheguei a um resultado, e depois de lhe acompanhar venho dizer que Nice, você sofre de Alzheimer. A doença está em uma fase inicial, e você já está sentindo alguns vestígios dela.

- Alzheimer? Isso é muito sério doutor.

- Sim, é muito sério. Mas olha para mim. – Ele apoia a outra mão sob a dela. – Por isso sua família está aqui, eu estou aqui, e vou lhe acompanhar a partir de hoje. Quero dizer que sim, é uma doença seria, e que no momento eu gostaria que você não se preocupasse. De acordo com meus estudos seus sintomas estão demorando aparecer, de acordo com estatísticas, quando é assim, a doença de certa forma é mais branda. Mas não diminui sua periculosidade.

- E meus filhos?

- Já conversei com eles, com seu marido, e sempre estarão cientes de como te ajudar.

- Eu posso para de desenhar? Posso ser afastada do meu trabalho?

- Sim, pode chegar a esse ponto, em dias, ou meses e até anos, mas vai chegar. Quer saber de algo mais?

- Acho que é muita informação para um dia.

- Ótimo, quero que os três escutem bem.... Estamos falando de uma doença complicada, e que afeta toda a família, mas com os cuidados corretos, podem enfrentar muito bem ela como qualquer outro desafio.

Ela começa a chorar, ele pega uns lenços, e eu deito abraçando ela, na posição que eu estava consigo ver que Heitor estava limpando as lagrimas também.

- Posso falar rapidinho com vocês aqui de fora? – Ele se levanta.

Nos saímos e ele fecha a porta, meu irmão ainda muito abalado;

- Eu quero dizer uma coisa a vocês.... Não sabemos como a nossa vida, a minha, a sua ou da sua mãe vai terminar, quando se tem uma pessoa com Alzheimer na família, procurem dar carinho. Mesmo, mesmo que ela nem note a sua presença, a gente nunca sabe o que elas percebem. Então procurem dar carinho, e digo não só verbal, e sim físico mesmo. Pega a sua mãe, abraça, beija... sabe, aperta a mão dela. Mesmo que ela não reaja, faça isso! Vocês não vão se arrepender.

- Isso não vai acontecer, de forma alguma. – Falo olhando em seus olhos.

- Não, não irá. – Meu irmão concorda.

- Ótimo, vou tentar acalmar ela um pouco, me deem alguns minutos.

- Ok.

Ele volta para o quarto.

Nesse dia depois de muito, muito tempo nós jantamos juntos, nós, digo eu meu irmão e minha mãe.

Ela ainda participou de uma reunião por vídeo chamada com gerentes da unidade da Itália, me mostrou um estudo que havia feito para os próximos anos da marca, fiquei com ela no quarto até dormir, meu irmão nos acompanhou, mesmo estando trabalhando a todo momento.

- Ei ela dormiu. – Falo saindo da cama.

Ele pega o computador da mesa e saímos de fininho do quarto, eu levo a mochila dele junto, para ajudar;

- Não te contei, tive um puta sonho estranho essa noite.

- Que foi Heitor? Pesadelo?

- Quem dera, foi perto! Mano eu estava pilotando a nova unidade de helicópteros da AFAIR e a porra caiu!

- Que papo é esse, vira essa boca para lá.

- O estranho é que eu estava sozinho, mas quando estava caindo vi uma cobra no painel saca.

- Você é de sonhar assim?

- Não sei, sempre sonho voando, mas nunca caindo, não que me lembro.

Deixo a mochila na sua mesa e vou saindo do quarto;

- Já vai dormir?

- Não, acho que vou no Luan.... Porque quer companhia para dormir.

Ele sorri dizendo;

- Vai lá.

- Boa noite.

- Boa.

Pego minha carteira e carregador de celular, descendo todo animado, as luzes da casa já por “meia luz”, pego o elevador até a garagem e vou nos armários das chaves, pego a chave da Evoque, saindo, todo feliz e alegre por estar sozinho.

Depois de passar pelo jardim o porteiro vai abrindo o portão e do lado direito um carro liga os faróis, ao passar, o Camilo sorrindo para mim.

Que Vácuo!

Luan morava a uns trinta minutos de minha casa, pelo menos me deixaram ir pilotando, mesmo não podendo.

Virei a esquina de sua casa por volta de dez e vinte da noite, e Luan, estava com Kleber sentados a calçada, estacionei ao lado, como estava ouvindo música, deixei a porta do carro aberta para ficarmos ali mais tranquilo.

Eu desci cumprimentando ambos, e beijando Luan, ficando sentado em uma cadeira ao seu lado.

Ele estava de bermuda florida normal, e regata preta, pelo calor do rio a essa hora, já Kleber estava todo arrumado, tênis preto, calça jeans clara, com um rasgo deixando a mostra um dos joelhos, camiseta branca, com mangas bem curtas, deixando os músculos bem a mostra, boné bege cor da pele, e estava bebendo algo;

- Vai sair? – Pergunto me ajeitando.

- Não estou chegando.

- Nossa cedo assim.

- Ele foi ver o Samuel. – Luan responde.

Encarei ele, por um segundo, olhando nos fundos dos seus olhos;

- Gosta dele?

Kleber sorri, mostra um sorriso diferente e diz;

- Não estou apaixonado, mas ele é diferente, eu gosto de estar com ele.

- Ele é muito especial. – Ainda em contato direto eu falo.

- Eu sei.

- Sim eu conversei com o Kleber sobre isso! Nada contra o Samuel, mas entrar um relacionamento com ele é enfrentar a causa de frente. – Luan comenta.

- Espero que tenha bastante certeza do que está fazendo. Eu gosto muito dele, acho que já percebeu isso.

- Já sou bem crescido e sei onde estou entrando, não conversamos sobre, mas se acontecer eu estou pronto. Obrigado pelas palavras, mas sei me cuidar e cuidar das pessoas que eu amo. E com Samuel não será diferente.

Ele diz, movendo o copo em que estava;

- Falou bonito amigo. – Luan toca nele.

Kleber sorri e coloca o copo em minha direção;

- “Amarula” Guto? Aceita?

- Nossa isso é “Amarula”, pensei ser leite. – Pego o copo.

- Haha’ sim, com álcool. – Ele continua rindo.

Eu bebi e ficamos compartilhando aquele copo ali, os meninos dentro do carro, com uma distância maior.

Depois de uns minutos percebi estar em frente à casa de Kleber e não de Luan, próximo as onze da noite, um carro para em frente à casa do Luan, a sua mãe desce junto a Thiago. Ele olha para nós é claro. Por educação sua mãe vem me cumprimentar, me beija e abraça e depois volta eles tiram umas sacolas do porta malas e entraram.

Mas somente Thiago sai, vem em nossa direção, com uma chave e entrega para Luan;

- Sua mãe já deitou. – Ele não olha para nem um de nós.

Volta entrando no carro e vai embora;

- Acho que ele está vendo que é sério. – Kleber comenta.

- Não, só está vendo que não sou mais o idiota que ele conheceu.

Eu conversei e expliquei a situação de minha mãe, para eles, até porque explicaria meu afastamento da semana passada.

- Você só está enchendo a cara Kleber, nem vem que você vai contar para ele, essa bomba não vai ficar para mim não. – Luan pega o copo.

- Está falando de mim? – Pergunto a ele.

- Ai meu Deus, porque não fala você, vai para cara já vai dar para ele aproveita e conta.

- Que foi gente?

Luan passa a mão na cabeça, e responde;

- Kleber viu seu pai beijando outra mulher na empresa.

- Eu não estava “curiando” ninguém. – Kleber fala rápido.

- A Alexânia? – Pergunto a ele.

- Sim, Presidente de Marketing.

- Mas gente, ele colocou ela nesse cargo, é muito filho da puta.

- Você já sabia?

- Sim Luan, minha mãe sabe... Mano longa história.

Ficamos até depois da meia noite conversando e sim, acabamos com metade de uma garrafa de “Amarula”.

- Olha foi ótima a conversa, Guto tem que vir mais aqui. Amigo vou dormir. – Kleber se levanta.

- É vou entrar também, está tarde.

- Eu vou porque não namoro meu chefe, para poder faltar. – Kleber me olha.

- Se namorasse Heitor trabalharia em casa.

- Serio isso?

- Meu pai dorme 4 horas por noite, para ter ideia.

- Deus me defenda, eu amo Realengo, cuidado viu Luan, olha para onde ele está te levando.

A gente ri e eu falo;

- Comigo vai ser do mesmo jeito, dormir só quatro horas por noite...

- Porque, vai trabalhar também? – Luan pergunta.

- Sim, mas de outro jeito, e na cama. – Falo beijando ele.

- Hum, senti uma indireta.

Kleber se despede entrando, eu ajudo o Luan com as cadeiras e uso o banheiro, depois indo para o seu quarto, ele estava deitado;

- Ei preciso ir.

- Fica, dorme aqui.

- Não sei cara. – Falo aproximando.

Eu deito beijando ele e meio que esquenta as coisas entre a gente.

- Calma aí. – Ele se levanta para fechar a porta.

Nesse meio tempo eu envio mensagem falando a Camilo que iria dormir ali.

Luan apaga as luzes deixando o abajur acesso e tira a bermuda e a camisa, voltando a deitar, eu me ajeito nos travesseiros e ele vem de quatro sob mim beijando minha boa e massageando minha “mala”.

Tira minha camiseta, mordendo meu pescoço, sarrando em mim, caralho que delicia, ele vai descendo, e descendo, e morde meu membro sob a bermuda.

Logo a desce e passa a língua e morde minha cueca de algodão, que tinha um ótimo toque com sua boca molhada, eu sentia por dentro do tecido seu “calor”.

Meu tesão estava de um jeito que segurava seu cabelo colocando seu rosto contra minha cueca que a esse ponto estava molhada, por ambos.

Luan tira meu membro sem as mãos, até porque não estava difícil pois ele saltou da cueca de tão duro. Mano veio uma mistura de boquete com punheta, que parei para olhar, que era aquilo.

Forçava para ele engolir até onde conseguia e fazendo o engasgar, mas enganado estava, o cara me mete logo uma garganta profunda de primeira, cheguei a me contorcer, apoiando em suas costas.

Fico de joelhos, para poder ter uma visão de sua bunda e enquanto literalmente “fodia” sua boca, ia aos poucos dedilhando ele.

Luan beija minha boca, quase que sugando toda minha saliva, e volta a me chupar, deixando bem, mas bem molhado.

Gente ele se vira de quatro, com a bunda bem empinada, e coloca a cabeça no lençol, minha visão era de uma bela cinturinha, suas nadegas fazendo uma suculenta curva no encontro de sua cintura, e só estava me pedindo ali.

Nesse momento me senti um virgem diante de um profissional.

Molhos os dedos de saliva, dois na verdade e vou penetrando eu aos poucos depois me posiciono e fico brincando com sua entrada, de leve, subindo e descendo, para provocar mesmo.

E funcionou tanto que ele estava se contorcendo, e movendo aos poucos para trás. Apoiado nos joelhos, eu coloquei a cabecinha de leve, ele já estava gemendo, e fiquei parado, assim Luan veio aos poucos, rebolando, e sentindo, cada centímetro. Até se encaixar e ele sentir tudo.

Eu tiro tudo e coloco novamente, um vai e vem, devagar mas serio não tem como não ficar louco. Eu deito sobre ele, passando o braço em seu pescoço, e segurando uma de suas mãos, fazendo ele gemer gostoso, e eu fodendo forte, e mais forte.

Mesmo com força e fundo ele continuava na posição, deixando em empinado, volto a ficar de joelhos e subo ele, para ficar de quatro, e seguro em seu cabelo, podendo assim bombar ouvindo aquele barulho do encontro de nosso tesão.

Para me ajudar tenho meio que uma câimbra e então deito, e ele vem por cima, mas quando vejo como Luan se posiciona e senta, já aviso de cara;

- Não vou demorar a gozar assim.

Ele somente sorri, e por conta própria, faz seu movimento, subindo, descendo, as vezes descendo muito, tipo muito.

Eu passo as mãos por baixo de seu corpo, trazendo ele para socar, mais e mais fundo. E não deu outra, como havia dito, gozei e muito naquela posição. E ele veio logo em seguida, me “sujando”.

26 visualizações
Assine para ser o primeiro a receber os capítulos 

Siga a gente:

©2015 por Armário Erótico Todos Direitos Reservados. Criado orgulhosamente com Richardson Garcia