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©2015 por Armário Erótico Todos Direitos Reservados. Criado orgulhosamente com Richardson Garcia

  • Richardson Garcia

CLICHÊ - Capitulo 4

Ele então para em um portão de grades que se abriu sozinho, e não se via nada, somente arvores e parte ainda do morro. Entramos e logo mais à frente outro portão, dessa vez com uma “pá” de seguranças.

O portão se abre e um segurança aproxima do carro, com uma prancheta;

- E aí mano, como foi com aquela mina lá ontem? Conseguiu ficar? – O cara fala aproximando.

- Podemos falar depois! – Diz o motorista, coçando a garganta, para o outro se “tocar”.

Mano o cara ficou muito sem graça, ele assumiu sua postura;

- Desculpe.

Ele coloca uma máquina de leitura de digital e autoriza a entrada.

Entramos, passando por mais arvores, que pareciam que eram cuidadas desde que foram plantadas, até as folhas do chão pareciam ter sido colocadas lá de tal perfeição.

Ok, casa grande e até então, nada demais.

O motorista abriu a porta, eu desci agradecendo e tinha uma moça de pé me encarando, eu sinceramente não sabia o que fazer, qual procedimento, rsrs, então me aproximo, com o carro saindo;

- Olá Samuel, boa tarde, sou a Raquel, governanta da residência, pode me acompanhar por favor?

- Sim, obrigado.

Bem, vou precisar de um dicionário, e um arquiteto para ajudar a descrever o lugar onde eu me encontrava.

Era imenso tudo muito, muito grande, e maravilhoso.

A casa, ou quer dizer Mansão, fica na encosta do Morro do Jaó aqui no Rio, para terem ideia nem atores tem casa nesse lugar, pelo valor estratosférico.

Bem logo eu você entra não tem nada além da vista panorâmica para a Baia de Guanabara, é uma visão espetacular, a direita uma sala de estar com obras de arte e muito alta mesmo, toda de vidro, dando uma claridade maravilhosa ao local, com um lustre gigantesco.

A outra extremidade outra sala de estar com uns sofás grande e engraçados, quando me aproximo tem mais outro sofá cinza muito lindo, ao lado de uma obra de arte azul marinho, perfeita. Gente eu olhei para fora e demorei a perceber que havia uma piscina de borda infinita ali, de tal perfeição da agua que estava parada. A direita quase que palpável o Cristo Redentor.

O deque onde se encontrava a piscina era de extrema perfeição, com algumas espreguiçadeiras e guardas sois imensos, ao lado de sofás cor de madeira com almofadas azuis, combinando com a agua da piscina.

E realmente a casa parecia que nunca ninguém morou ali, impecável.

- Irei chamar o Guto, pode ficar à vontade.

- Obrigado.

Eu não sabia se ficava de pé, se me sentava, o que fazia. Eu olhava para aquele teto, aquele tamanho de lustre, aquela vista, a mão coçava para tirar o celular e fazer um storie.

De chinela de dedos, bermuda normal e camiseta manga longa, de boné, com alguns fios de cabelo soltos no rosto, ele me surge de uma escadaria que havia do outro lado, no caso ele estava subindo, eu até me assustei;

- Chega aí Samuel. – Ele chama.

Vou descendo para o andar de baixo onde tinha uma estante a minha direita onde era um tipo de livraria. Pessoal a parede ia do chão ao teto, era preciso daquelas escadas para pegar os livros.

A escada de mármore e o apoio em vidro com um detalhe dourado que eu juro ser ouro. A sala tinha dois sofás de frente para fora, afinal aquela vista era de apreciar dia e noite.

O lustre eu não sei como vinha até esse piso inferior, umas luzes dentro de um estilo de bolas no teto, uma parede de formato diferente a esquerda, como aqueles tapumes. A mesa oval tipo de reunião, toda branca perfeita, embaixo das escadas ao canto um lavabo.

A mochila dele estava no sofá e ele a pega, tirando o livro;

- Senta aí. – Guto aponta para a cadeira.

Pego meu livro, caderno e caneta;

- Então, por onde começamos? – Ele procura o capitulo.

- Desculpe atrapalhar, senhor desejam algo?

A Raquel fala de mãos dadas atrás do seu corpo;

- Me traz aquele suco de maça com gengibre e beterraba, se houver um sanduiche de frango e cottage.

- Sim senhor, e você Samuel o que deseja?

Para ser sincero eu nem tinha entendido o que ele disse, e os dois me olham, a única coisa que consegui dizer;

- Uma agua por favor.

- Ok.

Ele me olha com as sobrancelhas baixas e diz a Raquel, olhando para mim;

- Raquel, o mesmo para o Samuel. – E se lembram do sorriso sarcástico? Apareceu depois da sua frase.

- Sim, senhor. – Ela meio que desaparece, entrando ao lado do lavabo.

Eu fiquei olhando e comento;

- Não vi ter porta ali.

- Rsrs, tem sim. Não me respondeu.

- O que?

- Por onde começamos?

- Você começa lendo o capitulo, e depois me fala o que entendeu, eu vou conferir meu trabalho de inglês. – Falo foleando meu caderno.

- Serio isso?

- Eu já estudei o tema.

- Mas o intuito de você vir aqui, foi esse, estudar!

- Guto eu estudei isso quando peguei o livro, na primeira semana de aula.

- Duvido!

- A Revolução Industrial foi o período de grande desenvolvimento tecnológico que teve início na Inglaterra a partir da segunda metade do século XVIII e que se espalhou pelo mundo causando grandes transformações.

- Então ela foi para melhor?

- De certa forma. E tem a segunda e terceira revolução. – Escrevo no caderno para me lembrar.

- Mas o está tudo aqui?

- Não, a segunda e terceira é para incrementar nosso trabalho.

- Porque iremos estudar mais do que ele pediu?

- Porque, não vou abaixar minhas notas se você não estudar, começa a ler.

Ele respira fundo de raiva e começa a ler, eu peguei minha matéria de Inglês e estava fazendo o trabalho da próxima semana.

Ele para e olha para o que eu estava fazendo;

- Sua letra é feia.

- Estudos sugerem que pessoas inteligentes e criativas geralmente tem uma caligrafia ruim porque seus cérebros funcionam mais rápido que suas mãos. – Falo me achando.

- Você é sempre tão convencido assim?

- Estou falando porque é verdade.

Ele pega a caneta da minha mão e escreve seu nome em meu livro, mano, que letra feia do cassete;

- Você grafitou meu livro idiota. – Empurro ele.

- Grafitou? Rsrs, o termo certo seria vandalizou!

- Sua letra é bem feia em.

- Idem! – Ele puxa o livro.

Com aquela borracha de apagar tinta de caneta ele começa a usa-la, e como meu dever de inglês estava sob o livro ele viu;

- Isso aqui está errado.

- Isso o que? – Pego a folha. - Esse verbo está correto “I Want to see you”.

- O verbo sim, mas ele está pedindo a pronuncia, você leu errado a pergunta, a resposta é “I wana see you”.

- Que você sabe de Inglês. – Apago a resposta.

- “I speak English, and, Je Parle Francais”.

- Você fala francês?

- Oui Monsieur. (Sim, Senhor).

- Com licença senhores. – Raquel vem acompanhado de uma moça que nos serve.

A garota fica parada ao lado dela como uma estátua, nem sei se ela estava respirando, de tão imóvel;

- Algo mais senhor?

- Não, obrigado.

- Quer que eu deixe ela aqui ou posso...

- Deixem-nos a sós.

- Com licença. – As duas saem.

Guto pega uma fatia do sanduiche e encosta na cadeira;

- Vamos fazer assim, você me ensina sobre a Revolução Industrial para nossa apresentação e eu te ajudo com esse seu trabalho de inglês. – Diz de boca cheia.

- Beleza.

Comendo e explicando para ele, fazendo um resumo e depois explicando os tópicos que haviam no livro.

“E outra coisa quem coloca gengibre em um suco? Que pessoa mais inteligente porque fica gostoso demais, rsrs.”

De certa forma essa ideia do Guto poderia dar certo. Eu fiz um estilo de bate papo com ele, assim ficava melhor do entendimento do assunto, e se ele fosse estudar sozinho, saberia melhor sobre o que estava lendo.

E para mim, bem eu não falo nada de inglês, sério. Ele teve que refazer todo o meu trabalho.

E acham que eu estava com vergonha, naquela altura estava tomando meu segundo suco, rsrs.

Ele para na metade da explicação;

- Pronto, nós terminamos depois. - Ele empurra a folha.

- Mas está quase no fim.

- Assim tenho motivos para você vir aqui em casa de novo ué (...).

Eu abro um sorriso mais idiota do mundo e ele me joga um balde de água fria;

- (...) Até porque preciso de mais ajuda com esse trabalho, é certeza que o professor irá fazer eu apresentar e você ficar calado lá.

- Assim, está certo. - Respondo com aquela cara de lua, bem encenada.

- Posso ir no banheiro? - Me levanto.

- Sim, te mostro onde é.

Nós subimos aquelas escadas e ele me mostra a porta do fim do corredor.

Vou rápido por ele estar meio que esperando, caso contrário iria me perder, fácil, fácil ali dentro, ao voltar vejo uma "obra de arte" na parede da sala. Um desenho, um design que inspirou uma coleção inteira de roupas. Eu parei na frente daquele quadro e meus olhos brilharam;

- Perfeito né? - Ele se aproxima com as mãos na frente do corpo.

- Mano tem ideia de quem desenhou isso? Esse esboço inspirou uma coleção de estação inteira. – Falo apontando para o quadro.

Ele sorri e responde na maior tranquilidade;

- Minha mãe desenhou isso.

- Está brincando comigo, que é filho de Nice Petrini?

- Aqui em casa é só Dona Nice. – Cruza seus braços, aproximando da parede.

- Você tem ideia Guto, de quem é a sua mãe?

Outro sorriso, ele estava se divertindo comigo ali;

- Tenho sim.

- Eu posso tirar uma foto?

- Pode, tira aí. – Ele se afasta.

- Ah ela está em casa? – Falo surpreso.

- Não, não está no país essa semana.

Peguei meu lindo Xiaomi e tirei a foto enquanto a alegria não cabia em mim;

- Estou na casa de Nice Petrini, Há, Há. – Falo todo animado.

- Senhor eles chegaram. - Raquel fala no início do corredor.

Guardei meu celular por não saber de quem se tratava, e vou para baixo pegar minhas coisas para ir embora, desci coloquei tudo na mochila e volto a subir as escadas.

Mano na sala estava o Elias, Marcela, Fabiano e mais dois meninos do futebol, e tinha duas meninas que me lembro delas nas aulas, e mais perdido que eu ali dentro o Caio;

- E aí... Beleza.... Fica à vontade a casa é de vocês! - Guto ia cumprimentando todos.

Marcela folgada senta no sofá e me olha;

- Que ele está fazendo aqui? – Aponta aquela unha de dragão.

- Trabalho de história, temos uma apresentação para fazer, Samuel é minha dupla.

- Professor pegou pesado com você Guto. - Elias fala rindo com os meninos.

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