• @richardsongaarcia

Clichê - Capitulo 39

E eu só queria enfiar minha cara na agua. Eu e Kleber um de frente para o outro na borda da piscina. Luan sentado ao lado de fora, e Guto em nossa frente, dentro da agua;

- Clima, sim, estou tentando beijar o Samuel e ele me atrapalhando, não é mesmo Samuel? – Kleber joga a bola para mim.

- É? – Faço cara de indiferente, pois os três me olhando.

- Não, sei, você que me diz. – Kleber fala.

Não tive atitude, olhei para ele fazendo biquinho e rindo por dentro, que para ele foi a deixa. Kleber avança na frente dos meninos me beijando.

Guto de um lado, e Luan do outro, assistindo de camarote eu pegar o boy, ou melhor ele me pegar.

Tive meu segundo de beijo de novela, que encenação.

Luan gritando, ouvi o Heitor gritando ao fundo, o Guto se afastou, rindo e disfarçando creio eu, e Caio puto;

- Não, nem vem. Feriado de casais não, sobrou só eu aqui, que porra é essa, vou segurar vela para vocês não, pode separar aí Kleber e Samuel. – Ele fala.

A gente rindo e Guto fala;

- Tem o Camilo!

- Não ta doido, ele deve ter um pauzão, olha o tamanho do cara. – Caio fala rindo.

- Vamos sair logo mais e você arruma uma garota para você, para acabar com essa carência. – Heitor consola ele.

E foi assim que meu feriado começou pegando um cara muito gato, até mesmo para mim, na casa e na frente do meu ex crush. E pelo “decorrer da carruagem” parraríamos o feriado juntos.

#Augusto

Heitor estava muito bêbado, mesmo assim quis sair para jantar fora.

E Marcela e Samuel foram tomar banho, por serem os que mais demoram a se arrumar, o Luan também desceu com Kleber, ficou eu, meu irmão e Caio na piscina;

- (...) Ele não pode ver uma rebolando que já cai matando, eu não entendo Caio, é ele pode pegar qualquer mulher que quiser e vai se arranjar com um cara! Nada contra. – Heitor gesticula.

- Olha se eu fosse gay, ficaria com o Guto de boa, é um cara boa pinta. Mas mano o Luan também é presença. – Caio comenta bêbado.

- Vocês sabem que to aqui, mesmo falando de mim.

- Porque homens em Guto, nunca me disse!

- Heitor não é homem! Eu gosto de pessoas mano, e acima disso, gosto de sexo. Vocês não sabem o quanto é bom um sexo com um cara! Serio! Não tem como explicar.

Se liga na conversa dos três bêbados, conversando gritando pela música alta;

- Que você viu no Luan que não viu no Samuel? – Caio me pergunta.

- Como assim? – Heitor interrompe.

- Samuel era afim dele, e o Guto está com Luan agora.

- Que porra é essa cara? Você tinha mais caráter antes. – Heitor me empurra.

- Mano se liga! Eu já falei. Hoje se acontecer de eu sofrer pelo Luan beleza! Já sofri antes sei como é. E eu fizer ele sofrer também, mesma coisa, estamos cientes disso. Mas eu.... Olha para mim Heitor. Eu não tenho coragem de fazer o Samuel sofrer. Ele é meu amigo, meu melhor amigo, assim como o Caio. – Abraço ele. – Não tem ideia de como eu amo esse cara, serio. Nunca ninguém me tratou como ele me trata.

- Também te amo cara.

- Bonito isso que você falou meu irmão, mas Guto é contraditório, você trazer o cara que gosta de você, para assistir você ficando com outro.

- Eu te entendo, mas conversamos muito sobre isso. Ele disse seguir em frente, e eu não dou esperanças para ele não sofrer mais.

- Ele parece ser firmeza assim como você. – Heitor fala com Caio.

- O Samuel?

- Sim.

- Eu já falei isso para o Guto, e ele sabe. Eu dou minha vida por aquele garoto, tenho muita inveja da força que ele tem, e um moleque guerreiro e que vai atrás do que quer, e consegue. Eu amo o Guto, é meu irmão, meu parceiro. Mas não me faça escolher entre os dois, eu protejo o Samuel.

Gente o Heitor meio que começa a chorar, fica todo emotivo, emocionado;

- Parabéns mano, parabéns, pessoas assim, no nosso meio não existe, eu pago pau para você! Tu é foda Guto.

- Eu te amo viado.

- Gente aconteceu alguma coisa? – Marcela chega com a toalha no cabelo.

- Não.

- Está chorando Heitor!

- É essa cerveja.

- Isso é caipirinha. – Eu o corrijo.

- Cadê minha cerveja? – Ele olha ao redor.

- Mano você estava bebendo vodka com suco e agora está bebendo caipirinha não bebeu cerveja hoje.

- Eu bebi sim cara. – Ele ainda procurava.

Eu e Caio rindo;

- Heitor sai logo, vai tomar um banho vai, vamos chegar atrasados, vocês dois também.

Ajudamos meu irmão a sair da piscina e descer as escadas para o quarto, porem os três estávamos muito ruins;

- Fabiano estava querendo vir também, que acha em Guto? – Marcela fala na porta do quarto.

- Pelo amor de Deus, me dá uns dias de folga do cara.

- Aí hipócrita.

- Aí patricinha.

Não sei como iriamos sair para comer, pois o Caio entrou no quarto com o Samuel pelado, gente foi um grito e briga desses dois que pelo amor de Deus.

Eu entrei no meu quarto e deitei na cama, o Luan ainda estava no banheiro.

Eu aproximo e a porta estava aberta;

- Posso entrar?

- Sim.

Havia deixado a bolsa com remédios no banheiro, entro com ele tomando banho ainda. Pego um “epocler” e bebo;

- Acha que do jeito que beberam conseguem ir jantar fora? – Luan pergunta.

Por causa do vapor da agua o box estava pouco embaçado, mas era possível ver as curvas do seu corpo. Eu sento na privada encostando a cabeça na parede;

- Não sei, meu irmão está tomando banho acompanhado.

- Coitada da Marcela, com ele.

- Coitado de você comigo.

- Porque?

- Não vai cuidar de mim bêbado não? – Encaro Luan.

Ele sorri abre o box, mostrando-se todo pelado;

- Bêbado não, mas posso cuidar de outro jeito.... Vem logo. – Ele estende a mão.

Já entro beijando ele, não fazem ideia do quanto esperei por isso.

Coloco ele contra a parede o beijando com mais força e passando a mão naquele corpo todo molhado, que já estava me deixando louco.

Luan leva a mão dentro de minha bermuda, molhada pela agua da piscina e a desce, deixando cair no chão.

Ele pegava com força e apertava meu membro que já estava duro, desde que pisei naquele box.

Depois de umas pegadas e perceber ele sem folego, afasto o rosto, encarranco ele que desce beijando meu pescoço, peito e barriga.

Apertando minha cintura e desce as mãos para minha bunda e começa a me chupar.

A agua do chuveiro estava quente, mas a boca do Luan estava de parabéns.

Mano sua mão em minha bunda molhada, segurando seu cabelo, que delicia era aquela.

Eu segurava com pouco de força para fazer ele engolir tudo, ou até conseguia, pois, o som dele engasgando e eu gemendo era abafado pelo chuveiro.

Abaixo beijando ele e vou subindo virando ele, colocando contra a parede, o viado já sobe a perna esquerda ficando bem empinado, enquanto vou beijando sua boca.

Fico de pé, olhando enquanto penetro ele que gemia pouco alto, sua mão em minha coxa meio que segurando e eu ainda forçando, até entrar tudo.

Luan estava foda demais, com aquele cabelo molhado e com o rosto meio que encostado na parede como se fosse um lençol.

Vou tirando e colocando devagar, ele estava gemendo gostoso demais. Então retiro todo meu membro e vou penetrando o dedo, assim dando mais tesão a ele, porque eu estava um bom tempo sem sexo.

E como não tinha tocado uma nesse dia, era gozar logo, logo.

Com Luan mais acostumado, volto a penetrar eu, dessa vez com gosto, aproximo mais mordendo suas costas na altura da nuca, e vou masturbando ele, que empinada a cada vez mais, fazendo enfiar mais e mais no fundo.

Então, seguro em sua bunda até apertando, e a outra mão puxando seu cabelo, fazendo as estocadas sobressair do barulho do chuveiro.

Ele nem disse que iria gozar e eu já tinha “chegado lá”. Gemia muito gostoso, rebolando em mim.

Logo que gozou assim, como eu Luan ficou mole, digo as pernas mesmo, rsrs, porque o tesão era muito.

Eu terminei o meu banho, até porque não é valido ficar enrolando, ele foi secar o cabelo e se arrumar, acho que até o álcool saiu junto com a “porra”.

Estava me secando e olho no espelho, estava bem vermelho do sol.

- Nossa parece que me maquiei. – Falo saindo.

- Olha aqui, estou do mesmo jeito... Pega. – Ele joga o creme.

Eu não arrumei cabelo, só coloquei uma roupa e um tênis, o Luan que estava se ajeitando mais.

- Vou apressar os meninos, já são oito horas. – Beijo sua boca.

- Beleza.

Ele estava passando sua calça.

No corredor eu vou até o quarto dos meninos, Caio e Samuel;

- Entra. – Caio diz quando bato na porta.

- Pronto mano?

- Quase.

Ele estava sentado calçando os tênis, de calça jeans sem camiseta, e cabelo molhado;

- Está melhor?

- Sim, bem melhor.

- E Samuel?

- Com Kleber, acho que estão se maquiando não sei.

- Vou ir... EPA! – Caio se levanta.

Gente ele estava com uma mala pronta para voltar para o Rio na cueca;

- Que isso? – Falo rindo.

- Ah foi mal, as vezes esqueço que você curte.

- Mesmo assim viado, que isso!

Ele só faz sinal de “punheta” com a mão direita. Eu nem comento, só falo;

- Vou chamar os outros para não atrasarmos.

Samuel e Kleber já estavam prontos, na sala tirando umas fotos, Luan subiu em seguindo e Eu e Caio subimos com meu irmão que estava bem melhor, do que descemos.

Meu irmão veio muito mais para Floripa que eu, e conhecia muito bem essa cidade.

Ele e Camilo nos levou em um restaurante a beira mar, muito foda, uma churrascaria na verdade.

Aquela mesa imensa, todo mundo conversando, comendo e bebendo, muito.

Eu estava bebendo, o Caio de novo, Heitor ruim novamente, e dessa vez até Samuel.

Terminamos de jantar por volta das dez e meia. A gente deu uma volta pela orla da praia que estávamos, e o Caio enchendo para irmos ah alguma balada.

- Mas tem que me acompanhar na bebida. – Heitor fala com ele.

- Você já está ruim.

- É medo então?

- Só vamo.

Foi uma das noites mais aleatórias da minha vida, porque o Caio estava enchendo para irmos a uma balada, para ele pegar alguém, e no fim do role, estávamos em uma balada gay de Florianópolis.

No camarote, Marcela dançando com o Luan e Heitor, Kleber e Samuel dando um rolê, eu andando com o Caio;;

- Só tem homem aqui cara. – Caio grita em meu ouvido.

- Pois então, mas tem que achar alguém mano. – Falo com a mão em seu ombro.

Ele estava bêbado a essa altura;

- Mas sério, melhor balada que já fui, só musica foda.

- Sim, claro.

Achamos os meninos, e ficamos pouco com eles, Caio muito louco, abraçando e conversando com o Samuel;

- E aí cara, quer desenrolar algo hoje aí? – Um cara fala para o Kleber do meu lado.

- Valeu, estou acompanhado. – Ele responde.

- Nossa! São um casal aberto. – Ele me olha.

- Não é comigo. – Respondo.

- É com ele. – Kleber passa a mão em Samuel.

- Você, um cara desse, com essa poc?

O cara nem terminou de falar, o Samuel pulou em cima dele, nossa que bagunça, eu fui separar e o Caio me empurrou me derrubando.

Antes de eu levantar eles já estavam separados, Kleber abraçou o Samuel e saíram juntos, e o Caio na maior cara de pau vem me ajudar;

- Eu ia cair de porrada para cima daquele cara mano.

- Você me derrubou filho da mãe, olha quase quebra meu celular.

- Foi mal, nem vi, fiquei louco quando vi ele partir para cima do Samuel.

- Caio, Samuel que bateu na cara dele.

- E foi? Nossa to muito ruim.

Nós andamos até onde ele estava ao canto com o Kleber;

- Fica com ele, vou pegar uma agua. – Ele sai.

- Viado, que raiva, que tem de errado comigo, não posso ficar com um cara mais bonito que eu. Nossa porque não deixaram eu bater nele. – Samuel estava bêbado, e bem alterado.

- Mano você é foda, esquece aquele cara, relaxa. – Caio segura em seu ombro.

- Se liga, Kleber não é mais lindo que você não Samuel. – Abraço ele.

Mas acho que tinha falado algo errado;

- Que conversa é essa Guto? – Samuel me empurra.

- Estou te consolando!

- Eu sei muito bem! Olha eu agradeço, agora esse papo seu não me desce não.

- Mano vocês dois de novo não, não podem beber! E eu não consigo separar briga aqui não. – Caio entra no meio.

- Não quero que sinta pena de mim, lembra sem dar esperanças, e chega me abraçando!?

- Estou falando como amigo Samuel. – Tive que gritar.

- Amigo? Do mesmo jeito que ficou quando viu que eu fiquei com o Kleber!

Não respondi ele, fiquei encarando;

- Não vou dar bola para você, está bêbado, e só fala besteira. – Eu me afasto.

Vou subindo as escadas e o Caio me segue;

- Mano não está sentindo ciúmes do Samuel com o Kleber não né?

- Claro que to cara! Que acha? Kleber aparece do nada e já estão ficando, Samuel é me amigo quero proteger ele. – Falo enquanto seguimos para o camarote.

- Que papo é esse? Guto, está ficando com o Luan, respeita o cara mano. Você não quis o Samuel agora que se foda.

- Me solta Caio, você sempre diz que está do lado dele, e que eu to errado, sempre errado, sai fora. – Tiro ele do meu caminho.

- Olha para mim.... Olha aqui Guto, é isso mesmo que eu ouvi? – Ele para de frente em mim.

- Também erro, também posso fazer escolhas erradas.

- Não é escolher errado Guto, é fazer pessoas sofrerem, não se resume a você mano, se liga, abre a porra dessa cabeça sua.

Nesse momento, eu não vi, por causa da raiva Samuel estava do meu lado;

- Vem aqui. – Caio pega no braço dele colocando do meu lado. – Cansei de mediar vocês. Samuel está errado de gostar e dar valor nesse cara que não gosta de você, e ficar reclamando pelos cantos que Guto não te quer pelo seu jeito, quando o problema é você e não sua aparência. E você é um hipócrita do caralho. – Ele apontava o dedo na minha cara. - Acha que pelo dinheiro todo mundo vai ser e fazer o que quer, se o cara quer seguir em frente tem que ficar feliz, agora se sente algo por ele, fala logo porra, vira homem.

Caio cala a boca e parece que nem a música alta da boate conseguia abafar o silencio, meu e do Samuel.

Foi um momento estranho, pois vejo ao meu lado esquerdo uma correria, vindo em nossa direção, o Samuel de olhos arregalados, Caio com olhar de raiva, e eu assustado.

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