• Richardson Garcia

Clichê - Capitulo 38

Estávamos respondendo às perguntas do Caio, as curiosidades dele na verdade;

- (...) Beleza, mas e quando os dois querem comer, como faz?

Risos é claro;

- A gente sempre conversa abertamente sobre esse tipo de coisa Caio. E beleza se ambos terem preferência por fazer ativo e nenhum... nenhum... – Guto se enrola.

- Se nenhum querer dar, ou não sentir seguro, vai na mão mesmo. – Eu interrompo.

- É para vocês tudo é mais fácil, digo, quando estão afim, vocês chegam e falam, quando querem sexo, é mais fácil do que com uma garota. Que tem todo aquele lance da conquista, do flerte, de dar mole, vocês sabem! – Ele dá um gole na cerveja.

- Não. – Todo mundo responde.

- Sim. – Guto concorda.

A gente sorri de novo.

- Que você prefere na cama Samuel? – Kleber me pergunta.

Eu quase me afogo no copo de vinho!

- Eu! – Falo surpreso.

- Está na cara. – Caio me zoa.

- Cala a boca idiota.

- Não é porque ele é afeminado que tem que ser passivo. Temos amigos né Kleber que são Drags e são de preferência ativas. – Luan interrompe.

- Viu, toma despercebido! – Empurro o Caio. – Kleber eu sou versátil, assim como minha aparência eu faço o que eu quiser, e quando quiser.

Eles calados e Luan diz;

- Eu não te conheço e não sei nada de você. Mas olha você tem uma força que exala. – Ele faz sinal de bater palmas com o copo.

- Enche mais a bola dele que você vai descobrir. – Guto diz.

- Bicha Invejosa.

- CADÊ A MUSICA? – Heitor grita assustando todo mundo.

Mano eu quase morri do coração, pois estávamos em uma calma.

Ele veio rindo, e aí sim começou nosso feriado. Caio e Guto arrumando umas bebidas, o Heitor, colocando umas toalhas e abrindo os guarda sois ao redor da piscina.

Heitor de sunga, chapéu, óculos e cerveja na mão, parecendo um tio, porem um tio muito lindo e fofo.

Eu e o Kleber brigando na frente do som, por causa das músicas e a Marcela eu não sei, rsrs.

Gente o Kleber é aquele tipo de cara, palhaço, engraçado. Ele parece irmão do Luan, não saem de perto um do outro. Sabe aquele gay que você olha de longe e já fala, “é hétero e pegador”, mas quando abre a boca você saca.

Ele é esse tipo, tem uma voz até grossa, mas o linguajar está lá, ele é pouco mais alto que eu, e tem um corpo perfeito, mas é colocar um boné o Gaydar para de funcionar.

Maquiado e montado seria uma Travesti de arrasar quarteirões rsrs.

Depois que todo mundo pulou na piscina, o Guto havia ido pegar a bola para brincarmos de vôlei, e Caio chega em mim;

- Vi que está melhor!

- Estou amigo, acho que é aquela caipirinha, rsrs. – Aponto para o copo.

- Fico feliz.

- Não estou bêbado, estou bem, eu disse vou ficar.

Os times ficaram, eu, Caio e Kleber, contra Heitor, Guto e Luan.

Gente perdemos feio, e quando digo feio, que colocaram o Heitor do nosso lado, porque a coisa estava feia.

E uma dica, beber e ficar pulando na piscina não faz bem. Heitor estava pouco ruim, tipo eu.

Depois do jogo eu estava passando um óleo para pegar uma cor e ele tem a coragem de chegar em mim;

- É bom saber que não sou o único gordinho aqui.

- Gordo é seu nariz. – Falo para ele. – Eu gordinho, só não temos tanquinhos como eles, mas olha Caio, essa barriga de cerveja está aparecendo. – Falo apontando para ele.

- Isso aqui é gostosura sobrando. – Ele bate na barriga.

- Samuel onde pegou esse óleo? – Kleber grita de dentro da casa.

Vou até o lavabo, onde havia pegado, ajudar ele, que estava igual a gente, já “alegre”.

Peguei o frasco e entrego para ele;

- É esse? – Pergunto.

Kleber abre e vai colocar na mão para cheirar, porem deixa muito cair, e então passa em seu corpo, nossa fiquei sem jeito naquele momento.

Ele tem o cabelo com um topete grande, enquanto quando estava olhando para baixo eu nem percebo quando ele me olha.

Mano ele me beijou, levando a mão em minha cintura, eu não tive atitude alguma a não ser corresponder ao seu beijo. Sem comentários para aquela boca.

Eu me afastei e ele comenta;

- Não curtiu?

- Curte, mas é que você bebeu, tem certeza disso?

- Desde que te vi no Rio.

(Ouviram isso, parece até encomenda, rsrs).

Olho para direita o Guto parado na frente da porta, a situação era tão constrangedora que ela vai sair e derruba algum tipo de vaso, Augusto bate de frente com ele, o jogando no chão e fazendo uma puta bagunça.

Assim como vocês eu não entendi porra nenhuma da atitude dele. E claro de primeira fiquei com vergonha, ele olha para a gente dizendo;

- Foi mal, não quis atrapalhar.

- Tudo bem. – Respondemos ambos assustados.

Ele dá meia volta na terra que se espalhou pelo chão, as empregadas acho que ficaram mais apavoradas, e também aquele chão complicado de limpar, elas correram com algumas coisas, e ele pedindo desculpas.

Eu sai muito perdido daquele banheiro, serio. Ninguém nem viu Guto derrubar o vaso, quem dirá eu beijando o Kleber.

Como se nada tivesse acontecido volto para meu lugar, termino de passar meu óleo e deito cobrindo o rosto com o chapéu do Heitor.

Meu pensamento ia do céu ao inferno, confuso com a atitude de Guto, se foi verídica ou só acaso.

E não acreditando que havia beijado o Kleber. Sério, ainda estava sorrindo de ter feito isso.

Peguei um sol, e pegando uma cor. Pois mesmo morando no Rio eu não tinha tempo de ir à praia, por causa dos estudos.

- Logo fica tarde, vão querer ir para a praia hoje ou só amanhã? – Heitor pergunta a galera.

Eu não sei se pelo cansaço, mas ninguém se animou a nada;

- A gente sai para jantar hoje e amanhã acorda e passa dia na praia. – Guto sugere.

- Por mim beleza.

Gente eu fiquei ali do lado do Heitor, pois ele estava bebendo e sentado, eu pegando uma cor e a Marcela do outro lado fazendo o mesmo.

Mas o Kleber se aproxima, pede licença se sentando aos meus pés, para conversar com o Heitor;

- Dá espaço aí Samuel. – Ele pega em mim.

Me subiu um calafrio. Eu olho, me afastando, e já de cara ao me virar vejo o Guto de dentro da piscina olhando, pronto que era agora?

- Não quero ser chato, mas trabalhei essa semana para uma reunião que você teria no Amazonas Heitor. – Kleber senta falando.

- Não conta para ninguém, mas todo mundo acha que eu estou lá.

- E não conta para ninguém que esteve comigo, meu Deus. Meu gerente me pega.

- Se meu pai souber que estou com o Guto aqui, ele mesmo vem pilotando e coloca a gente para fora a chutes. Para ele tem que curtir quando ele curte, que é nunca.

- Seu irmão é bem diferente de você, caramba, ele é muito animado.

- Não viu nada, esse gosta de uma treta, e se tiver álcool então.

- Estão falando de mim é? – Escuto a voz de Guto.

Parei de respirar na hora, que ele queria com a Kleber, sendo que Luan estava na piscina.

- Eu falando que vocês são diferentes. – Kleber explica.

- Sim, ele é o chato e eu sou o bacana. – Guto responde.

- Quando pilotar igual a mim você fala comigo. – Heitor diz.

- Quando tentar matar alguém como você né.

- Já chegou a esse ponto? – Kleber questiona.

- Ele teve um acidente em nossa casa, em um pouso, foi um susto na verdade.

- Sim, estávamos testando o novo modelo de 2016 ach o que se lembra qual é?

- Sim.

- Depois que apreendi a pilotar, sempre faço teste nas novas unidades. E eu tive um problema com o trem de pouso dele. A aeronave quase que pega fogo, comigo e o comandante, foi um puta susto.

- É e quando estamos voando ele dá umas “navalhadas”, bem assim.

Eles riram e Kleber pergunta;

- Nunca vi você na AFAIR Guto. Poucos funcionários sabem que o Doutor Machado tem dois filhos.

- Que assim seja, não sou muito chegado no tipo de negócio feito por eles. – Guto se refere ao irmão.

- Ele está sendo modesto, é um cara muito inteligente, e iria somar para caralho na AFAIR, mas o santo dele e do papai não se batem de jeito nenhum, se ficar perto por muito tempo, é briga.

- Mas é seu pai.

- Não é por ser meu pai, que tenho que concordar com atitudes dele sabe.

- Sim, você está certo. Mas também tem a Nice Petrini, então se precisar lá você segue carreira...

- Kleber ele não gosta que a gente fala, mas a mamãe está perdendo o posto. – Heitor diz rindo.

- De estilista? – Kleber pergunta.

- Não, de mulher da família. Rsrs.

Heitor fala dando gargalhadas, o Guto acho que bate nele, e os dois arrumam uma briga com bebidas, nossa eu e a Marcela tivemos que levantar correndo de lá, pois molhou a gente tudo de álcool.

E acha que adiantou gritar brigando com eles! Guto pegou uma garrafa de champanhe e estourou morando na gente. Mano que raiva!

Meu cabelo estava com cloro da piscina, e champanhe, pura mistura do capeta.

Passei uma agua no corpo na ducha, para tirar o bronzeador e um pouco do álcool.

Estava voltando e o Caio me abraça caindo na piscina. Outra guerra de agua dessa vez e eu vou para a borda da piscina, fico com Caio que havia pego um prato de frios para a gente;

- Você mudou muito desde o almoço. – Ele me encara.

- Me deixa.

- E! Que você fez em Samuel, que cara é essa?

- Beijei o Kleber. – Falo baixo.

- Aquele? – Caio aponta o dedo.

- Disfarça. – Bato em sua mão. – E tem outro aqui por acaso?

- Seu viado. E chorando no quarto, não tem vergonha não?

- Não, nenhuma. – Bebo um gole de caipirinha. – Estou seguindo em frente, e de agora em diante será assim.

- Deixa Guto saber disso, que você está passando o rodo.

- Ele viu.

- Ah, então por isso a sujeira àquela hora, ele estar todo estranho, entendi.

- Não estou nem aí com ele, não pensou muito em mim quando me trouxe para ficar com o namorado.

- Ei, Samuel, desencana! E por fala olha aí. – Caio gesticula.

Eu olho para trás e Kleber se aproximava na agua;

- Ei tudo bem? – Ele pergunta.

- Sim, sim e você?

- Estou perguntando por mais cedo. – Ele fica do meu lado.

- Está sim, eu não esperava, mas estou sim. – Olho e cadê Caio.

Acreditem ele saiu e me deixou com o cara, sozinho.

- E gostou?

- Sim, você beija bem.

- E faço outras coisas também. – Ele sorri e eu me derreto.

Abro um sorriso bem idiota, aqueles de estarem dando mole sabe.

Com o céu amarelo do pôr do sol, aquele climinha romântico;

- Me fala de você, tem quantos anos?

- Dezoito!

- Ufa, pelo menos já sei que não vou preso.

- E você?

- Tenho 22, sou de 95.

- Parece ter menos.

- Ah me ganhou agora, rsrs.

- Mais uma? – Caio se aproxima com dois copos de caipirinha.

- Sim, valeu cara. – Kleber pega.

- Vou querer um suco, tem?

- Mano... – Ele olha e diz. – Luan coloca mais um copo aí. Calma aí.

O Luan que estava se servindo de suco, e Caio volta, e Kleber diz a seguinte frase;

- Se incomodaria se eu te beijasse aqui na frente dos seus amigos?

- Quem pediu suco? – Luan chega.

Eu ainda encarando o Kleber;

- Valeu amigo, acabou com o clima que eu criei aqui. Obrigado seu empata foda.

O Luan tem uns olhos claros que deixam você hipnotizados a todo momento, e sua barba por fazer, dá um ar de seriedade, ele é realmente muito lindo;

- Aí foi mal. – Ele se desculpa. – Seu suco.

- Obrigado.

- Já que estou aqui, só vou avisar, ele ronca, e peita quando dorme, as vezes fala dormindo também.

- CALA a boca idiota! – Kleber grita com ele.

Eu fiquei rindo com os dois;

- Mas é verdade, é cada peido.

- Ah seu viado vai ter volta. Cadê o Guto! – Kleber olha ao redor.

Eu já via sinal de climão!

- GUTO, chega aí. – Ele grita.

- Fala.

- Já que vai dormir com o Luan pela primeira vez essa noite, se liga, ele a noite...

- Kleber cala a boca.

- Se ouvir barulho de chupeta, não é ele chupando você não viu, é chupando o dedo mesmo.

Eu ri demais dessa, pois o Guto fez uma cara;

- Serio? – Sabe tipo Emoji.

- Ele está inventando. – Luan rebate.

- Não estou, mas relaxa, porque se sexo não tiver de manhã tem uma punheta, porque esse gosta viu.

Gente a forma com que o Kleber contava era muito mais engraçada do que o feito! Eu deixei o suco de lado para não me engasgar com esses dois;

- Chega Kleber, se eu começar a contar seus podres aqui, já sabe né.

- Você quem veio atrapalhar meu clima. – Kleber responde.

- Clima? – Guto questiona.

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