• Richardson Garcia

Clichê - Capitulo 37

#Samuel

Eu sentado no banco de trás, o Camilo e o Caio no banco da frente, e eu fofocando com eles;

- O Camilo não fala, você sabe amigo.

- Vou repetir Samuel, eles estão ficando, Guto me disse. Agora é com você. Mostrar que é forte e seguir em frente, você não me disse ontem?

- Sim Caio. Mas eu não sabia que ele era tão lindo assim, ele e o amigo, rsrs.

- Prefiro você. – Caio diz todo sério.

- Aí gente que fofo, olha Camilo, você não tem amigo assim. – Aperto a bochecha do Caio.

- Sai fora Samuel.

Camilo sorri dele se esquivando;

- Eu vou ficar bem.

- Estou aqui, sabe disso. – Ele coloca a mão para trás.

- Sim, vai ser o melhor fim de semana da vida amigo, vamos aproveitar muito.

O Camilo abre um sorriso, e Caio questiona;

- Que foi?

- Nada.

- Fala Camilo. – Eu cutuco ele.

- É que ele gosta muito de vocês. E ele tem razão.

- Ele Guto? – Pergunto.

- Sim, fala muito bem de vocês! Se me permitem dizer, é uma amizade bonita, muito mesmo. E acreditem meninos é raro no mundo que ele e a família vive.

- Obrigado Camilo. – Faço um carinho no ombro dele.

- Diferente dos outros não queremos nada dele. – Caio diz olhando para o outro lado.

- Com vocês Augusto é outra pessoa.

- Que bom, fico feliz.... Onde estamos? – Pergunto olhando as casas.

- Entramos em Jureré Internacional.

- Porra, só casa foda. – Caio tira os óculos.

Era possível ver de longe a praia, e seguimos em direção a montanha do lado, mas nem subimos e o Camilo já entra em uma rua pequena, e depois em um portão.

O local só tinha a casa, nem havia jardim, uma pequena estrada com muitas arvores, tipo muitas mesmo. O caminho da abertura para a casa a direita e um espaço para manobrar e entrar na garagem.

A casa trabalhada em madeira de três andares, no piso debaixo o estacionamento, imenso, junto a área de serviços, no primeiro andar os quartos de hospedes, no segundo andar uma puta sala de estar, uma cozinha imensa, com mesas ao lado de fora no deque, com telhado alto, a visão era espetacular.

A piscina de borda infinita, toda a fachada de vidros, com várias colunas de madeiras.

A visão era panorâmica, com algumas montanhas para a direita e a praia de Jureré a esquerda. Havia uma mesa de sinuca na sala atrás do sofá. A casa era aparentemente antiga, mas mesmo assim era um ar tão aconchegante sabe.

Bem depois que subimos todo mundo tirando fotos da vista e gravando Stories;

- Samuel, fala para ele, que eu falei para você no avião? – Kleber chega puxando o Luan.

- O que menino?

- De modelo.

- Ah, Kleber disse que pareço modelo da Petrini.

- Eu disse a mesma coisa para ele. – Luan fala.

- Haha’ obrigado.

- Augusto! – Camilo chama ele. – Seu irmão está chegando, e vou buscar ele no aeroporto, vou deixar vocês com a segurança da casa, tudo bem?

- Sim, vai lá.

Esperava eu que a Marcela não havia trazido Fabiano. Porque eu acho que suportaria o Luan, mas Fabiano eu iria jogar ele dessa casa.

Tinha duas mulheres na cozinha, como era tudo aberto, aquele cheiro estava matando a gente;

- Mano, podem escolher os quartos lá embaixo, acho que tem uns cinco, fiquem à vontade. – Guto diz. – Aí a gente espera meu irmão chegar para almoçar.

Todo mundo desceu, e o pessoal deixou as mochilas no corredor, frente aos quartos.

Ficou assim, eu e o Caio, Kleber sozinho, Luan e Guto, e deixamos um para o Heitor e Marcela;

- Amigo se ele aparecer, eu fico no quarto do Kleber. – Falo a Caio que estava trocando de roupa.

- Afogo você naquela piscina Samuel. Se Fabiano aparecer aqui não vai ficar nesse quarto não, nem vem.

- Não vou deixar ele pegar aquele gatinho não, cara se acha.

- Está falando de quem?

- Do Kleber.

- Mas gente, já está de olho no cara?

- Claro ué. Viu o quanto ele é lindo?

- Estou vendo é que tem gay demais nessa casa. – Ele diz rindo.

- Tem mesmo, se estiver com curiosidade me procura primeiro em.

- Cala a boca! Ei que tal?

Ele fica de pé com aquela bermuda folgada, a cueca a mostra;

- Vou esconder suas coisas para usar só essa bermuda o fim de semana inteiro.

- Vou aceitar como um elogio.

Ficar sem camisa perto das pessoas não é comigo. Ainda mais com Caio todo gostoso, Luan e Kleber lindos e o Guto. Mas isso estava em meu processo de aceitação.

De bermuda branca, e abri toda minha camisa, mas sem a tirar, a make, não rola né, gastar pó de arroz com piscina. É o mesmo que se maquiar e chorar. Mal sabia eu que iria realmente ter que me maquiar.

Caio subiu, ouvi Kleber também passar pelo corredor, e quando eu vou seguindo, passo na frente do quarto e vejo o reflexo no espelho de Guto beijando o Luan.

Meu Deus!

Não era o que eu estava esperando sentir, fui engolir seco, mas nem isso consegui. Voltei para o quarto rápido, antes que alguém me pegasse no corredor.

Eu fechei aquela porta e a única pergunta que estava na minha cabeça era a seguinte.

“Que merda eu vim fazer aqui”.

A vontade era sumir, desaparecer. A raiva foi aumentando em mim, e cara como queria ir naquele quarto falar umas coisas para Guto. Mas aí vem na cabeça a conversa com o Caio.

E então, lá se vai eu, segurar mais uma barra sozinho, eu tentei sair do quarto umas duas vezes, mas não conseguia, era uma dor difícil de segurar e não demostrar.

Então veio as lagrimas, de joelhos na frente da porta, deixando mais uma vez a dor se sobressair.

Eu só estava cansado, de tudo.

Eu fiquei muito tempo lá dentro, e meio que escuto Heitor chegando. E Caio desce atrás de mim, ele entra no quarto e me vê no chão;

- Amigo.

- Não diz nada! – Ele se agacha e me abraça.

Mais choro, eu chegava a me engasgar, e ele me apertando. Quando consegui me acalmar, Caio se afasta me encarando;

- Vai no banheiro, lava esse rosto e faz aquela maquiagem que só você consegue.

- Amigo não sei...

- Quantas vezes você já não fez isso? Em?

Eu não falo nada, só escuto ele, me levanto e vou para o banheiro, e faço o que ele disse.

Consegui disfarçar bem que tinha chorado, mas retoquei toda uma maquiagem para enfrentar eles.

Ai que raiva do Caio, quantas vezes eu não usei da maquiagem a desculpa para dizer que estou bem, para me mostrar bem.

Eu sai do banheiro, ele estende a mão e saímos. Como um casalzinho mesmo.

Quando subimos as escadas o Heitor estava sentado no braço do sofá conversando com o irmão, Luan e Kleber jogando sinuca e Marcela tirando fotos da vista.

- Estávamos te esperando para comer. – Guto diz ao me ver.

- Estava escolhendo a roupa, foi uma briga para sair assim. – Caio fala.

- Ah oi! Eu lembro de você. – Heitor vem me cumprimentar.

Ele me abraça, todo fofo, e diz;

- Do meu aniversário, não foi ele quem fez aquele barraco em cima da mesa?

- NÃO.

- NÃO. Não foi.

Caio e Guto gritam juntos;

- Você que estava bêbado demais. – Guto diz. – Vem Samuel, senta aqui. – Ele me puxa.

Gente o almoço foi bem tranquilo, eu estava bem melhor.

E claro que todo mundo queria ir para a piscina, pegar um bronze.

O Heitor e Marcela desceram, parece que ele trabalhou essa noite e foi dormir um pouco. Mas Guto já havia avisado ele que logo colocaria uma música.

Ficamos, eu, Guto e Caio em um sofá e os meninos em outro sofá, em nossa frente.

Bebendo de vinho a cerveja, e suco.

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