• Richardson Garcia

Clichê - Capitulo 36

#Luan

Com o feriado queria eu dormir até mais tarde, mesmo conversando com o Guto até tarde, eu ainda acordei cedo. Aproveitei para ir para a padaria ajudar, no movimento cedo.

Ela ficou na cozinha, pois quando estou por lá, ela aproveita para adiantar parte do serviço da manhã, assim fica mais tranquila durante o dia.

- Luan vou levar essas sacolas na sua tia, e já volto.

- Mãe ela mora aqui do lado, não sei porque não deixa aqui sabe e ela se vira.

- Deixa de ser mal. Você trabalhando desse jeito, eu fico aqui o dia todo, me deixa bater perna um pouco.

- Rsrs, vai lá.

Como carma, ela saiu o Thiago aparece;

- Bom dia.

- Bom dia.

- Pega o de sempre por favor.

Peguei seu pedido, e separei entregando, com a cara indiferente;

- Quantas vezes tenho que dizer que não estou mais com Felipe?

- Nenhuma, porque eu não me importo Thiago.

- Depois que está saindo com o Playboy você mudou muito Luan.

- Eu não mudei Thiago, só acordei para vida, a gente não se cansa de amar, a gente cansa de amar e não ser amado. E mesmo não sendo do seu interesse, não estou com o Augusto, só ficamos.

- Aquele garoto não é flor que se cheire, vê se fica longe.

- Vê se cuida da sua vida.

- Você é minha vida Luan.

- É percebi quando beijou o Felipe no carro.

- Você não...

- Thiago, vai embora, serio, está ficando feio para você.

Kleber entra na padaria bem nesse momento. Thiago olha e também entra outra cliente, ele vai embora. Meu amigo entra no balcão enquanto eu atendo a moça.

- Menino que babado, ele ainda continua insistindo nessa história?

- Sim, Kleber, está me tirando do sério.

- E você amigo?

- Já estou ficando com pena sabe.

- Tem que ter ranço Luan.

- E você não está de dieta?

- Me deixa, ninguém resiste a esse pão da sua mãe.

- Que isso em, está ficando top.

- Eu sou top Luan.... Ei vim te perguntar, e aí? Eu vi a sua mensagem só hoje, vamos ou não?

- Guto disse ser só amigos, mas sei lá.

- Mas Florianópolis? Ele não convidou! Vamos amigo.

- Vou falar com ele então, deve estar quase na hora também. E eu nem roupa tenho para isso.

- Vamos para Praia Luan, quem usa roupa.

- Idiota, vou avisar ele então. Tem certeza?

- Sim, mas o feriado é na terça, será que vamos ficar todos esses dias lá?

- Não sei amigo.

- Ah pode falar.

- Ok.

Na noite anterior Guto chamou para passar o feriado fora, eu de primeira recusei, mas ele disse deixar o convite aberto.

Sei que vocês têm dúvidas de mim e Guto, e estão certos, eu tenho, imagina vocês! Eu tenho mais insegurança de me abrir para sentir algo, por medo não sei dizer ao certo. Para quem já sofreu tem aquele medo de partir para outra, e acontecer o mesmo.

Clichê? Sim! Muito.

Ele confirmou o horário para nós estarmos no aeroporto aqui do Rio.

Eu coloquei minhas coisas em uma mochila mesmo, falei com minha mãe que iria para casa da minha avó esse feriado.

Quando cheguei na casa do Kleber, mano ele estava muito gato. Tênis preto, bermuda jeans com alguns rasgos, camisa de manga curta meio bege, com um colar de couro.

- Que isso em. – Falo deixando a mochila.

- Gostou?

- Se não fosse meu amigo eu pegava.

- Você gosta mais de ser passivo amigo eu pego.

- Cala a boca a boca Kleber. O UBER está chegando.

- Certo.

Ele foi com uma mala pouco maior que a minha, e vamos, seguimos para o aeroporto, chegando por volta de onze e meia da manhã.

Assim como nós chegamos mais cedo, ele ligou minutos antes do meio dia;

- Ei, já chegou? – Guto pergunta.

- Sim, estamos próximo o check-in da GOL.

Ele sorri e fala;

- Ficam aí, Camilo vai até vocês.

- Ok.

Isso foi rápido, nós acompanhamos ele passando por um outro lado, foi meio que saímos do aeroporto, indo para outro lado.

Entramos em outro lugar, onde se fazia uma espécie de embarque também, raio x, essas coisas, pouco mais reservado.

Seguimos então saindo do lugar, onde tinha um carro, que levou a gente para um galpão imenso escrito “AFAIR”. Havia um jatinho e dois helicópteros lá dentro.

Ele parou na frente e outro carro se aproximava, enquanto o jato saia de dentro do lugar. Havia alguns operadores na pista, e o Kleber com cara mais idiota do mundo;

- Que sorriso é esse?

- Mão coçando para postar um vídeo, rsrs.

- Não começa Kleber, finge naturalidade.

- Está difícil Luan.

O Camilo pega nossas coisas e leva para o avião e outro carro para, e o Guto está dirigindo.

De bermuda florida, camiseta cavada, e óculos espelhado, ele estava todo lindo.

A gente se cumprimentou com um abraço, ele também abraçou o Kleber.

Do carro desde um carinha todo fortinho, assim como Guto, de bermuda rosa, chinela de dedos, camiseta preta cavada, e um sorriso maravilhoso, o cara era muito lindo;

- Caio, Luan e Kleber. – Ele nos apresenta.

Com um aperto firme o garoto cumprimenta ambos.

E do outro lado do carro, de camiseta manga curta, preta com flores roxas, e bermuda branca, de cabelo bem penteado e brilhante. Um rapaz parece que desenhado, serio, aparentemente afeminado;

- Samuel, esse é o Luan, e o Kleber. Gente Samuel!

- Oi prazer. – Pego em sua mão.

- Cara está usando batom? – Kleber me racha a cara de vergonha.

- Sim, gostou? – Ele sorri.

- Olha isso Luan, perfeito.

- Depois te mostro qual é, deixei na mala. – Ele aponta para os meninos colocando no avião.

- Só vamos nós? – Pergunto ao Guto.

- Até então sim, os meninos estudam comigo. E vocês. Talvez meu irmão, mas não é certeza.

- Heitor? – Kleber questiona.

- Sim.

- Será que não tem problema, ele é meu chefe.

- Relaxa, Heitor é bem de boa.

O comandante cumprimentou todo mundo, desejou um bom voo, e entramos.

Havia umas nove poltronas eu não tenho certeza, todas bem confortáveis e espaçosas.

Para nós, ser tratados naquele grau de “glamour” era muito exagerado.

Mas a família de Guto é exagerada, é extravagante. Para nós, eu o Kleber, parece muito, porque não estamos inseridos nesse mundo, sim, realmente é algo grandioso, mas para nós que não temos isso como nossa realidade.

- Quanto tempo de voo mais ou menos? – Kleber pergunta a Guto.

- Acho que uma hora e quarenta, é rápido.

- Seu irmão pilota um desse também Guto? – Caio pergunta.

- Não, ele ainda está tirando a licença do helicóptero.

- Heitor pilota helicóptero? – Kleber entra na conversa.

- Sim.

- Igual ao Cristian Gray.

Ele comenta na maior humildade, a gente fica rindo de seu comentário idiota.

Antes da decolagem o Kleber vai para a poltrona em frente o Samuel, o Guto se senta na minha frente, e o Caio dormiu logo depois que subimos.

Logo que pousamos, eu não sabia mais, esses jatos particulares, tem um local especifico e separado nos aeroportos.

Descemos e entramos direto para os carros, nesse momento eu entrei com o Kleber, e os meninos no carro da frente, o Guto estava conversando com o Camilo.

- Amigo isso parece tão surreal para a gente e tão normal para eles né.

- Kleber, ele vive assim, por isso é normal.

- Estava conversando com o Samuel, ele é como a gente de comunidade.

- Serio? – Já me ajeito no banco.

- Sim, ele e o Caio.

- Gente Samuel parece aqueles modelos da Nice Petrini.

- Haha’ eu falei a mesma coisa para ele.

- Vamos? – Guto entra no carro.

- Sim.

Escutando música, conversando e vendo a cidade, eu nunca tinha ido para o Sul do pais.

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